terça-feira, 14 de dezembro de 2010

domingo, 12 de dezembro de 2010

Preto e Digo: um cerebral e outro mortal [Jogo 43 - 07/12/2010]

AMARELO 13X8 AZUL/PRETO

Gols:
Amarelo: Alex; Preto [14º, 16º]; Cristiano [5º, 10º, 19º, 21º]; Diogo [2º, 6º, 8º, 9º, 11º]; Vander [4º, 15º]
Azul/Preto: Vilnei; Evandro [17º, 18º]; João Paulo [7º]; Marcelo [1º, 20º]; Jairo [12º 13º]; Filipe [3º]

Em noite inspirada de Diogo e Preto, o Amarelo não toma conhecimento do seu eterno rival, vencendo-o com determinada facilidade.
A lamentar, somente as ausências de Fábio e Charles que, lesionados, não puderam estar presentes. Aliás, Fábio era o único que havia participado de todos os jogos até então. Agora não tem mais ninguém com 100% de participação nesta temporada.
Mas voltando ao campo de jogo, Diogo e Preto fizeram uma dupla infernal. Desmontaram com o sistema defensivo azul e preto. Só Diogo fez cinco gols (Preto marcou dois). Suas participações foram decisivas na vitória de seu time. Além de gols, organizaram tabelas, passes e jogadas fundamentais. Ouso a afirmar que esta foi a melhor partida do Preto ao longo de toda temporada. Foi cerebral, enquanto que Diogo foi mortal. A dupla se completou.
Contudo quem largou na frente foi o Bicolor. Marcelo (1º), avançando pela meia direita, arriscou de longe um bico que surpreendeu Alex: 1 a 0.
Numa sequência rápida ocorreram três gols: dois amarelos e um azul. Evandro erra passe de calcanhar no meio, Preto domina e pela direita centra na medida para conclusão certeira de Diogo (2º): 1 a 1. Na saída de centro, Filipe (3º) leva para a ala direita e arrisca um chute forte que acerta o ângulo de Alex: 2 a 1. Daí foi a vez de Vander (4º) do centro mandar um daqueles seus petardos indefensáveis para cima de Vilnei, igualando em 2 a 2 o escore.
A partida seguiu em alta velocidade. Ambos ataques levando vatagem sobre as defesas. A genialidade de Preto passou a ser fundamental. Num curto espaço, este domina de costas para o gol, segura e no momento certo rola de calcanhar para passagem de Cristiano (5º) pela meia esquerda. Vilnei até foi na bola, mas não conseguiu evitar o terceiro gol amarelo no confronto, que agora estava em 3 a 2.
Novamente Preto, inspirado, fez jogada sensacional pela ala esquerda (passou por dois adversários) e, da linha de fundo, rolou para o meio da área onde Diogo (6º) chegou completando: 4 a 2.
Num contra-ataque no qual o Amarelo ficou pedindo toque de mão de Evandro no início do lance, João Paulo (7º) descontou em 4 a 3 o placar.
Não tardou muito para a dupla Preto e Diogo (8º) voltar a funcionar. Em chute forte do primeiro, Vilnei deu rebote e o segundo surgiu para empurrar para as redes: 5 a 3.
Para encerrar o primeiro tempo agitado, Diogo (9º), o matador da noite, recebeu passe pelo alto de Vander, e, de primeira, sem deixar cair, mandou no ângulo de Vilnei. Um golaço: 6 a 3.
Na etapa final a velocidade do clássico não diminui. Os ataques seguiram se sobressaindo às defesas. A dupla sensacional aprontou outra. Dessa vez com a parceria de Cristiano (10º). Numa triangulação mágica pelo meio, Diogo toca para Preto que, num curto espaço de campo, lança na medida Cristiano que, sem dó, dispara na saída de Vilnei: 7 a 3.
Diogo (11º), em noite empolgante, tira, num jogo de corpo, Filipe da jogada e pela ala esquerda avança livre para marcar 8 a 3.
Sentindo o pior, o Bicolor se joga ao ataque. Jairo (12º), quase sem ângulo, invade a área de Alex e manda de bico. A bola toca o travessão e entra: 8 a 4.
O mesmo Jairo (13º), guerreiro e indignado, recebe passe de Evandro e volta a descontar: 8 a 5.
Mas aí então Preto (14º), cansado de só servir, resolveu também tirar sua lasca. Em chute de longe, venceu Vilnei: 9 a 5.
Logo depois, Vander (15º) recebeu passe de Cristiano (que desarmou Evandro no meio), avançou pelo lado esquerdo e fuzilou o arqueiro azul e preto: 10 a 5.
O Bicolor, para piorar, começou a mostrar sinais de cansaço. Em lançamento de Alex, João Paulo ficou parado, e Vander, às suas costas, dominou, avançou e rolou para Preto (16º) marcar outro gol: 11 a 5.
A situação só não ficou pior por causa de um pênalti duvidoso de Alex sobre Filipe. Evandro (17º), que ainda não havia feito nenhum gol, bateu e descontou em 11 a 6 o placar.
O mesmo Evandro (18º) voltou a marcar quando na dividida de Preto com Filipe, a bola espirrou para trás, caindo nos pés de Evandro que, na raça, tocou na saída de Alex: 11 a 7.
Cristiano (19º), um tanto quanto apagado, resolveu deixar sua marca no final. A dribles invadiu a área bicolor antes de tocar para o fundo das redes de Vilnei: 12 a 7.
Marcelo (20º), em contra-ataque, foi lançado na direita e, com categoria, bateu entre as pernas de Alex, descontando em 12 a 8 o escore.
Para encerrar, Cristiano (21º), em seguida ao gol de Marcelo, pegou passe forçado de João Paulo no meio e assinalou o derradeiro gol do confronto, selando em 13 a 8 o placar final do clássico.
Mas nada foi maior, nem mesmo o placar com sua quantidade enorme de gols, do que as atuações de Preto e Diogo, respectivamente, cerebral e mortal.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Constatação [Jogo 42 - 30/11/2010]

AMARELO 6X1 AZUL/PRETO

Gols:
Amarelo: Alex [3º]; Preto [5º]; João Paulo; Diogo [7º]; Evandro [1º, 2º]
Azul/Preto: Vilnei; Cristiano [4º - contra, 6º]; Marcelo; Vander; Fábio

Não tem como esconder. Seja nas estatísticas quanto no campo empírico (neste caso, na bola rolando), os números e os fatos não mentem: os goleiros estão fazendo, como nunca, a diferença. Isso afirma dizermos que enquanto Alex mantém uma regularidade acima da média, Vilnei oscila muito, mais para baixo do que para cima da média de regularidade.
Vilnei já realizou nesta temporada apresentações fantásticas. Inclusive somente ele conseguiu tirar neste ano uma nota 9,0; os demais jogadores o máximo que conseguiram foi um 8,5. Fora isso, teve performances, assim como Alex teve as suas, muito boas, arrancando suspiros de seus companheiros. Mas, em contrapartida, teve apresentações péssimas. O problema é justamente esse: sua oscilação. E hoje, outra vez, ela jogou contra ele, assim como já vinha fazendo ao longo de toda essa temporada. Detalhe: não é que a culpa pela derrota tenha sido exclusivamente sua - todos estiveram numa noite muito infeliz, porém tomou dois gols que Alex certamente não tomaria. E isto faz diferença num jogo equilibrado, como já ocorrerá tantas outras vezes.
O fato é que em 2010 a atuação dos goleiros fez muita diferença nos resultados das partidas. Alex, talvez até em grande parte por sua jovialidade, manteve-se em quase todos os jogos acima da média. Já Vilnei, com raras exceções, manteve-se abaixo, pagando um preço muito alto por isso: um de seus piores desempenhos anuais na Junção.
Quanto à bola rolando, tivemos um primeiro tempo sem gols. Foram criadas pouquíssimas chances nesta etapa inicial. O Bicolor, de maneira geral, esteve muito mal. Seus jogadores pareciam estar perdidos em quadra. Além de marcarem mal, não conseguiam acertar sequer passes curtos. O Amarelo, por outro lado, organizou-se melhor e com Diogo no comando conquistou com sobriedade o resultado positivo.
Se no primeiro tempo o placar não saiu do zero, no segundo, logo de cara, o Amarelo fez 1 a 0 com Evandro (1º) aparando de cabeça, às costas de Marcelo, levantamento para a área de Alex. Vilnei, como já é de costume nestes lances, voltou a falhar, não saindo na bola.
Em seguida, Preto, pela direita, bateu cruzado e Evandro (2º), aproveitando descuido de Fábio, entrou por trás deste para ampliar em 2 a 0 o escore.
Quando o Bicolor se deu conta, já estava levando o terceiro gol. Alex (3º) avançou para fora de sua área com a bola e ao avistar Vilnei adiantado chutou por cima. Vilnei tentou evitar, mas a bola o encobriu: 3 a 0.
A situação estava tão crítica para o lado azul e preto que Cristiano (4º - contra), ao tentar cortar chute de Preto, acabou chutando para as suas próprias redes, tirando Vilnei do lance: 4 a 0.
De tanto tentar, Preto (5º) fez o seu ao bater cruzado: 5 a 0.
O gol de honra bicolor foi marcado por Cristiano (5º) que, ao gingar na frente da marcação, tocou no contrapé de Alex: 5 a 1.
Para encerrar a noite fatídica dos bicolores, Vander errou o passe lateral e Diogo (7º), o melhor em quadra, não errou seu chute: 6 a 1.
Assim, de maneira melancólica, Vilnei repete mais uma noite com derrota na Junção, atingindo um aproveitamento geral baixíssimo. Será o final de carreira de um dos três últimos combatentes da Junção ainda em ativa?

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Notícias do fim

Juncianeiros,

Ficou definido o dia 17/12 (e não mais o dia 18/12), sexta-feira, como o dia D da Junção. Nesta data faremos nossa tradicional festa de encerramento da temporada. Será no Arena, Canoas Shopping, às 21h. Peço que os jogadores premiados no ano passado levem no dia os troféus, a fim de que eles possam ser repassados a seus novos donos ou, dependendo do rsultado final, permaneçam com seus donos atuais (lembrando que para ficar em definitivo com o troféu, o atleta deve ganhá-lo três vezes, não necessariamente seguidas).
Eis os premiados de 2009, que devem trazer no dia 17/12 suas taças:

JOÃO PAULO (podridão);
DANILSON (artilheiro);
ALEX (melhor goleiro);
VENI (craque)

Esperamos todos lá!

Faltam apenas 3 jogos [Jogo 41 - 23/11/2010]

AMARELO 5X5 AZUL/PRETO

Gols:
Amarelo: Vilnei; Evandro [3º]; Vander [9º]; Jairo; Cristiano [1º, 2º, 10º]; Filipe
Azul/Preto: Charles; João Paulo [8º]; Diogo [6º, 7º]; Fábio [5°]; Danilson [4º]

Foi a estreia de Filipe (primo do Cristhian e amigo de Evandro e Cristiano). Uma estreia que, na verdade, já havia ocorrido no ano passado quando Cristhian o trouxe para participar da Junção. Como Cris acabou não comparecendo mais aos jogos, Filipe ficou esperando um novo convite que não chegou nunca. Agora, depois de mais um ano de atraso, o convite aconteceu. Esperamos que ele agarre a oportunidade e a aproveite bem.
Filipe não podia ter escolhido um dia melhor para sua (re)estreia na Junção. Se os 3 a 3 da semana passada foram bastante enaltecidos, o que dizer dos 5 a 5 de hoje? Tivemos um partidaço. Ouso a dizer que foi um dos melhores confontos de 2010. Ninguém quer fazer feio nesta reta final. As divididas, os gols, as defesas... tudo ganha contornos de muito combate e emoção. A posse de bola se tornou uma necessidade vital. Uma boa atuação faz toda diferença, ainda mais agora que faltam apenas três partidas para o encerramento do ano.
Embuídos desse espírito aguerrido, os Amarelos começaram o jogo em cima. Charles, na ausência de Alex, assumiu o posto de camisa 1 dos Bicolores. Fazendo o que podia, o arqueiro azul só não conseguiu evitar o chute de longe que Cristiano (1º) produziu ao pegar rebote da defesa em cobrança de canto: 1 a 0.
O Az/Pr não encaixava uma boa jogada. As tentativas geralmente quando chegavam nos pés de Danilson não tinham uma continuidade. Diogo era o que se movimentava bem pela ala e pelo meio. Por vezes, fazia o pivô - por sinal muito bem. Contudo a equipe não conseguia concluir com perigo ao gol de Vilnei. Já o Amarelo, principalmente depois da entrada de Filipe no lugar de Jairo, ganhou ainda mais em movimentação. Antes desta troca, Cristiano (2º) ampliou em 2 a 0 ao escorar cobrança de escanteio dentro da área (Diogo titubeou na marcação).
O desepero azul aumentou quando, em passe de Cristiano por cima, Charles e Fábio dividiram com Evandro que, mais rápido, encobriu com um leve toque na bola Charles, ficando com a bola e chutando-a para as redes: 3 a 0.
Foi aí então que o Bicolor, aparentemente morto, iniciou um processo de reação estupenda. Ainda no primeiro tempo, Danilson (4º), após passe de Fábio, puxou para o meio e chutou de longe, acertando o canto rasteiro de Vilnei: 3 a 1.
Na etapa final, o Bicolor voltou mordendo. Mesmo sem suplentes, jogou tudo o que podia, e, caso não fosse o cansaço extremo, poderia ter saído de quadra com a vitória.
Em cobrança de escanteio de Danilson, Fábio (5º) se desvencilhou da marcação e de carrinho colocou a bola para as redes de Vilnei (na raça!): 3 a 2.
O empate azul e preto veio através da roubada de bola de João na meia-cancha, seguida de passe para Danilson bater cruzado e Diogo (6º, também na raça!) entrar de carrinhada entre o poste e o arqueiro amarelo: 3 a 3.
Por incrível que pareça, o Bicolor virou o clássico. Diogo (7º) recebeu passe de Charles, virou e guardou: 4 a 3.
O Amarelo, incrédulo, não entendia onde estava errando. Criava chances mas por excesso de preciosismo no momento da conclussão as desperdiçava. Charles foi valente; auxiliou muito na marcação jogando como se fosse um líbero.
Num dos últimos esforços de ataque, João (8º) aparou assistência de Danislon e de canhota estufou as redes amarelas: 5 a 3.
O Bicolor, então, passou a catimbar o jogo. Cansado, pensou em ganhar tempo através desta tática (que para os brasileiros, adeptos do Futebol Arte, é considerado antijogo) portenha. Acontece que de tanto pressionar, a equipe dourada chegou ao empate com um gol atrás do outro. Primeiro Vander (9º), vindo de trás, encheu o pé: 5 a 4. No erro de Diogo (passou por Cristiano rente a linha lateral e quando tentou repetir a façanha com Evandro foi desarmado), cristiano (10º) recebeu passe do colega e, quase da linha de fundo, tocou de leve, tirando do alcance de Charles: 5 a 5.
O embate seguiu disputado até o apito final. Oportunidades ocorreram para os dois lados. O cansaço era evidente, especialmente no lado bicolor. No último lance do jogo, falta frontal ao gol a favor do Amarelo. A catimba azul e preta fez a sua parte: catimbou o tempo necessário para soar a sirene de encerramento da partida.
Só para constar: Filipe fez uma mediana estreia.

domingo, 21 de novembro de 2010

Rivalidade [Jogo 40 - 16/11/2010]

AZUL/PRETO 3X3 AMARELO

Gols:
Azul/Preto: Alex; Fábio; Cristiano [3º, 4º, 5º]; Marcelo; Vander; João Paulo
Amarelo: Vilnei; Charles; Evandro [1º, 6º]; Diogo; Preto; Jairo [2º]

Foi uma partida tensa. O Amarelo, que no primeiro tempo mostrou indícios consistentes de vitória, por pouco não saiu derrotado de quadra. Se não fosse por um lance inusitado, nos minutos finais do confronto, no qual a sorte atuou de maneira decisiva, a equipe dourada acabaria a noite com o gosto amargo da derrota.
Do lado azul, quem se destacou foi Cristiano. Decisivo, marcou os três gols de sua equipe: o primeiro por intermédio de sua técnica reconhecida; o segundo, no oportunismo; e o último, utilizando-se da boa malandragem que acompanha todo o grande artilheiro.
O fato negativo da noite ficou a cargo da lesão de Marcelo. Logo nos minutos iniciais do jogo, Marcelo se contundiu ao chutar um parquê que se desprendeu da quadra. Assim, sem suplentes, o Bicolor seguiu até o apito final. Cansado mas com muita bravura, os atletas bicolores por pouco não venceram o confronto. João Paulo, uma no primeiro e outra no segundo tempo, ficou duas vezes cara-acara com Vilnei. Nas duas oportunidades Vilnei salvou, sendo que na segunda a bola explodiu em seu rosto.
Se é algo de que a Junção não se ressente é de goleiros. Tanto Vilnei quanto Alex são nossos guardiões. O primeiro une a experiência de 14 anos de Junção (estava lá no jogo inaugural); o segundo, a jovialidade aguerrida de quem, se for preciso, entrega sua vida em quadra por amor a Junção. Pois estes dois arqueiros, outra vez, nos deram uma performance digna de suas histórias. Ambos tiveram bem, assim como os sistemas defensivos, pois se o placar foi de 3 a 3 não foi por conta da má jornada dos artilheiros, mas sim pela qualidade defensiva de bicolores e dourados.
Entretanto nada foi mais marcante do que a rivalidade entre os jogadores. A partida proporcionou lances bastante ríspidos; alguns beirando a violência. Um exemplo desta disputa foi o embate - já antigo - entre Vander e Jairo. Tivemos neste clássico um novo episódio desta batalha. Jairo reclamou de um lance no qual ele, num contra-ataque, foi atingido por trás bem no instante em que se armava para o arremate a gol. Jairo alega que Vander, covardemente, pegou-o pelas costas (sem duplo sentido, pessoal, por favor!). Vander contesta, afirmando que neste lance visou somente a bola, realizando o desarme com eficiência. Não tardou muito para o retruque de Jairo acontecer. Em lance na área de defesa azul, Vander, ao dividir bola com Jairo, pondera que este deixou o pé bem no momento em que ele (Vander) tentava afastar a bola da área. Por sorte não houve novo revide por parte de Vander. A tréplica deste confronto ficou reduzida ao campo da discussão, não se estendendo para as vias de fato.
Outro lance muito reclamado por Jairo, envolveu Alex. Segundo o frente amarelo, Alex, em saída com as mãos, tentou, assim que ficou com a posse da bola, agredí-lo com uma cotovelada (lance, este sim, muito grave na Junção, visto que não tem nada de disputa e tudo de violência gratuita).
Por estes dois relatos podemos afirmar que os nervos estavam à flor da pele neste 40º jogo da temporada. A rivalidade - ainda mais agora faltando apenas 4 jogos para o encerramento do ano - foi o grande destaque da noite. Amarelos e Bicolores, no que pese os exageros, travaram uma disputa forte e bela.
Evandro (1º), aos dois minutos de jogo, roubou a bola no meio, tocou para Jairo que a devolveu para aquele chegar batendo: 1 a 0.
Cinco minutos depois, Marcelo atravessou uma bola pela área, da esquerda para a direita, de maneira fraca e curta. No meio do caminho havia uma pedra, melhor, havia Jairo (2º) que, no oportunismo, ficou com a redonda e a tocou no canto de Alex: 2 a 0.
Não demorou três minuto para Cristiano (3º) marcar seu primeiro de seus três gols. Balançou na frente de Diogo e de esquerda mandou no canto de Vilnei, descontando em 2a 1 o placar.
Quem pensava que iria acontecer uma chuva de gols, enganou-se. O tempo inicial encerrou nestes 2 a 1 mesmo. De resto, foram as defesas se sobressaindo aos ataques.
O panorama na etapa final não mudou muito. De equilíbrio, até o número de gols: 3 também, assim como no primeiro tempo.
Em passe mal de Jairo, Cristiano (4º) ficou com a bola no meio, avançou para cima da defesa, driblou Vilnei e concluiu para as redes: 2 a 2.
Rapidamente, o Bicolor virou o jogo. Alex lançou com a mão e Cristiano (5º), usando da artimanha de goleador, encolheu o corpo para que a bola tocasse em suas costas e tirasse Vilnei, que vinha por cima na disputa, do lance: 3 a 2.
Quando tudo indicava vitória azul e preta, eis que aconteceu o lance inusitado, gerador do empate amarelo. Evandro teve tudo para marcar: de frente para o gol, com Alex já batido, chutou forte, contudo o pé direito de Fábio evitou que a bola entrasse, sendo que a mesma - e aí que vem o inusitado - tocou na perna de Jairo que, parado no lance, não esperava tal toque. Na sequência, a bola tocou no poste e, de mansinho, não saiu para a linha de fundo, mas sim correu quase sobre a linha do gol até encontrar Evandro (6º) que, mesmo caído, conseguiu se jogar literalmente nela antes da chegada desesperada de Alex e de Fábio. Era o emapte em 3 a 3 decretado.
Por fim, dourados e bicolores saíram de quadra satisfeitos. Pois acima de qualquer rivalidade que possa - e existe - entre eles, o que mais impera é a paixão que os move em torno da Junção.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Encerramento da temporada

ATENÇÃO JUNCIANEIROS!!!!
Preparem-se para nossa tradicional festa de encerramento da temporada 2010.
Será no dia 18/12, em local e horário ainda a combinar (bem provável que seja na mesma quadra do ano passado, Arena, no shoping Canoas).
Lembro-lhes ainda que, se nada mais interferir, faltam, contando com a partida de hoje, mais 5 jogos para o encerramento do ano.
Portanto, candidatos aos melhores (craque e melhor goleiro) e piores (podridão) da temporada, além do artilheiro, puxem-se, pois a contagem regressiva já começou.

Os mortos-vivos da Junção [Jogo 39 - 02/11/2010]

AZUL/PRETO 8X9 AMARELO

Gols:
Azul/Preto: Vilnei; Dani [14º, 16º]; Cristiano [1º, 5º, 13º]; Vander; Fábio [6º, 8º, 17º]
Amarelo: Alex; Marcelo [12º, 15º]; Evandro [2º, 7º]; Preto [4º, 10º]; Diogo [3º, 9º]; Erlon [11º]

Dois de novembro. Dia mundial dos mortos. Dia em que lembramos àqueles que partiram de nossas vidas. Só para ficarmos na Junção, temos dois casos que há muito ainda nos deixam nostálgicos. Quem, dos mais antigos da Junção, não recorda do Altidor, mais conhecido como o Bai, e de seus “cortesinhos de canhota”, jorrando experiência em nossos confrontos? Ou, então, de Andeilson e de sua jovialidade abusada que o elevou a condição de um dos maiores goleadores da Junção em gols absolutos? Saudades é o que guardamos deles.
Há também outra classe de mortos, os mortos-vivos. É uma espécie que igualmente deixou saudades por aqui, apesar de ainda estarem perambulando por aí. Vamos aos nomes:
Ricardo;

Beca;
“Loco”;
Joarez;
Muraro;
Cris;
Gilmar...
Estes, em especial, deixam-nos mais nostálgicos do que os próprios mortos porque sabemos que – talvez com exceção do Gilmar – poderiam ainda estar aqui conosco, duelando todas as terças-feiras. Mas não, preferiram a morte em vida. São, dessa maneira, almas penadas que vagam por aí em noites de bola rolando em La Bombonera. Pobres de espírito juncianeiro, não perceberam ainda que o seu descanso eterno deve ser entre as quatro linhas da cancha, vitimados pelas carrinhadas de Diogo e de João Paulo, ou os chutes de Vander , ou os dribles de Veni e de Cristiano, ou ainda os gols de Evandro e de Danilson, ou pela raça de Charles, Marcelo e Jairo, ou pelas mãos seguras de Alex e de Vilnei.
Dentre os citados na lista acima, Dani, que não aparece nela, foi um dos mortos-vivos que deu o ar de seu espectro novamente na Junção. Dani, de performances memoráveis na Junção, apareceu justamente no dia de finados. Devido a compromissos profissionais, Daniel não tem conseguido estar entre nós às terças-feiras. É um dos gênios deste espaço futebolístico. Pois Dani, pela primeira vez neste ano, participou de uma partida. Embora seu entrosamento e desenvoltura ficaram aquém do esperado, ele não perdeu seu jeito com a bola. Portou-se bem, porém perdeu o duelo e também um gol daqueles ditos imperdíveis nos minutos finais do jogo.
Contudo, apesar de todos os esforços por parte dos atletas, tivemos uma partida quase moribunda (pudera, né, dia dois de novembro...). Em passe de Dani, Cristiano (1º) abriu o placar em 1 a 0 a favor do Bicolor. O mesmo Dani que havia dado o passe para o gol de sua equipe, foi quem, também, deu o passe para o gol adversário. Em cortada mal de bola, Dani ofereceu a Evandro (2º) a oportunidade do empate por este não desperdiçada: 1 a 1.
A virada dourada veio de penalidade máxima. Fábio perdeu a bola no ataque e, num contragolpe rápido, Vilnei derrubou Diogo no momento em que este lhe driblava. O próprio Diogo (3º) bateu e fez 2 a 1.
Empolgados pelo bom momento, os amarelos chegaram aos 3 a 1 por intermédio de Preto (4º) que, aparou rebote de Vilnei após chute de Evandro.
Como ninguém queria “morrer” no confronto, a partida ficou aberta e os gols foram acontecendo. Em jogada individual, Cristiano (5º) passou por Marcelo e desferiu potente chute no ângulo de Alex: 3 a 2. Fábio (6º) chegou batendo a cobrança de escanteio de Vander, igualando em 3 a 3 o escore. Evandro (7º), livre de marcação, fez 4 a 3 para o Amarelo. Todavia, Fábio (8º), pegando rebote da defesa, tirou Preto do lance e bateu forte para deixar tudo igual outra vez: 4 a 4.
Acelerando o ritmo, o time dourado fez mais três gols no primeiro tempo: Diogo (9º), em contra-ataque, Preto (10º), em cobrança de escanteio, e Erlon (11º) após receber passe de Marcelo, aplicar um belo drible em Dani e vencer, num forte chute no canto baixo, Vilnei.
Vencendo por 7 a 4, o Amarelo por pouco não entrega o jogo na etapa final. Ainda mais depois de, logo de início, assinalar outro gol, através de Marcelo (12º) que, em cobrança de falta, contou com a falha de Vilnei: 8 a 4.
O Bicolor esboçou uma reação. Cristiano (13º) e Dani (14º) descontaram em 8 a 6 o placar. Contudo, na saída de centro, Marcelo (15º) recebe passe de Preto e fuzila Vilnei: 9 a 6.
Quando pensou que a partida já tinha praticamente sido decidida, o Amarelo praticou um erro que por pouco não lhe custou a vitória: menosprezou o adversário. Assim, em jogada de Cristiano, Dani (16º), de cobertura, descontou em 9 a 7. Em seguida foi a vez de Fábio (17º), dentro da área e livre de marcação, diminuir em 9 a 8 o placar. Daí por diante, até o minuto final, a pressão azul e preta foi constante. Entretanto, Alex fechou o gol e Dani perdeu livre, embaixo das traves, um gol incrível; o gol que daria o empate a seu time. Uma vez não feito, a vitória ficou do lado amarelo.
Em noite de finados, a presença de Dani trouxe a nítida sensação de que se ressente muito de seus mortos, em especial de seus mortos-vivos.

Uma atuação para ficar na História e outra, para sempre ser lembrada [Jogo 38 - 19/10/2010]

AMARELO 5X3 AZUL/PRETO

Gols:
Amarelo: Alex; Vander; Danilson [2º, 3º, 4º - contra]; Cristiano; Diogo [1º, 7º]; Erlon; Preto [5º]
Azul/Preto: Vilnei; João Paulo; Evandro [6º, 8º]; Fábio; Charles; Jairo; Marcelo

Foram, sem sombra de dúvida alguma, as duas melhores atuações do ano até este momento. Alex e, especialmente, Vilnei protagonizaram algo da ordem do excepcional. Foram gigantes na árdua tarefa d edefender. Vilnei, então, nem se fala. Mais exigido do que seu colega, o arqueiro bicolor beirou a perfeição sob as traves; foi quase imbatível, operando intervenções e defesas milagrosas. Lembrou-me Dassaiev, o grande goleiro russo da extinta URSS, um bloco acinzentado intransponível, a resistência socialista no arco azul e preto. Assim foi Vilnei, assim foi seu time, resistente e batido ao custo de muito esforço.
Alex não ficou para trás. Embora não tenha sido tão exigido quanto seu rival, o goleiro amarelo até penalidade (duvidosa) defendeu, garantindo, num momento tenso da partida, a vitória de seu time. Para ficar no bloco socialista, se Vilnei foi Dassaiev, Alex foi Lev Yashin, o Aranha Negra, outro grande arqueiro soviético da história do futebol mundial. Dassiev e Lev Yashin, Vilnei e Alex, uma atuação para a História e outra, para sempre ser evocada.

Em passe mal de Marcelo, Danilson ficou com a bola, tocou-a para Erlon que cruzou para Diogo (1º) abrir o placar para o Amarelo em 1 a 0. A pressão amarela seguiu, mas Vilnei evitava o pior praticando defesas memoráveis. Só não conseguiu evitar chute forte de Danilson (2º) do meio da quadra que, por azar do guarda-metas, desviou na defesa antes de entrar: 2 a 0.
Danilson (3º) parecia ser o único capaz de vencer o goleiro bicolor. Em jogada iniciada por Erlon (desarme a um adversário), Diogo e Danilson tabelaram para o último marcar 3 a 0.
Apesar de estar levando 3 a 0, o Az/Pr agredia com qualidade seu oponente. Alex seguia irredutível sob as traves, tal como Vilnei do outro lado. Entretanto, Danilson (4º - contra) voltou a aprontar, só que desta vez contra seu patrimônio. Ao ser pressionado por Jairo em saída de bola lateral, Danilson voltou com Alex que, fora do gol, não chegou a tempo na bola: 3 a 1.
Na etapa final o Amarelo manteve o ritmo ofensivo. De tanto pressionar, a equipe dourada chegou ao seu quarto gol. Erlon lançou e Preto (5º), às costas de Evandro, venceu Vilnei: 4 a 1.
Com muito empenho, o Bicolor descontou por meio de Evandro (6º) que, na carrinhada, aparou cruzamento de Fábio: 4 a 2.
O momento da partida passou a ser Bicolor. Equilibrando as ações, o time azul e preto se jogou ao ataque. Penalidade máxima duvidosa de Alex sobre Evandro. Depois de muita discussão, o goleador bicolor se posicionou para bater. Chute forte à meia-altura no lado direito de Alex que, espetacularmente, voou na bola, assim como o Aranha Negra já fizera muitas vezes ao longo de sua trajetória.
Do outro lado, Dassaiev Vilnei respondeu à altura: praticou mais duas incríveis defesas em chutes à queima-roupa. O duelo russo foi fantástico. A noite era dos arqueiros.
Se de cima estava difícil de converter as oportunidades, o jeito era arriscar de longe. Diogo (7º) resolveu apostar nesta fórmula numa cobrança de falta antes da meia-quadra. O chute forte do ala-direito tocou, antes de entrar, em Evandro, tirando Vilnei do lance: 5 a 2.
Quase no final do jogo, Evandro (8º), de bicicleta, aproveitou lançamento de seu goleiro para descontar, num belo gol, o escore em 5 a 3.
Contudo, nada foi mais belo do que as atuações incontestáveis dos dois guarda-metas da Junção. Das estepes russas à quadra da Bombonera, Alex e, especialmente, Vilnei honraram seus antepassados a mãos de ferro e coração de fogo.

Na Junção, todo dia é dia da criança [Jogo 37 - 12/10/2010]

AZUL/PRETO 9X7 AMARELO

Gols:
Azul/Preto: Alex [9º]; Diogo [2º, 6º, 12º]; Evandro [7º, 8º, 10º]; Charles [14º]; Fábio [16º]
Amarelo: Vilnei; Marcelo [11º]; Erlon; Cristiano [3º, 4º]; Veni [1º, 5º, 13º, 15º]

O brincar para a criança segue uma linha de regras e considerações. É um brincar sério, que consiste em tornar a brincadeira um ato gostoso e, por vezes, disputado. Pois na Junção toda terça-feira é dia de brincar... e brigar também. Briga-se pela bola, como se esta fosse aquele tão sonhado brinquedo de infância; briga-se com o companheiro de equipe por ele ter desperdiçado chance incrível de gol; briga-se com o adversário por ele ter exagerado no carrinho; alguns brigam e outros brincam com a bola, brinquedo maior da Junção, na tentativa de dominá-la ou de criar uma bela jogada respectivamente. Na Junção brinca-se muito, e, como em toda boa relação de amizade, briga-se muito também. E o motivo é um só: como uma boa criança, ninguém quer perder.
No dia da criança, quem sorriu e brincou melhor foi o time Az/Pr. Com uma vitória sofrida, porém merecida, os jogadores bicolores fizeram a festa em La Bombonera. Mas quem saiu rindo foi o Amarelo. Veni (1º) tabelou no meio com Cristiano, passou por Diogo e por Charles antes de afundar Alex: 1 a 0.
Não demorou dois minutos e o empate azul e preto aconteceu. Fábio tocou para Diogo (2º) que, dentro da área, girou e bateu: 1 a 1.
Em cobrança de falta próxima à área, Erlon rolou para o lado e Cristiano (3º) soltou o pé: 2 a 1. O mesmo Cristiano (4º), em jogada individual, deixou Diogo pelo caminho, invadiu a área e cara-a-cara com Alex tocou em seu canto oposto: 3 a 1.
Veni (5º), vendo que a brincadeira estava boa, resolveu brincar junto. Da ala esquerda defensiva rumou para o meio e de lá mandou um presente nada carinhoso para Alex: um petardo no ângulo do arqueiro azul: 4 a 1.
Cansado de somente olhar, o Bicolor resolveu entrar de vez na brincadeira. Diogo (6º) chutou de longe, rasteiro, Charles se atravessou na frente de Vilnei tirando a visão da bola deste e deixando-o sem o brinquedo precioso que foi parar em suas redes: 4 a 2.
Diogo chamou seus companheiros para a festa. Em cobrança de escanteio, atravessou a bola por toda a extensão da área adversária até encontrar, do outro lado, o pé certeiro de Evandro (7º) que, de voleio, marcou um golaço: 4 a 3.
O empate veio novamente com Evandro (8º) que, aproveitando-se de falha de Cristiano (tentou interceptar passe de Fábio, mas não foi eficaz), brincou de pinball com Vilnei e suas traves (a bola bateu no poste esquerdo, no direito e nas costas do arqueiro antes de entrar), impondo a igualdade de 4 a 4 ao placar do primeiro tempo.
Na etapa final, Alex, cansado de brincar sozinho, chamou Vilnei para com ele dançar. Em chute de longe, Alex (9º) armou uma brincadeira de mal gosto para seu co-irmão, que, surpreso, não evitou o gol adversário: 5 a 4.
Não tardou muito para Evandro (10º) voltar a brincar. Em lançamento de Diogo, o pivô azul tocou na saída de Vilnei: 6 a 4.
A resposta amarela veio com Marcelo (11º) que de carrinho se antecipou a Fábio dentro da área para descontar em 6 a 5 o placar.
Em nova falha de Vilnei, Diogo (12º), de cabeça, aparou lançamento de Fábio e fez 7 a 5. mal deu tempo para o Bicolor comemorar que, na saída de centro, Veni (13º) acertou um daqueles seus chutes indefensáveis, descontando outra vez o escore: 7 a 6.
Num toma-lá-da-cá entusiasmante, a partida cresceu em emoção. Charles (14º) tabelou com Fábio e, quase da linha de fundo, jogou-se de carrinho para com pouco ângulo mandar a bola na gaveta de Vilnei: 8 a 6.
Veni (15º) conseguiu, em tabela com Cristiano, voltou a marcar, deixando o placar em 8 a 7. Disposto a encerrar com a brincadeira, Fábio (16º), bem no instante em que o Amarelo começou a gostar de brincar, recebeu dentro da área inimiga cobrança de escanteio de Diogo, dominou e num corte só deixou Alex e Veni a ver navios antes de tocar a bola livre para o fundo das redes.
No fim das contas, o Bicolor soube brincar melhor. Com sorrisos estampados nos rostos, os jogadores bicolores pintaram de azul e preto a infância da Junção.

Finalmente! [Jogo 36 - 05/10/2010]

Finalmente! Jogo 05/10/2010

AZUL/PRETO 6X7 AMARELO

Gols:
Azul/Preto: Charles; Danilson; Marcelo [1º, 4º, 12º]; Fábio [10º]; Erlon [11º, 13º]; Jairo
Amarelo: Vilnei; Preto [2º, 7º]; Diogo [8º]; Cristiano [3º, 6º]; Evandro [5º, 9º]

O início foi tenso mas equilibrado. Primeiro 1 a 1. Depois, 2 a 2. Mas, aos poucos, o Amarelo, no primeiro tempo e enquanto teve fôlego, mostrou-se superior, abrindo uma vantagem de cinco gols perante seu rival. O Az/Pr, que contava com Charles no gol devido a ausência não justificada de Alex, teve em Marcelo seu melhor jogador. Aliás, Marcelo não foi somente o melhor atleta de seu time, foi o craque da noite. Marcou com eficiência seus adversários, foi autor de três gols e liderou com maestria de um exímio capitão sua equipe. Por tudo isto, Marcelo foi o nome do clássico. Só faltou-lhe a vitória para coroar sua grande performance.
Por falar em vitória, se no primeiro tempo o Amarelo foi superior, fazendo 7 a 2, no segundo, o Bicolor foi fantástico: marcou quatro vezes e por pouco não conseguiu o empate. Foram dois tempos distintos: o primeiro, amarelo; o segundo, azul e preto.
Entretanto, a despeito da marcante atuação de Marcelo e da partida ter tido emoção suficiente em dois tempos diferentes, o fato que não pode passar em branco diz respeito a finalmente, até que enfim, antes tarde do que nunca, vitória de Preto. Este, após longo jejum, voltou a saborear o doce gosto de vencer um clássico. Foram pouco mais de três meses sem saber mais o que era ganhar. Suada, difícil mas válida. Preto, depois de longo inverno, voltou a sorrir.
Em lançamento de Danilson, Marcelo (1º), de cabeça, tirou Vilnei do lance e abriu o placar em 1 a 0.
Preto (2º) balançou na frente de Fábio e soltou o canudo pra cima de Charles: 1 a 1.
A virada amarela aconteceu em boa tabela de Evandro com Veni (3º) que, aproveitando descuido de Erlon, recebeu a bola na frente, driblou Charles e tocou para as redes: 2 a 1.
Marcelo (4º) em tabela eficiente com Danilson, logo após desarme deste sobre um adversário, bateu forte da entrada da área. A bola tocou num poste, bateu no outro e, por último, tocou em Vilnei antes de entrar: 2 a 2.
Com duas falhas gritantes de Erlon, só deu Amarelo até o final da primeira etapa. Vilnei lançou com as mãos Evandro (5º) que, entre Erlon, à sua frente, e Charles, às suas costas, venceu-os de cabeça póor cima e, ao caírem, marcou, mesmo deitado, o terceiro gol de seu time: 3 a 2. No primeiro erro grotesco de Erlon (estava com a bola dominada dentro da área e não a deixou para Charles e muito menos para Fábio que estava livre na ala pedindo o passe), Cristiano (6º) ficou fácil com a bola, ampliando em 4 a 2 o escore. Não demorou muito para Preto (7º), num contra-ataque (receber passe de Cristiano numa dividida que estava bem mais para Erlon do que para o ala marelo), fazer 5 a 2. Depois foi a vez de Jairo não acompanhar a subida de Diogo (8º) ao ataque, que, ao receber virada de bola de Evandro de uma ala à outra, afundou Charles: 6 a 2. Em seguida, em novo erro de Erlon, Evandro (9º), desta vez na saída de bola, finalizou em 7 a 2 o escore do primeiro tempo. O Bicolor acusou o golpe.
Será que teria forças para reagir na etapa final? Será que Preto finalmente voltaria a vencer? Questões que ficaram para a eletrizante parte final do jogo.
O Az/Pr não conseguiu reverter a situação desfavorável. Embora Marcelo tenha conduzido com muito empenho e eficiência seu time nesta segunda parte do clássico, não foi o suficiente para uma virada – que seria algo da ordem do extraordinário. Mas foi por pouco...
Fábio (10º) tentou o passe, do meio da quadra, para Danilson dentro da área que não alcançou a bola mas atrapalhou Vilnei: 7 a 3. Em escapada pela ala direita, Marcelo cruzou rasteiro para Erlon (11º) chegar batendo: 7 a 4. Do meio da quadra Marcelo (12º) fuzilou Vilnei, assinalando um golaço: 7 a 5. Numa eficiente triangulação entre Marcelo, Danilson e Erlon (13º), este teve que bater duas vezes (na primeira Vilnei defendeu parcialmente) para marcar: 7 a 6.
A essa altura, Preto já sentia o pior acontecendo. O gosto amargo do empate lhe revoltava o estômago. A pressão Bicolor era enorme. Vilnei fechou o gol nos minutos finais, praticando defesas importantes. Mas no fim deu tudo certo para Preto e seu time. Não amarelaram e seguraram a vitória até o apito terminal. Preto, depois de um longo tempo, voltou a ter uma noite de sono tranquila. E quem disse que seria fácil?

Legado Farroupilha [Jogo 35 - 28/09/2010]

AMARELO 9X9 AZUL/PRETO

Gols:
Amarelo: Vilnei; João Paulo; Preto; Charles; Fábio; Danilson [1º, 8º, 11º, 14º, 16º, 17º]; Veni [7º, 9º, 15º]
Azul/Preto: Alex; Jairo [2º]; Evandro [3º, 10º, 13º]; Cristiano [4º, 5º, 6º, 12º]; Diogo, Marcelo [18º]

A Junção, que entre seus postulados conta com a raça e a entrega constantes, mais uma vez demonstrou seu amor aos pagos do Sul. Dopados pela tradição charrua da desmesura, Bicolores e Amarelos honraram as cores da bandeira do Rio Grande. Foram dignos de serem tratados como filhos desta Terra, forjada na bravura e no sangue de seus antepassados. No DNA de cada atleta da Junção, habita o legado farroupilha, chama que se acende toda terça-feira à noite, a cada novo confronto, quando, imbuídos deste espírito aguerrido, os jogadores honram até o último minuto de jogo o legado juncianeiro gaúcho.
Esta partida não fugiu à regra. Disputada do primeiro ao derradeiro segundo, concentrou um grau de emoção dilacerante. O Az/Pr chegou a estar vencendo por 5 a 1 (no primeiro tempo fez 4 a 1). Depois de quase ceder o empate, voltou a ficar com uma boa vantagem (8 a 5). O Amarelo reagiu: empatou e passou à frente (9 a 8) nos minutos finais. Mas nos descontos, quando tudo se encaminhava para uma vitória heróica da equipe dourada, Marcelo, na raça, deixou tudo igual (9 a 9).
Se o clássico terminou com um gol de Marcelo, iniciou também com um lance seu. Ao sair jogando pelo lado direito defensivo, sofreu pressão de Charles e, na sequência, a bola foi tocada para Danilson (1º), de frente para Alex, tocar em seu canto: 1 a 0.
Em jogada de Evandro, a bola sobrou para Cristiano que, sem hesitar, serviu a Jairo (2º): 1 a 1.
O Bicolor passou à frente logo após com Evandro (3º) que, ao receber lançamento de Alex, dominou, girou e tocou por cima de Vilnei: 2 a 1.
Não tardou muito para Diogo passar lateralmente para Cristiano (4º) afundar o arqueiro amarelo: 3 a 1.
Antes que o primeiro tempo encerrasse, Cristiano (5º), outra vez, mandou no ângulo de Vilnei, fechando em 4 a 1 esta etapa.
No segundo tempo o clássico cresceu ainda mais em emoção. Com outro gol de Cristiano (6º) – driblou Fábio -, o Az/Pr abriu uma larga e boa vantagem de 5 a 1 sobre seu adversário.
A chama farroupilha, então, se fez potente na camisa do time amarelo. Veni (7º e 9º), duas vezes, e Danilson (8º), uma, avivaram a brasa aguerrida deste levante gaúcho. O segundo gol de Veni foi arrebatador. Da esquerda, puxou para o meio e de pé direito acertou o ângulo superior de Alex. Um golaço! Seu outro gol começou com passe de Fábio para passagem e centro de Danilson da esquerda para o meio da área. Já o gol de Danilson – o primeiro de seus seis -, surgiu com outro passe de Fábio, onde o goleador da Junção dominou no peito e fuzilou Alex: 5 a 4.
A peleia ficou em aberto de novo. A disputa foi acirrada pela posse da bola. As oportunidades aconteciam para ambos os lados. Vilnei e Alex trabalharam muito. Num centro na medida de Marcelo, Evandro (10º) cabeceou e Vilnei falhou: 6 a 4.
Danilson (11º), da entrada da área, acertou arremate firme no ângulo de Alex: 6 a 5. A disputa também entre a dupla de goleadores ficou entusiasmante. Do lado Azul, Cristiano e Evandro; do lado Amarelo, Veni e Danilson. Dos 18 gols da partida, 16 foram marcados pelo quarteto acima referido.
Num momento crucial do embate, o Amarelo vacilou. Escanteio a favor do Bicolor. Pouco antes da cobrança, Preto sai cansado e cede lugar a João Paulo. O problema é que ao promover essa substituição, a equipe amarela se perdeu na marcação, ficando fácil para Cristiano (12º) aproveitar tal erro primário: 7 a 5. Inflamado pelo gol, o Az/Pr sentiu o bom momento. Num contra-ataque, Evandro (13º) voltou a deixar sua marca: 8 a 5.
Quando tudo parecia perdido do lado amarelo, a dupla dourada Veni e Danilson tomou as ações da partida. Em duas tabelas rápidas e eficientes, Danilson (14º) e Veni (15º) descontaram em 8 a 7 o escore. O empate amarelo veio numa falha de Alex. Danilson (16º) tentou tocar para Charles dentro da área, na confusão o arqueiro pegou a bola e a deixou escorregar por entre suas mãos. A bola entrou de mansinho para o fundo de suas redes: 8 a 8.
Danilson (17º) foi o autor da virada. Vilnei lançou-o pela direita, o artilheiro avançou e bateu forte, fazendo 9 a 8.
O desespero tomou conta do Bicolor. Tinha o jogo nas mãos, melhor, nos pés, e naquele momento estava entregando-o de bandeja ao seu tradicional rival. Inconformado com o rumo da história, o maragato Diogo levou a bola, já nos descontos, pela ala esquerda de ataque e num chute cruzado, que passou por todos os pés possíveis da defesa amarela, encontrou a garra charrua de Marcelo (18º) que, na carrinhada, entrando às costas de Veni, colocou a bola para dentro das redes de Vilnei: 9 a 9.
Um gol Libertador. Um gol Farroupilha. Um gol da Junção. No mês em que se celebra o grande feito dos gaúchos, a Junção homenageia esse povo aguerrido com uma partida digna de seus ideais e de sua bravura.
A Junção é genuinamente um legado farroupilha!

Aguerridos [Jogo 34 - 21/092010]

AMARELO 8X3 AZUL/PRETO

Gols:
Amarelo: Alex; Evandro [1º, 2º, 3º, 6º, 9º, 10º]; Marcelo; Cristiano; Diogo [4º, 7º]; João Paulo
Azul/Preto: Vilnei [8º]; Preto [11º]; Vander; Jairo [5º]; Fábio; Charles

Os primeiros minutos apontavam que a noite não seria nada fácil para os bicolores. A ausência inicial de Vilnei (chegou atrasado) com a presença de Charles no arco só contribuiu para aumentar as dificuldades enfrentadas pelo Az/Pr ao longo da partida.
Mas assim que a bola começou a rolar, uma intensa força tomou conta de cada músculo dos atletas bicolores. Aguerridos, armaram um sistema de marcação contundente. Resistiram aos frequentes golpes do inimigo, e, até que suportaram, combateram com excelência charrua o exército amarelo. Não se intimidaram frente ao poderio ofensivo inimigo. E mesmo que Evandro tenha feito seis dos oito gols dourados no embate, nada foi maior do que a bravura coletiva azul e preta.
Em passe mal feito de Preto no meio, Marcelo ficou com a bola e rapidamente serviu a Evandro (1º) para marcar 1 a 0.
Truncado seguiu o primeiro tempo, até que, em cobrança de falta, o mesmo Evandro (2º) ampliou em 2 a 0 o escore.
Por conta da derrota parcial, o Bicolor no segundo tempo explorou mais o ataque. Boas chances criou, mas não abriu mão de sua ferrenha estrutura defensiva. E ainda que o placar final tenha sido 8 a 3 a favor do Amarelo, a atuação corajosa dos atletas azuis foi o maior destaque da partida.
Em falha de Vilnei na saída de bola – chutou-a em cima de Evandro (3º) -, este, livre, fez o gol mais fácil do clássico: 3 a 0.
Em seguida, João Paulo cruzou e Diogo (4º), no lado direito, deu uma cavadinha por cima de Vilnei: 4 a 0.
O cansaço passou a ser um adversário a mais para o Az/Pr. Por conseguinte, seu poder de marcação também passou a sofrer. Todavia, mesmo fisicamente esfarrapado – ainda mais depois da lesão de Vander, fato que os deixou sem suplentes -, os Azuis assim mesmo não se deram por vencidos. Na raça, Jairo (5º) apertou a saída de bola adversária com Diogo para descontar em 4 a 1 o placar.
Acontece que Evandro (6º) inspirava criação. Em jogada individual, deixou para trás Charles e Fábio antes de desferir chute certeiro no ângulo de Vilnei: 5 a 1.
Tudo conspirava a favor do Amarelo. Diogo (7º) alçou a bola para área e, sem querer, encobriu Vilnei: 6 a 1.
Quase no final do jogo, ciente da inevitável derrota, o Bicolor estampou em sua bravura um ato de rara beleza. Vilnei (8º), após defesa parcial, encobriu, com chute perfeito, Alex, marcando, além do seu primeiro gol na temporada, o mais belo do clássico. Um gol para coroar a peleia charrua azul e preta: 6 a 2.
Evandro (9º e 10º), duas vezes – sendo a primeira de cabeça -, ampliou em 8 a 2 o escore. E Preto (11º), já nos acréscimos, descontou em 8 a 3 o placar final do confronto.
No entanto, nada foi capaz de mudar ou manchar, nem mesmo a derrota, o aguerrimento de um povo, um time com a cara pintada em azul e preto. Nada mesmo.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

A redenção de Vilnei e o calvário de Preto [Jogo 33 - 14/09/2010]

AMARELO 9X7 AZUL/PRETO

Gols:
Amarelo: Vilnei; Vander [1º, 13º]; Diogo [14°]; Cristiano [3º, 6º, 8º, 9º]; Charles [15º]; Fábio
Azul/Preto: Alex [7º]; Preto [11º]; Erlon [16º]; Marcelo [10º - contra, 12º]; Evandro [2º, 4º, 5º]

Dia 6 de julho. Esta foi a data em que Preto venceu pela última vez na Junção. De lá para cá, acumulou derrotas e, no mínimo, alguns empates. Nesta partida não foi diferente: voltou a perder.
Se por um lado Preto não consegue vencer, Vilnei conseguiu, após uma série de jogos não muito satisfatórios, voltar a fazer uma boa apresentação. Confiante e atento, o arqueiro amarelo foi colocado à prova outra vez (há pouco tinha vivenciado uma situação semelhante, quando, além de não conseguir vencer, também não conseguia ter uma boa performance).
Vilnei foi o responsável pela vitória de seu time. Atuou com desprendimento e segurança. Foi corajoso e audacioso em lances difíceis, passando otimismo e vontade a seus companheiros de linha. Quando exigido não decepcionou, empurrando a má fase para o lado azul e, literalmente, Preto.
Agora, enquanto que Vilnei procurará manter a boa fase, Preto seguirá em busca de uma vitória, venha ela do jeito que for.
Numa partida de muitos gols, o que chamou a atenção foi a velocidade com que estes aconteciam. Em certos momentos, o Amarelo, por exemplo, nem bem acabara de comemorar seu gol que, em seguida, já estava sofrendo um. Apesar do excesso de gols, a partida foi bastante disputada, com bastante destaques além de Vilnei (Marcelo, Cristiano e Evandro foram bem). O cansaço também foi um aspecto que pesou contra a equipe azul, além da atuaçao de Vilnei, é claro. Jogando sem suplentes, o Bicolor cansou bastante no final, fator muito bem aproveitado por seu adversário.
Vander (1º), em jogada que começou pela direita, acompanhou o desfecho desta dentro da área de Alex, quando, de frente para este, completou o centro certeiro aliado: 1x0.
Menos de dois minutos depois, o Az/Pr empatava o escore. Marcelo desarmou Charles na meia-esquerda de ataque amarela, sobrando livre na frente para Evandro (2º) tocar na saída de Vilnei: 1x1.
Bola ao centro novamente e, mal foi movimentada, já encontrava as redes novamente. Desta vez ficou a cargo de Cristiano (3º) que ao tentar lançamento por cima, com destino a Vander, encobriu Alex em sua mal calculada saída de bola: 2x1.
Neste ritmo intenso seguiu o clássico. Num passe forçado de Charles para Cristiano, Marcelo, na antecipação, ficou com a bola e, sem pestanejar, lançou Evandro (4º) mais a frente para igualar em 2x2 o escore.
Evandro (5º), com sede de gols, assinalou o terceiro gol azul após apertar a marcação de Fábio na saída de bola amarela. No vacilo deste, Evandro marcou 3x2, dando números finais ao placar da primeira etapa.
No segundo tempo, o ritmo permaneceu acelerado. Vilnei, muito exigido, garantiu a vitória de seu time com muita garra sob as traves. Já Preto... Bem, Preto segue em sua sina de não conseguir vencer, apesar de todos seus esforços.
Logo na saída de centro, Diogo rola mais atrás para Fábio que, em lançamento preciso,
deixa Cristiano (6º) na cara do gol para empatar em 3x3 o palcar.
O empate não perdurou muito. Alex (7º), em chute certeiro, surpreende Vilnei: 4x3.
De tanto tentar, o Amarelo chegou ao empate outra vez. Em arrancada de Fábio pelo meio, após desarme inimigo de Vander, o fixo/ala dourado se livrou da falta e tocou para Cristiano (8º) deixar tudo igual: 4x4.
Em seguida, o mesmo Cristiano (9º) cortou para o meio antes de bater forte no canto baixo de Alex: 5x4.
Marcelo (10º - contra), até então um dos melhores do Bicolor, foi "premiado" com um lance inusitado. Na jogada de Fábio pela linha lateral esquerda, este foi até o fundo e bateu cruzado para dentro da área. Marcelo ao tentar cortar cruzamento, chutou para dentro de suas próprias redes, marcando um gol contra. Lance que em nada interferiu em sua boa atuação, mas que aumentou a vantagem amarela no clássico: 6x4.
Preto (11º), de atuação discreta, recebeu passe no meio, girou, enquadrou o corpo e mandou um balaço no ângulo de Vilnei. Um golaço: 6x5.
O empate azul chegou com Marcelo (12º) que, num lance rápido, avançou campo inimigo adentro e num agulhaço de média distância acertou o canto alto de Vilnei (a bola resvalou em Evandro, tirando completamente Vilnei do lance): 6x6.
Não tardou muito para Vander (13º), ao puxar contra-ataque após defesa sensacional de Vilnei, tocar para Diogo e receber de volta, na medida, para encher o pé e marcar 7x6.
Dando indícios de cansaço, o Bicolor tentou de todas as maneiras o empate, no mínimo. Foi combativo e corajoso, parando nas mãos de Vilnei. Adotando uma tática contragolpista, o Amarelo liquidou com o jogo se utilizando desta tática. Assim, no rebote de escanteio rival, Cristiano armou contra-ataque arrancando pela ala esquerda e batendo cruzado para defesa parcial de Alex. No rebote, Diogo (14º) apenas completou para as redes: 8x6.
Como se não bastasse as defesas e intervenções perfeitas, Vilnei também foi eficiente em seus lançamentos. Num destes, Charles (15º) ajeitou com carinho e sem carinho algum soltou a bomba pra cima de Alex: 9x6.
Ainda, já no final, Erlon (16º), em jogada ensaiada de falta, aproveitou confusão para descontar em 9x7. Porém, já não havia tempo suficiente para tentar uma reação maior. Sendo assim, Preto segue perambulando por uma vitória. Já Vilnei, espera manter a boa fase, solidificando com vitórias suas boas apresentações.

domingo, 12 de setembro de 2010

Cristiano [Jogo 32 - 07/09/2010]

AZUL/PRETO 9X4 AMARELO

Gols:
Azul/Preto: Alex; Marcelo [1º]; Charles [9º]; Cristiano [3º, 11º, 12º, 13º]; Evandro [2º, 5º, 7º]
Amarelo: Vilnei; Fábio [4º]; Veni [6º]; Vander; Diogo [8º, 10º]

Se restava alguma dúvida, esta já não existe mais. Cristiano, definitivamente, é da Junção. Tendo uma atuação quase perfeita, o ala azul tomou conta da partida, chamando a responsabilidade do confronto para si. Cristiano foi, além de goleador, o maestro do clássico. Comandou seus companheiros na armação das jogadas. Quase todos os lances de ataque passavam por seus pés, assim foi o grande mentor do jogo, garantindo devez seu lugar na Junção.
Desde o início da partida, o Bicolor, melhor compactado em quadra, mostrava sinais de superioridade. Numa equipe na qual todos auxiliavam na marcação, tornou-se quase imbatível. Em termos técnicos, os times se equilibravam, pois se do lado azul haviam Cristiano e Evandro, do lado amarelo estavam Veni e Diogo. Contudo, no que diz respeito a questão tática, o Az/Pr foi muito mais eficiente. Charles e Marcelo fizeram uma atuação defensiva muito segura, e Alex esteve, outra vez, acima da média. Veni, do lado amarelo, fez uma apresentação irreconhecível. Perdeu a maioria dos lances. Reclamou o tempo todo de seus companheiros. Perdeu boas chances para marcar. Há muito que não jogava tão mal assim. Diogo, apesar da sempre voluntariedade, não conseguiu muita vantagem sobre a defesa rival, desperdiçando forças nas discussões com Veni. Vilnei voltou a falhar nas saídas de bola. Já Vander fez uma partida mediana, desconcentrando-se por vezes do jogo. Quem lutou muito foi Fábio, inclusive marcando um gol, situação que há muito não acontecia. Apesar de toda sua luta, Fábio não evitou o pior para seu time, saindo derrotado de quadra.
Em jogada de Cristiano - ganhou dividida no meio de Fábio e passou por Vander - Marcelo (1º) chegou batendo na entrada da área: 1x0.
Os 2xo chegaram com um golaço de Evandro (2º), que, ao receber passe de cobrança de lateral de Charles, pegou, do outro lado da quadra, de primeira, mandando no ângulo de Vilnei.
O Amarelo partiu pra cima, e em duas oportunidades - uma com Veni e outra com Diogo - perdeu a chance do empate. Mas Diogo não perdeu o costume de fazer penalidades máximas. Outra vez Diogo exagerou na força dentro da área. Novamente a vítima foi Evandro. Cristiano bateu o pênalti e fez 3x0.
No segundo tempo, os Amarillos ousaram. Com poucos cuidados defensivos, o time dourado foi pra cima. Com a antecipação de Fábio (4º) no primeiro pau em cobrança de escanteio de Diogo, descontaram em 3x1 o escore. Cresceram no clássico. Pressionaram bastante, no entanto, em falha de Vilnei (não saiu do gol), Evandro (5º) marcou de cabeça: 4x1.
Veni (6º) puxou para o meio e barteu forte no canto baixo de Alex, descontando em 4x2 e deixando seu time no páreo outra vez.
Fechado, o Bicolor esperou o momento certo para acionar sua arma letal, os contra-ataques. E foi através de um destes que, após triangulação perfeita entre Marcelo, Cristiano e Evandro (7º), este tocou para as redes de Vilnei: 5x2.
Não tardou muito para Diogo (8º), em lançamento de Vilnei com as mãos, dividir com a zaga adversária e, na raça e na mão (isto mesmo, Diogo levou a bola com a mão!), bater para o gol vazio de Alex: 5x3.
Mal festejara seu terceiro gol, o Amarelo já tomava seu sexto. Em outra falha de Vilnei, Charles (9º), da linha lateral esquerda de ataque, ingressou área adentro, batendo duas vezes (na primeira, Fábio cortou, mas na segunda o arqueiro aceitou): 6x3.
Antes do show final de Cristiano - o que elencou ele como o melhor em quadra e um juncianeiro oficial - Diogo (10º) voltou a marcar em chute forte: 6x4.
Mas, no entanto, Cristiano (11º, 12º e 13º), em três oportunidades, liquidou com a fatura, mostrando que veio forte para brigar pelo título de craque da temporada. No primeiro gol de seus três últimos, deixou Veni pra trás com um drible fantástico antes de bater no canto de Vilnei. O segundo, nasceu de uma tabela com Evandro, no qual Cristiano pegou de primeira para vencer o arqueiro amarelo. Por fim, o gol que fechou o placar em 9x4, originou-se de uma cobrança de falta direta, da meia-cancha, onde Cristiano bateu no ângulo de Vilnei.
Numa partida em que o Bicolor tomou conta das ações táticas e técnicas, Cristiano fez dela seu palco para, definitivamente, marcar seu nome na Junção.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Max 1000 [Jogo 31 - 31/08/2010]


AZUL/PRETO 7X7 AMARELO

Gols:
Azul/Preto: Alex; Danilson [2º, 14º]; Jairo; Diogo [4º, 5º, 7º, 11º]; Fábio; Evandro [8º]
Amarelo: Vilnei; Erlon [9º]; Vander [6º, 12º, 13º]; Marcelo [1º]; Preto; Cristiano [3º, 10º]

Gomos perfeitos. Cores assimetricamente escolhidas. Pressão e peso adequadamente bem distribuidos. Todos A querem, mas poucos A têm. Se bem tratada, volta; se mal tratada, em outros pés procura seu tão merecido conforto. Seu desejo é o de entrelaçar-se com as redes, e desta união produzir prazer ou angústia, jamais inércia. Tomados por tamanha magia, Amarelos e Bicolores travaram uma sangrenta batalha por seu amor. No final, ambos exércitos tombaram, um de cada lado, e Ela seguiu - e assim seguirá sempre - seu fiel percurso em direção às redes, esta sim seu eterno amor.
Motivados pela possibilidade de alcançarem seu amor, Amarelos e Bicolores entraram em quadra com muita disposição. Para se ter uma noção deste engajamento amoroso, Marcelo (1º), em menos de quatro minutos de bola rolando, já abria o placar do jogo. Em cobrança de falta frontal, Vander rola para o lado e o fixo amarelo bate com maestria, mandando-A para o fundo das redes de Alex: 1x0.
Tentando se adaptar ao ritmo Dela, o Az/Pr tratou de mantê-La mais por perto. Dessa maneira, tabelando em passes curtos, chegou ao empate. Danilson (2º) fez a passagem pelo lado esquerdo e, ao receber de Jairo passe mais à frente, bateu fraco, contudo Vilnei falhou, deixando-A passar entre seus braços: 1x1.
O Amarelo voltou a ficar em vantagem após jogada de Erlon que culminou em passe para Cristiano (3º) marcar 2x1.
O excesso de amor fez com que Diogo não medisse forças para tê-La mais por perto. Diogo bateu - e muito - em seus oponentes. Exarcebou-se nas disputas, travando uma constante disputa com seus rivais por Sua posse (Erlon e Cristiano que o digam, estes alvos seguidos da força desmedida do ala bicolor).
Mas não somente de violência se constituiu o futebol de Diogo. Com muita raça, o ala azul e preto levou seu time para o campo de batalha, sendo quem mais conduziu a Max ao seu verdadeiro amor: as redes.
Diogo foi o artilheiro da noite, marcando quatro gols. Dois destes trouxeram a virada momentânea a qual tanto sua equipe aspirava. Jairo fez a parede na área inimiga e Diogo (4º), pela ala direita, chegou afundando: 2x2. Logo em seguida veio a virada através de um golaço de Diogo (5º). Da meia-cancha mandou no ângulo de Vilnei. Indefensável: 3x2.
Os Amarillos buscaram o empate por intermédio de Vander (6º), que, ao receber cobrança lateral, avançou pela ala e bateu cruzado no canto baixo de Alex: 3x3.
Assim, numa velocidade eloquente, a partida seguiu. Paixão desenfreada, a Max permaneceu sendo disputada palmo a palmo, canela a canela, chute a chute, defesa a defesa. Cda qual queria dar-Lhe o melhor entrelaçamento com as redes. Para tanto não mediam esforços. Até mesmo Vilnei, hipnotizado, talvez, por essa paixão, abdicou outra vez de mantê-La sob seus braços para deixá-La em contato com seu ardente amor. Ou seja, falhou em novo chute de Diogo (7º), assim como já havia falhado anteriormente, deixando-A embrenhar-se no fundo de suas redes: 4x3.
Atônitos, os Amarelos sofreram, ao final do primeiro tempo, outro golpe proeminente dos Azuis e Pretos. Em jogada de linha de fundo, Danilson bateu cruzado e Evandro (8º), fechando pelo meio, invadiu área adentro para marcar 5x3.
Mal inicia o segundo tempo e já temos um novo conflito. A arbitragem marca penalidade máxima de Diogo sobre Cristiano num lance bastante dicutível. Erlon (9º), com maestria, desloca Alex na cobrança, descontando em 5x4 o escore.
O empate dourado surgiu em saída de bola mal conduzida por Fábio (tentou o passe lateral) na qual Cristiano (10º) não desperdiçou: 5x5.
Hipnotizados pelo amor da Max, a barreira bicolor abriu na cobrança de falta de Diogo (11º). Queriam deixá-La outra vez em contato com as redes de Vilnei: 6x5.
Revoltado por não ter Seu amor, Vander (12º e 13º) tratou de açoitá-La. Assim, em duas oportunidades, madou-A de volta para as redes de Alex, querendo, com isto, quebrar o Seu encantamento sobre seus companheiros. Na primeira oportunidade, recebeu passe de Cristiano, que jogou muito nesta etapa final, e, pela direita, bateu de bico, cruzado, encobrindo Alex. Na segunda, usou do feitiço Dela para encantar a barreira adversária que, assim como a sua fizera anteriormente em gol de Diogo, abriu no momento de seu chute. Alex não pôde fazer nada: 7x6.
Quase ao final do jogo, Ela quis fazer-se justa para com seus dois amores. Distante do embate de Bicolores e Amarelos, o que Ela desejava fulgorosamente era morrer no entrelaçamento das redes despedaçadas de Alex e Vilnei. Dessa forma, na triangulação bicolor, Jairo toca para Evandro na direita que, por sua vez, centra na cabeça de Danilson (14º) para suavemente encobrir o arqueiro amarelo e, assim, igualar em 7x7 os encontros Dela com seus amores.
Embora não tenham faltado esforços dourados e bicolores em busca de Seu amor, Max provou que sua felicidade e prazer não estão condicionados à vivacidade Amarela e tampouco à agressividade Azul e Preta; mas sim e somente no afago branco-encardido das velhas e desgarradas redes da Junção, estas sim seu único e verdadeiro amor.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

A (outra) volta de Jairo [Jogo 30 - 24/08/2010]

AZUL/PRETO 8X6 AMARELO

Gols:
Azul/Preto: Alex; Vander [6º, 8º]; Diogo [1º, 4º, 11º]; Cristiano [2º, 7º]; Fábio; Erlon [12º]
Amarelo: Charles; Danilson [3º, 9º, 10º, 13º, 14º]; Marcelo; Jairo [5º]; Preto

Mais pelo retorno de Jairo do que propriamente pela emoção. Assim poderíamos intitular, com uma frase, o confronto desta noite. Com a ausência de Vilnei (recuperando-se de lesão), Charles tomou conta do arco amarelo numa partida em que a volta (outra vez, já foram tantas...) de Jairo foi o que de mais emocionante aconteceu.
Contando com u time, em tese, mais equilibrado em termos táticos, o Bicolor garantiu sua vitória, em grande parte, pela boa atuação de seu camisa nº1. Alex jogou com segurança e habilidade de sempre, evitando o pior para seu time.
Diogo (1º) fez 1x0 logo no início do jogo. Arriscou um chute de longe e Charles aceitou. O Bicolor ampliou com Cristiano (2º) que, ao interceptar saída de bola mal conduzida por Danilson, roubou a bola deste e tocou no canto de Charles, fazendo 2x0.
A parada parecia fácil para o Az/Pr. Desatento, o Amarelo cedia espaços generosos em sua defesa. Sem suplentes, o time dourado cansou, especialmente Jairo, que há muito não disputava um jogo pela Junção. Mas apesar disto tudo, foi briosa sua participação, ainda mais no segundo tempo. Danilson, apesar de dois erros cruciais, foi o melhor jogador em quadra amarelo, marcando 5 dos 6 gols de seu time.
Marcelo, em disputa de bola com Erlon na ala direita defensiva, espanou pra frente, sobrando nos pés de Danilson (3º) que ajeitou e bateu forte, descontando em 2x1. No entanto, em outro erro seu, Danilson, ao cobrar falta na meia-cancha, foi totalmente displiscente, entregando a bola nos pés de Diogo (4º), que, livre, avançou e afundou Charles: 3x1.
Jairo (5º), sem perder seu estilo raçudo de sempre, brigou com a defesa adversária num bate-rebate dentro da área e, mesmo longe de sua melhor forma física e técnica, conseguiu concluir para o fundo das redes de Alex, descontando o placar em 3x2.
Quando o Amarelo pensou ter equilibrado a partida, Vander (6º), ao receber passe de falta cobrada por Cristiano, encheu, da meia-cancha, o pé. Charles até foi nela mas não evitou o quarto gol bicolor: 4x2.
Na etapa final, o Amarelo cresceu no jogo. Só não teve sorte maior devido a boa atuação de Alex, que defendeu muito, segurando a vitória de seu time. Além disso, sofreu, logo de cara, dois gols seguidos nesta etapa, dificultando em muito um trabalho de reversão.
Saída de bola, Fábio interceptou ataque rival e, na sobra, Cristiano (7º) avançou livre para marcar 5x2. Na sequência, Vander (8º) marcou um golaço aproveitando-se do desespero amarelo. Dominou a bola pelo lado direito da defesa, driblou seu marcador e, ao visualizar Charles fora do gol, mandou por cobertura: 6x2.
Danilson (9º e 10º), em duas oportunidades, mostrou o porquê de seu instinto goleador. Primeiro induziu Cristiano ao passe forçado, ficando com a bola. Depois, na cobrança lateral de Preto, antecipou-se a Fábio, como uma flecha, e com um toque sutil, desviou de Alex: 6x4.
Estes dois gols puseram novamente o Amarelo na disputa. Com muia entrega, o Bicolor (especialmente Alex) segurou a pressão e, em dois escapes rápidos, garantiu sua vitória. Diogo (11º), em contra-ataque puxado por Erlon, tocou para Cristiano e recebeu de volta para assinalar. Na triangulação perfeita, o Az/Pr fez 7x4. Na outra escapada, Fábio lançou em profundidade Erlon (12º), que, livre, tocou no canto oposto ao que Charles fechou: 8x4.
Ainda houve tempo para Danilson (13º e 14º) mostrar seu poder ofensivo. Avançando par cima de Fábio, tocou de biquinho entre suas pernas. A bola resvalou de leve, tirando Alex do lance: 8x5. Depois, em cobrança de penalidade máxima cometida por Vander sobre Danilson, este mesmo cobrou com categoria, fechando o escore do clássico em 8x6.
Longe de ter sido um partidaço, o jogo 30 da Junção foi marcado pela insistência e amor destes atletas pela Junção. Amor este que mantém acesso a chama da essência juncianeira.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

O jogo das lesões [Jogo 29 - 17/08/2010]

AZUL/PRETO 8X6 AMARELO

Gols:
Azul/Preto: Alex; Diogo [1º - contra -, 10º]; Vander [9º, 11º]; Marcelo [4º]; Evandro; Cristiano [2º, 3º, 12º, 13º]
Amarelo: Vilnei; Charles; João Paulo; Erlon [5º, 6º, 7º, 8º]; Fábio; Preto [14º]

Primeiro foi Vilnei que, ao defender chute despretensioso de Evandro, viu seu dedo da mão esquerda inchar (possível luxação). Depois foi a vez de João Paulo que, já no final do primeiro tempo, arrastava-se com uma distensão na coxa direita, fruto de um carrinho no início da partida. Perante essa situação, o Amarelo reconfigurou sua formação para a etapa final. Vilnei abandonou o jogo e João Paulo assumiu a função de nº1. Mas o pior ainda estava por vir. Além de todas as dificuldades técnicas enfrentadas pelo Amarelo no embate com seu adversário, a equipe dourada perdeu seu principal jogador no momento crucial da partida. Erlon se lesionou e não teve condições de prosseguir em quadra. Assim teve que medir forças com seu tradicional rival com um jogador a menos durante o restante do tempo (aproximadamente 12 minutos). Dessa forma, por mais bravura que possa ter demonstrado, sucumbiu, levando a virada no placar.
O primeiro gol da partida nasceu de um lance inusitado. Alex tocou de lado para Diogo (1º - contra), que, ao recuar mais atrás para Marcelo, este deixou a bola passar por baixo de seus pés. Como Alex estava fora do gol, não conseguiu chegar a tempo no lance. Gol contra de Diogo (com 50% de "participação" de Marcelo).
O empate e a virada do Bicolor aconteceram através de Cristiano (2º e 3º). No primeiro gol, fez uso de sua técnica mais apurada para, logo após chute prensado com a defesa, tocar de calcanhar. No segundo, aproveitou-se da triangulação iniciada por Vander, passando por Diogo antes de chegar até ele novamente para conclusão certeira. Logo em seguida, Cristiano começou jogada que culminou com chute de Marcelo (4º) para o fundo das redes de Vilnei: 3x1.
Antes que a primeira etapa findasse, Erlon (5º) roubou a bola em escanteio mal cobrado e, notando Alex fora do gol, mandou chute antes da meia-cancha, descontando em 3x2 o placar do primeiro tempo.
Foi então que Vilnei sofreu sua lesão tendo que abandonar a quadra. Dessa maneira, João Paulo, também lesionado, ocupou o espaço de Vilnei sob as traves amarelas durante toda a etapa final. A mudança, por incrível que pareça, melhorou a performance do time. Erlon, com maior liberadade, teve grande atuação, comandando a virada (isto até sua lesão) para 5x3 com soberania. Erlon (6º, 7º e 8º), inclusive, foi autor dos três gols da virada parcial de sua equipe.
O primeiro de seus três gols nesta etapa, teve início com um desarme de Charles sobre Cristiano, seguido de um passe perfeito para conclusão pontual de Erlon (6º): 3x3. A virada (7º) veio com lançamento de Preto: 4x3. E os 5x3 surgiram através de um belo giro na entrada da área, após passe de João Paulo, no qual Erlon deixou Alex e seu marcador sem reação alguma.
Tudo parecia se encaminhar para uma vitória sofrida mas heróica do Amarelo. No enatnto, Erlon sentiu antiga lesão na panturrilha, tendo que abandonar o jogo. Pior do que abandonar a quadra foi ter deixado sua equipe com um jogador a menos. Assim, por mais esforço que possa ter empreendido para a manutenção do placar, os Amarillos não resistiram o fato de ter um atleta a menos, permitindo a virada e consequente vitória do seu rival pelo placar de 8x6. Cabe lembrar que a virada Bicolor ocorreu com Erlon ainda em quadra. Somente depois dos 6x5 é que Erlon, por não suportar mais, teve que sair da partida.
Cristiano, de boa atuação, fez o papel de pivô para Vnader (9º) chegar batendo: 5x4. O empate azul e preto aconteceu logo após Alex praticar defesa difícil e, em seguida, lançar com o pé a bola na cabeça de Diogo (10º) para, no contra-pé de João Paulo, deixar o placar em 5x5. Foi aí então que do meio da rua Vander (11º) acertou um daqueles de seus potentes chutes. A bola explodiu violentamente no canto baixo, contra as redes de João Paulo, o goleiro improvisado: 6x5.
Mesmo ressentindo-se da falta de um atleta, o Amarelo manteve a bravura, conseguindo evitar o pior. Levou apenas dois gols (marcando um) e, no que pese a sua derrota, foi voluntarioso e combativo, saindo com dignidade da quadra ao término do confronto.
Cristiano (12º e 13º), em duas chances, fez 8x5. Preto (14º), em passe de Fábio, descontou em 8x6, declarando escore final do clássico.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Ensolação [Jogo 28 - 10/08/2010]

AZUL/PRETO 4X10 AMARELO

Gols:
Azul/Preto: Vilnei; Charles; Evandro [1º, 12º]; João Paulo [13º, 14º]; Fábio; Preto
Amarelo: Alex; Marcelo [2º]; Danilson [3º, 4º, 7º, 9º]; Vander; Erlon [10º, 11º]; Cristiano [6º, 8º]; Diogo [5º]

No primeiro tempo 6x1. No segundo, 4x3. Em ambos o domínio das ações foi uma constante. Jamais esteve ameaçado. Dessa forma, com equilíbrio entre defesa e ataque, o Amarelo construiu uma vitória expressiva, sem deixar rastro algum de dúvida quanto a sua validade.
Ao Azul coube lamentar, principalmente na etapa final, algumas chances desperdiçadas. Mas, no entanto, as lamentações não passaram disto. A vitória foi justa, segura e ensolarada, apesar da noite.
A magnitude e superioridade douradas sofreram, de início, um golpe de ofuscosidade no instante em que Fábio, ao receber "deixada" de Evandro, bateu forte para defesa parcial de Alex. No rebote, Evandro (1º) mandou para as redes, abrindo o placar do jogo.
A alegria azul não durou mais do que cinco minutos. Como um sol a explodir no horizonte, o Amarelo, dotado de uma energia dourada, tingiu de amarelo a anemia azul e preta. Em lançamento de Cristiano, Marcelo (2º), às costas de Fábio, chegou batendo e igualando o escore em 1x1. Os Amarillos não pararam por aí: Danilson (3º e 4º), em duas oportunidades, virou para 3x1 o placar. Na primeira, numa condição de oportunista, ficou com o rebote da falta cobrada por Diogo. Em outra oportunidade, numa situação de artilheiro, aproveitou bobeada de Evandro na saída de bola, roubando-a e tocando no canto de Vilnei.
O furor amarelo não se encerrou por aí. Na cobrança de escanteio de Cristiano, Diogo (5º), de letra no primeiro pau, antecipou-se para ampliar os efeitos solares em 4x1. Numa retribuição honrosa, Cristiano (6º) recebeu de Diogo dentro da área e, antes de bater no canto inferior de Vilnei, deixou João para trás, marcando 5x1.
Danilson (7º) tratou de encerrar o primeiro tempo em 6x1, desta vez em tabela com Erlon, contando com o desvio de Preto na bola.
Na etapa final, os Amarillos seguiram incutindo seus raios solares. Foram mais quatro:
1 - Fábio, ao afastar mal a bola de sua área, rebateu-a nas pernas de Diogo, sobrando livre para Cristiano (8º) marcar 7x1;
2 - Diogo roubou a bola de Preto e a serviu para Danilson (9º) ampliar em 8x1;
3 e 4 - Erlon (10º e 11º), em dose dupla, trocou passes, primeiro com Danilson e depois com Diogo, para sacramentar 10x1.
E o Bicolor, que fim deu? Foi citado apenas no início e logo desapareceu?
Voltou agora no final, só para, como um filtro solar usado depois do pior, minimizar os efeitos nocivos destes raios solares. Isto porque a ensolação, melhor, a goleada seria antológica.
Assim, Evandro (12º) em passe de João Paulo, descontou em 10x2. Depois, em defesa sensacional de Vilnei, evitando o 11º gol amarelo, Evandro armou o contragolpe e largou João Paulo (13º) na cara de Alex: 10x3.
O mesmo João Paulo (14º), após confusão na área adversária, marcou na raça seu segundo gol na partida, selando em 10x4 seu placar.
Sem sobressaltos, os Amarelos ofuscaram, por intermédio de sua força solar, qualquer possibilidade do Bicolor em brilhar, sobrando a estes um lugar à sombra e não ao sol.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Um jogo equilibrado [Jogo 27 - 03/08/2010]

AMARELO 4X5 AZUL/PRETO

Gols:
Amarelo: Alex; João Paulo [3º]; Marcelo; Veni [8º, 9°]; Preto [1º]
Azul/Preto: Vilnei; Cristiano [2º]; Charles [4º, 5º, 7º]; Fábio [6º]; Evandro

Equilibrado. Assim, numa palavra, podemos resumir este confronto. Com oportunidades para os dois lados, Azuis e Amarelos travaram uma disputa fracionada. No final, o Bicolor soube tirar proveito da inspiração ofensiva de Charles, autor de três gols, para consolidar sua vitória.
Não demorou muito para acontecer o primeiro gol da partida. Em lançamento de Vilnei na meia-cancha, Marcelo desarmou Evandro. Na sobra, a bola se ofereceu para Preto (1º), que, do meio da rua, mandou um balaço no ângulo do arqueiro azul. Um golaço e tanto, que abria o escore em 1x0.
Será que se anunciava outra derrota de Vilnei?
Parece que os deuses da Junção resolveram absolver Vilnei, dando-lhe uma nova chance.
Em vacilo de Veni dentro de sua área, Cristiano (2º) roubou a bola e deixou o placar empatado em 1x1.
Tentando compensar a falha, Veni armou jogada pela esquerda, tocou para João Paulo (3º) bater forte. A bola resvalou na perna de Charles e tirou Vilnei do lance: 2x1.
O empate bicolor veio ainda no primeiro tempo. Em bela trama de ataque, Fábio tocou para Cristiano na direita lançar Charles (4º) que ingressava pelo meio. Este, sob a marcação de Marcelo, bateu prensado para Alex defender mas, na sequência, ceder rebote. Na carrinhada, Charles completou para as redes. Pura raça: 2x2.
Na etapa final, quem (continuou) fazendo a diferença foi o oportunismo de Charles. Impetuoso e valente, Charles marcou presença na defesa inimiga. Não foi genial, mas foi fundamental no esquema de seu time, encaixando-se à necessidade de seus companheiros.
A virada azul ocorreu nos minutos iniciais do segundo tempo quando, em cobrança de escanteio, Evandro bateu e Charles (5º), desvencilhando-se da marcação, bateu alto, longe do alcance de Alex: 3x2.
Em cobrança de falta ensaiada, o Bicolor chegou ao seu quarto gol. Evandro passou sobre a bola, Cristiano rolou na linha de fundo para Charles que, avistando a chegada de Fábio (6º), cruzou à meia-altura para dentro da área. O fixo azul completou de canela para as redes: 4x2.
A consagração de Charles (7º) veio através do quinto gol de sua equipe. Em lançamento de Vilnei, Evandro escorou de peito na frente da área para o artilheiro da noite bater no contra-pé de Alex. Um golaço na gaveta: 5x2.
Depois o Amarelo passou a pressionar bastante seu rival. Com muita marcação, o Bicolor soube conter seu adversário. Tanto é que os dois últimos gols de Veni (8º e 9º) aconteceram somente no final da partida (o primeiro em passe errado de Fábio no meio e o segundo, logo depois, em cobrança de falta na entrada da área - Veni colocou no ângulo superior).
Bem que o Amarelo tentou. No entanto, a valentia se corporificava em duas cores: o azul e o preto. Final de clássico, vitória bicolor por 5x4.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Perguntinha da semana 2

Será que o Jairo volta?
O que está havendo?
Manifestem-se!

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

3 em 1 [Jogo 26 - 27/07/2010]

AZUL/PRETO 4X4 AMARELO

Gols:
Azul/Preto: Vilnei; Cristiano; João Paulo; Veni [5º]; Erlon [2º, 6º, 8º]
Amarelo: Alex; Marcelo [1º]; Diogo [7º]; Vander [4º]; Preto [3º]; Fábio

No início doas anos 80 e fim dos 90 muitos aparelhos eletromusicais eram conhecidos por 3 em 1: rádio, tocafitas e tocadiscos. Quem tinha um, de preferência da marca Gradiente, podia se considerar um afortunado. Quanta saudade daquele tempo! Saudade dos LP's, os ditos "bolachões", que continham o lado A e o lado B (eu sempre preferi o lado B). Saudade das fitas virgens que pegávamos para gravar os sucessos musicais de cada nova estação (na maioria das vezes a gravação continha, no meio da música, o bordão comercial da rádio). Enfim, um tempo. Um tempo que não volta mais... Ou volta de outra maneira.
A Junção é a prova desse retorno às avessas. Nesta partida presenciamos a volta dos 3 em 1. O velho e bom Gradiente reapareceu na Junção. Só que sob uma nova roupagem; melhor, sob um novo estilo musical. O 3 em 1 a que me refiro diz respeito a um jogo que teve três tons em um: dois tempos completamente distintos e ao mesmo tempo iguais e um lance polêmico no final.
O paradoxo dos dois tempos distintos e ao mesmo tempo iguais reside no fato de que o Amarelo, no primeiro tempo, fez 3x1 com méritos, já, no segundo tempo, foi o Bicolor quem mandou no jogo, devolvendo os 3x1, também com méritos. Quanto ao lance polêmico, este aconteceu no minuto final do confronto. O Bicolor era só pressão. Tentava de todas as formas marcar aquele que poderia ser o gol da vitória, visto que a partida estava empatada em 4x4. Tinha a seu favor cinco faltas sofridas (Diogo bateu muito). Foi, então, que, em nova infração de Diogo sobre Veni, o Az/Pr tinha a oportunidade de ouro para, quem sabe, marcar, através de cobrança de falta direta, o gol que seria o da vitória, porque o tempo já havia estourado. Fábio, então, temendo o pior, passou a catimbar a cobrança de Veni, dizendo que a falta deveria ser cobrada no local em que ela fora cometida. Já Veni, por sua vez, queria cobrar a infração na meia-cancha, local estabelecido para quando a falta for realizada no campo de defesa da vítima. Discussão aqui e acolá, Fábio catimbou o tempo necessário para o árbitro encerrar a partida. Veni e todo seu time ficaram muito indignados com a situação. Já os Amarelos saíram satisfeitos de quadra.
Quem ditou o ritmo do primeiro tempo foi, como referido anteriormente, o Amarelo. Foram eles quem colocaram o 3 em 1 para tocar. Em contra-ataque rápido, Marcelo (1º) tocou para Vander que devolveu para o primeiro bater na saída de Vilnei: 1x0.
Erlon (2º), de boa movimentação, era quem, do Az/Pr, mais tentava arremates ao gol inimigo. Num destes, na linha de fundo, no lado direito de ataque, bateu forte e a bola desviou nas costas de Marcelo que fazia a marcação. Por infelicidade de Alex, a bola tomou outro rumo que não o de suas mãos: 1x1.
O Bicolor errava muitos passes e isso facilitava o trabalho defensivo amarelo. Principalmente o de Vander, que foi o grande DJ da noite. Defendeu como poucos e, quando foi à frente, sempre levou perigo à meta adversária. Pena que seu condicionamento físico não o auxilia muito; Vander segue muito pesado. No entanto, Vander comandou o som do 3 em 1 e dos 3 a 1 da etapa inicial. Diogo, captando o estilo, deixou-se levar pelo som do DJ e, de pivô, deu trabalho à defesa azul. Na triangulação entre Fábio, Diogo e Preto, os Amarillos chegaram aos 2x1 da seguinte maneira: Diogo, ao receber de Fábio no lado esquerdo de ataque, tocou de letra para a área e Cristiano, na intenção de afastar o perigo, pisou na bola, deixando-a livre para Preto (3º) concluir.
Nem deu tempo para o Az/Pr se recompor porque em seguida Vander (4º), recebendo cobrança de lateral de Preto, afundou Vilnei, ampliando em 3x1 o escore.
Na etapa final o estilo musical sofreu alterações. O 3 em 1 passou a ser comandado por duas cores: o azul e o preto. Dessa forma, por pouco o Bicolor não virou o placar. Os Dourados entraram no ritmo de Vander e passaram a marcar muito. Somente Preto é que não acompanhou o ritmo. Alex foi eficiente quando exigido. Diogo, além de bater muito, brigou bastante na frente, sempre levando perigo nos contragolpes. Fábio e Marcelo fizeram uma boa dupla na contenção adversária. E Vander foi o melhor: defendeu e atacou com qualidade.
Numa das poucas vezes que Veni (5º) levou vantagem sobre a defesa amarela, conseguiu driblar com maestria para o meio e bater forte no ângulo de Alex: 3x2.
O empate bicolor veio com Erlon (6º) que desarmou Diogo e, de seu campo de defesa, arrancou com soberania até a intermediária inimiga para fuzilar Alex e decretar o empate provisório em 3x3.
O Az/Pr havia se encontrado em quadra. Os passes errados foram deixados no primeiro tempo. Cristiano entrou no jogo, e Erlon marcou ainda mais presença na frente. Por sorte o Amarelo tinha Vander em noite inspirada. Foi ele quem iniciou a jogada que culminou no quarto e único gol de seu time nesta etapa. Com tranquilidade e experiência, Vander, dentro de sua área, conteve um ataque perigoso adversário. E, ao invés de se livrar da bola com um bico pra frente, saiu jogando pelo canto direito da quadra. Ao dominar a situação, passou para Marcelo que, de primeira, devolveu para Vander arrancar pela ala e servir a Diogo (7º) ,mais à frente, girar e fuzilar Vilnei num belo chute cruzado no ângulo superior deste arqueiro. Um golaço muito bem tramado.
Perdendo por 4x3, o Bicolor voltou a pressionar ainda mais seu oponente. Cristiano, Veni e Erlon e até João Paulo - este o guardião da defesa, o último homem -, alugaram o campo amarelo. Com isso, até mesmo Diogo, o jogador amarillo mais avançado, voltou para marcar. O Amarelo suportou o que pôde, mas de tanto insistir, o Az/Pr chegou ao empate. Veni venceu a retranca conseguindo chute espremido na marcação. Alex defendeu, mas no rebote, Fábio se descuidou e Erlon (8º) estufou as redes: 4x4.
Depois foi só pressão azul e preta. Diogo estorou as faltas. Na última aconteceu o terceiro fator que fez desta partida a mais musical do ano: o tiro livre direto já nos descontos em que Fábio catimbou, e Veni não teve tempo hábil para cobrá-lo.
Ao som dos bolachões, DJ Vander comandou a quadra; melhor, a pista, colocando todo mundo para dançar ao som do bom e velho Gradiente. A Junção agradece tamanha nostalgia.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Perguntinha da semana

Por onde andarás Jairo?

Dia do amigo? Que nada, foda-se o fair play! [Jogo 25 - 20/07/2010]

AMARELO 7X9 AZUL/PRETO

Gols:
Amarelo: Vilnei; Danilson [7º, 8º]; Cristiano [13º, 15º]; Erlon [6º, 9º]; Evandro [11º]
Azul/Preto: Alex; MArcelo [5º]; João Paulo [2º, 16º]; Veni [1º, 3º, 10º, 12º]; Fábio [14º]; CHarles [4º]

De início, cumprimentos, abraços e sorrisos. Ainda mais no dia de hoje, 20 de julho, dia do amigo. Isso só até o apito inicial, porque, logo depois, esqueça qualquer tipo de afago, de carinho ou de qualquer outra demonstração de afeto para com o outro, pois assim que foi dado o início da partida, Bicolores e Dourados passaram a nutrir um pelo outro uma rivalidade histórica. Ao invés de abraços, carrinhos; de afagos, divididas; palavras de conforto, xingamentos; ao invés de velhos amigos, tradicionais inimigos. Assim foi o dia 20 na Junção: disputado, guerreado e peleado.
No primeiro tempo, o Bicolor manteve o domínio das ações. Forte na marcação, não permitiu ao seu oponente maiores vantagens, fazendo 5x2 nesta etapa. Já no segundo tempo, o Amarelo reagiu com uma força ofensiva marcante. Foi pra cima com tudo, aproveitando-se também do cansaço físico de seu rival. Danilson, Evandro e Cristiano levaram, à meta defendida por Alex, muitos presentes... de grego! Foi um bombardeio sem fim mas que, no entanto, o Az/Pr soube suportar e sair de quadra com o trunfo da vitória.
Após três jogos com muita pouca emoção, este foi empolgante, digno de registro. Uma partida na qual o fair play - ato daqueles que glorificam e enaltecem o tal "futebol arte", civilizado e belo, em detrimento do verdadeiro Futebol Simulacro, aquele feito de paixão, entrega, raça, carrinhadas e sem fair play - não esteve presente, porque amizade só depois do apito final e fora das quatro linhas.
Veni (1º), que jogou muito, abriu o placar do confronto. Charles fez o pivô escorando a bola na direita onde Veni chegou batendo cruzado. Vilnei até que tentou, mas acabou soltando a bola: 1x0.
Num contra-ataque rápido, Veni, desa vez, lançou João Paulo que, ingresando pela ala esquerda, chegou afundando Vilnei e fazendo 2x0.
Enquanto que o Amarelo tentava encontrar seu melhor momento na partida, e isso passava por uma mudança radical em seu posicionamento defensivo, o Bicolor não baixava seu ritmo intenso e equilibrado de atacar e defender com equidade. Dessa forma, chegou aos 5x0, com gols de Veni, Charles e Marcelo.
O gol de Veni (3º) iniciou com um perfeito desarme de João Paulo sobre Erlon na meia-cancha. Sem titubear, o ala tricolor lançou Veni mais à frente que, por sua vez, deixou o próprio Erlon pra trás com um drible seco, batendo no contra-pé de Vilnei: 3x0. Os 4x0 chegaram com Charles (4º) que, de pivô, tocou e recebeu de Fábio para, em seguida, tocar na saída do arqueiro amarelo. Marcelo (5º), logo após o gol de Charles, ampliou o escore em 5x0 ao receber passe perfeito em profundidade de Fábio. Avançando pela ala direita, bateu forte, tirando do alcance de Vilnei.
O Amarelo iniciou sua reação ainda no primeiro tempo. Em cobrança de lateral, Evandro tocou para Erlon (6º), livre, descontar: 5x1. Este gol colocou os Dourados novamente no páreo. Adiantando a marcação, forçaram aos erros seu rival que, cansado, passou a fazer ligações diretas da defesa ao ataque, além de depender quase que exclusivamente de Veni na armação e condução de jogadas.
Ainda nesta etapa, ao final dela, Vilnei lançou com as mãos Danilson (7º) que, de costas para o gol adversário, tocou de cabeça na saída precipitada de Alex, descontando outra vez o placar: 5x2.
Na etapa final, o duelo foi marcado por muita intensidade na disputa de bola. Parquês se desprenderam da quadra, carrinhadas foram estampadas tal qual tatuagens no solo do campo de embate. A vida se fez presente em cada corpo suado pela batalha da vitória. Cãimbras foram sentidas, gemidos de dor foram ouvidos em cada chance desperdiçada, em cada bola chutada pra fora. Brados de alegria se desprenderam da garganta em cada defesa, em cada perna segura e firme surgida na destruição de uma posibilidade de gol. Enfim, nada de fair play, nada de firulas; apenas o mais belo som das divididas, carrinhos e dores de uma partida disputada na alma de cada um destes onze atletas.
Danilson (8º), na etapa final, barbarizou. Em jogada individual, deixou João Paulo jogado ao chão após drible desconcertante. Na sequência, avançou em linha reta ao gol, batendo no contra-pé de Alex: 5x3. Como se não bastasse esse belo gol, Danilson protagonizou outro lance sensacional. Aproveitando o descuido de Fábio, lançou às costas deste, Erlon (9º) que, ingressando pela direita, fuzilou Alex, descontando em 5x4 o confronto.
Marcelo, num momento de inspiração e desafogo, vislumbrou penetração de Veni pelo flanco direito. O passe foi certeiro e o chute de Veni (10º) também: 6x4.
Ainda assim e apesar do gol, o Bicolor estava sendo alvo de uma pressão contínua. A bola parecia queimar nos pés de seus homens. Fábio e João Paulo foram os que mais sentiram essa pressão e, consequentemente, os que mais falharam nesta etapa final. Por sorte, Veni, Alex, Marcelo e Charles compensaram as falhas destes dois companheiros com muita garra.
Num erro infantil, Fábio, ao cobrar uma falta, largou a bola nos pés de Cristiano que, rapidamente, serviu a Evandro (11º) para finalizar com maestria: 6x5.
Ares de emoção tomaram conta do jogo. Enquanto que o Amarelo era só ataque, o Az/Pr era só marcação e contagolpes. Eis que num destes, Veni (12º) escapou pela esquerda, deixou a marcação para trás, incluindo Alex, e, quase sem ângulo, tocou para as redes amarelas: 7x5.
Quem imaginava que este gol de Veni pudesse acalmar e até desanimar a reação dourada no jogo, enganou-se. Isso porque os Amarillos se impuseram ainda mais. Esqueceram de vez do sistema defensivo, deixando praticamente Vilnei de líbero. Numa bem elaborada triangulação entre Erlon, Evandro e Cristiano (13º), este arrematou para as redes de Alex, instalando o horror outra vez no adversário. Nada estava definido ainda: 7x6.
Foi então que Fábio (14º), quase que num último suspiro, tocou na frente para Charles que, em importante escorada, deixou a bola na medida para o fixo bicolor afundar Vilnei com um petardo de dor e raiva: 8x6.
Sem abdicar em nenhum momento de suas características ofensivas, o Amarelo não se deu por vencido e em passe forçado de Marcelo no meio, Cristiano (15º) ficou com a bola, avançou pra cima de Fábio, driblando-o e metendo no canto de Alex. Um bonito gol: 8x7.
Os minutos que se sucederam após o gol de Cristiano foram de extremo pavor e ansiedade. A qualquer momento o Amarelo podia empatar o jogo, ou, então, o Bicolor liquidar de vez com a partida. Alex foi fundamental nestes minutos finais: evitou, no mínimo, duas boas oportunidades de gol inimigo. O certo era que em 8x7 o confronto não terminaria.
Mas eis então que, assim como Fábio havia feito um pouco antes, João Paulo assim também o fez. De atuações comprometedoras neste segundo tempo, Fábio e João Paulo, em nome da garra juncianeira, foram letais ao rival no momento certo do clássico. Em jogada que se iniciou com Veni pela direita, passando por um meio corta-luz de Charles, chegando a João Paulo (16º) na esquerda, terminou num chute certeiro deste no canto baixo de Vilnei, seguido de um grito coletivo extravasado d'alma, um grito de vitória por uma conquista difícil e, o que é mais importante, sem auxílio de fair play.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Goleiros, estreia e dez bravos raçudos [Jogo 24 - 13/07/2010]

AZUL/PRETO 4X9 AMARELO

Gols:
Azul/Preto: Vilnei; Erlon [5º, 9º]; Cristiano [7º]; Fábio; João Paulo [13º]
Amarelo: Alex; Diogo [2º, 3º, 4º, 12º]; Evandro [6º, 10º]; Veni [1º]; Charles [8º, 11]

Após duas partidas sem os dois goleiros oficiais da Junção, voltamos a tê-los novamente por perto. Também presenciamos a uma estreia nova. Cristiano, primo de Evandro, alistou-se na Junção. Não foi "aquela performance" - até mesmo porque o jogo não foi lá um grande jogo e Cristiano atuou de abrigo, um heresia em se tratando de Junção -, mas o rapaz mostrou algumas qualidades, tais como colocação, domínio de bola e uma certa habilidade. Falta-lhe o espírito juncianeiro, mas isso com o tempo ele adquire - nem que seja à base da força. Mas nada foi mais potente do que a bravura destes 10 atletas. No dia mais frio do ano até agora, esses raçudos enfrentaram o frio intenso da noite para juntos mostrarem sua paixão pela Junção. Se a partida não foi espetacular, a coragem, a determinação e a garra destes 10 atletas foi digna de enaltecimentos. Foi, em última instância, um ato juncianeiro!
Quanto à bola rolando, o Amarelo dominou do início ao fim. O placar final de 9x4 só não foi maior porque o time dourado não forçou mais nas investidas, sendo, por vezes, displicente em alguns lances. Ao Az/Pr coube o destemor de, apesar da desvantagem técnica, lutar até o apito final.
Veni (1º), em jogada individual, passou por Fábio e bateu cruzado, abrindo o placar em 1 a 0. Envolvente na trama ofensiva, o Amarelo chegou aos 2 a 0 com Veni de pivô recebendo e tocando para Diogo (2º) avançar pela ala direita e bater por cima, na saída de Vilnei. O primeiro tempo terminou com outro gol de Diogo (3º), nascido em passe errado de Erlon, no qual Veni aproveitou e o repassou para Diogo marcar 3 a 0. Um forte golpe nas pretensões azuis, bem no momento que estes tentavam equilibrar a disputa.
A volta do intervalo não alterou muito a configuração dos times. O Amarelo seguiu, embora com menos intensidade, controlando as ações. Já o Bicolor permaneceu jogando pela honra. Em lance inusitado, João Paulo se esforçou para evitar a saída da bola pela lateral, mas, ao chegar ao meio, a bola ficou com Diogo (4º) que, na disputa com Fábio, levou vantagem: 4 a 0.
Finalmente o Az/Pr consegue fazer seu gol. Avançando a marcação, Fábio desarma Veni na intermediária e a bola sobra para Erlon (5º), livre na esquerda, bater forte: 4x1. Em nova falha defensiva, o Az/Pr vê Evandro (6º) fazer 5 a 1, depois de um bate-rebate na zaga azul e preta. De pênalti, Cristiano (7º), o estreante, descontou em 5 a 2 o placar. A penalidade máxima, só pra constar, foi uma falta de... Diogo, sempre ele, sobre Cristiano. Falta essa na qual o infrator protestou, afirmando, como sempre, não ter cometido o ato infracional.
Mal comemorou o gol, o Bicolor já sofreu outro. Num contra-ataque fulminante - João Paulo perdeu um gol incrível no lance anterior -, Veni tocou para Evandro que lançou Charles (8º) para fazer 6 a 2.
Em cobrança de falta, Cristiano escorou e Erlon (9º) mandou ver: 6x3. Acontece que Veni resolveu aprontar. Pela esquerda, deu um elástico fantástico pra cima de Erlon e, logo depois, centrou na medida para Evandro (10º) chegar completando: 7 a 3.
Em seguida, triangulação rápida entre Diogo, Veni e Charles (11º), na qual o último se desvencilhou de Erlon para aumentar em 8 a 3 o escore.
Jogando em ritmo de treino, Diogo (12º) ampliou em 9 a 3 o placar. Ainda houve tempo para João Paulo (13º) descontar, após chute de Cristiano e rebote de Alex. No entanto, não havia tempo suficiente para uma maior reação, e mesmo se tivésse o resultado talvez seria um escore bem mais elástico a favor dos Amarillos.
Em tese o que valeu mesmo foi a raça destes 10 bravos atletas perante o indomável minuano charrua que baixou sobre nossa capital gaúcha. Estes já grifaram seus nomes na História da Junção.

terça-feira, 20 de julho de 2010

O fim do inverno de Vilnei [Jogo 23 - 06/07/2010]

AZUL/PRETO 8X6 AMARELO

Gols:
Azul/Preto: Vilnei; Preto [6º, 7º, 11º, 14º]; Marcelo; Veni [2º, 8º]; Diogo [1º, 5º]
Amarelo: Charles; Vander; Danilson [3º, 9º, 13º]; Fábio; Evandro [4º, 10º, 12º]

Em outro jogo no qual a falta de um goleiro oficial foi sentida (Alex não compareceu), Charles defendeu com muito empenho a cor dourada de seu time. Por outro lado, Vilnei, que há muito não ganhava, viu seu momento de azar chegar ao fim. Seu time, o Az/Pr, saiu de quadra vitorioso.
Outro fator importante que ocorreu nesta partida foi a lesão de Diogo. Após uma dividida limpa com Fábio, Diogo levou a pior ao torcer o joelho direito. Sem suplentes, tanto de um lado quanto de outro, as equipes, de comum acordo, resolveram prosseguir a partida. Com isso, Vander saiu de quadra, deixando então a disputa com três jogadores de linha (mais o goleiro) para cada lado. O escore apontava 6x2 a favor do Bicolor quando Diogo se lesionou. Com um trio de cada lado, o clássico ficou aberto, desgastante e ainda mais corrido.
Por falar em corrido, a partida foi toda ofensiva. Desde o início as equipes partiram pra cima em busca do gol. Num passe mal de Fábio para Danilson, Diogo (1º) interviu no lance ficando de posse da bola na intermediária. Com o caminho livre, avançou e bateu no canto de Charles, abrindo o placar em 1x0.
O Bicolor ampliou com Veni (2º) que, após lançamento de Vilnei com a mão, dominou no meio, ajeitou para o pé direito e bateu no alto, tirando o arqueiro do lance: 2x0.
Num jogo aberto as oportunidades vão ocorrendo. De tanto tentar, o Amarelo chegou ao empate ainda na primeira etapa. Fábio, jogando uma boa partida, fez a marcação de seu time avançar. Dessa maneira, o ala-esquerdo amarelo cortou lançamento adversário na meia-cancha, acionando Danilson (3º) mais à frente. O resultado foi um belo chute do artilheiro da Junção no ângulo superior de Vilnei: 2x1.
Na cobranã de escanteio de Danilson, Evandro (4º) entrou como um raio pelo meio da defesa azul e, no segundo pau, chegou batendo forte, empatando o placar em 2x2.
No segundo tempo, a partida ainda estava muito equilibrada. Contudo, devido a, em grande parte, falhas individuais, o Amarelo levou a pior. Com quatro gols, o Bicolor chegou aos 6x2, encaminhando, dessa maneira, sua vitória.
Em contra-ataque fulminante, Veni lançou Diogo (5º) sozinho dentro da área para, de letra, tocar na saída de Charles: 3x2. Depois Preto (6º) desarmou Evandro na linha divisória da quadra, avançou e bateu forte: 4x2. Numa bela jogada amarela, Fábio peca no penúltimo passe. Na sequência, a bola sobra para um novo contragolpe bicolor, no qual, em chute despretencioso de Preto (7º), Charles, no alto, segura mas deixa a bola escapar no segundo tempo de sua defesa. Uma falha incrível: 5x2.
Para encerrar o momento, Charles tenta passe por cima, Veni intercepta e, sem perdão, fuzila o arqueiro amarelo: 6x2.
Logo depois acontece a lesão de Diogo. Para o Amarelo não ficar com um homem a mais, Vander sai do jogo. Assim, os espaços ficam maiores e os gols também. Os Amarillos crescem de produção. Passam a jogar mais com Charles. Fazem dois gols e encostam no placar. No primeiro, Charles avança com a bola dominada e, ao sofrer a marcação, toca para Danilson (9º) na ala direita de ataque dominar, levar e bater forte, rasteiro e cruzado: 6x3. Depois, num bate-rebate na área zul, a bola sobra generosamente para Evandro (10º) assinalar 6x4.
A reação amarela sofre um duro golpe quando, numa disputa de bola com Marcelo, Fábio, sem intenção alguma, "recua" a bola para seu arqueiro que, prontamente, pega com as mãos. Marcelo reclama muito e leva a falta cobrada em dois toques. Na cobrança, Evandro e Danilson batem cabeça e a bola fica livre para Preto (11º) marcar 7x4.
Apesar deste gol sofrido, os Amarillos se inflamam e partem para o tudo ou o nada. Em cobrança lateral forçada, Veni recua a bola na fogueira para Vilnei. Evandro (12º) se antecipa e, de biquinho, toca fora do alcance do arqueiro: 7x5.
Na pressão, o time dourado marca outra vez. Em jogada de Fábio, a bola chega até Danilson que, dentro da área, bate em cima de Vilnei. No rebote, Fábio enche o pé de fora da área mas Vilnei volta a praticar grande defesa. Até que, em novo rebote, Evandro (13º) completa para as redes: 7x6.
Não é preciso dizer que a partida ganhou ares de dramaticidade. Será que o Amarelo conseguiria heroicamente buscar o empate? Não seria dessa vez que Vilnei venceria? As respostas vieram num contra-ataque bicolor puxado por Marcelo no último lance do jogo. Conta-ataque que garantiu não só a vitória azul e preta mas também, depois de um bom tempo, um belo sorriso estampado na face de Vilnei. Marcelo toca para Preto (14º) completar e selar o escore do jogo em 8x6.
Mais do que uma vitória, o resultado positivo para Vilnei significou um recomeço e o fim de um longo inverno.