quarta-feira, 27 de maio de 2009

Perguntinha básica

Alguém vai deter a artilharia de Danilson?

terça-feira, 26 de maio de 2009

Uma noite sem brilho [26/05/2009 - Jogo 16]

AZUL/PRETO 8X9 AMARELO/PRETO

Gols:
Azul/Preto: Alex; Fabrício; Diogo [1º, 5º]; Marcelo [17º]; Danilson [7º, 8º, 10º, 12º]; Charles
Amarelo/Preto: Vilnei; João Paulo [11º, 14º]; Evandro [2º, 4º, 16º - gol contra]; Vander [9º]; Fábio [3º]; Preto [6º, 13º, 15º]; Jairo


Em noite de jogo truncado, as estrelas ficaram postadas no firmamento apenas. Em quadra, o brilho das possíveis "estrelas" foram ofuscadas pela dureza opaca de uma partida mediana e sem maiores emoções.
Desta vez os destaques foram mais negativos do que positivos. Os goleiros, em especial Alex, estiveram muito aquém de suas possibilidades. Falharam, e muito.
Danilson, de boa performance nos últimos dois confrontos, neste, com marcação mais atenciosa, não rendeu o que podia.
Se tivessemos que elencar alguns jogadores que se sobressaíram um pouco mais, citaríamos Evandro, o próprio Danilson [mais pelos gols do que pelo desempenho] e Preto; João Paulo e Vander, logo após. E só [isso a custa de muito esforço].
Em que pese a choradeira e as faltas excessivas de Diogo, este também foi mediano em sua apresentação.
De mal [primeiro tempo] a regulares [segundo tempo] foram os arqueiros. Vilnei teve mais sorte do que seu colega adversário, saindo de quadra vitorioso. Já Alex afundou, assim como seu time, que, em tese, era pra ser melhor do que os Yellows. Mas isto, em tese, apenas em tese, porque na prática quem levou a melhor foram os Amarelos.
No momento em que era melhor, os Yellows sofreram um gol. Diogo [1º], em chute de longe à meia altura, abriu o placar. Numa bola fácil, Vilnei se complicou, espalmando a bola pra dentro de seu próprio gol.
De tanto pressionar, o Amarelo/Preto chegou ao empate e, em seguida, à virada.
Em duas cobranças de falta na entrada da área, Evandro [2º] e Fábio [3º] viraram em 2x1 o escore. Alex falhou no segundo gol ao arrumar a barreira.
Não tardou muito para que o próprio Evandro [4º] se encarregase de marcar outra vez. Livre de marcação, recebeu na entrada da área, girou e bateu no contrapé de Alex: 3x1.
Para emparelhar as falhas, Vilnei "se solidarizou" com Alex, e num chute fraco de Diogo [5º], aceitou novamente: 3x2.
Poucas opções e muitos passes errados, assim era a tonalidade do clássico. Evandro e Preto tentavam imprimir uma qualidade melhor ao seu time, contudo estava difícil.
Mesmo assim, os Amarelos estavam melhor. Em investida pela direita, Preto [6º], quase sem ângulo, venceu Alex: 4x2.
No, talvez, gol mais bonito do jogo, Danilson [7º] passou de viagem por dois marcadores, invadiu a área e bateu no alto, cruzado, de Vilnei: 4x3.
Em contra-ataque veloz, Alex lançou, Danilson [8º] livrou-se de Vander antes de empatar em 4x4 o placar.
Decidido a se reabilitar de uma suposta falha de marcação no gol de Danilson, Vander [9º], em chute forte mas de longe, surpreendeu Alex, que novamente falhou: 5x4 e final do primeiro tempo.
Na etapa final, as coisas não mudaram muito. Apenas os goleiros melhoraram um pouco mais. De resto, seguiu tudo na mesma.
Danilson [10º], em escanteio mal batido por João Paulo, voltou a empatar o clássico: 5x5.
João Paulo [11º], redimindo-se do erro anterior, voltou a colocar seu time na frente: 6x5.
Em lance semelhante ao de João Paulo, Fábio forçou o passe e Danilson [12º] aproveitou: 6x6.
Daí pra frente, já sem Fábio e Jairo lesionados, o Amarelo/Preto se organizou melhor, conseguindo manter sob controle Danilson.
Fabrício, ingenuinamente, recuou uma bola para Alex, que, mais ingenuinamente , agarrou-a. Falta na entrada da área. Dois toques. Preto [13º] recebeu de Evandro e marcou: 7x6.
Na sequência, João Paulo [14º] ampliou a contagem em 8x6. Recebeu passe livre dentro da área em cobrança de escanteio de Preto. Detalhe: a bola cruzou toda a área azul e ninguém foi capaz de afastá-la.
Diogo, além de praticar muitas faltas [característica renomada], tentou, em vão, cavar um pênalti. O castigo veio na forma de contra golpe fulminante, onde Preto [15º] tabelou com João Paulo antes de assinalar 9x6.
Ainda houve tempo para mais dois gols. Evandro [16º], especializando-se no quesito "gol contra", desviou chute de Danilson, tirando Vilnei totalmente do lance: 9x7. Também Marcelo [17º], já nos descontos, tabelou com Danilson para marcar o oitavo gol azul e preto, no entanto já não havia mais tempo hábil para maiores mudanças.
Em partida tecnicamente fraca, nem mesmo as estrelas do céu foram capazes de iluminar nossa noite [por sinal, duas lâmpadas da quadra estavam queimadas].

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Sobre empates e artilharia [19/05/2009 - Jogo 15]

AZUL/PRETO 9X9 AMARELO


Gols:
Azul/Preto: Vilnei; Danilson [3º, 7º, 14º, 15º, 16º, 18º]; Fabrício; Marcelo [13º]; Evandro [8º]; Fábio [12º]
Amarelo: Alex; Vander; Charles; Diogo [2º]; Erlon [9º, 10º, 11º]; Veni [1º, 4º, 17º]; João Paulo [5º, 6º]


Antes de falarmos sobre artilharia, gostaríamos de comentar sobre empates. Melhor, sobre empates aguerridos, daqueles arrancados nos minutos finais de uma partida tensa e movimentada. Mas como falarmos deste tipo de empate sem avaliarmos suas causas? O que leva um time que, depois de estar vencendo por 5x1 no primeiro tempo, e 8x3 no segundo, acabar cedendo o empate já quase nos descontos? Achamos que as respostas para essas e outras questões têm, ao menos nesta partida, uma resposta apenas: Danilson, o devastador de defesas.
Autor de seis dos nove gols de seu time [semana passada ele fez oito], Danilson foi, outra vez, um dos destaques, ao lado de Veni, deste confronto. Se não fosse por ele, o Az/Pr, quiçá, teria empatado o jogo. Seu faro adestrado e sua voracidade mortífera por redes, fazem dele um legítimo artilheiro sanguinário. Sua saída, nos minutos finais, por pouco não culminou numa derrota para sua equipe. Sua volta [substituindo a Fábio] o alçou à condição de herói. Marcou os dois últimos gols, justamente os do empate.
Talvez tecnicamente Veni tenha jogado mais. Contudo, em termos de importância, Danilson foi superior. Ele foi a diferença, o escape, o toque, o giro perfeito. Sem levarmos em desconsideração todo o esforço e raça de Evandro e Fábio – Marcelo, Fabrício e Vilnei estiveram abaixo de suas possibilidades -, o “homem gol” foi a alteridade.
Após uma sequência boas de apresentações, Fabrício esteve mal. Marcelo resolveu acompanhar seu parceiro, realizando uma partida ruim, muito aquém do que há muito vem jogando. Vilnei, pra completar, falhou em no mínimo três gols sofridos, sendo um deles grotescamente. Dessa maneira, Fábio e Evandro fizeram o que puderam. Por sorte havia Danilson...
Veni [1º], o melhor dos Amarelos, começou ditando o ritmo do clássico. Do seu jeito preferido, recebeu a bola na ala, puxou pro meio, passou pela marcação e fuzilou Vilnei: 1x0.
Pressionado e sem muita saída de bola defensiva, o Az/Pr se viu obrigado a forçar um pouco mais os passes. Num destes, Fábio largou mal a bola no meio, Diogo [2º] dominou, avançou e mandou ver: 2x0.
Danilson [3º], num toque de genialidade e perspicácia, recebeu a bola de costas para Erlon e, ao dominá-la, já girou, emendando um chute forte e certeiro, longe do alcance de Alex: 2x1. Era uma amostra do que estava por vir.
O jogo seguiu em seu ritmo forte e disputado. João Paulo, numa de suas melhores apresentações na Junção, comandava a defesa amarela. Diogo, recuperando sua velha forma, passava o rodo pela ala-direita, Alex estava impecável sob as traves, Charles, combativo e catimbeiro, Erlon fazia muito bem a intermediação entre defesa e ataque, Vander, firme e seguro em suas investidas ao gol inimigo e Veni era o maestro, o toque refinado da equipe.
Com essa voluptuosidade toda, os Amarillos passaram a envolver a débil marcação azul e preta. Com toques rápidos, chegaram ao final do primeiro tempo com o placar de 5x1 a seu favor. Em falha dupla de Vilnei, Veni [4º] e João Paulo [5º] ampliaram em 4x1 o escore. O mesmo João Paulo [6º], numa escorada perfeita de Charles, aumentou o mesmo em 5x1, encerrando a etapa inicial em excelente vantagem.
No segundo tempo, logo de início, a marcação azul melhorou. Conseguiram fechar os espaços para Veni trabalhar livremente. Erlon bem que tentava fazer este papel, porém não tinha a mesma desenvoltura.
Em tabela rápida, Danilson tocou para Evandro, que devolveu no meio para Danilson [7º] bater colocado, longe das mãos de Alex. O Az/Pr descontava em 5x2 o placar.
Não tardou muito para os Blues and Blacks marcarem novamente. Na pressão, Evandro [8º] chutou meio mascado, por azar do Amarelo a bola desviou em Veni e tirou Alex da jogada: 5x3.
No entanto, a defesa voltou a bater cabeça. Em passe errado de Evandro, a bola sobrou para Erlon [9º] que, em tabela veloz com Veni, aproveitou-se da falha para fazer 6x3.
Em outras duas oportunidades distintas, Erlon [10º, 11º] voltou a fazer a festa de seu time. Na primeira chutou à meia altura de longe e Vilnei, grotescamente, aceitou. Na outra, assinalou um golaço ao receber lançamento de Alex com as mãos e, sem deixar a bola bater no chão, tocou, meio de costas, sutilmente por cima de Vilnei, que havia visto sair do gol. O escore voltou a sorrir para os Amarelos: 8x3.
Sem muitas perspectivas de reversão do resultado, o Az/Pr lutou bravamente para, ao menos, tentar diminuir sua desvantagem. E conseguiu bem mais do que isto.
Fábio [12º] aparou na raça cruzamento de escanteio no meio da zaga adversária. Alex foi surpreendido no contrapé: 8x4.
Marcelo [13º] foi pra cima e marcou o seu [13º]: 8x5. Em seguida, Danilson [14º, 15º, 16º] roubou a cena. Em três chances marcou três gols. Aproveitamento sensacional.
Alex, em saída [pra variar] mal debaixo dos paus, permitiu a Danilson marcar seu terceiro gol na partida. Cansado, pediu pra sair.
Sentindo a pressão amarela crescer, o Az/Pr voltou a convocar a entrada de seu artilheiro. Com mais dois gols, Danilson deixava o jogo empatado em 8x8. Agora, o desespero tinha tons amarelados.
Acontece que Fabrício entregou uma bola fácil justamente nos pés de Veni [17º]: 9x8.
Preciso dizer que Charles, um pouco antes, quando ainda venciam, usou da catimba como forma de ganhar tempo. E agora tinha a possibilidade de voltar a fazer uso deste artifício.
Entretanto, numa pressão aguerrida, os azuis chegaram ao gol de empate. A bola, depois de uma confusão na área, tocou na mão de João Paulo: penalidade máxima. Danilson [18º] x Alex. Bola de um lado, Danilson de outro, 9x9. Empate heróico azul e preto.
Era pra falarmos sobre empates e artilharia. Preferimos falar de Danilson. E ponto final.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Uma virada e um gol antológicos [12/05/2009 - Jogo 14]


AMARELO 13X12 AZUL/PRETO


Gols:
Amarelo: Vilnei; Erlon [12º, 16º]; Fabrício; Danilson [1º, 2º, 4º, 18º, 19º, 21º, 23 24º]; Vander [22º]; Cristhian [8º]
Azul/Preto: Alex; Evandro [3º, 10º, 11º, 17º, 20º - contra]; João Paulo [9º, 15º]; Fábio 5º, 13º]; Diogo [6º, 14º, 25º], Jairo [7º]


Longe de ter sido um grande jogo, este surpreendeu [e grandioso foi nestes quesitos]
por dois aspectos: pela virada sensacional que o Amarelo impôs sobre o Azul/Preto e pelo gol de João Paulo.
Muitas foram as viradas ocorridas na Junção. E não poucas emocionantes. Mas essa pode ser considerada a "virada das viradas", um daqueles feitos difíceis de se repetirem. Uma virada que deixou a todos perplexos: tanto àqueles que a aplicaram, quanto àqueles que a sofreram.
Depois de estar vencendo por 12x5, faltando menos de dez minutos para o final da partida, os Blues and Blacks acabaram permitindo ao Amarelo [ou, também, por méritos destes] que virassem o escore a seu favor.
Em noite inspirada de Danilson [marcou 8 gols], contando com os erros e as afobações adversárias, os Yellows foram ontológicos. Arrancaram uma vitória espetacular, quando nem eles mesmos mais acreditavam em tal possibilidade. O Az/Pr foi tomado ao final de jogo por uma ansiedade ingênua, propulsora de erros primários, tais como o bizarro gol contra de Evandro.
Se por um lado o Az/Pr "contribuiu" para que essa virada ocorresse, por outro foi autor de um gol daqueles jamais construídos na recente história da Junção. Já houve gols de tudo o quanto é tipo, desde golaços a bizarrices reconhecidas como gol também. No entanto, esse gol assinalado por João Paulo ficará pra sempre encravado nas retinas daqueles que puderam presenciá-lo. O gol [o toque final] foi simples. O que o elevou à categoria de antológico foi a sua construção, isto é, a jogada coletiva. A bola ficou em torno de dois minutos circulando de pé em pé, onde todos os companheiros de time [com exceção de Jairo que estava no banco] a tocaram. O Amarelo, atônito, não conseguia interromper o fluxo do toque de bola azul e preto. A bola só parou de rodar quando encontrou o fundo das redes de Vilnei. O golpe final foi de João Paulo, mas o gol, se assim poderíamos descrever, foi coletivo.
No que diz respeito à bola rolando, tivemos uma partida com um número excessivo de gols. Os cuidados defensivos estiveram muito aquém do esperado. Os goleiros, em especial Alex, falharam bastante. Em compensação, os artilheiros não perdoaram. Danilson fez a festa marcando oito gols; Evandro fez quatro e outra contra.
Logo de início, Danilson [1º, 2º] mostrou que a noite seria promissora. Aproveitando duas falhas defensivas [uma de Jairo e outra de Evandro] em passes mal elaborados, abriu o escore em 2x0.
Num contra-ataque bem articulado, Jairo passa para Fábio que toca para Evandro [3º] descontar em 2x1 o placar.
Contudo, em novo erro azul, Danilson [4º] rouba a bola de Diogo, avança livre e bate na saída de Alex: 3x1.
O mesmo Diogo que no gol anterior [o de Danilson] falhou, pisa na bola, deixando livre para Fábio [5º] bater colocado: 3x2.
Aos poucos, os Azuis foram passando a exercer um controle sobre o jogo. Em cobrança rápida de lateral, João Paulo serviu a Diogo [6º] que, desferindo uma bomba, empatou em 3x3 o clássico.
Antes do término da primeira etapa, houve tempo para mais gols ainda. Jairo [7º] marcou 4x3; mas Cristhian [8º] voltou a igualar: 4x4. João Paulo [9º], num petardo de longa distância, pôs números finais no placar da etapa inicial: 5x4.
Quando o Amarelo se deu por conta, já estava sofrendo uma goleada. Começou bem mas aos poucos foi se deixando envolver pelo toque de bola azul e preto. Evandro [10º, 11º], em duas vezes, ampliou em 7x4 o confronto. Nem mesmo o gol de Erlon [12º] foi capaz de aplacar a fúria ofensiva dos Blues and Blacks. Fábio [13º], em triangulação perfeita com Diogo e Jairo, fez 8x5. Diogo [14º], em passe perfeito de Fábio – aliás, dos pés deste é que saíram a maioria dos gols dessa equipe -, pincelou no escore um ensaio de goleada histórica: 9x5.
Foi neste instante então que ocorreu o gol ontológico. Numa sequência estupenda e nunca antes vista na Junção, o Az/Pr conseguiu, ao longo de mais de dois minutos, envolver seu adversário num toque de bola preciso e eficaz. A este não foi permitido sequer um leve roçar na bola. Esta só parou de rodar quando encontrou seu destino final: as redes de Vilnei. João Paulo [15º] tratou de elevar a jogada à categoria de ontológica.
Esta foi, praticamente, a última alegria azul e preta na partida.
A reação ao que denominamos “a virada das viradas” teve início com o gol de Erlon [16º]. Nem mesmo o gol de Evandro [17º], que mantinha ainda a excelente vantagem azul de sete gols [11x6], foi suficiente para assegurar uma melhor sorte para o time bicolor.
A saída de Fábio e a entrada de João Paulo, somadas à tensa ansiedade azul em marcar ainda mais gols, possibilitou uma série de erros por parte desta equipe. Alex, até então de boa performance, passou a cometer falhas grotescas. Danilson soube com muita astúcia se livrar da marcação de João Paulo, fazendo destes minutos finais sua redenção. Em pouco menos de dez minutos, os Yellows escreveram seu nome na história da Junção. Passarão dias e noites, gols e defesas, vitórias e derrotas, mas, talvez, jamais outra virada como essa.
Danilson [18º, 19º], em duas oportunidades, deu início ao “improvável”. Evandro [20º], em gol contra, estabilizou o “improvável” da maneira mais bizarra possível [rolou, do meio, a bola pra trás, João deixou passar e Alex, que estava fora do gol, também]: 11x9.
Em nova falha de Alex, Danilson [21º] de calcanhar descontou em 11x10. Vander [22º], na raça, mandou um balaço e empatou em 11x11 o placar.

Desesperados e completamente desorganizados [chegaram a ficar postados num 1-3 em determinado momento do jogo], os Blues and Blacks tentaram garantir a vitória marcando mais gols. O tiro, melhor dito, o chute saiu pela culatra. Em dois contra-ataques fulminantes, Danilson [23º, 24º] desvencilhou-se de João Paulo para colocar seu time à frente no placar: 13x11.
No final, cobrando penalidade máxima, Diogo [25º], após muita catimba de Vilnei, pôs números finais no placar: 13x12. acontece que já era tarde, muito tarde para uma outra virada.
E assim, com um gol fenomenal e uma virada estupenda, a Junção segue firmando seu valor, mostrando-nos que a construção coletiva e a persistência ainda são fatores essenciais na consolidação de nossas existências [mesmo que, muitas vezes, contraditórias e bizarras, que o digam os gols contras].

Alex, o nome do jogo [05/05/2009 - Jogo 13]

VERMELHO 8x6 AZUL/PRETO


Gols:
Vermelho: Alex; Danilson [1º, 3º, 4º]; Erlon [5º, 11º, 12º]; Charles; Cristhian; Fabrício [2º, 9º]; Marcelo
Azul/Preto: Vilnei; Vander [8º, 13º, 14º]; João Paulo [6º]; Preto; Fábio; Jairo; Evandro [7º, 10º]


Com uma atuação quase perfeita [voltou a falhar quando tentou sair jogando com os pés], Alex foi o nome do jogo. Firme e vibrante, marcou a diferença atuando pelos Reds. Poderíamos afirmar, sem receio algum, que a vitória vermelha começou a ser construída não pelos pés de seus artilheiros [neste jogo, Danilson e Erlon], mas sim pelas mãos de seu goleiro.
Cabe destacarmos ainda a afirmação de Marcelo e a surpreendente evolução de Fabrício, atletas que estão dando a volta por cima na Junção. Foram, também, importantíssimos na conquista positiva dos Vermelhos.
No que se refere à bola rolando, coube aos Azuis a pecha de ingênuos, pois, em termos de marcação, falharam grotescamente, principalmente no primeiro tempo, permitindo ao adversário praticamente solidificar sua vitória nesta primeira etapa.
Danilson [1º, 3º e 4º], três vezes, Fabrício [2º], uma, e Erlon [5º], outra, detonarem com as pretensões azuis, que, embora criasse boas chances, não as convertia, parando, na maioria das vezes, nas defesas valiosas de Alex.
E assim, em 5x0, o primeiro tempo estava se encerrando. Uma goleada histórica se configurava.
Mas, de repente, os Blues reagiram. A bola, que antes não entrava, passou a entrar. Nem mesmo Alex conseguiu evitar. A entrada de Cris no lugar de Danilson não surtiu o efeito desejado. Cris entrou mal, não manteve a bola na frente.
Dessa maneira, o Azul esboçou uma reação. Com gols de João Paulo [6º], Evandro [7º], de pênalti [mão de Erlon], e Vander [8º], em falha de Alex, descontaram em 5x3 o placar, equilibrando as ações e tendo uma melhor perspectiva para o segundo tempo.
No tempo final, mesmo produzindo um volume de jogo maior do que o de seu adversário, os Blues não conseguiram reverter a boa vantagem construída pelos Reds anteriormente.
Alex, como já havia ocorrido na etapa anterior, fechou ainda mais seu gol. O Vermelho soube minar aos poucos a empolgação azul. Os contra-ataques foram sua melhor defesa.
Fabrício [9º] marcou 6x3, mantendo a vantagem rubra.
Preto, com boa movimentação, tentou dar um ritmo mais aguçado ao seu time, contudo a defesa vermelha não permitia maiores progressões.
Evandro [10º] voltou a diminuir a desvantagem, que agora era de 6x4. no entanto, Erlon [11º e 12º] em duas oportunidades, sendo a primeira numa jogada coletiva bem construída, na qual culminou com um leve toque de calcanhar seu, ampliou para 8x4 o escore, liquidando, praticamente, com o confronto.
Ainda houve tempo para o Azul marcar outros dois gols através de Vander [13º e 14º], finalizando em 8x6 o placar final do clássico.
Antes de encerrarmos essa análise, é louvável de registro o gol perdido por Jairo; daqueles ditos “imperdíveis”. Num ataque pela direita, Fábio tirou de Alex e rolou de lado para Jairo, livre e com Alex já batido, isolou a bola pro alto. Inacreditavelmente desperdiçado!
Portanto, em noite de Alex, Jairo, em contrapartida, quis “roubar a cena”. Por sorte [ou azar, depende do ponto de vista] não foi eficaz em sua tentativa (ou, quem sabe, tenha sido, depende do ponto de vista).