segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Preto e o lance derradeiro [Jogo 35 - 20/10/2009]

AMARELO 3X4 AZUL/PRETO

Gols:
Amarelo: Alex; Diogo; Vander [2º, 6º]; João Paulo; Joarez; Fábio [4º]
Azul/Preto: Vilnei; Preto [3º, 5º, 7º]; Marcelo; Evandro [1º]; Felipe; Charles

Notoriamente, aos poucos, a Junção está retomando suas características que a consagraram no coração daqueles que dela fizeram e ainda fazem parte. Características estas que são sua alma, seu porquê de existir: garra, perseverança, luta, disputa e emoção.
O 35º jogo da temporada reuniu todos estes ingredientes. Desde o apito inicial as equipes se degladiaram numa disputa acirrada e briosa, tendo em Preto o seu destaque individual maior. Foi dele o lance genial que culminou na vitória bicolor. Lance ocorrido nos últimos segundos de jogo para alegria de seus companheiros e desespero de seus rivais. Foi uma vitória sensacional, repleta de possibilidades e com um final surpreendente.
Após um 0x0 que teimava em persistir no placar, Evandro [1º], em cobrança de falta, marcou 1x0. No momento do chute, Fábio, que estava na barreira, abriu e a bola ainda desviou nele antes de encontrar-se com as redes de Alex.
Por mais que o Amarelo tentasse o empate, ele não vinha. A defesa bicolor se mantinha bem postada. O jeito era apelar para o individualismo. Foi dessa maneira que Vander [2º] empatou a partida. Ao receber passe de Diogo, avançou pela esquerda e, com de costume, mandou um petardo pra cima de Vilnei que ainda tocou nela mas não pôde evitar o gol: 1x1.
A partir dessa igualdade no escore, Preto pegou para si a responsabilidade de conduzir seu time à vitória. Defendendo e atacando com a mesma qualidade, foi o destaque do clássico. Antes do término do primeiro tempo, Preto [3º] marcou 2x1 para o Azul/Preto ao receber passe livre dentro da área e bater no alto de Alex.
A primeira etapa se encerrou com o Az/Pr jogando melhor, criando mais oportunidades do que seu rival, e tendo em Preto o destaque maior do confronto.
No segundo tempo, o Amarelo equilibrou um pouco mais as ações. Posicionando-se defensivamente melhor, anulou as saídas pelos lados da quadra de Evandro e Preto. Avançando a marcação criou boas oportunidades, mas, também, se expôs mais, ficando, muitas vezes, na eminência de sofrer outros gols.
Em jogada individual, Fábio [4º] deixa três marcadores pra trás antes de colocar no ângulo de Vilnei. Golaço que deixa o escore empatado em 2x2.
Contudo, o mesmo Fábio que acabara de marcar um golaço, é o mesmo que permite a passagem de Preto [5º] pelo lado direito de ataque, sem marcação, para deferir um chute certeiro e cruzado no canto inferior de Alex: 3x2.
A partida seguiu, dessa vez mais aberta, com chances de ambos os lados. Novamente em jogada individual os Amarillos chegaram ao empate. Vander [6º] avançou da defesa e livre disparou da meia-cancha um potente chute. Vilnei, assim como da outra vez, até tocou na bola, porém a violência do chute foi tão grande que a bola subiu e morreu no fundo das redes. Agora estava decretado o empate em 3x3.
Foi, então, que o lance genial e derradeiro de Preto aconteceu. Há alguns minutos antes, Diogo - mesmo que não consciente - havia tentado, todavia a bola passou por cima. Na tentativa consciente e eficaz de Preto a bola encontrou o seu caminho certeiro: as redes de Alex. O lance começou num contra-ataque puxado por Alex que, ao sair do gol, rolou a bola na meia-cancha para Diogo. Este, ao avançar pela ala esquerda, não percebeu Fábio se deslocando livre pelo meio. Diogo, ao invés de rolar a bola para seu companheiro em condições legais de marcar, preferiu seguir com ela até encontrar Marcelo pela frente. Na dividida com o defensor azul, a bola sobrou livre para Preto [7º] que, genialmente, tocou-a por cima, aproveitando-se de que Alex se encontrava fora da meta. A trajetória que a bola fez foi perfeita, assim como o lance de seu autor. Assim, em 4x3, o time bicolor fechou o escore do confronto, pois mal deu tempo para o Amarelo colocar a bola no centro para uma nova saída que o árbitro já deu por encerrado o jogo.
Em noite azul e preta, Preto fez a diferença derradeira num clássico com as cores - e características - da Junção.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Imperdível: um jogo que vale uma Copa do Mundo


URUGUAI X ARGENTINA;
CHARRUAS X PORTENHOS;
CELESTES X PLATINOS;
COPEROS X BRIOSOS;
ELOQUENTES X ENSANDECIDOS;
PAIXÃO X LOUCURA;
RAÇUDOS X AGUERRIDOS;
O JOGO DO SÉCULO;
A MAIOR RIVALIDADE DO MUNDO;
UMA LEGÍTIMA GUERRA CAMPAL;
O VERDADEIRO FUTEBOL;
A VIDA DE MILHÕES DE PESSOAS EM JOGO;
UM FICA, OUTRO TOMBA;
MONTEVIDEO, ESTÁDIO CENTENÁRIO, A BATALHA DO PRATA.

QUEM LEVA A JUNÇÃO NA ALMA NÃO PODE PERDER ESSE EMBATE.

Jugar a morir [Jogo 34 - 13/10/2009]

AZUL/PRETO 5X7 AMARELO

Gols:
Azul/Preto: Alex; Charles; Erlon [4º, 12º]; Danilson [3º, 7º]; Vander; Diogo [1º]
Amarelo: Vilnei; Marcelo [8º]; Felipe [5º, 10º, 11º]; Fabrício [2º, 6º]; Fábio; Veni [9º]

Amanhã, 14 de outubro de 2009, jogam em Montevideo, valendo vaga para o Mundial de 2010 na África do Sul, Uruguai e Argentina. Jogam, não; travam uma batalha campal, na qual somente a vitória interessa para ambos esquetes. Quem ama futebol aguerrido, jogado não somente com o coração mas - e principalmente - com as vísceras, tem a obrigação, o dever de estar colado na frente da televisão.
Uruguai e Argentina é, sem sombra de dúvida alguma, o maior e melhor clássico entre seleções de todo o mundo. É uma guerra travada às margens do Rio da Prata. Amanhã será um jogo para corpos e mentes bravas e destemidas. O planeta irá tremer e se render aos carrinhos, cabeçadas divididas e tudo mais que faz do futebol competitivo o pesadelo do futebol arte. Que venham a tombar em campo, como heróis platinos e celestes, os verdadeiros libertadores da América, berço do futebol mundial, que não aceita outro idioma que não o espanhol. Argentina x Uruguai, Platinos x Charruas, somente um seguirá vivo, literalmente vivo, pois o outro, como manda a lei do verdadeiro futebol - aquele jogado na lama, na chuva fina e fria do extremo sul - irá cair esgotado e acabado mas digno que peleou até o último segundo de partida, pois jogou a morrer.


Seria uma gafe, uma injustiça, um deslize, uma injúria, uma falácia de minha parte afirmar que hoje tivemos na Junção uma partida digna da grandeza de Argentina x Uruguai. Jogo como este jamais pode ser comparado com qualquer outro embate do futebol. Portanto, mesmo cometendo tamanha heresia, tangencio o clássico desta noite como algo que pode, quiçá, beirar, contornar o maior choque futebolístico da Terra. Tivemos, hoje, uma partida com ares platino, na qual jogar não era preciso, mas guerrear, sim, era vital. Jogamos a morrer pela nossas pátrias, personalizadas em trajes de combate azul e preto e amarelo. Duelamos em linhas e táticas de guerrilha; de peitos abertos nos atiramos ao combate. Brigamos por cada gomo de bola, por cada gota de suor que escorria por entre nossos corpos por pouco não ensanguentados (isso somente platinos e celestes fazem) mas cicatrizados por hematomas e fadigas. Depois de hoje afirmo sem receio algum que posso partir em paz, melhor, em guerra. Meu corpo - e de meus queridos combatentes também - expuseram-se a todo tipo de mazela que é estar em uma batalha campal. Após longos jogos de Carnaval (entenda-se: jogos tropicais, regidos pela firula e propagada arte - só não sei que arte é essa) finalmente voltei a respirar e ame sentir vivo futebolisticamente de novo. Creio que a aproximação do jogo de amanhã fez com que todos, sem exceção, que estavam nesta partida entrassem em transe, num agenciamento coletivo aguerrido, com artérias pulsantes de desejo eloquente de um jugar a morir. Hoje - e me perdoem a emoção e a pieguice, se assim alguém considerar - a Junção renasceu em meu peito amargurado. Lembrei-me do Cristiano, o Loco, e de seus grandiosos carrinhos; do Roberto, o Beca, nosso eterno xerife com seus gritos de incentivo; do Jairo, o ou o Vallejo, e seu determinado e certeiro faro de gol; do Ricardo, El Carniça, o nome sanguinário já diz tudo, o único careca num time de cabeludos, e sua arrojada técnica objetiva; do Jairo, o n+1, que há pouco nos deixou, e sua eterna paixão ao futebol pegado e de garra. Nostálgico e fortalecido fiquei ao ver Vilnei defendendo (e catimbando) como um Amadeo Carrizo; Marcelo se jogando aos pés dos adversários como um legítimo Sensini; Fabrício encorporou Pochetino, batendo e jogando muito; Veni lembrou a técnica portenha de Chamot, atuando pela lado esquerdo da quadra, e Felipe foi tosco, lutador e goleador tal qual Palermo. Do outro lado, digamos do lado charrua, presenciamos Alex atuando como Rodolfo Rodriguez; Charles peleando tal qual Héctor Scarone; Erlon assumindo pra si a responsabilidade de um Rubén Sosa; Vander comandando a zaga com inspiração em Daryo Pereira; Diogo tendo como referência pela ala Jonathan Urretavizcaya, e Danilson um legítimo atacante do quilate de um Enzo Francescoli. Dessa forma, lutamos até o fim. Até as fibras de nossos músculos não suportarem mais e, destroçadas, renderem-se ao cansaço e a dor de se estar vivo. Vilnei foi o nome do jogo. Fez mais do que defesas; operou milagres. Num destes voou no ângulo superior esquerdo para espalmar pra escanteio um petardo de Vander. Uma defesa que por muito tempo não sairá de nossas retinas. Fora esta, outras defesas e intervenções praticou, tornando-se incontestavelmente, sob todos os aspectos possíveis, um goleiro portenho. O que falar do quase sempre contestado Fabrício? O que jogou este ala foi sensacionalmente edificante. Marcou e bateu muito (Charles que o diga), além do que marcou três gols e deu passe para mais outros dois. Superação foi sua palavra nesta partida. Marcelo foi outro gigante, salvando a defesa amarela. O time, como um todo, realizou um trabalho coletivo excepcionalmente argentino, com muita marcação e saídas rápidas ao ataque. O Az/Pr, por sua vez, tentou mas não conseguiu ser tão eficiente quanto seu oponente. Erlon fez um primeiro tempo muito bom. Charles, raçudo como de costume, foi destemido ao enfrentar a zaga adversária a todo momento. Danilson, bem marcado, pouco conseguiu. Alex defendeu o que pôde, sempre seguro e tecnicamente eficaz, pena que sua defesa não conseguiu frear o ataque amarelo.
Diogo [1º], antecipando-se a Veni, roubou a bola deste na intermediária, avançou um pouco mais e bateu forte e cruzado para vencer Vilnei e abrir o placar em 1x0. Foi então que Fabrício [2º] começou a mostrar sua indignação. Num chute cruzado deixou tudo igual: 1x1. Depois veio a falhar na marcação numa cobrança de escanteio na qual Danilson [3º], entrando pelo meio da área, venceu Vilnei, deixando em 2x1 o escore.
Em ritmo acelerado seguiu o embate. As marcações eram ferrenhas e, por vezes, vorazes. Veni, Charles e Felipe saíram sofreram muito nos choques. Melhor para Erlon [4º] que, ao aproveitar vacilo da defesa, tabelou com Danilson e marcou 3x1.
A peleia estava recém começando. Pelos poros escorriam suores de volúpias portenhas e charruas; a quadra virou um potreiro (nome dado aos campos acanhados e esburacados do interior argentino e uruguaio) e os atletas dignos combatentes. O Amarillo, com muito empenho, foi buscar o empate ainda no primeiro tempo. E conseguiu. Em chutaço do meio da rua de Fábio, a bola explodiu no travessão de Alex, bateu em cima da linha e ao voltar sobrou para Felipe [5º] tocar, dividindo com pés, ombros e cabeças alheias, de cabeça para as redes: 3x2. Em seguida, quase no final desta etapa, em passe lateral de Marcelo, Fabrício [6º] acertou o pé e mandou Alex buscar no fundo de sua goleira os resquícios de uma bola. Golaço! Era o empate amarelo em 3x3.
Na etapa final, o Amarelo foi impecavelmente sólido. Defendeu com pés, carrinhadas e pernas sua vitória. Apesar de toda pressão azul nos últimos dez minutos, os amrelos não se entregaram; em verdade, fizeram de sua resistência sua maior vitória.
Em tabela com Charles, Danilson [7º] tocou e recebeu na medida para, de primeira, fuzilar Vilnei: 4x3.
No entanto, Danilson também errou. Ao dar um passe para trás, entregou a bola nos pés de Marcelo [8º] que, sem cerimônia alguma, tocou na saída de Alex, deixando empatado em 4x4 o clássico.
Num contra-ataque puxado por Fábio, Fabrício serviu a Veni [9º] na medida para este fuzilar Alex: 5x4. Na sequência, em dois bonitos gols, o Amarelo praticamente garantiu sua vitória. No primeiro, em tabela magistral e portenha, entre Veni, Fabrício e Felipe [10º], este recebeu passe certeiro, e, bem colocado como um legítimo artilheiro deve estar, apenas empurrou para as redes adversárias: 6x4. No segundo lance, Felipe [11º], num devir Palermo, ficou com a sobra do chute de Fabrício e, de calcanhar, no meio da confusão, apenas desviou de Alex: 7x4.
De tanto pressionar, o Az/Pr marcou seu quinto gol. Erlon [12º] recebeu passe pelo meio e chutou forte, indefensável para Vilnei.Depois, numa pressão infernal, o Az/Pr tentou de todas as maneiras o empate; contudo quando não era uma perna, um pé, um corpo amarelo a se jogar a morir na bola, eram as mãos e a disposição portenha de Vilnei a evitar o gol inimigo.
Foi uma vitória, mais do que amarela, da Junção. A Junção está viva outra vez. Pulsante e raçuda seguirá se imortalizando nas entranhas de nossos corpos num imediatismo sem fim. Não foi um Uruguai x Argentina, porém foi a evidência de uma imortalidade sempre aguerrida e disposta a por tudo em jogo, inclusive a própria vida.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Danilson, o homem-gol de 2009 [Jogo 33 - 06/10/2009]

AMARELO 12X8 AZUL/PRETO

Gols:
Amarelo: Alex; Danilson [1º, 7º, 8º, 10º, 11º, 15º, 16º, 20º]; Vander [12º]; Marcelo; Charles [13º, 14º]; Joarez; Fábio [2º]
Azul/Preto: Vilnei; Felipe [4º, 9º, 18º]; João Paulo [6º]; Evandro [17º, 19º]; Erlon [3º, 5º]; Diogo

Havia tudo para ser um jogo disputado. Times, em tese, equilibrados; disputas, até o primeiro tempo, acirradas. Até mesmo Joarez e Felipe, há pouco repatriados pela Junção, tiveram performances mais coesas e significativas. Contudo, aos poucos, a situação mudou, em especial no segundo tempo. Motivos não faltaram para determina queda:
- arbitragem (de Gilmar) contestada;
- diferença técnica dos goleiros (Alex segue numa fase excelente);
- desânimo que se abateu sobre os vencidos quando estes ainda tinham chances de vitória;
- e, por fim, o faro implacável de Danilson por gols.
Nesta partida, ao marcar oito gols, Danilson praticamente assegurou seu posto de artilheiro na temporada. Aproveitou-se do desânimo azul na etapa final para se consolidar como (e isso já posso afirmar sem receio de errar) goleador de 2009. Outra vez.
Os quatro aspectos acima relatados, desencadearam numa vitória - até certo ponto - tranquila dos Amarillos. Vitória que começou e terminou com Danilson, autor, entre outros seis, do primeiro e do último gol do confonto.
Danilson [1º] abriu o marcador com uma já conhecida jogada dele com Fábio. Em lançamento deste, Danilson, pela ala, imprimiu velocidade e, mais à frente, ao receber a bola em condições, dominou-a com maestria antes de bater e marcar 1x0.
Se na primeira oportunidade de gol para os Amarelos, Fábio participou como coadjuvante, na segunda foi o protagonista. Em jogada que iniciou com Fábio [2º], este tabelou com Marcelo na linha de fundo e ao receber já dentro da área apenas tocou por cima de Vilnei, ampliando em 2x0.
Aos poucos, entretanto, o Az/Pr foi consertando seus erros defensivos. Mais ajustado, chegou a virar o placar. Erlon [3º], num belo chute de esquerda, em cobrança de escanteio, venceu Alex. Detalhe: Joarez não acompanhou a subida de Erlon ao ataque. Depois foi a vez de Felipe [4º] marcar o seu. Em nova falha de marcação de Joarez, o atacante azul entrou pela ala esquerda, driblou Alex e completou para as redes, igualando em 2x2 o placar do jogo. Os 3x2 da virada bicolor vieram dos pés de Erlon [5º] novamente, que, em lançamento de Diogo, chegou batendo e assinalando seu segundo feito no clássico.
Tenso e disputado, assim se manteve a partida até o final da primeira etapa. Enquanto que o Amarelo buscava seu empate, o Az/Pr seguia levando perigo à meta de Alex. Se não fosse pela boa fase do arqueiro amarelo a história deste jogo poderia ter tomado outro contorno final. O que Alex defendeu foi incrível. Praticamente fechou o gol. Só não pode fazer nada no chute de João Paulo [6º], em que a bola desviou no pé de Fábio, tirando-o do lance: 4x2.
Danilson [7º e 8º], em doses homeopáticas, começo a emitir sinais de sua existência. Fazendo-se por vezes de disperso, o goleador da temporada não perdeu tempo. Logo após o gol de João Paulo, Danilson, na reposição de bola, num chute forte e rasteiro, descontou em 4x3. Não satisfeito, empatou a partida ao tabelar com Fábio e receber na frente: 4x4.
Em alta rotação a partida prosseguiu, assim como seus erros. Em falha coletiva, Felipe ficou livre, e sem titubear fez 5x4, escrevendo no placar do jogo os números finais deste primeiro tempo.
No segundo tempo, em lance genial que encobriu Vilnei, Danilson [10º] empatou o clássico. Em tabela com Charles, Danilson [11º] virou em 6x5. Foi aí, então, que o Az/Pr iniciou seu processo de queda. Reclamando constantemente da arbitragem, esqueceram de jogar. Quando se deram conta, já estavam perdendo por uma diferença de seis gols. Tal vantagem começou a ser construída num lance suspeito de Vander que, ao avançar pela direita, teria, segundo alegam os vencidos, feito falta sobre Evandro não assinalada pelo árbitro. No prosseguimento, Vander fez 7x5.
Bem, daí por diante, Danilson e Cia. deitaram e rolaram pra cima do seu rival. Charles [13º e 14º], primeiro num contra-ataque puxado por Danilson e, depois, numa triangulação com o mesmo Danilson acrescido de Vander, marcou duas vezes, ampliando em 9x5 o escore. Para encerrar a sequência avassaladora, Danilson [15º e 16º] em duas vezes - numa dividindo com Vilnei e noutra roubando a bola de Diogo - praticamente liquidou com o clássico, instaurando sua hegemonia na Junção no que diz respeito à artilharia: 11x5.
Atônitos e apáticos, os bicolores ainda tentaram fazer algo com aquilo que ainda lhes restavam: sua honra.
Evandro [17º], em cobrança de falta, aproveitou um furo na barreira para descontar em 11x6. Depois foi a vez de Felipe [18º] receber na entrada da área e colocar no canto de Alex: 11x7. Ainda em nome da honra, Evandro [19º]roubou a bola de Vander e marcou seu segundo feito no clássico: 11x8. Antes um pouco, Evandro teve duas chances incríveis para marcar, mas Alex estupendamente defendeu ambas à queima-roupa, na sequência, deixando o atacante azul indignado.
Por fim, para fechar com chave de ouro sua apresentação, Danilson [20º] mandou um balaço do meio da rua no ângulo de Vilnei. Um golaço para encerrar (em 12x8) e confirmar seu posto de artilheiro de 2009.

Apatia azul [Jogo 32 - 29/09/2009]

AMARELO 11X6 AZUL/PRETO

Gols:
Amarelo: Alex; Erlon [4º, 10º, 13º]; Evandro [5º, 6º, 17º]; Preto; Joarez; Marcelo [12º]; Charles [3º]; Diogo [2º, 8º, 11º]
Azul/Preto: Vilnei; Danilson [1º, 7º, 14º, 15º]; João Paulo; Fabrício [9º]; Felipe [16º]; Fábio; Vander

Mesmo que a menos de um minuto de bola rolando, Danilson [1º], em passe de Fábio, tenha, de puxeta, colocado o Az/Pr em vantagem, os Amarillos tiveram o domínio do jogo. Postaram-se de maneira forte na marcação, trabalhando bem as jogadas, sobretudo na construção das tabelas e triangulações. Como se não bastassem todos esses aspectos positivos, contaram, ainda, com as falhas, por vezes grotescas, do adversário.
A reação amarela teve início com o feito de Diogo [2º] que, em cobrança de falta, mandou um petardo (a barreira abriu) no ângulo de Vilnei, deixando empatado em 1x1 o placar.
Em seguida, com gols de Charles [3º] e Erlon [4º], o Amarelo, ao fazer 3x1, começa a estabelecer seu controle da partida. Controle esse que se potencializa quando Evandro [5° e 6º], em duas falhas toscas, uma de Fábio e outra de Vilnei, amplia em 5x1 a diferença no escore.
Quando Danilson [7º] voltou a marcar e a descontar em 5x2, esperava-se uma indignação mais expressiva por parte dos azuis; aspecto, este, que não aconteceu em parte porque Alex não permitiu, em parte porque não tiveram forças suficientemente fortes para tanto.
Fábio, numa de suas piores participações no ano, não acompanhou a chegada vinda de trás de Diogo [8º] que, de frente para o gol, fuzilou Vilnei, colocando números finais no placar do primeiro tempo.
Em termos de equilíbrio, o segundo tempo foi um pouco melhor. O Bicolor até esboçou uma reação mas que, no entanto, não se mostrou, como antes já mencionado, forte o suficiente para se sobrepor ao revés imposto por seu oponente.
Fabrício [9º] - outro que, assim como Fábio, esteve muito mal em quadra - recebeu passe de João Paulo e bateu forte, no alto, vencendo Alex: 6x3.
A apatia dos Azuis, refletida no futebol de Fábio, ganhou seu auge quando logo após o gol de Fabrício, Erlon [10º], em nova falha do defensor azul acima citado, ampliou em 7x3.
O gol de Erlon abriu caminho para a consolidação da vitória amarela. Diogo [11º], Marcelo [12º], em bela tabela com Charles, e Erlon [13º], outra vez, só que desta de calcanhar, impuseram 10x3, levando ao chão as parcas pretensões de reversão do placar por parte do Az/Pr.
Ainda que Danilson [14º e 15º]- um dos poucos com vida no Az/Pr - tivesse anotado dois gols, e Felipe [16º], por sua vez, um, nem mesmo para sorte de efeitos paliativos serviram tais gols aos bicolores. Isto porque Evandro [17º], numa espécie de tiro de misericórdia, selou o placar - e a apatia também - azul e preta no clássico em 11x6.