AMARELO 9X4 AZUL/PRETO
Gols:
Amarelo: Alex; João Paulo; Charles [4º, 5º]; Preto [8º, 9º, 13º]; Vander [2º (contra), 7º]; Fábio [1º, 3º, 11º]
Azul/Preto: Vilnei; Evandro [12º]; Danilson [6º, 10º]; Diogo; Marcelo; Felipe; Joarez
INCONTESTÁVEIS!
Assim, em letras maiúsculas e com ponto de exclamação é que definimos a vitória (e a atuação também) Amarelos nesta partida. Desde o primeiro minuto de bola rolando, o time Aurinegro tomou pra si as ações do confronto, ditando seu ritmo e construindo sua conquista.
É claro que, para tanto, não faltou aplicação. A marcação foi seu ponto forte. Todos, sem exceção, marcaram muito. Para referenciar ainda mais essa vitória, Alex, em noite mais do que inspirada, jogou estupendamente bem, tendo, inclusive, defendido uma penalidade máxima cobrada por Diogo no segundo tempo, bem no momento em que os Azuis esboçavam uma reação.
Além de Alex, Preto e, especialmente, Charles tiveram performances muito boas, sendo peças fundamentais na engrenagem dos Yellows.
Cabe ressaltar, ainda, que nesta partida tivemos a volta de Felipe ao convívio da Junção. Semana passada foi Joarez, agora, nesta, Felipe resolveu regressar.
Não demorou muito para acontecer o primeiro gol do clássico. Em triangulação rápida, Preto, Charles e Fábio [1º] chegaram à frente de Vilnei, cabendo ao último o desfecho do lance: 1x0.
Embora contasse em seu elenco com Danilson e Evandro, além de Marcelo e Diogo, os Azuis não conseguiam articular suas jogadas com êxito, e, quando conseguiam, Alex tratava de incrivelmente defendê-las. E dessa forma, Alex seguiu a noite inteira: defesas e intervenções.
Como o Az/Pr não conseguia colocar a bola pra dentro, Vander resolveu contribuir com a desilução adversária. Em cobrança de escanteio feita por Danilson, na disputa dentro da área com Evandro, Vander [2º - contra] pegou mal na bola e a tocou para dentro das próprias redes. Gol contra que deixava igualado em 1x1 o placar.
Sem abalar muito com o gol sofrido, os Yellows buscaram, com qualidade, reverter a situação imposta. Em bate-rebate na área azul, Fábio [3º] ficou com o rebote e emendou de fora da área um chute forte e alto. Um belo gol: 2x1.
Charles [4º, 5º], em noite inspirada, aumentou a vantagem para 4x1, sendo autor destes dois gols, que, por sinal, foram muito belos. O primeiro, logo que ele retornou à quadra, substituindo a Preto, nasceu de uma tabela com João Paulo, na qual Charles tocou para seu companheiro que devolveu pra Charles pegar a bola no ar e mandá-la para as redes de Vilnei: 3x1. No outro, em lançamento em profundidade de Fábio, Charles teve que chutar duas vezes para fazer 4x1, pois na primeira tentativa Vilnei defendeu.
O que de melhor o Az/Pr fez neste primeiro tempo, resume-se à bela jogada individual de Danilson [6º] - passou por João Paulo e por Charles, antes de mandar no ângulo de Alex. Tal gol, deixou o escore em 4x2, finalizando a movimentação da etapa inicial.
No segundo tempo, Alex foi ainda melhor. Suas defesas e intervenções o colocaram como destaque principal da partida. Além disso, o arqueiro amarelo comandou seu time, distribuindo ordens e palavras de incentivo a todo momento.
Num destes incentivos, Vander [7º] se empolgou, e com a bola dominada avançou até o meio para arriscar dali mesmo e surpreender Vilnei: 5x2. Vander acabava de se redimir do gol contra da primeira etapa.
Foi aí, então, que, na base da pressão, os Blues and Blacks cavaram um pênalti (Diogo levou a bola pra linha de fundo e ao cruzá-la, Fábio, na tentativa de intervenção levou a mão à bola). Na cobrança, Diogo tomou distância e forte chutou, contudo Alex, com uma agilidade e técnica surpreendentes, buscou. Os Amarelos sabiam que, a partir daquela defesa, a vitória seria uma questão de honra.
Com dois gols de Preto [8º, 9º], sendo o segundo de cabeça, os Yellows aumentaram a vantagem em 7x2. Nem mesmo o gol de Danilson [10º] foi capaz de esfriar o ritmo de jogo dos Aurinegros. Isto porque, logo em seguida, Fábio [11º] trataria de manter a boa vantagem de sua equipe: 8x3.
Evandro [12º], em sáida mal da defesa, aproveitaria o descuido para marcar o seu, que deixava em 8x4 o escore. Mas, entretanto, Preto [13º] tratou de colocar números finais no confronto, assinalando o nono (e definitivo) gol amarelo: 9x4.
Portanto, incontestavelmente, os Amarelos, de uma maneira disciplinada, levaram a melhor sobre seu rival, sendo que tiveram em Alex seu melhor jogador, e em Charles e Preto seus destaques.
Não a procure em dicionários. Não a procure em livros de História. Tampouco perca seu tempo tentando encontrá-la em enciclopédias, almanaques e coisas do tipo. Não procure saber seu significado, muito menos o que ela representa. Tente apenas sentí-la o mais próximo possível de suas entranhas, lá onde suas vísceras habitam, onde a raça prolifera e a alma torna-se um mito.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Alma charrua [Jogo 30 - 15/09/2009]

AZUL/PRETO 4X5 AMARELO
Gols:
Azul/Preto: Vilnei; Danilson [4º, 6º]; Preto [3º]; Fábio [2º]; Joarez; Charles
Amarelo: Alex; Evandro [8º, 9º]; João Paulo; Vander [1º, 5º]; Marcelo [7º]
Recentemente o Club Atletico Peñarol, do Uruguai, foi eleito pela Fundação Internacional de História e Estatística do Futebol (IFFHS) o melhor clube da América do Sul do século XX. Conhecidos por sua garra, os aurinegros formaram um time quase imbatível nas décadas de 60 e 80 no cenário sulamericano. Destemidos e raçudos, os charruas negros e amarillos jogavam um futebol aguerrido e tecnicamente consistente, sem ser muito vistoso.
Peñarol também se chamou o primeiro time da Junção. Forjado na garra charrua, tornou-se célebre, e base do Boca Jrs., equipe fundadora da Junção.
Passado muitos anos, o espírito daquele velho e destemido Peñarol voltou a fazer história no mundo do futebol. Ao invés de Mazurkiewicz, Alex; no lugar de Spencer, Evandro; ocupando a vaga de De los Santos, João Paulo; Perdomo e Paolo Montero, representados por Vander e Marcelo, respectivamente. Assim, com essa formação, vestindo as mesmas cores do lendário time uruguaio, os Amarillos realizaram um partidaço e, mesmo em desvantagem por duas vezes no segundo tempo, souberam fazer valer a mística do verdadeiro Peñarol.
Esse jogo contava com o retorno - depois de muitos anos - de Joarez ao convívio da Junção. Em sua volta, tal atleta fez uma apresentação até que razoável, considerando-se seu tempo longe do futebol. Ainda sem um ritmo maior, criou algumas tabelas e arriscou outras jogadas. É notório sua falta de pegada, visto seu tempo de inatividade.
Mas, para além do retorno de Joarez a Junção, o que, de fato, merece destaque diz respeito à herculana e épica vitória amarela no clássico de número 30 da temporada. Evocando seus místicos ancestrais, os Yellows lutaram até o final de partida pela vitória. Foram defensores intrépidos da inigualável garra castelhana. Destaques? Todos. O coletivo foi o grande mérito amarelo. Defendendo com muita qualidade e atacando com efetividade, foram mortais em seus propósitos. Mantiveram a calma e a motivação no momento mais difícil do jogo - quando estavam perdendo por 3x1. Não afastaram-se de seus interesses, mantiveram o sangue latino e, na hora certa, atacaram com extrema prudência e efetividade. Uma batalha. Uma reconquista. Uma raça pra ficar cravada na história da Junção.
Em saída mal pela meia-cancha, Charles perde a bola, que chega aos pés de Vander Perdomo [1º], para, num talagaço certeiro, abrir o placar para os Amarelos: 1x0.
O Az/Pr procura responder ao gol sofrido com muita urgência. Porém esbarra no ferrolho defensivo construído por Alex, João, Vander e Marcelo, um quarteto legitimamente uruguaio.
Somente no final do primeiro tempo, em lance casual, no qual houve desvio de Evandro, Fábio [2º] iguala o placar em 1x1. Assim, empatado em um gol, o primeiro se encerra. O Amarelo conseguiu honrar as tradições do velho Peñarol, defendendo-se bravamente.
Na etapa final, o Az/Pr seguiu na pressão. Abriu, por duas vezes, uma diferença de dois gols no escore. No entanto, dotados de uma entrega coletiva e aguerrida, os Aurinegros charruas foram heróicos, retumbantes e históricos.
Em cobrança de escanteio, Danilson vê a movimentação de Preto [3º] entrando livre pelo meio da área adversária. O passe sai na medida exata, mas Preto teve que bater duas vezes para marcar, pois na primeira Alex Mazurkiewicz praticou sensacional defesa: 2x1.
Melhor na partida, os Azuis chegaram ao terceiro gol. Joarez, em bonita jogada, domina a bola no peito e, da lateral da meia-cancha, rola para Danilson [4º] arrematar e Alex falhar - por sinal sua única falha em todo jogo: 3x1.
O espírito castelhano de uma mística camisa centenária se fez presente. Perdomo, lendário xerife aurinegro, tocou levemente o semblante de Vander [5º], que, atraído por tamanha força, cobrou falta direta e estufou as redes de Vilnei: 3x2.
Mesmo com outro gol de Danilson [6º], o dos 4x2, o Az/Pr, que até então era melhor, não conseguiu conter mais a expressão amarela e preta de uma equipe voltada para o embate destemido. A pressão charrua passou a ser esmagadora. Os Azuis não conseguiam sair de trás. Parecia que os jogadores amarelos tinham tingido seus olhos de sangue, tamanha sua disposição e entrega. Nada era mais importante do que a vitória para estes atletas.
Joarez, em saída mal pela esquerda, permitiu a Marcelo Montero, com sua classe de sempre, descontar em 4x3 e colocar os Aurinegros na luta outra vez.
Em lançamento de Vander, Evandro [8º], embuído do espírito aguerrido e matador de um dos maiores artilheiros da história do Peñarol, Spencer, deslocou-se pelas costas de Fábio e de cabeça desviou a trajetória da bola, empatando em 4x4 o confronto.
A essa altura, a quadra estava virada num Centenário, a loucura charrua fazia se ouvir a distâncias dali. Tamanha pressão e atmosfera surtiu efeito: os Amarillos viraram a partida e a venceram. Evandro Spencer [9º], antecipando-se a Fábio, outra vez, chutou forte no canto de Vilnei, após cobrança de escanteio, marcando 5x4.
Carrinhadas, marcações, trombadas, sangue e suor: marcas de um time místico que, até o último minuto, segurou a pressão adversária e saiu de quadra mais do que vencedor, antológico e bravamente charrua.
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Lembrete
Amanhã, 08/09, não haverá jogo.
Não esqueçam de avisar àqueles que não acessam o blog
ou que não vieram no jogo passado.
Não esqueçam de avisar àqueles que não acessam o blog
ou que não vieram no jogo passado.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Estupendamente decisivo - [Jogo 29 - 01/09/2009]
AMARELO 5X7 AZUL/PRETO
Gols:
Amarelo: Charles; Erlon [5º, 6º]; Veni [4º, 9º]; Fábio [3º]; João Paulo
Azul/Preto: Alex [7º]; Evandro [1º, 2º]; Marcelo; Vander; Danilson [8º, 10º, 11º, 12]
Em noite de estreia da bola nova, Danilson rouba a cena no final e garante a vitória azul e preta no primeiro confronto de setembro.
Durante todo o primeiro tempo e grande parte do segundo, Danilson pouco conseguiu produzir. A defesa amarela, bem postada, anulou as tentativas do artilheiro. Quando levava vantagem sobre Fábio e João Paulo, parava no paredão chamado Charles. Este fez uma partida quase impecável sob as traves. Na ausência de Vilnei, Charles assumiu o posto de goleiro e não decepcionou; pelo contrário, teve uma apresentação acima da média, salvando seu time de sofrer uma derrota com um escore superior ao de dois gols de diferença sofridos. Lembrou a época do velho goleiro do Boca Jrs., uma marulha quase que intransponível [fagulhas nostálgicas].
Bem, como afirmava anteriormente, Danilson pouco fez nestes 45 minutos de bola rolando. Marcou um gol apenas, chorado e que ele só completou, sem goleiro, para o fundo das redes. Nos últimos 15 minutos de partida, no entanto, o artilheiro da temporada desencantou. Numa sequência destruidora, Danilson fez três gols decisivos, que consolidaram a vitória azul. Um descuido, uma bobeada defensiva, apenas, elementos com os quais Danilson potencializa sua voracidade por gols. Um jogador estupendamente decisivo, com o qual não se pode em momento algum descuidar-se. O Amarelo pagou um preço alto por tamanho deslize.
Na primeira etapa, os Yellows souberam armar o jogo conforme seu ritmo. Com exceção da desatenção logo de início, na qual Evandro [1º, 2º], em dois lances muito semelhantes - chutes cruzados de seus companheiros e ele entrando por trás da defesa -, abriu o placar em 2x0, os Amarillos controlaram as ações e fizeram um importante escore. Contudo, no segundo tempo, a equipe amarelou, e, se não fosse Charles, o resultado teria sido muito pior.
Em dois lances de Veni, os Yellows chegaram ao empate. No primeiro, serviu a Fábio [3º], que, entrando pela ala esquerda, soltou a bomba pra cima de Alex, descontando em 2x1. No segundo, o próprio Veni [4º] foi seu protagonista ao desferir um potente chute cruzado: 2x2.
Erlon [5º, 6º], de boa movimentação, articulava as jogadas mais à frente, sendo que de seus pés nasceram a virada amarela no clássico. Em chute de biquinho, Erlon colocou a bola no cantinho de Alex, virando para 3x2 o placar. Em seguida, num belo toque de calcanhar de João Paulo, Erlon, na raça e de carrinho, ampliou para 4x2 o escore, pondo números finais ao primeiro tempo do clássico.
Não preciso repetir que no segundo tempo, no que pese todo o esforço de Charles, principalmente, mais os de Veni, Erlon, Fábio e João Paulo para manter o placar favorável, Danilson, sem dó nem piedade, entrou em ação para reverter a situação do confronto.
Alex [7º], em avançada pelo meio, arriscou e encontrou o ângulo inferior de Charles descoberto, descontando em 4x3 o confronto.
O gol de Alex possibilitou ao Azul/Preto uma nova postura tática em quadra. Avançando a marcação, os Azuis passaram a sufocar a saída de bola adversária, forçando, com isso, seu oponente ao erro. Dessa maneira, na base da pressão, os Blues and Blacks chegaram ao empate em 4x4 por intermédio de Danilson [8º] que, após um bate-rebate na defesa amarela, ficou livre para empurrar a bola para as redes.
Houve forças ainda para os Amarillos marcarem outro gol, nascido de uma bela triangulação entre João Paulo, Erlon e Veni [9º], no qual este finalizou com precisão, deixando em 5x4 o escore do clássico.
Faltando pouco mais de 15 minutos para o encerramento do embate, Danilson aproveitou-se dos descuidos inimigos para decretar a vitória bicolor. Já cansados e sem muita saída defensiva, os Amarelos se mantinham com muito esforço. Charles operava defesas difíceis, tendo inclusive lesionado o pulso em uma delas, mas prosseguiu, na raça, assim mesmo. Encurtando os espaços, o Azul/Preto foi tomando conta do jogo. Restava aos Yellows a opção dos contra-ataques que invariavelmente não eram bem conduzidos, ora por excesso de individualidade, ora por cansaço e técnica deturpada.
Em três lances, apenas três lances foram suficientes para Danilson [10º, 11º, 12º] empatar e liquidar com a partida. Subvertendo todas as expectativas quanto ao seu baixo aproveitamento até então, o goleador da temporada tatuou, com velocidade, técnica e precisão, sua eficácia paradoxal, composta por sutilezas e arrebatamentos.
Em noite de estreia de bola, o que presenciamos não foi necessariamente uma estreia mas sim a confirmação de um mito, de uma supremacia estupendamente decisiva.
Gols:
Amarelo: Charles; Erlon [5º, 6º]; Veni [4º, 9º]; Fábio [3º]; João Paulo
Azul/Preto: Alex [7º]; Evandro [1º, 2º]; Marcelo; Vander; Danilson [8º, 10º, 11º, 12]
Em noite de estreia da bola nova, Danilson rouba a cena no final e garante a vitória azul e preta no primeiro confronto de setembro.
Durante todo o primeiro tempo e grande parte do segundo, Danilson pouco conseguiu produzir. A defesa amarela, bem postada, anulou as tentativas do artilheiro. Quando levava vantagem sobre Fábio e João Paulo, parava no paredão chamado Charles. Este fez uma partida quase impecável sob as traves. Na ausência de Vilnei, Charles assumiu o posto de goleiro e não decepcionou; pelo contrário, teve uma apresentação acima da média, salvando seu time de sofrer uma derrota com um escore superior ao de dois gols de diferença sofridos. Lembrou a época do velho goleiro do Boca Jrs., uma marulha quase que intransponível [fagulhas nostálgicas].
Bem, como afirmava anteriormente, Danilson pouco fez nestes 45 minutos de bola rolando. Marcou um gol apenas, chorado e que ele só completou, sem goleiro, para o fundo das redes. Nos últimos 15 minutos de partida, no entanto, o artilheiro da temporada desencantou. Numa sequência destruidora, Danilson fez três gols decisivos, que consolidaram a vitória azul. Um descuido, uma bobeada defensiva, apenas, elementos com os quais Danilson potencializa sua voracidade por gols. Um jogador estupendamente decisivo, com o qual não se pode em momento algum descuidar-se. O Amarelo pagou um preço alto por tamanho deslize.
Na primeira etapa, os Yellows souberam armar o jogo conforme seu ritmo. Com exceção da desatenção logo de início, na qual Evandro [1º, 2º], em dois lances muito semelhantes - chutes cruzados de seus companheiros e ele entrando por trás da defesa -, abriu o placar em 2x0, os Amarillos controlaram as ações e fizeram um importante escore. Contudo, no segundo tempo, a equipe amarelou, e, se não fosse Charles, o resultado teria sido muito pior.
Em dois lances de Veni, os Yellows chegaram ao empate. No primeiro, serviu a Fábio [3º], que, entrando pela ala esquerda, soltou a bomba pra cima de Alex, descontando em 2x1. No segundo, o próprio Veni [4º] foi seu protagonista ao desferir um potente chute cruzado: 2x2.
Erlon [5º, 6º], de boa movimentação, articulava as jogadas mais à frente, sendo que de seus pés nasceram a virada amarela no clássico. Em chute de biquinho, Erlon colocou a bola no cantinho de Alex, virando para 3x2 o placar. Em seguida, num belo toque de calcanhar de João Paulo, Erlon, na raça e de carrinho, ampliou para 4x2 o escore, pondo números finais ao primeiro tempo do clássico.
Não preciso repetir que no segundo tempo, no que pese todo o esforço de Charles, principalmente, mais os de Veni, Erlon, Fábio e João Paulo para manter o placar favorável, Danilson, sem dó nem piedade, entrou em ação para reverter a situação do confronto.
Alex [7º], em avançada pelo meio, arriscou e encontrou o ângulo inferior de Charles descoberto, descontando em 4x3 o confronto.
O gol de Alex possibilitou ao Azul/Preto uma nova postura tática em quadra. Avançando a marcação, os Azuis passaram a sufocar a saída de bola adversária, forçando, com isso, seu oponente ao erro. Dessa maneira, na base da pressão, os Blues and Blacks chegaram ao empate em 4x4 por intermédio de Danilson [8º] que, após um bate-rebate na defesa amarela, ficou livre para empurrar a bola para as redes.
Houve forças ainda para os Amarillos marcarem outro gol, nascido de uma bela triangulação entre João Paulo, Erlon e Veni [9º], no qual este finalizou com precisão, deixando em 5x4 o escore do clássico.
Faltando pouco mais de 15 minutos para o encerramento do embate, Danilson aproveitou-se dos descuidos inimigos para decretar a vitória bicolor. Já cansados e sem muita saída defensiva, os Amarelos se mantinham com muito esforço. Charles operava defesas difíceis, tendo inclusive lesionado o pulso em uma delas, mas prosseguiu, na raça, assim mesmo. Encurtando os espaços, o Azul/Preto foi tomando conta do jogo. Restava aos Yellows a opção dos contra-ataques que invariavelmente não eram bem conduzidos, ora por excesso de individualidade, ora por cansaço e técnica deturpada.
Em três lances, apenas três lances foram suficientes para Danilson [10º, 11º, 12º] empatar e liquidar com a partida. Subvertendo todas as expectativas quanto ao seu baixo aproveitamento até então, o goleador da temporada tatuou, com velocidade, técnica e precisão, sua eficácia paradoxal, composta por sutilezas e arrebatamentos.
Em noite de estreia de bola, o que presenciamos não foi necessariamente uma estreia mas sim a confirmação de um mito, de uma supremacia estupendamente decisiva.
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