terça-feira, 30 de novembro de 2010

Constatação [Jogo 42 - 30/11/2010]

AMARELO 6X1 AZUL/PRETO

Gols:
Amarelo: Alex [3º]; Preto [5º]; João Paulo; Diogo [7º]; Evandro [1º, 2º]
Azul/Preto: Vilnei; Cristiano [4º - contra, 6º]; Marcelo; Vander; Fábio

Não tem como esconder. Seja nas estatísticas quanto no campo empírico (neste caso, na bola rolando), os números e os fatos não mentem: os goleiros estão fazendo, como nunca, a diferença. Isso afirma dizermos que enquanto Alex mantém uma regularidade acima da média, Vilnei oscila muito, mais para baixo do que para cima da média de regularidade.
Vilnei já realizou nesta temporada apresentações fantásticas. Inclusive somente ele conseguiu tirar neste ano uma nota 9,0; os demais jogadores o máximo que conseguiram foi um 8,5. Fora isso, teve performances, assim como Alex teve as suas, muito boas, arrancando suspiros de seus companheiros. Mas, em contrapartida, teve apresentações péssimas. O problema é justamente esse: sua oscilação. E hoje, outra vez, ela jogou contra ele, assim como já vinha fazendo ao longo de toda essa temporada. Detalhe: não é que a culpa pela derrota tenha sido exclusivamente sua - todos estiveram numa noite muito infeliz, porém tomou dois gols que Alex certamente não tomaria. E isto faz diferença num jogo equilibrado, como já ocorrerá tantas outras vezes.
O fato é que em 2010 a atuação dos goleiros fez muita diferença nos resultados das partidas. Alex, talvez até em grande parte por sua jovialidade, manteve-se em quase todos os jogos acima da média. Já Vilnei, com raras exceções, manteve-se abaixo, pagando um preço muito alto por isso: um de seus piores desempenhos anuais na Junção.
Quanto à bola rolando, tivemos um primeiro tempo sem gols. Foram criadas pouquíssimas chances nesta etapa inicial. O Bicolor, de maneira geral, esteve muito mal. Seus jogadores pareciam estar perdidos em quadra. Além de marcarem mal, não conseguiam acertar sequer passes curtos. O Amarelo, por outro lado, organizou-se melhor e com Diogo no comando conquistou com sobriedade o resultado positivo.
Se no primeiro tempo o placar não saiu do zero, no segundo, logo de cara, o Amarelo fez 1 a 0 com Evandro (1º) aparando de cabeça, às costas de Marcelo, levantamento para a área de Alex. Vilnei, como já é de costume nestes lances, voltou a falhar, não saindo na bola.
Em seguida, Preto, pela direita, bateu cruzado e Evandro (2º), aproveitando descuido de Fábio, entrou por trás deste para ampliar em 2 a 0 o escore.
Quando o Bicolor se deu conta, já estava levando o terceiro gol. Alex (3º) avançou para fora de sua área com a bola e ao avistar Vilnei adiantado chutou por cima. Vilnei tentou evitar, mas a bola o encobriu: 3 a 0.
A situação estava tão crítica para o lado azul e preto que Cristiano (4º - contra), ao tentar cortar chute de Preto, acabou chutando para as suas próprias redes, tirando Vilnei do lance: 4 a 0.
De tanto tentar, Preto (5º) fez o seu ao bater cruzado: 5 a 0.
O gol de honra bicolor foi marcado por Cristiano (5º) que, ao gingar na frente da marcação, tocou no contrapé de Alex: 5 a 1.
Para encerrar a noite fatídica dos bicolores, Vander errou o passe lateral e Diogo (7º), o melhor em quadra, não errou seu chute: 6 a 1.
Assim, de maneira melancólica, Vilnei repete mais uma noite com derrota na Junção, atingindo um aproveitamento geral baixíssimo. Será o final de carreira de um dos três últimos combatentes da Junção ainda em ativa?

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Notícias do fim

Juncianeiros,

Ficou definido o dia 17/12 (e não mais o dia 18/12), sexta-feira, como o dia D da Junção. Nesta data faremos nossa tradicional festa de encerramento da temporada. Será no Arena, Canoas Shopping, às 21h. Peço que os jogadores premiados no ano passado levem no dia os troféus, a fim de que eles possam ser repassados a seus novos donos ou, dependendo do rsultado final, permaneçam com seus donos atuais (lembrando que para ficar em definitivo com o troféu, o atleta deve ganhá-lo três vezes, não necessariamente seguidas).
Eis os premiados de 2009, que devem trazer no dia 17/12 suas taças:

JOÃO PAULO (podridão);
DANILSON (artilheiro);
ALEX (melhor goleiro);
VENI (craque)

Esperamos todos lá!

Faltam apenas 3 jogos [Jogo 41 - 23/11/2010]

AMARELO 5X5 AZUL/PRETO

Gols:
Amarelo: Vilnei; Evandro [3º]; Vander [9º]; Jairo; Cristiano [1º, 2º, 10º]; Filipe
Azul/Preto: Charles; João Paulo [8º]; Diogo [6º, 7º]; Fábio [5°]; Danilson [4º]

Foi a estreia de Filipe (primo do Cristhian e amigo de Evandro e Cristiano). Uma estreia que, na verdade, já havia ocorrido no ano passado quando Cristhian o trouxe para participar da Junção. Como Cris acabou não comparecendo mais aos jogos, Filipe ficou esperando um novo convite que não chegou nunca. Agora, depois de mais um ano de atraso, o convite aconteceu. Esperamos que ele agarre a oportunidade e a aproveite bem.
Filipe não podia ter escolhido um dia melhor para sua (re)estreia na Junção. Se os 3 a 3 da semana passada foram bastante enaltecidos, o que dizer dos 5 a 5 de hoje? Tivemos um partidaço. Ouso a dizer que foi um dos melhores confontos de 2010. Ninguém quer fazer feio nesta reta final. As divididas, os gols, as defesas... tudo ganha contornos de muito combate e emoção. A posse de bola se tornou uma necessidade vital. Uma boa atuação faz toda diferença, ainda mais agora que faltam apenas três partidas para o encerramento do ano.
Embuídos desse espírito aguerrido, os Amarelos começaram o jogo em cima. Charles, na ausência de Alex, assumiu o posto de camisa 1 dos Bicolores. Fazendo o que podia, o arqueiro azul só não conseguiu evitar o chute de longe que Cristiano (1º) produziu ao pegar rebote da defesa em cobrança de canto: 1 a 0.
O Az/Pr não encaixava uma boa jogada. As tentativas geralmente quando chegavam nos pés de Danilson não tinham uma continuidade. Diogo era o que se movimentava bem pela ala e pelo meio. Por vezes, fazia o pivô - por sinal muito bem. Contudo a equipe não conseguia concluir com perigo ao gol de Vilnei. Já o Amarelo, principalmente depois da entrada de Filipe no lugar de Jairo, ganhou ainda mais em movimentação. Antes desta troca, Cristiano (2º) ampliou em 2 a 0 ao escorar cobrança de escanteio dentro da área (Diogo titubeou na marcação).
O desepero azul aumentou quando, em passe de Cristiano por cima, Charles e Fábio dividiram com Evandro que, mais rápido, encobriu com um leve toque na bola Charles, ficando com a bola e chutando-a para as redes: 3 a 0.
Foi aí então que o Bicolor, aparentemente morto, iniciou um processo de reação estupenda. Ainda no primeiro tempo, Danilson (4º), após passe de Fábio, puxou para o meio e chutou de longe, acertando o canto rasteiro de Vilnei: 3 a 1.
Na etapa final, o Bicolor voltou mordendo. Mesmo sem suplentes, jogou tudo o que podia, e, caso não fosse o cansaço extremo, poderia ter saído de quadra com a vitória.
Em cobrança de escanteio de Danilson, Fábio (5º) se desvencilhou da marcação e de carrinho colocou a bola para as redes de Vilnei (na raça!): 3 a 2.
O empate azul e preto veio através da roubada de bola de João na meia-cancha, seguida de passe para Danilson bater cruzado e Diogo (6º, também na raça!) entrar de carrinhada entre o poste e o arqueiro amarelo: 3 a 3.
Por incrível que pareça, o Bicolor virou o clássico. Diogo (7º) recebeu passe de Charles, virou e guardou: 4 a 3.
O Amarelo, incrédulo, não entendia onde estava errando. Criava chances mas por excesso de preciosismo no momento da conclussão as desperdiçava. Charles foi valente; auxiliou muito na marcação jogando como se fosse um líbero.
Num dos últimos esforços de ataque, João (8º) aparou assistência de Danislon e de canhota estufou as redes amarelas: 5 a 3.
O Bicolor, então, passou a catimbar o jogo. Cansado, pensou em ganhar tempo através desta tática (que para os brasileiros, adeptos do Futebol Arte, é considerado antijogo) portenha. Acontece que de tanto pressionar, a equipe dourada chegou ao empate com um gol atrás do outro. Primeiro Vander (9º), vindo de trás, encheu o pé: 5 a 4. No erro de Diogo (passou por Cristiano rente a linha lateral e quando tentou repetir a façanha com Evandro foi desarmado), cristiano (10º) recebeu passe do colega e, quase da linha de fundo, tocou de leve, tirando do alcance de Charles: 5 a 5.
O embate seguiu disputado até o apito final. Oportunidades ocorreram para os dois lados. O cansaço era evidente, especialmente no lado bicolor. No último lance do jogo, falta frontal ao gol a favor do Amarelo. A catimba azul e preta fez a sua parte: catimbou o tempo necessário para soar a sirene de encerramento da partida.
Só para constar: Filipe fez uma mediana estreia.

domingo, 21 de novembro de 2010

Rivalidade [Jogo 40 - 16/11/2010]

AZUL/PRETO 3X3 AMARELO

Gols:
Azul/Preto: Alex; Fábio; Cristiano [3º, 4º, 5º]; Marcelo; Vander; João Paulo
Amarelo: Vilnei; Charles; Evandro [1º, 6º]; Diogo; Preto; Jairo [2º]

Foi uma partida tensa. O Amarelo, que no primeiro tempo mostrou indícios consistentes de vitória, por pouco não saiu derrotado de quadra. Se não fosse por um lance inusitado, nos minutos finais do confronto, no qual a sorte atuou de maneira decisiva, a equipe dourada acabaria a noite com o gosto amargo da derrota.
Do lado azul, quem se destacou foi Cristiano. Decisivo, marcou os três gols de sua equipe: o primeiro por intermédio de sua técnica reconhecida; o segundo, no oportunismo; e o último, utilizando-se da boa malandragem que acompanha todo o grande artilheiro.
O fato negativo da noite ficou a cargo da lesão de Marcelo. Logo nos minutos iniciais do jogo, Marcelo se contundiu ao chutar um parquê que se desprendeu da quadra. Assim, sem suplentes, o Bicolor seguiu até o apito final. Cansado mas com muita bravura, os atletas bicolores por pouco não venceram o confronto. João Paulo, uma no primeiro e outra no segundo tempo, ficou duas vezes cara-acara com Vilnei. Nas duas oportunidades Vilnei salvou, sendo que na segunda a bola explodiu em seu rosto.
Se é algo de que a Junção não se ressente é de goleiros. Tanto Vilnei quanto Alex são nossos guardiões. O primeiro une a experiência de 14 anos de Junção (estava lá no jogo inaugural); o segundo, a jovialidade aguerrida de quem, se for preciso, entrega sua vida em quadra por amor a Junção. Pois estes dois arqueiros, outra vez, nos deram uma performance digna de suas histórias. Ambos tiveram bem, assim como os sistemas defensivos, pois se o placar foi de 3 a 3 não foi por conta da má jornada dos artilheiros, mas sim pela qualidade defensiva de bicolores e dourados.
Entretanto nada foi mais marcante do que a rivalidade entre os jogadores. A partida proporcionou lances bastante ríspidos; alguns beirando a violência. Um exemplo desta disputa foi o embate - já antigo - entre Vander e Jairo. Tivemos neste clássico um novo episódio desta batalha. Jairo reclamou de um lance no qual ele, num contra-ataque, foi atingido por trás bem no instante em que se armava para o arremate a gol. Jairo alega que Vander, covardemente, pegou-o pelas costas (sem duplo sentido, pessoal, por favor!). Vander contesta, afirmando que neste lance visou somente a bola, realizando o desarme com eficiência. Não tardou muito para o retruque de Jairo acontecer. Em lance na área de defesa azul, Vander, ao dividir bola com Jairo, pondera que este deixou o pé bem no momento em que ele (Vander) tentava afastar a bola da área. Por sorte não houve novo revide por parte de Vander. A tréplica deste confronto ficou reduzida ao campo da discussão, não se estendendo para as vias de fato.
Outro lance muito reclamado por Jairo, envolveu Alex. Segundo o frente amarelo, Alex, em saída com as mãos, tentou, assim que ficou com a posse da bola, agredí-lo com uma cotovelada (lance, este sim, muito grave na Junção, visto que não tem nada de disputa e tudo de violência gratuita).
Por estes dois relatos podemos afirmar que os nervos estavam à flor da pele neste 40º jogo da temporada. A rivalidade - ainda mais agora faltando apenas 4 jogos para o encerramento do ano - foi o grande destaque da noite. Amarelos e Bicolores, no que pese os exageros, travaram uma disputa forte e bela.
Evandro (1º), aos dois minutos de jogo, roubou a bola no meio, tocou para Jairo que a devolveu para aquele chegar batendo: 1 a 0.
Cinco minutos depois, Marcelo atravessou uma bola pela área, da esquerda para a direita, de maneira fraca e curta. No meio do caminho havia uma pedra, melhor, havia Jairo (2º) que, no oportunismo, ficou com a redonda e a tocou no canto de Alex: 2 a 0.
Não demorou três minuto para Cristiano (3º) marcar seu primeiro de seus três gols. Balançou na frente de Diogo e de esquerda mandou no canto de Vilnei, descontando em 2a 1 o placar.
Quem pensava que iria acontecer uma chuva de gols, enganou-se. O tempo inicial encerrou nestes 2 a 1 mesmo. De resto, foram as defesas se sobressaindo aos ataques.
O panorama na etapa final não mudou muito. De equilíbrio, até o número de gols: 3 também, assim como no primeiro tempo.
Em passe mal de Jairo, Cristiano (4º) ficou com a bola no meio, avançou para cima da defesa, driblou Vilnei e concluiu para as redes: 2 a 2.
Rapidamente, o Bicolor virou o jogo. Alex lançou com a mão e Cristiano (5º), usando da artimanha de goleador, encolheu o corpo para que a bola tocasse em suas costas e tirasse Vilnei, que vinha por cima na disputa, do lance: 3 a 2.
Quando tudo indicava vitória azul e preta, eis que aconteceu o lance inusitado, gerador do empate amarelo. Evandro teve tudo para marcar: de frente para o gol, com Alex já batido, chutou forte, contudo o pé direito de Fábio evitou que a bola entrasse, sendo que a mesma - e aí que vem o inusitado - tocou na perna de Jairo que, parado no lance, não esperava tal toque. Na sequência, a bola tocou no poste e, de mansinho, não saiu para a linha de fundo, mas sim correu quase sobre a linha do gol até encontrar Evandro (6º) que, mesmo caído, conseguiu se jogar literalmente nela antes da chegada desesperada de Alex e de Fábio. Era o emapte em 3 a 3 decretado.
Por fim, dourados e bicolores saíram de quadra satisfeitos. Pois acima de qualquer rivalidade que possa - e existe - entre eles, o que mais impera é a paixão que os move em torno da Junção.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Encerramento da temporada

ATENÇÃO JUNCIANEIROS!!!!
Preparem-se para nossa tradicional festa de encerramento da temporada 2010.
Será no dia 18/12, em local e horário ainda a combinar (bem provável que seja na mesma quadra do ano passado, Arena, no shoping Canoas).
Lembro-lhes ainda que, se nada mais interferir, faltam, contando com a partida de hoje, mais 5 jogos para o encerramento do ano.
Portanto, candidatos aos melhores (craque e melhor goleiro) e piores (podridão) da temporada, além do artilheiro, puxem-se, pois a contagem regressiva já começou.

Os mortos-vivos da Junção [Jogo 39 - 02/11/2010]

AZUL/PRETO 8X9 AMARELO

Gols:
Azul/Preto: Vilnei; Dani [14º, 16º]; Cristiano [1º, 5º, 13º]; Vander; Fábio [6º, 8º, 17º]
Amarelo: Alex; Marcelo [12º, 15º]; Evandro [2º, 7º]; Preto [4º, 10º]; Diogo [3º, 9º]; Erlon [11º]

Dois de novembro. Dia mundial dos mortos. Dia em que lembramos àqueles que partiram de nossas vidas. Só para ficarmos na Junção, temos dois casos que há muito ainda nos deixam nostálgicos. Quem, dos mais antigos da Junção, não recorda do Altidor, mais conhecido como o Bai, e de seus “cortesinhos de canhota”, jorrando experiência em nossos confrontos? Ou, então, de Andeilson e de sua jovialidade abusada que o elevou a condição de um dos maiores goleadores da Junção em gols absolutos? Saudades é o que guardamos deles.
Há também outra classe de mortos, os mortos-vivos. É uma espécie que igualmente deixou saudades por aqui, apesar de ainda estarem perambulando por aí. Vamos aos nomes:
Ricardo;

Beca;
“Loco”;
Joarez;
Muraro;
Cris;
Gilmar...
Estes, em especial, deixam-nos mais nostálgicos do que os próprios mortos porque sabemos que – talvez com exceção do Gilmar – poderiam ainda estar aqui conosco, duelando todas as terças-feiras. Mas não, preferiram a morte em vida. São, dessa maneira, almas penadas que vagam por aí em noites de bola rolando em La Bombonera. Pobres de espírito juncianeiro, não perceberam ainda que o seu descanso eterno deve ser entre as quatro linhas da cancha, vitimados pelas carrinhadas de Diogo e de João Paulo, ou os chutes de Vander , ou os dribles de Veni e de Cristiano, ou ainda os gols de Evandro e de Danilson, ou pela raça de Charles, Marcelo e Jairo, ou pelas mãos seguras de Alex e de Vilnei.
Dentre os citados na lista acima, Dani, que não aparece nela, foi um dos mortos-vivos que deu o ar de seu espectro novamente na Junção. Dani, de performances memoráveis na Junção, apareceu justamente no dia de finados. Devido a compromissos profissionais, Daniel não tem conseguido estar entre nós às terças-feiras. É um dos gênios deste espaço futebolístico. Pois Dani, pela primeira vez neste ano, participou de uma partida. Embora seu entrosamento e desenvoltura ficaram aquém do esperado, ele não perdeu seu jeito com a bola. Portou-se bem, porém perdeu o duelo e também um gol daqueles ditos imperdíveis nos minutos finais do jogo.
Contudo, apesar de todos os esforços por parte dos atletas, tivemos uma partida quase moribunda (pudera, né, dia dois de novembro...). Em passe de Dani, Cristiano (1º) abriu o placar em 1 a 0 a favor do Bicolor. O mesmo Dani que havia dado o passe para o gol de sua equipe, foi quem, também, deu o passe para o gol adversário. Em cortada mal de bola, Dani ofereceu a Evandro (2º) a oportunidade do empate por este não desperdiçada: 1 a 1.
A virada dourada veio de penalidade máxima. Fábio perdeu a bola no ataque e, num contragolpe rápido, Vilnei derrubou Diogo no momento em que este lhe driblava. O próprio Diogo (3º) bateu e fez 2 a 1.
Empolgados pelo bom momento, os amarelos chegaram aos 3 a 1 por intermédio de Preto (4º) que, aparou rebote de Vilnei após chute de Evandro.
Como ninguém queria “morrer” no confronto, a partida ficou aberta e os gols foram acontecendo. Em jogada individual, Cristiano (5º) passou por Marcelo e desferiu potente chute no ângulo de Alex: 3 a 2. Fábio (6º) chegou batendo a cobrança de escanteio de Vander, igualando em 3 a 3 o escore. Evandro (7º), livre de marcação, fez 4 a 3 para o Amarelo. Todavia, Fábio (8º), pegando rebote da defesa, tirou Preto do lance e bateu forte para deixar tudo igual outra vez: 4 a 4.
Acelerando o ritmo, o time dourado fez mais três gols no primeiro tempo: Diogo (9º), em contra-ataque, Preto (10º), em cobrança de escanteio, e Erlon (11º) após receber passe de Marcelo, aplicar um belo drible em Dani e vencer, num forte chute no canto baixo, Vilnei.
Vencendo por 7 a 4, o Amarelo por pouco não entrega o jogo na etapa final. Ainda mais depois de, logo de início, assinalar outro gol, através de Marcelo (12º) que, em cobrança de falta, contou com a falha de Vilnei: 8 a 4.
O Bicolor esboçou uma reação. Cristiano (13º) e Dani (14º) descontaram em 8 a 6 o placar. Contudo, na saída de centro, Marcelo (15º) recebe passe de Preto e fuzila Vilnei: 9 a 6.
Quando pensou que a partida já tinha praticamente sido decidida, o Amarelo praticou um erro que por pouco não lhe custou a vitória: menosprezou o adversário. Assim, em jogada de Cristiano, Dani (16º), de cobertura, descontou em 9 a 7. Em seguida foi a vez de Fábio (17º), dentro da área e livre de marcação, diminuir em 9 a 8 o placar. Daí por diante, até o minuto final, a pressão azul e preta foi constante. Entretanto, Alex fechou o gol e Dani perdeu livre, embaixo das traves, um gol incrível; o gol que daria o empate a seu time. Uma vez não feito, a vitória ficou do lado amarelo.
Em noite de finados, a presença de Dani trouxe a nítida sensação de que se ressente muito de seus mortos, em especial de seus mortos-vivos.

Uma atuação para ficar na História e outra, para sempre ser lembrada [Jogo 38 - 19/10/2010]

AMARELO 5X3 AZUL/PRETO

Gols:
Amarelo: Alex; Vander; Danilson [2º, 3º, 4º - contra]; Cristiano; Diogo [1º, 7º]; Erlon; Preto [5º]
Azul/Preto: Vilnei; João Paulo; Evandro [6º, 8º]; Fábio; Charles; Jairo; Marcelo

Foram, sem sombra de dúvida alguma, as duas melhores atuações do ano até este momento. Alex e, especialmente, Vilnei protagonizaram algo da ordem do excepcional. Foram gigantes na árdua tarefa d edefender. Vilnei, então, nem se fala. Mais exigido do que seu colega, o arqueiro bicolor beirou a perfeição sob as traves; foi quase imbatível, operando intervenções e defesas milagrosas. Lembrou-me Dassaiev, o grande goleiro russo da extinta URSS, um bloco acinzentado intransponível, a resistência socialista no arco azul e preto. Assim foi Vilnei, assim foi seu time, resistente e batido ao custo de muito esforço.
Alex não ficou para trás. Embora não tenha sido tão exigido quanto seu rival, o goleiro amarelo até penalidade (duvidosa) defendeu, garantindo, num momento tenso da partida, a vitória de seu time. Para ficar no bloco socialista, se Vilnei foi Dassaiev, Alex foi Lev Yashin, o Aranha Negra, outro grande arqueiro soviético da história do futebol mundial. Dassiev e Lev Yashin, Vilnei e Alex, uma atuação para a História e outra, para sempre ser evocada.

Em passe mal de Marcelo, Danilson ficou com a bola, tocou-a para Erlon que cruzou para Diogo (1º) abrir o placar para o Amarelo em 1 a 0. A pressão amarela seguiu, mas Vilnei evitava o pior praticando defesas memoráveis. Só não conseguiu evitar chute forte de Danilson (2º) do meio da quadra que, por azar do guarda-metas, desviou na defesa antes de entrar: 2 a 0.
Danilson (3º) parecia ser o único capaz de vencer o goleiro bicolor. Em jogada iniciada por Erlon (desarme a um adversário), Diogo e Danilson tabelaram para o último marcar 3 a 0.
Apesar de estar levando 3 a 0, o Az/Pr agredia com qualidade seu oponente. Alex seguia irredutível sob as traves, tal como Vilnei do outro lado. Entretanto, Danilson (4º - contra) voltou a aprontar, só que desta vez contra seu patrimônio. Ao ser pressionado por Jairo em saída de bola lateral, Danilson voltou com Alex que, fora do gol, não chegou a tempo na bola: 3 a 1.
Na etapa final o Amarelo manteve o ritmo ofensivo. De tanto pressionar, a equipe dourada chegou ao seu quarto gol. Erlon lançou e Preto (5º), às costas de Evandro, venceu Vilnei: 4 a 1.
Com muito empenho, o Bicolor descontou por meio de Evandro (6º) que, na carrinhada, aparou cruzamento de Fábio: 4 a 2.
O momento da partida passou a ser Bicolor. Equilibrando as ações, o time azul e preto se jogou ao ataque. Penalidade máxima duvidosa de Alex sobre Evandro. Depois de muita discussão, o goleador bicolor se posicionou para bater. Chute forte à meia-altura no lado direito de Alex que, espetacularmente, voou na bola, assim como o Aranha Negra já fizera muitas vezes ao longo de sua trajetória.
Do outro lado, Dassaiev Vilnei respondeu à altura: praticou mais duas incríveis defesas em chutes à queima-roupa. O duelo russo foi fantástico. A noite era dos arqueiros.
Se de cima estava difícil de converter as oportunidades, o jeito era arriscar de longe. Diogo (7º) resolveu apostar nesta fórmula numa cobrança de falta antes da meia-quadra. O chute forte do ala-direito tocou, antes de entrar, em Evandro, tirando Vilnei do lance: 5 a 2.
Quase no final do jogo, Evandro (8º), de bicicleta, aproveitou lançamento de seu goleiro para descontar, num belo gol, o escore em 5 a 3.
Contudo, nada foi mais belo do que as atuações incontestáveis dos dois guarda-metas da Junção. Das estepes russas à quadra da Bombonera, Alex e, especialmente, Vilnei honraram seus antepassados a mãos de ferro e coração de fogo.

Na Junção, todo dia é dia da criança [Jogo 37 - 12/10/2010]

AZUL/PRETO 9X7 AMARELO

Gols:
Azul/Preto: Alex [9º]; Diogo [2º, 6º, 12º]; Evandro [7º, 8º, 10º]; Charles [14º]; Fábio [16º]
Amarelo: Vilnei; Marcelo [11º]; Erlon; Cristiano [3º, 4º]; Veni [1º, 5º, 13º, 15º]

O brincar para a criança segue uma linha de regras e considerações. É um brincar sério, que consiste em tornar a brincadeira um ato gostoso e, por vezes, disputado. Pois na Junção toda terça-feira é dia de brincar... e brigar também. Briga-se pela bola, como se esta fosse aquele tão sonhado brinquedo de infância; briga-se com o companheiro de equipe por ele ter desperdiçado chance incrível de gol; briga-se com o adversário por ele ter exagerado no carrinho; alguns brigam e outros brincam com a bola, brinquedo maior da Junção, na tentativa de dominá-la ou de criar uma bela jogada respectivamente. Na Junção brinca-se muito, e, como em toda boa relação de amizade, briga-se muito também. E o motivo é um só: como uma boa criança, ninguém quer perder.
No dia da criança, quem sorriu e brincou melhor foi o time Az/Pr. Com uma vitória sofrida, porém merecida, os jogadores bicolores fizeram a festa em La Bombonera. Mas quem saiu rindo foi o Amarelo. Veni (1º) tabelou no meio com Cristiano, passou por Diogo e por Charles antes de afundar Alex: 1 a 0.
Não demorou dois minutos e o empate azul e preto aconteceu. Fábio tocou para Diogo (2º) que, dentro da área, girou e bateu: 1 a 1.
Em cobrança de falta próxima à área, Erlon rolou para o lado e Cristiano (3º) soltou o pé: 2 a 1. O mesmo Cristiano (4º), em jogada individual, deixou Diogo pelo caminho, invadiu a área e cara-a-cara com Alex tocou em seu canto oposto: 3 a 1.
Veni (5º), vendo que a brincadeira estava boa, resolveu brincar junto. Da ala esquerda defensiva rumou para o meio e de lá mandou um presente nada carinhoso para Alex: um petardo no ângulo do arqueiro azul: 4 a 1.
Cansado de somente olhar, o Bicolor resolveu entrar de vez na brincadeira. Diogo (6º) chutou de longe, rasteiro, Charles se atravessou na frente de Vilnei tirando a visão da bola deste e deixando-o sem o brinquedo precioso que foi parar em suas redes: 4 a 2.
Diogo chamou seus companheiros para a festa. Em cobrança de escanteio, atravessou a bola por toda a extensão da área adversária até encontrar, do outro lado, o pé certeiro de Evandro (7º) que, de voleio, marcou um golaço: 4 a 3.
O empate veio novamente com Evandro (8º) que, aproveitando-se de falha de Cristiano (tentou interceptar passe de Fábio, mas não foi eficaz), brincou de pinball com Vilnei e suas traves (a bola bateu no poste esquerdo, no direito e nas costas do arqueiro antes de entrar), impondo a igualdade de 4 a 4 ao placar do primeiro tempo.
Na etapa final, Alex, cansado de brincar sozinho, chamou Vilnei para com ele dançar. Em chute de longe, Alex (9º) armou uma brincadeira de mal gosto para seu co-irmão, que, surpreso, não evitou o gol adversário: 5 a 4.
Não tardou muito para Evandro (10º) voltar a brincar. Em lançamento de Diogo, o pivô azul tocou na saída de Vilnei: 6 a 4.
A resposta amarela veio com Marcelo (11º) que de carrinho se antecipou a Fábio dentro da área para descontar em 6 a 5 o placar.
Em nova falha de Vilnei, Diogo (12º), de cabeça, aparou lançamento de Fábio e fez 7 a 5. mal deu tempo para o Bicolor comemorar que, na saída de centro, Veni (13º) acertou um daqueles seus chutes indefensáveis, descontando outra vez o escore: 7 a 6.
Num toma-lá-da-cá entusiasmante, a partida cresceu em emoção. Charles (14º) tabelou com Fábio e, quase da linha de fundo, jogou-se de carrinho para com pouco ângulo mandar a bola na gaveta de Vilnei: 8 a 6.
Veni (15º) conseguiu, em tabela com Cristiano, voltou a marcar, deixando o placar em 8 a 7. Disposto a encerrar com a brincadeira, Fábio (16º), bem no instante em que o Amarelo começou a gostar de brincar, recebeu dentro da área inimiga cobrança de escanteio de Diogo, dominou e num corte só deixou Alex e Veni a ver navios antes de tocar a bola livre para o fundo das redes.
No fim das contas, o Bicolor soube brincar melhor. Com sorrisos estampados nos rostos, os jogadores bicolores pintaram de azul e preto a infância da Junção.

Finalmente! [Jogo 36 - 05/10/2010]

Finalmente! Jogo 05/10/2010

AZUL/PRETO 6X7 AMARELO

Gols:
Azul/Preto: Charles; Danilson; Marcelo [1º, 4º, 12º]; Fábio [10º]; Erlon [11º, 13º]; Jairo
Amarelo: Vilnei; Preto [2º, 7º]; Diogo [8º]; Cristiano [3º, 6º]; Evandro [5º, 9º]

O início foi tenso mas equilibrado. Primeiro 1 a 1. Depois, 2 a 2. Mas, aos poucos, o Amarelo, no primeiro tempo e enquanto teve fôlego, mostrou-se superior, abrindo uma vantagem de cinco gols perante seu rival. O Az/Pr, que contava com Charles no gol devido a ausência não justificada de Alex, teve em Marcelo seu melhor jogador. Aliás, Marcelo não foi somente o melhor atleta de seu time, foi o craque da noite. Marcou com eficiência seus adversários, foi autor de três gols e liderou com maestria de um exímio capitão sua equipe. Por tudo isto, Marcelo foi o nome do clássico. Só faltou-lhe a vitória para coroar sua grande performance.
Por falar em vitória, se no primeiro tempo o Amarelo foi superior, fazendo 7 a 2, no segundo, o Bicolor foi fantástico: marcou quatro vezes e por pouco não conseguiu o empate. Foram dois tempos distintos: o primeiro, amarelo; o segundo, azul e preto.
Entretanto, a despeito da marcante atuação de Marcelo e da partida ter tido emoção suficiente em dois tempos diferentes, o fato que não pode passar em branco diz respeito a finalmente, até que enfim, antes tarde do que nunca, vitória de Preto. Este, após longo jejum, voltou a saborear o doce gosto de vencer um clássico. Foram pouco mais de três meses sem saber mais o que era ganhar. Suada, difícil mas válida. Preto, depois de longo inverno, voltou a sorrir.
Em lançamento de Danilson, Marcelo (1º), de cabeça, tirou Vilnei do lance e abriu o placar em 1 a 0.
Preto (2º) balançou na frente de Fábio e soltou o canudo pra cima de Charles: 1 a 1.
A virada amarela aconteceu em boa tabela de Evandro com Veni (3º) que, aproveitando descuido de Erlon, recebeu a bola na frente, driblou Charles e tocou para as redes: 2 a 1.
Marcelo (4º) em tabela eficiente com Danilson, logo após desarme deste sobre um adversário, bateu forte da entrada da área. A bola tocou num poste, bateu no outro e, por último, tocou em Vilnei antes de entrar: 2 a 2.
Com duas falhas gritantes de Erlon, só deu Amarelo até o final da primeira etapa. Vilnei lançou com as mãos Evandro (5º) que, entre Erlon, à sua frente, e Charles, às suas costas, venceu-os de cabeça póor cima e, ao caírem, marcou, mesmo deitado, o terceiro gol de seu time: 3 a 2. No primeiro erro grotesco de Erlon (estava com a bola dominada dentro da área e não a deixou para Charles e muito menos para Fábio que estava livre na ala pedindo o passe), Cristiano (6º) ficou fácil com a bola, ampliando em 4 a 2 o escore. Não demorou muito para Preto (7º), num contra-ataque (receber passe de Cristiano numa dividida que estava bem mais para Erlon do que para o ala marelo), fazer 5 a 2. Depois foi a vez de Jairo não acompanhar a subida de Diogo (8º) ao ataque, que, ao receber virada de bola de Evandro de uma ala à outra, afundou Charles: 6 a 2. Em seguida, em novo erro de Erlon, Evandro (9º), desta vez na saída de bola, finalizou em 7 a 2 o escore do primeiro tempo. O Bicolor acusou o golpe.
Será que teria forças para reagir na etapa final? Será que Preto finalmente voltaria a vencer? Questões que ficaram para a eletrizante parte final do jogo.
O Az/Pr não conseguiu reverter a situação desfavorável. Embora Marcelo tenha conduzido com muito empenho e eficiência seu time nesta segunda parte do clássico, não foi o suficiente para uma virada – que seria algo da ordem do extraordinário. Mas foi por pouco...
Fábio (10º) tentou o passe, do meio da quadra, para Danilson dentro da área que não alcançou a bola mas atrapalhou Vilnei: 7 a 3. Em escapada pela ala direita, Marcelo cruzou rasteiro para Erlon (11º) chegar batendo: 7 a 4. Do meio da quadra Marcelo (12º) fuzilou Vilnei, assinalando um golaço: 7 a 5. Numa eficiente triangulação entre Marcelo, Danilson e Erlon (13º), este teve que bater duas vezes (na primeira Vilnei defendeu parcialmente) para marcar: 7 a 6.
A essa altura, Preto já sentia o pior acontecendo. O gosto amargo do empate lhe revoltava o estômago. A pressão Bicolor era enorme. Vilnei fechou o gol nos minutos finais, praticando defesas importantes. Mas no fim deu tudo certo para Preto e seu time. Não amarelaram e seguraram a vitória até o apito terminal. Preto, depois de um longo tempo, voltou a ter uma noite de sono tranquila. E quem disse que seria fácil?

Legado Farroupilha [Jogo 35 - 28/09/2010]

AMARELO 9X9 AZUL/PRETO

Gols:
Amarelo: Vilnei; João Paulo; Preto; Charles; Fábio; Danilson [1º, 8º, 11º, 14º, 16º, 17º]; Veni [7º, 9º, 15º]
Azul/Preto: Alex; Jairo [2º]; Evandro [3º, 10º, 13º]; Cristiano [4º, 5º, 6º, 12º]; Diogo, Marcelo [18º]

A Junção, que entre seus postulados conta com a raça e a entrega constantes, mais uma vez demonstrou seu amor aos pagos do Sul. Dopados pela tradição charrua da desmesura, Bicolores e Amarelos honraram as cores da bandeira do Rio Grande. Foram dignos de serem tratados como filhos desta Terra, forjada na bravura e no sangue de seus antepassados. No DNA de cada atleta da Junção, habita o legado farroupilha, chama que se acende toda terça-feira à noite, a cada novo confronto, quando, imbuídos deste espírito aguerrido, os jogadores honram até o último minuto de jogo o legado juncianeiro gaúcho.
Esta partida não fugiu à regra. Disputada do primeiro ao derradeiro segundo, concentrou um grau de emoção dilacerante. O Az/Pr chegou a estar vencendo por 5 a 1 (no primeiro tempo fez 4 a 1). Depois de quase ceder o empate, voltou a ficar com uma boa vantagem (8 a 5). O Amarelo reagiu: empatou e passou à frente (9 a 8) nos minutos finais. Mas nos descontos, quando tudo se encaminhava para uma vitória heróica da equipe dourada, Marcelo, na raça, deixou tudo igual (9 a 9).
Se o clássico terminou com um gol de Marcelo, iniciou também com um lance seu. Ao sair jogando pelo lado direito defensivo, sofreu pressão de Charles e, na sequência, a bola foi tocada para Danilson (1º), de frente para Alex, tocar em seu canto: 1 a 0.
Em jogada de Evandro, a bola sobrou para Cristiano que, sem hesitar, serviu a Jairo (2º): 1 a 1.
O Bicolor passou à frente logo após com Evandro (3º) que, ao receber lançamento de Alex, dominou, girou e tocou por cima de Vilnei: 2 a 1.
Não tardou muito para Diogo passar lateralmente para Cristiano (4º) afundar o arqueiro amarelo: 3 a 1.
Antes que o primeiro tempo encerrasse, Cristiano (5º), outra vez, mandou no ângulo de Vilnei, fechando em 4 a 1 esta etapa.
No segundo tempo o clássico cresceu ainda mais em emoção. Com outro gol de Cristiano (6º) – driblou Fábio -, o Az/Pr abriu uma larga e boa vantagem de 5 a 1 sobre seu adversário.
A chama farroupilha, então, se fez potente na camisa do time amarelo. Veni (7º e 9º), duas vezes, e Danilson (8º), uma, avivaram a brasa aguerrida deste levante gaúcho. O segundo gol de Veni foi arrebatador. Da esquerda, puxou para o meio e de pé direito acertou o ângulo superior de Alex. Um golaço! Seu outro gol começou com passe de Fábio para passagem e centro de Danilson da esquerda para o meio da área. Já o gol de Danilson – o primeiro de seus seis -, surgiu com outro passe de Fábio, onde o goleador da Junção dominou no peito e fuzilou Alex: 5 a 4.
A peleia ficou em aberto de novo. A disputa foi acirrada pela posse da bola. As oportunidades aconteciam para ambos os lados. Vilnei e Alex trabalharam muito. Num centro na medida de Marcelo, Evandro (10º) cabeceou e Vilnei falhou: 6 a 4.
Danilson (11º), da entrada da área, acertou arremate firme no ângulo de Alex: 6 a 5. A disputa também entre a dupla de goleadores ficou entusiasmante. Do lado Azul, Cristiano e Evandro; do lado Amarelo, Veni e Danilson. Dos 18 gols da partida, 16 foram marcados pelo quarteto acima referido.
Num momento crucial do embate, o Amarelo vacilou. Escanteio a favor do Bicolor. Pouco antes da cobrança, Preto sai cansado e cede lugar a João Paulo. O problema é que ao promover essa substituição, a equipe amarela se perdeu na marcação, ficando fácil para Cristiano (12º) aproveitar tal erro primário: 7 a 5. Inflamado pelo gol, o Az/Pr sentiu o bom momento. Num contra-ataque, Evandro (13º) voltou a deixar sua marca: 8 a 5.
Quando tudo parecia perdido do lado amarelo, a dupla dourada Veni e Danilson tomou as ações da partida. Em duas tabelas rápidas e eficientes, Danilson (14º) e Veni (15º) descontaram em 8 a 7 o escore. O empate amarelo veio numa falha de Alex. Danilson (16º) tentou tocar para Charles dentro da área, na confusão o arqueiro pegou a bola e a deixou escorregar por entre suas mãos. A bola entrou de mansinho para o fundo de suas redes: 8 a 8.
Danilson (17º) foi o autor da virada. Vilnei lançou-o pela direita, o artilheiro avançou e bateu forte, fazendo 9 a 8.
O desespero tomou conta do Bicolor. Tinha o jogo nas mãos, melhor, nos pés, e naquele momento estava entregando-o de bandeja ao seu tradicional rival. Inconformado com o rumo da história, o maragato Diogo levou a bola, já nos descontos, pela ala esquerda de ataque e num chute cruzado, que passou por todos os pés possíveis da defesa amarela, encontrou a garra charrua de Marcelo (18º) que, na carrinhada, entrando às costas de Veni, colocou a bola para dentro das redes de Vilnei: 9 a 9.
Um gol Libertador. Um gol Farroupilha. Um gol da Junção. No mês em que se celebra o grande feito dos gaúchos, a Junção homenageia esse povo aguerrido com uma partida digna de seus ideais e de sua bravura.
A Junção é genuinamente um legado farroupilha!

Aguerridos [Jogo 34 - 21/092010]

AMARELO 8X3 AZUL/PRETO

Gols:
Amarelo: Alex; Evandro [1º, 2º, 3º, 6º, 9º, 10º]; Marcelo; Cristiano; Diogo [4º, 7º]; João Paulo
Azul/Preto: Vilnei [8º]; Preto [11º]; Vander; Jairo [5º]; Fábio; Charles

Os primeiros minutos apontavam que a noite não seria nada fácil para os bicolores. A ausência inicial de Vilnei (chegou atrasado) com a presença de Charles no arco só contribuiu para aumentar as dificuldades enfrentadas pelo Az/Pr ao longo da partida.
Mas assim que a bola começou a rolar, uma intensa força tomou conta de cada músculo dos atletas bicolores. Aguerridos, armaram um sistema de marcação contundente. Resistiram aos frequentes golpes do inimigo, e, até que suportaram, combateram com excelência charrua o exército amarelo. Não se intimidaram frente ao poderio ofensivo inimigo. E mesmo que Evandro tenha feito seis dos oito gols dourados no embate, nada foi maior do que a bravura coletiva azul e preta.
Em passe mal feito de Preto no meio, Marcelo ficou com a bola e rapidamente serviu a Evandro (1º) para marcar 1 a 0.
Truncado seguiu o primeiro tempo, até que, em cobrança de falta, o mesmo Evandro (2º) ampliou em 2 a 0 o escore.
Por conta da derrota parcial, o Bicolor no segundo tempo explorou mais o ataque. Boas chances criou, mas não abriu mão de sua ferrenha estrutura defensiva. E ainda que o placar final tenha sido 8 a 3 a favor do Amarelo, a atuação corajosa dos atletas azuis foi o maior destaque da partida.
Em falha de Vilnei na saída de bola – chutou-a em cima de Evandro (3º) -, este, livre, fez o gol mais fácil do clássico: 3 a 0.
Em seguida, João Paulo cruzou e Diogo (4º), no lado direito, deu uma cavadinha por cima de Vilnei: 4 a 0.
O cansaço passou a ser um adversário a mais para o Az/Pr. Por conseguinte, seu poder de marcação também passou a sofrer. Todavia, mesmo fisicamente esfarrapado – ainda mais depois da lesão de Vander, fato que os deixou sem suplentes -, os Azuis assim mesmo não se deram por vencidos. Na raça, Jairo (5º) apertou a saída de bola adversária com Diogo para descontar em 4 a 1 o placar.
Acontece que Evandro (6º) inspirava criação. Em jogada individual, deixou para trás Charles e Fábio antes de desferir chute certeiro no ângulo de Vilnei: 5 a 1.
Tudo conspirava a favor do Amarelo. Diogo (7º) alçou a bola para área e, sem querer, encobriu Vilnei: 6 a 1.
Quase no final do jogo, ciente da inevitável derrota, o Bicolor estampou em sua bravura um ato de rara beleza. Vilnei (8º), após defesa parcial, encobriu, com chute perfeito, Alex, marcando, além do seu primeiro gol na temporada, o mais belo do clássico. Um gol para coroar a peleia charrua azul e preta: 6 a 2.
Evandro (9º e 10º), duas vezes – sendo a primeira de cabeça -, ampliou em 8 a 2 o escore. E Preto (11º), já nos acréscimos, descontou em 8 a 3 o placar final do confronto.
No entanto, nada foi capaz de mudar ou manchar, nem mesmo a derrota, o aguerrimento de um povo, um time com a cara pintada em azul e preto. Nada mesmo.