Não a procure em dicionários. Não a procure em livros de História. Tampouco perca seu tempo tentando encontrá-la em enciclopédias, almanaques e coisas do tipo. Não procure saber seu significado, muito menos o que ela representa. Tente apenas sentí-la o mais próximo possível de suas entranhas, lá onde suas vísceras habitam, onde a raça prolifera e a alma torna-se um mito.
domingo, 31 de janeiro de 2010
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Um empate com a cara da Junção (Jogo 2 - 19/01/2010)
AZUL/PRETO 5X5 AMARELO
Gols:
Azul/Preto: Vilnei; Vander (6º, 8º); Preto (2º, 4º); Jairo; Marcelo; Fábio (9º)
Amarelo: Alex; Felipe; Fabrício; Eduardo (5º); João Paulo (3º); Diogo (1º, 7º); Evandro (10º)
Poucos empates tiveram a cara da Junção quanto esse. Aguerrido e disputado desde o apito inicial, concentrou, ao longo de seus poucos mais de 60 minutos, todas as características essenciais de um grande clássico: divididas acirradas, discussões acaloradas, belos gols e defesas espetaculares. Por falar nestas, Vilnei protagonizou, em menos de cinco minutos, duas defesas estupendas. A primeira ocorreu na saída de bola, no primeiro chute a gol do jogo. Evandro recebeu passe pela centro-esquerda e num chute potente mandou a bola à meia altura no canto oposto ao que Vilnei estava colocado. Num reflexo apurado e técnica refinada, o arqueiro saltou, como um gato, para espalmá-la pela linha de fundo. Sensacional! Em seguida, ainda quando estava 0x0, Diogo avançou e, da intermediária, mandou um petardo no ângulo do arqueiro bicolor que, novamente, transmutou-se num felino rápido e astuto para interceptá-lo. Espetacular!
Mas, finalmente, de tanto investir, o Amarelo abriu o placar. Diogo (1º), pelo meio, tocou para Felipe, que devolveu para o ala-direito, sem marcação (Fábio não acompanhou), entrar livre na cara de Vilnei e tocar no canto: 1x0.
Aos poucos, no entanto, o time Bicolor equilibrou as ações. Preto e Jairo passaram a se movimentar numa freqüência mais contundente, abrindo espaços na defesa adversária, que tinha que sair para marcá-los. Assim, numa reposição rápida de bola, Vilnei lançou Preto (2º) na meia-cancha, que, num giro veloz de corpo, tirou dois marcadores do lance, avançou pela direita e bateu forte, no alto, deixando Alex estirado no chão: 1x1.
Em vacilo da zaga azul, João Paulo (3º) teve tempo de, na entrada da área, receber passe livre, sem marcação alguma, escolher o canto e assinalar 2x1.
Num jogo aberto, as oportunidades aconteciam de ambos os lados. Oportunidades que quase sempre esbarravam nas mãos dos goleiros. Prova disso foram as defesas iniciais de Vilnei; defesas, aliás, que prosseguiram com Alex, fechando, por sua vez, o arco amarelo.
Num lance semelhante ao do primeiro gol azul, Preto (4º), ao receber reposição de bola pelo alto de Vilnei, tocou de cabeça na saída precipitada de Alex, deixando empatado em 2x2 o escore do clássico.
No afã de tentar passar à frente do marcador, o Bicolor, através de Fábio, cometeu outro erro letal. Na reposição de bola via lateral, Fábio tocou curto para seu companheiro, e Eduardo (5º), ágil, interceptou a bola avançando livre para marcar 3x2.
Em dois lances seqüenciais, Alex passa de herói a vilão. Em tabela com Jairo, Vander (6º) empata novamente. Dessa vez contando com a ajuda de Alex que, na dividida com Vander, numa bola que era mais sua do que do adversário, não a afasta, permitindo que ela encontre suas redes. Mas em seguida Alex lança Diogo (7º) com perfeição para que este, pela ala esquerda, ganhe na velocidade de Jairo e complete, com um toque sutil, a descida da bola no canto inferior de Vilnei: 4x3.
No segundo tempo, Fábio teve três chances incríveis para marcar. Somente numa destas é que ele marcou; nas outras duas, brilhou a estrela de Alex que, de frente para o lance, praticou duas extraordinárias defesas, garantindo, com isso, o empate final no placar.
Segundo tempo que teve apenas três gols, dois do Az/Pr e um do Amarelo. No restante, muita emoção e competitividade. Jairo seguiu batalhando muito na frente, tanto que não resistiu até o fim da partida, pois sentiu uma lesão na panturrilha. Evandro foi outro que, se não brilhou como antes, jogou bem, melhor do que vinha apresentando até então. Felipe, do lado amarelo, e Preto, do azul, também tiveram boas performances, brigando pela posse de bola o tempo todo.
Por falar em briga pela bola, Fábio teve que pelear por ela antes de passá-la para Vander (8º), num petardo, igualar em 4x4 o confronto. Depois, em cobrança de escanteio, Fábio (9º) recebeu livre dentro da área e desta vez não perdoou Alex, tocando, com paradinha e tudo, por cima do arqueiro amarelo: 5x4.
Porém na Junção se faz e se paga. Nos minutos finais de jogo, Felipe, aparando levantamento alto de bola, tocou para o lado esquerdo por onde Evandro (10º) ingressava em alta velocidade. Fábio, em nova falha de marcação, não conseguiu acompanhar o atacante amarelo que, de primeira, completou, com um chutaço, o passe de cabeça feito por Felipe, marcando um golaço de empate em 5x5.
Cansados e sem suplentes (Jairo havia se lesionado), os Bicolores trataram de frear a pressão inimiga. Vilnei catimbou o que pôde, assim como Vander, que inclusive pediu o final da partida. Abaixo de muitas reclamações amarelas (queriam mais descontos) o jogo terminou, sendo que a temporada apenas começou...
Gols:
Azul/Preto: Vilnei; Vander (6º, 8º); Preto (2º, 4º); Jairo; Marcelo; Fábio (9º)
Amarelo: Alex; Felipe; Fabrício; Eduardo (5º); João Paulo (3º); Diogo (1º, 7º); Evandro (10º)
Poucos empates tiveram a cara da Junção quanto esse. Aguerrido e disputado desde o apito inicial, concentrou, ao longo de seus poucos mais de 60 minutos, todas as características essenciais de um grande clássico: divididas acirradas, discussões acaloradas, belos gols e defesas espetaculares. Por falar nestas, Vilnei protagonizou, em menos de cinco minutos, duas defesas estupendas. A primeira ocorreu na saída de bola, no primeiro chute a gol do jogo. Evandro recebeu passe pela centro-esquerda e num chute potente mandou a bola à meia altura no canto oposto ao que Vilnei estava colocado. Num reflexo apurado e técnica refinada, o arqueiro saltou, como um gato, para espalmá-la pela linha de fundo. Sensacional! Em seguida, ainda quando estava 0x0, Diogo avançou e, da intermediária, mandou um petardo no ângulo do arqueiro bicolor que, novamente, transmutou-se num felino rápido e astuto para interceptá-lo. Espetacular!
Mas, finalmente, de tanto investir, o Amarelo abriu o placar. Diogo (1º), pelo meio, tocou para Felipe, que devolveu para o ala-direito, sem marcação (Fábio não acompanhou), entrar livre na cara de Vilnei e tocar no canto: 1x0.
Aos poucos, no entanto, o time Bicolor equilibrou as ações. Preto e Jairo passaram a se movimentar numa freqüência mais contundente, abrindo espaços na defesa adversária, que tinha que sair para marcá-los. Assim, numa reposição rápida de bola, Vilnei lançou Preto (2º) na meia-cancha, que, num giro veloz de corpo, tirou dois marcadores do lance, avançou pela direita e bateu forte, no alto, deixando Alex estirado no chão: 1x1.
Em vacilo da zaga azul, João Paulo (3º) teve tempo de, na entrada da área, receber passe livre, sem marcação alguma, escolher o canto e assinalar 2x1.
Num jogo aberto, as oportunidades aconteciam de ambos os lados. Oportunidades que quase sempre esbarravam nas mãos dos goleiros. Prova disso foram as defesas iniciais de Vilnei; defesas, aliás, que prosseguiram com Alex, fechando, por sua vez, o arco amarelo.
Num lance semelhante ao do primeiro gol azul, Preto (4º), ao receber reposição de bola pelo alto de Vilnei, tocou de cabeça na saída precipitada de Alex, deixando empatado em 2x2 o escore do clássico.
No afã de tentar passar à frente do marcador, o Bicolor, através de Fábio, cometeu outro erro letal. Na reposição de bola via lateral, Fábio tocou curto para seu companheiro, e Eduardo (5º), ágil, interceptou a bola avançando livre para marcar 3x2.
Em dois lances seqüenciais, Alex passa de herói a vilão. Em tabela com Jairo, Vander (6º) empata novamente. Dessa vez contando com a ajuda de Alex que, na dividida com Vander, numa bola que era mais sua do que do adversário, não a afasta, permitindo que ela encontre suas redes. Mas em seguida Alex lança Diogo (7º) com perfeição para que este, pela ala esquerda, ganhe na velocidade de Jairo e complete, com um toque sutil, a descida da bola no canto inferior de Vilnei: 4x3.
No segundo tempo, Fábio teve três chances incríveis para marcar. Somente numa destas é que ele marcou; nas outras duas, brilhou a estrela de Alex que, de frente para o lance, praticou duas extraordinárias defesas, garantindo, com isso, o empate final no placar.
Segundo tempo que teve apenas três gols, dois do Az/Pr e um do Amarelo. No restante, muita emoção e competitividade. Jairo seguiu batalhando muito na frente, tanto que não resistiu até o fim da partida, pois sentiu uma lesão na panturrilha. Evandro foi outro que, se não brilhou como antes, jogou bem, melhor do que vinha apresentando até então. Felipe, do lado amarelo, e Preto, do azul, também tiveram boas performances, brigando pela posse de bola o tempo todo.
Por falar em briga pela bola, Fábio teve que pelear por ela antes de passá-la para Vander (8º), num petardo, igualar em 4x4 o confronto. Depois, em cobrança de escanteio, Fábio (9º) recebeu livre dentro da área e desta vez não perdoou Alex, tocando, com paradinha e tudo, por cima do arqueiro amarelo: 5x4.
Porém na Junção se faz e se paga. Nos minutos finais de jogo, Felipe, aparando levantamento alto de bola, tocou para o lado esquerdo por onde Evandro (10º) ingressava em alta velocidade. Fábio, em nova falha de marcação, não conseguiu acompanhar o atacante amarelo que, de primeira, completou, com um chutaço, o passe de cabeça feito por Felipe, marcando um golaço de empate em 5x5.
Cansados e sem suplentes (Jairo havia se lesionado), os Bicolores trataram de frear a pressão inimiga. Vilnei catimbou o que pôde, assim como Vander, que inclusive pediu o final da partida. Abaixo de muitas reclamações amarelas (queriam mais descontos) o jogo terminou, sendo que a temporada apenas começou...
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
(Re)começo (Jogo 1 - 12/01/2010)
AZUL/PRETO 6X11 AMARELO
Gols:
Azul/Preto: Alex; Marcelo (4º); Felipe (7º, 14º); Erlon; Danilson (1º, 10º); Fábio; Diogo (9º)
Amarelo: Vilnei; Jairo; Lucas (5º, 11º, 15º); Preto (12º); Charles (6º, 8º); Evandro (13º, 17º); Eduardo (2º, 3º); João Paulo (16º)
Março de 1996. Janeiro de 2010. Lá se vão 14 anos, e a Junção parece jamais envelhecer. A cada início de temporada, quando a bola é posta para rolar, um espírito destemido, sobretudo aguerrido, toma de assalto cada nervo, articulação e víscera de seus participantes. Uma espécie de penumbra, fuligem recai sobre la cancha, atingindo seus atletas de uma maneira que os transformam em genuínos charruas, dispostos a tudo pela vitória.
Começamos novamente. Melhor, recomeçamos outra vez, pois em nenhum momento deixamos a inércia tomar conta de nossos corpos. Por mais cinzentos que fossem os dias, produzimos emoções de tudo quanto é ordem ao longo destes 14 anos: alegrias, tristezas, frustrações, saudades; jamais desesperança e desânimo. Somos um grupo, uma matilha de lobos uivantes, fazendo da bola nossa deusa-lua e de nossos uivos, gritos de guerra.
Jogar é a nossa sina. Jogamos com aquilo que nos aproxima. Com pedaços dispersos de pele que arrancamos de nossas carrinhadas, com o sangue que pulsa em nossas artérias. Jogamos com as triangulações, com as tabelas e com nossas potencialidades individuais. Jogamos amando (e detestando) cada parquêt solto de la cancha, cada rede furada, cada ponto de luz não acionado. Jogamos catando gols por todos os lados. De pé direito, de pé esquerdo, de cabeça, de peito, de ombro, de canela, de bico, de letra, de carinho, de lado, deitado, sem pré-requisito. Jogamos com nossas forças, com nossos trapos. Jogamos pelas alas, pelo meio, por aproximações, por devaneios. Jogamos para marcar nossos gemidos, por cada gol perdido, por cada defesa sagrada e por cada bola afastada. Jogamos admitindo nossas falhas. Jogamos pelo silêncio do gol sofrido, pelo grito contido em cada lance perdido. Jogamos com sensações, para tornar sensíveis as forças que nos atravessam, que nos afectam. Jogamos indo ao encontro de divididas, de zonas indefinidas. Jogamos com os lobos famintos, com o bando de loucos aguerridos. Jogamos no coletivo, no individual, naquilo que provoca ruído, no que jamais será corrompido. Jogamos com nossas secreções. Nossos suores e ungidos. Com o que temos de melhor e de pior. Jogamos com nossos corpos cansados e obesos, mas jamais vencidos. Com nossos corpos em forma e empertenidos. Jogamos por cada molécula de suor perdida. Por cada bola dividida. Jogamos para fazer passar nosso tempo, nossos suspiros de vida. Jogamos captando as correntes que existem na atmosfera, do choque da bola com as luvas, do chute potente desferido, do urro pelo gol perdido. Jogamos para libertar nossos fantasmas, nossos traumas escondidos, nossas vidas interrompidas. Jogamos para forçar o corpo, para levá-lo até o limite que o separa da animalidade, do grito ou do silêncio. Jogamos por nós mesmos, pelo Bando, pela matilha, pelos que partiram, pelos que estão e pelos que virão. Jogamos com os nervos à flor da pele, com a raiva canina entre os dentes, com a bestialidade de nossos antepassados. Jogamos para fazer justiça àqueles que conhecemos e amamos, para testemunhar por eles, para imortalizá-los. Jogamos para proliferarmos os contágios, arrepiarmos as epidermes e intensificarmos as percepções. Jogamos. E jogaremos até nossos corpos aguentarem. Até nossos corações suportarem. Até nossas vidas se despedaçarem em pequenos ecos para sempre perdidos na história da Junção.
Nesse espírito, de eterno (re)começo, é que iniciamos mais uma temporada. De novidade, duas estreias: Lucas, sobrinho de Marcelo, e Eduardo, colega de Danilson. Fôlego e disponibilidade a serviço da Junção. Em seu primeiro jogo, já revelaram características imprescindíveis a quem pretende cavar seu espaço neste grupo seleto de atletas. Técnica refinada, mas sobretudo pegada forte, registraram as primeiras impressões positivas desses dois novatos. Por sinal, Lucas foi quem teve o melhor desempenho nesta primeira partida do ano. Além de ter marcado três gols, conduziu, com passes precisos, seu time à vitória. Obviamente teve em seus companheiros uma grande parceria nesta conquista futebolística.
Apesar da boa performance de Lucas, coube a Danilson, “veterano” da Junção, assinalar o primeiro gol de 2010. Isolado na frente, pouco produziu. Seu time foi envolvido pelo adversário. Lucas, Eduardo, Charles e Jairo construíram as maiores possibilidades de gol amarelo. A defesa azul, pesada e desorientada, não teve forças suficientes para reter a pressão inimiga. Na primeira etapa até que conseguiram frear o ímpeto ofensivo dos Amarillos, contudo, no segundo tempo, sucumbiram.
Em jogada rápida pelo meio, Danilson (1º) levou a bola com qualidade e, ao avistar a aproximidade da marcação, desferiu um chute inapelável para cima de Vilnei, abrindo o placar em 1x0.
Jairo, o proliferador de raça da Junção, chamou, antes de iniciar o jogo, Lucas e Evandro no canto da quadra, apresentando-lhes a regra número 1 da Junção: “lutar sempre, até o fim”. E não é que eles aprenderam rapidamente? Também, com um professor desses... Em saída rápida da defesa, Jairo, o professor, lançou Eduardo (2º) que, num chute forte e rasteiro, venceu Alex, deixando em 1x1 o placar.
Marcelo, não muito bem na partida, saiu jogando mal muitas vezes durante o clássico. Numa destas, Eduardo (3º), com seu faro afinado de gol, recuperou a bola, ganhou dividida com Fábio dentro da área, e virou para 2x1 o confronto.
Decidido a consertar seu erro defensivo, Marcelo (4º) se projetou ao ataque, iniciando e finalizando jogada (triangulação com Erlon e Danilson) que culminou no gol de empate, em 2x2, de sua equipe.
Marcelo, no entanto, voltou a falhar em nova saída defensiva. Fato que culminou no primeiro gol de Lucas (5º) na partida e na Junção: 3x2.
Empolgados, os Amarelos se soltaram ainda mais. Aproveitando-se da confusão defensiva azul, chegaram ao seus quarto gol no clássico. Charles (6º), de grande movimentação, recebeu passe de Lucas antes de tocar na saída de Alex: 4x2.
Jogando mais na base do “cada um por si”, o Az/Pr conseguiu vantagem em alguns lances. Num destes, Felipe (7º), em bonita jogada individual, tocou entre as pernas de Charles e bateu cruzado no alto, indefensável para Vilnei: 4x3.
Se Felipe marcou o belo gol, Charles (8º) não deixou pra trás. Lucas foi à linha de fundo e aproveitando nova falha de Marcelo, centrou na medida para Charles, de letra, ampliar para 5x3 o escore.
Rapidamente o time Bicolor procurou reagir antes que o primeiro tempo se encerrasse. Com muitas dificuldades na armação de jogadas, o Az/Pr, assim mesmo, não se entregava. A prova disso veio dos pés de Diogo (9º) que, num chute forte, descontou para 5x4 o placar. Em seguida, Danilson (10º) pegou a saída mal de Vilnei, que não pegou o chute do goleador: 5x5.
Antes que o primeiro tempo terminasse, o Amarelo passou à frente outra vez no marcador. Lucas (11º) tocou para Charles que devolveu na medida para o novato, sem marcação, bater cruzado e marcar 6x5.
O cansaço físico e a desorganização defensiva do adversário, aliadas ao ímpeto técnico e pegador dos Amarillos, foram os ingredientes fundamentais no desfecho deste clássico. Desfecho este que iniciou com o giro de Preto (12º), dentro da área, pra cima de Diogo, culminando nos 7x5.
Quando pensou em reagir, o Az/Pr levou outro gol. Evandro (13º) recebeu passe lateral, avançou livre e marcou 8x5.
Felipe (14º) ainda tentou incentivar seu time marcando um gol, 8x6. No entanto seu esforço foi em vão. Numa trinca sequencial, Lucas (15º), em passe de Eduardo, João Paulo (16º), em chute cruzado, e Evandro (17º), de cabeça, selaram a vitória amarela no primeiro embate do ano. Uma vitória inquestionável e com a marca dos novatos Lucas e Eduardo.
Os dados foram jogados; melhor, a bola foi rolada: 2010, o ano de mais um (re)começo.
Gols:
Azul/Preto: Alex; Marcelo (4º); Felipe (7º, 14º); Erlon; Danilson (1º, 10º); Fábio; Diogo (9º)
Amarelo: Vilnei; Jairo; Lucas (5º, 11º, 15º); Preto (12º); Charles (6º, 8º); Evandro (13º, 17º); Eduardo (2º, 3º); João Paulo (16º)
Março de 1996. Janeiro de 2010. Lá se vão 14 anos, e a Junção parece jamais envelhecer. A cada início de temporada, quando a bola é posta para rolar, um espírito destemido, sobretudo aguerrido, toma de assalto cada nervo, articulação e víscera de seus participantes. Uma espécie de penumbra, fuligem recai sobre la cancha, atingindo seus atletas de uma maneira que os transformam em genuínos charruas, dispostos a tudo pela vitória.
Começamos novamente. Melhor, recomeçamos outra vez, pois em nenhum momento deixamos a inércia tomar conta de nossos corpos. Por mais cinzentos que fossem os dias, produzimos emoções de tudo quanto é ordem ao longo destes 14 anos: alegrias, tristezas, frustrações, saudades; jamais desesperança e desânimo. Somos um grupo, uma matilha de lobos uivantes, fazendo da bola nossa deusa-lua e de nossos uivos, gritos de guerra.
Jogar é a nossa sina. Jogamos com aquilo que nos aproxima. Com pedaços dispersos de pele que arrancamos de nossas carrinhadas, com o sangue que pulsa em nossas artérias. Jogamos com as triangulações, com as tabelas e com nossas potencialidades individuais. Jogamos amando (e detestando) cada parquêt solto de la cancha, cada rede furada, cada ponto de luz não acionado. Jogamos catando gols por todos os lados. De pé direito, de pé esquerdo, de cabeça, de peito, de ombro, de canela, de bico, de letra, de carinho, de lado, deitado, sem pré-requisito. Jogamos com nossas forças, com nossos trapos. Jogamos pelas alas, pelo meio, por aproximações, por devaneios. Jogamos para marcar nossos gemidos, por cada gol perdido, por cada defesa sagrada e por cada bola afastada. Jogamos admitindo nossas falhas. Jogamos pelo silêncio do gol sofrido, pelo grito contido em cada lance perdido. Jogamos com sensações, para tornar sensíveis as forças que nos atravessam, que nos afectam. Jogamos indo ao encontro de divididas, de zonas indefinidas. Jogamos com os lobos famintos, com o bando de loucos aguerridos. Jogamos no coletivo, no individual, naquilo que provoca ruído, no que jamais será corrompido. Jogamos com nossas secreções. Nossos suores e ungidos. Com o que temos de melhor e de pior. Jogamos com nossos corpos cansados e obesos, mas jamais vencidos. Com nossos corpos em forma e empertenidos. Jogamos por cada molécula de suor perdida. Por cada bola dividida. Jogamos para fazer passar nosso tempo, nossos suspiros de vida. Jogamos captando as correntes que existem na atmosfera, do choque da bola com as luvas, do chute potente desferido, do urro pelo gol perdido. Jogamos para libertar nossos fantasmas, nossos traumas escondidos, nossas vidas interrompidas. Jogamos para forçar o corpo, para levá-lo até o limite que o separa da animalidade, do grito ou do silêncio. Jogamos por nós mesmos, pelo Bando, pela matilha, pelos que partiram, pelos que estão e pelos que virão. Jogamos com os nervos à flor da pele, com a raiva canina entre os dentes, com a bestialidade de nossos antepassados. Jogamos para fazer justiça àqueles que conhecemos e amamos, para testemunhar por eles, para imortalizá-los. Jogamos para proliferarmos os contágios, arrepiarmos as epidermes e intensificarmos as percepções. Jogamos. E jogaremos até nossos corpos aguentarem. Até nossos corações suportarem. Até nossas vidas se despedaçarem em pequenos ecos para sempre perdidos na história da Junção.
Nesse espírito, de eterno (re)começo, é que iniciamos mais uma temporada. De novidade, duas estreias: Lucas, sobrinho de Marcelo, e Eduardo, colega de Danilson. Fôlego e disponibilidade a serviço da Junção. Em seu primeiro jogo, já revelaram características imprescindíveis a quem pretende cavar seu espaço neste grupo seleto de atletas. Técnica refinada, mas sobretudo pegada forte, registraram as primeiras impressões positivas desses dois novatos. Por sinal, Lucas foi quem teve o melhor desempenho nesta primeira partida do ano. Além de ter marcado três gols, conduziu, com passes precisos, seu time à vitória. Obviamente teve em seus companheiros uma grande parceria nesta conquista futebolística.
Apesar da boa performance de Lucas, coube a Danilson, “veterano” da Junção, assinalar o primeiro gol de 2010. Isolado na frente, pouco produziu. Seu time foi envolvido pelo adversário. Lucas, Eduardo, Charles e Jairo construíram as maiores possibilidades de gol amarelo. A defesa azul, pesada e desorientada, não teve forças suficientes para reter a pressão inimiga. Na primeira etapa até que conseguiram frear o ímpeto ofensivo dos Amarillos, contudo, no segundo tempo, sucumbiram.
Em jogada rápida pelo meio, Danilson (1º) levou a bola com qualidade e, ao avistar a aproximidade da marcação, desferiu um chute inapelável para cima de Vilnei, abrindo o placar em 1x0.
Jairo, o proliferador de raça da Junção, chamou, antes de iniciar o jogo, Lucas e Evandro no canto da quadra, apresentando-lhes a regra número 1 da Junção: “lutar sempre, até o fim”. E não é que eles aprenderam rapidamente? Também, com um professor desses... Em saída rápida da defesa, Jairo, o professor, lançou Eduardo (2º) que, num chute forte e rasteiro, venceu Alex, deixando em 1x1 o placar.
Marcelo, não muito bem na partida, saiu jogando mal muitas vezes durante o clássico. Numa destas, Eduardo (3º), com seu faro afinado de gol, recuperou a bola, ganhou dividida com Fábio dentro da área, e virou para 2x1 o confronto.
Decidido a consertar seu erro defensivo, Marcelo (4º) se projetou ao ataque, iniciando e finalizando jogada (triangulação com Erlon e Danilson) que culminou no gol de empate, em 2x2, de sua equipe.
Marcelo, no entanto, voltou a falhar em nova saída defensiva. Fato que culminou no primeiro gol de Lucas (5º) na partida e na Junção: 3x2.
Empolgados, os Amarelos se soltaram ainda mais. Aproveitando-se da confusão defensiva azul, chegaram ao seus quarto gol no clássico. Charles (6º), de grande movimentação, recebeu passe de Lucas antes de tocar na saída de Alex: 4x2.
Jogando mais na base do “cada um por si”, o Az/Pr conseguiu vantagem em alguns lances. Num destes, Felipe (7º), em bonita jogada individual, tocou entre as pernas de Charles e bateu cruzado no alto, indefensável para Vilnei: 4x3.
Se Felipe marcou o belo gol, Charles (8º) não deixou pra trás. Lucas foi à linha de fundo e aproveitando nova falha de Marcelo, centrou na medida para Charles, de letra, ampliar para 5x3 o escore.
Rapidamente o time Bicolor procurou reagir antes que o primeiro tempo se encerrasse. Com muitas dificuldades na armação de jogadas, o Az/Pr, assim mesmo, não se entregava. A prova disso veio dos pés de Diogo (9º) que, num chute forte, descontou para 5x4 o placar. Em seguida, Danilson (10º) pegou a saída mal de Vilnei, que não pegou o chute do goleador: 5x5.
Antes que o primeiro tempo terminasse, o Amarelo passou à frente outra vez no marcador. Lucas (11º) tocou para Charles que devolveu na medida para o novato, sem marcação, bater cruzado e marcar 6x5.
O cansaço físico e a desorganização defensiva do adversário, aliadas ao ímpeto técnico e pegador dos Amarillos, foram os ingredientes fundamentais no desfecho deste clássico. Desfecho este que iniciou com o giro de Preto (12º), dentro da área, pra cima de Diogo, culminando nos 7x5.
Quando pensou em reagir, o Az/Pr levou outro gol. Evandro (13º) recebeu passe lateral, avançou livre e marcou 8x5.
Felipe (14º) ainda tentou incentivar seu time marcando um gol, 8x6. No entanto seu esforço foi em vão. Numa trinca sequencial, Lucas (15º), em passe de Eduardo, João Paulo (16º), em chute cruzado, e Evandro (17º), de cabeça, selaram a vitória amarela no primeiro embate do ano. Uma vitória inquestionável e com a marca dos novatos Lucas e Eduardo.
Os dados foram jogados; melhor, a bola foi rolada: 2010, o ano de mais um (re)começo.
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Festa de Confraternização da Junção: Melhores (e piores) de 2009

Neste dia tão especial (16/12), realizamos, além do nosso clássico churrasco, a também clássica partida final de encerramento de temporada. Desta vez inovamos ao optarmos por um Grenal, que teve as seguintes escalações:
Inter: Alex e Vilnei (dividiram-se por tempo), Charles, Dani, Veni, Cristhian, Evandro e Danilson.
Grêmio: Áureo (improvisado de goleiro, pois não tínhamos um oficial da Junção), Fábio, Vander, Preto, Diogo, Fabrício, João Paulo, Vallejo, Jairo, Felipe e Marcelo.
Placar final: Inter 9x6 Grêmio.
No fim, o que vale mesmo é a festa...
QUE VENHA 2010!
Assinar:
Comentários (Atom)






