quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Vallejo, a Junção clama por sua volta!

Ao voluntarioso, goleador, raçudo e, também, mestre cerimonial da Junção, nossos mais afetuosos parabéns por mais um ano de vida.
Só falta agora calçar o tênis, vestir o calção e as meias, zerar a cabeça, suportar as críticas e voltar para La Bomobonera. Pouca coisa para quem tem a Junção cravada na pele.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Datas

Preciso com urgência das datas de nascimento de cada atleta da Junção. Usem os comentários desta postagem para credenciarem tais datas. Caso não queiram, levem no próximo jogo seus dados existenciais.
Não esqueçam!

Aviso ao Bando

Abram os olhos!
Rumores dão conta de que, nas arquibancadas de La Bombonera, existem supostos pretendentes a vagas na Junção. São como abutres, à espreita de corpos desistentes, sem vida, alheios à pontualidade.
Portanto, boleiros e não-boleiros, preservem seus corpos pois, segundo reza a lenda, tais abutres andam famintos.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Treino é jogo. Jogo é guerra. [20/01/2009 - Jogo 3]

AZUL/PRETO 8X8 VERMELHO

Gols:
AZUL/PRETO: Alex; Danilson [1º, 3º e 5º]; Fábio [4º(contra) e 16º]; Marcelo [9º]; Charles; Diogo [6º(contra), 11º, 12º e 14º].
VERMELHO: Vilnei; Evandro [2º, 7º, 8º e 13º]; Preto [15º]; Jairo [10º]; Fabrício e Veni.


Tinha tudo para ser um jogo leve. Início de temporada, alguns jogadores retornando e outros retomando suas melhores condições técnicas e físicas. Tinha tudo para ser uma partida de dimensões pequenas. Elenco reduzido e risco de lesões. Tinha tudo para ser quase um treino, enfim. Eu disse tinha, pois, em se tratando de Junção, conjugar determinados verbos num tempo futuro é como desperdiçar uma penalidade máxima.
Guerrear foi preciso. Traçar estratégias de combate ao adversário foi uma necessidade que se impôs neste clássico. Jogo duro, imprevisível, com faltas, algumas delas, violentas [que o diga Danilson, vítima de Fabrício]. Mas também jogo de gols bonitos, sejam estes a favor ou contra [Diogo e Fábio que se expliquem], jogadas trabalhadas e, sobretudo, um jogo peleado, daqueles no melhor estilo da Junção.
Não demorou muito para os candidatos a goleadores de 2009 revelarem seu apetite. Primeiros minutos de bola rolando, Danilson [1º] foi lançado, livrou-se da marcação e bateu forte no canto rasteiro de Vilnei: 1x0 Azul/Preto. Em contrapartida, Evandro [2º], em passe de calcanhar de Jairo, cortou da ala-direita para o meio e fuzilou Alex: 1x1.
Danilson e Evandro, artilheiros de mãos, melhor, de pés cheios. Ávidos por gols, são como insaciáveis devoradores de goleiros. O que eles mais desejam é escutar o barulho, quase imperceptível, da bola se enroscando nas redes adversárias. Vampiros sanguinários que, no menor vacilo alheio defensivo, já estão à espreita, prontos para atacarem a jugulares dos zagueiro titubeantes. Seus gozos se concentram no olhar desolado dos goleiros que, muitas vezes, impotentes, nada têm a fazer a não ser buscarem a bola no fundo de suas metas. Danilson e Evandro, vampiros insaciáveis. Um embate que promete agitar às terças-feiras noturnas.
Vampiros-goleadores à parte, o que se seguiu após estes dois primeiros gols foi um jogaço. Não tanto pelo primeiro tempo, mais moroso, mas pelo segundo, muito acirrado.
Ainda na etapa inicial, Fábio, em um lançamento perfeito, colocou Danilson [3º] em condições perfeitas de arremate. Este, sem deixar a bola cair, e numa perfeição de conclusão maior ainda do que o lançamento, bateu firme e fora do alcançe de Vilnei. Um belo gol: 2x1 a favor dos Azuis.
A essa altura, a partida começou a entrar em um outro estágio. Ou seja, passou a ser mais movimentada. Ambas as equipes jogaram mais pra frente. Veni, em jogada pela linha de fundo, passou pela marcação e, ao bater cruzado, encontrou a barriga [que não é pouca coisa] de Fábio [4º] à disposição. Não deu tempo hábil para Fábio tentar tirá-la da trajetória da bola. Primeiro gol contra do ano. Escore igualado em 2x2.
Até mesmo na Junção o acaso se torna algo interessante. Fábio, que havia feito um lançamento primordial para o gol de Danilson, falhou no gol de empate dos Rubros, marcado por Veni, que, por sua vez, errou à frente de Danilson [5º], que, de frente para o gol, dificilmente falha. Veni se enrolou, Danilson, assim como um vampiro, roubou a bola e tocou na saída de Vilnei. Agora, 3x2 para os Blues and Blacks. Os três tentos assinalados por Danilson. Começava a aparecer um destaque na partida.
Se um é ruim, dois então... Diogo [6º] passava a dar sinais de que sua performance não seria das melhores, fato que se confirmou mais tarde. Num lançamento com as mãos de Vilnei, o ala azul tentou afastar a bola de cabeça, contudo, sob a pressão de Evandro, cabeceou pra trás, marcando outro gol contra: 3x3.
Com ares dramáticos, o clássico seguiu em seus percalços e acertos. Acusando o golpe dos dois gols contra, o Azul/Preto frouxou na marcação. Diogo, apesar da vontade, errava muito. Num destes erros, Evandro [7º] se deslocou às suas costas e, recebendo passe de Veni, colocou os Reds, pela primeira vez, à frente do placar: 4x3.
Se os Azuis contavam com Danilson, os Vermelhos se apoiavam em Evandro. Neste duelo à parte, o jogo prometia mais emoção em seu tempo final. Fato que se comprovou.
No segundo tempo, a quadra se tornou pequena. Cada centímetro de parquê foi disputado com muita intensidade. Pernas e braços, vez que outra, sobravam no corpo daqueles envolvidos na disputa. Fair play? Que nada, o que tivemos foi típico de uma batalha platina! Guerreiros travestidos de calção e meias se degladiavam pela posse de bola. Carrinhadas, divididas, chutes, defesas e até mesmo gols aconteceram. O que não faltou foi garra e entrega. Tudo isso, por incrível que pareça, sem deslealdade; apenas com lealdade. Lealdade a Junção.
Neste clima, Evandro [8º], atiçado pelo cheiro de sangue, marcou 5x3 para seu time. No entanto, Marcelo [9º], como homem surpresa, projetou-se ao ataque, desvencilhou-se da marcação e acertou um chute certeiro no ângulo de Vilnei, descontando em 5x4 o placar.
Mal deu tempo para os Azuis comemorarem. Isto porque Jairo [10º], na saída de bola ao centro, mandou ver um petardo que Alex nem viu por onde entrou. Golaço e placar tingido em 6x4, de vermelho.
Do Céu ao Inferno, mas antes, Purgatório. A desenvoltura de Diogo [11º e 12º] ocorreu dessa maneira. Jogou mal mas, entretanto, não lhe faltou dedicação. Do Purgatório mandou duas flechadas certeiras pra cima de Vilnei, uma do lado direito e outra, por cima, de cabeça, desta vez à favor, decretando, ao menos por ora, o empate em 6x6.
Minutos finais, atenção redobrada e, como afirma a Pequena Estrela Solar, "tensão ao cubo". Numa disputa encardida pelo lado esquerdo defensivo azul, Fabrício, meio na raça e meio na sorte, venceu às trombadas de Charles e de Fábio. Ao permanecer com a bola, rolou-a para Evandro [13º] que, em sua potência finalizadora, tocou no canto de Alex: 7x6.
Diogo [14º], aos trancos, foi levando a bola pela ala-esquerda e, num chute prensado com um defensor, venceu Vilnei, igualando em 7x7 o escore.
Foi então que, definitivamente, o jogo se caracterizou, de fato, como uma guerra platina. Em mais um entreveiro entre atletas, a bola surrada espirrou no rosto de Charles. Sem muitas delongas, os Reds seguiram com o lance e, às favas com o fair play, pararam apenas quando Preto [15º] assinalou o oitavo tento vermelho no clássico, que agora apontava em seu placar 8x7.
Sem muito tempo para lamentações, os Azuis decidiram ir para cima. Em cobrança de escanteio batido por Charles, Fábio [16º], antecipando-se a Veni, desviou, com o bico de seu tênis, levemente a trajetória da bola. Vilnei, no chão, ainda tocou nela, mas, na sequência, Fábio mandou a bola e Vilnei para dentro das redes.
Assim, na raça, como deve ser, o Azul/Preto selou o placar da partida em 8x8. O segundo empate da temporada. Um jogo eloquente do ponto de vista emocional. Partida para Danilson e Evandro mostrarem que, em se tratando de artilharia, ambos sabem, como poucos, seus atalhos. Entre vampiros goleadores, Céu, Inferno e Purgatório, o que presenciamos foi, acima de tudo, uma guerra, uma batalha de amor à sobrevivência.

sábado, 17 de janeiro de 2009

Pequena Estrela Solar

Brisa que percorre as quentes noites de terça-feira. Entre pernas e disputas acirradas, a potência de suas mãos. Uma escrita primaveril de alguns números não anotados, mas cifrados. A delicadeza da diferença que se faz sentida. Força molecular em rajadas de luz. Impossível ficar indiferente à sua presença. Brilho intenso de um sorriso infindável. Sua ausência é escuridão; sua presença, explosão; seus movimentos, paixão. Um pedaço de sol que, do alto da arquibancada, se impõe, jorrando fagulhas de uma energia sem limites, sem barreiras, sem impedimentos. Um universo em forma de estrela. Uma estrela em forma de vida. Uma vida em forma de uma pequena estrela solar.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Um empate aguerrido [13/01/2009 - Jogo 2]

VERMELHO 6x6 AZUL/PRETO

Gols:
VERMELHO: Vilnei; Evandro [8º]; Preto [5º]; Diogo; Danilson [1º, 2º, 9º e 10º]; Cristhian.
AZUL/PRETO: Alex; Jairo; Fábio [3º, 6º e 11º]; Charles; Veni [4º, 7º e 12º].


De início, num chute de longa distância, Fábio acertou o poste de Vilnei. Eram apenas dois minutos de bola rolando. Lance que indicava, quem sabe, uma partida emocionante. Depois, o que era uma aposta, confirmou-se. Realmente tivemos um embate disputado do início ao fim, bem ao estilo da Junção, no qual, no apito derradeiro, o que restou foram seis gols para cada lado e lances que jamais sairão da retina daqueles que tiveram o prazer de acompanhá-los.
Após estarem perdendo por 2x0 - placar do primeiro tempo -, os Azuis empataram, levaram 3x2, viraram para 4x3, voltaram a ficar atrás nos 6x4 e, no final, conseguiram o empate de 6x6.
Vida fácil não tiveram os goleiros que, assim como os demais jogadores, renderam bem, cometendo mais acertos do que falhas. Por falar em acertos e falhas, o destaque do clássico ficou a cargo da atuação magistral de Veni, atleta que está completamente adaptado ao estilo aguerrido da Junção, sem ter perdido sua melhor característica: o seu alto índice técnico.
Veni, não só marcou três gols, como também auxiliou, e muito, na marcação, sendo o diferencial técnico dos Azuis. Falhou apenas num lance capital do jogo [no primeiro gol de Danilson], sendo virtuosamente emblemática sua atuação. O título dessa escrita, "um empate aguerrido", não faz mais do que homenageá-lo. Veni foi a alteridade, a diferença do clássico. Não restam dúvidas sobre isso.
Por falar em Veni, quis o acaso da Junção, que, como já citei anteriormente, numa falha sua, Danilson (1), de raciocínio veloz como sempre, se antecipasse a ele para, numa cobrança de lateral, abrir o placar a favor dos Reds: 1x0. Apesar de manter a bola mais tempo sobre seu domínio, os Blues and Blacks não conseguiam converter tal posse em possibilidades efetivas de gol. Rodeavam os domínios defensivos vermelhos mas erravam no penúltimo passe, aquele que coloca o atleta em condições boas de arremate. Sendo assim, os Rubros, cientes de seu alto poder de conclusão, avançaram a marcação e, forçando ao erro seu arquirival, conseguiram ampliar sua vantagem. Evandro pressionou Fábio pela lateral, induzindo este ao passe errado, condição que Danilson [2º] geralmente não perdoa, quando de frente para o gol: 2x0.
No segundo tempo, o Az/Pr melhorou, em muito, seu poder de finalização. Charles conseguiu segurar com mais eficácia a bola lá na frente, escorando-a para quem viesse de trás. Dessa maneira, os Azuis foram criando efetivas oportunidades de gol. Numa dessas, Fábio [3º] recebeu a bola na ala-esquerda, livrou-se, com o peito, da marcação, invadiu a área e, quase sem ângulo, tocou por cima de Vilnei, descontando em 2x1 o placar.
No embalo, Veni [4º] resolveu ousar mais. Em jogada pelo flanco direito, encarou o forte sistema defensivo vermelho para, num arremate certeiro, estabelecer a igualdade na partida: 2x2.
O clássico cresceu em emoção. A disputa era incessante. Cada palmo de quadra era território a ser conquistado. Vilnei e Alex passaram a ser mais testados. Cada descuido poderia ser fatal, assim como foi o de Jairo, que, numa desatenção, deixou Preto [5º] entrar livre pelo meio da área e escorar a cobrança de escanteio para o fundo das redes de Alex: 3x2.
Não tardou muito para a virada Azul ocorrer. E esta aconteceu em dois lances distintos. O primeiro foi numa jogada ensaiada de falta, na qual Fábio tocou para Charles, que, de dentro da área, passou para Jairo, que, por sua vez, devolveu para Charles chutar e ver a bola espirrar no embróglio defensivo vermelho; a sobra ficou com Jairo que de costas para a zaga e notando a chegada galopante de Fábio [6º] pelo meio, rolou a bola na medida para este bater colocado no ângulo superior de Vilnei. Um bonito gol, produzido coletivamente, que estabelecia a igualdade de 3x3 no placar. O outro lance, que originou o gol da virada Azul, não foi nem um pouco trabalhado como o anterior. Pelo contrário, foi, sim, atrapalhado. Num recuo de bola, Vilnei tentou sair jogando e, no entanto, não reparou que Veni [7º], astuto como sempre, já estava à sua frente. Na atrapalhação, Veni ficou com a bola e com o gol: 4x3.
Se Vilnei pôde falhar, por que Alex não? "Enciumado", Alex não deixou por menos. Em dois lances falhou da mesma forma. Antes teve azar numa cabeçada despretensiosa de Diogo, após lançamento com as mãos de Vilnei, onde a bola ganhou um efeito nada convencional, tirando-o do lance depois desta chocar-se com o poste. No rebote deste choque, a bola sobrou livre para Evandro [8º] apenas empurrá-la para o gol vazio. O empate, desta vez em 4x4, ganhava notoriedade no escore.
Foi aí então que, como afirmado anteriormente, Alex errou em dois lances capitais. Ambos ocorridos em passes precipitados. Tanto um quanto outro convertidos em gols por Danilson [9º e 10º]. Agora, 6x4 para os Vermelhos.
Os minutos finais do jogo foram de extrema emoção. Enquanto que os Reds passaram a tentar cadenciar mais o ritmo eloquente da partida, os Blues, por sua vez, buscavam freneticamente, no mínimo, o empate. O cansaço físico e psicológico era evidente dos dois lados. Mais do lado Azul, pois não contavam com suplentes.
O frenetismo bicolor surtiu efeito. Fábio [11º], no peito, na raça... e de joelho, descontou em 6x5. Depois, em passe milimétrico, deixou Veni [12º] na cara do gol para empatar em 6x6 o clássico. Finalmente o penúltimo passe foi acertado.
Cabe ressaltar que Alex foi do Inferno ao Céu neste confronto. Logo após de ter cometido aquelas duas falhas, realizou, no mínimo, duas defesas espetaculares que garantiram o empate do seu time. Em chutes à queima-roupa, Alex foi corajoso e tecnicamente impecável. Um monstro. Um goleiro.
Tantas linhas escritas para um objetivo apenas lhes informar: a temporada está apenas começando.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

7 de janeiro: Ricardo, um parabéns e uma promessa

Apesar de um dia de atraso, vale a intenção e a lembrança do aniversário de uma legenda: Ricardo, o único careca do Boca [não por opção, mas pelo "cabelo ruim" mesmo], um eterno craque da Bombonera e da Junção.
A promessa [dita ao telefone]:

"Em março estou de volta. Aguardem."

Fica a expectativa, então.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Abertura oficial [06 de janeiro - jogo 1]

AZUL/PRETO 3X4 VERMELHO

Gols:
AZUL/PRETO: Alex, Veni [6º], Preto [4º], Diogo e Marcelo [1º].
VERMELHO: Vilnei, Evandro [5º], Jairo [2ºe 7º], Fábio [3º] e Charles.


O ponta pé inicial foi dado. A temporada 2009 finalmente teve seu início. Com o cansaço das festas de fim de ano ainda assolando nossos atletas, tivemos uma partida de porte técnico mediano. É evidente ainda a falta de ritmo de jogo dos atletas.
Num clássico equilibrado e de pouco brilho técnico, o que não faltou [e, em termos de Junção, jamais poderá faltar] foi muito empenho. O placar de 4x3 a favor dos Vermelhos talvez resuma um pouco acerca das dificuldades da partida. Partida essa truncada, onde as falhas se sobressaíram aos lances mais elaborados.
Os destaques foram poucos. A muito custo, citaria Vilnei e Jairo, nesta ordem. Vilnei pelas boas intervenções e algumas defesas difíceis. Jairo pela constante luta.
No que diz respeito à bola rolando, Marcelo [1º], a fim de apagar a temporada passada de sua memória, marcou o primeiro gol de 2009. Em um erro da defesa, Veni roubou a bola e a tocou para Marcelo que, livre de marcação, apenas concluiu para as redes sdversárias: 1x0 para os Azuis.
Contudo, num contra-ataque veloz, os Azuis provaram de seu próprio veneno. Erraram no ataque e, desprovidos defensivamente, apenas acompanharam o passe de Vilnei que, após evitar o gol adversário, colocou, com os pés, Jairo [2º] em belíssima condição para, da ala-esquerda, bater forte e cruzado no ângulo superior de Alex. O empate de 1x1 havia sido decretado. Ao menos por ora.
Ansiosos pela vitória, os Blues and Blacks deixavam brechas em sua defesa. Apesar de possuírem um domínio parcial da partida, não conseguiam efetivar em gols tal aspecto favorável. Quanto aos Rubros, estes optaram pelos contragolpes. Deixando o meio da quadra livre para o inimigo tocar a bola, os Vermelhos souberam aproveitar-se deste artifício. Sendo assim, chegaram à virada no placar. Alex, sofrendo a pressão de Evandro, errou no passe e Fábio ficou com a bola livre para, avançando do meio da quadra, conduzir a bola um pouco mais à frente antes de tocá-la para o gol aberto. Alex tentou ainda consertar a falha, voltando correndo em direção a sua goleira escancaradamente aberta, porém nada pôde fazer, a não ser buscar a bola dentro de suas redes: 2x1 para o Vermelho.
Já no segundo tempo, o cansaço chegou mais cedo do que o esperado. Os erros passaram a ocorrer numa frequência maior. Quem errou menos foram os Reds, saindo, assim, de quadra com a vitória.
No entanto, quem saiu marcando nesta etapa final foram os Azuis. Numa tabela entre Diogo e Preto [4º], este concluiu com maestria, deixando o placar igualado em 2x2.
Não tardou muito para os Reds novamente passarem à frente do escore. Evandro [5º], bem menos individualista do que na temporada passada, assinalou seu primeiro gol no ano: 3x2.
Numa disputa de bola dentro da área de Vilnei, Preto passou por Jairo e rolou para Veni [6º] que, antecipando-se a Fábio, só tocou no canto do arqueiro rubro: 3x3.
Quando tudo indicava um empate como placar final do clássico, eis que Jairo [7º], num contra-ataque pelo lado esquerdo, premiou seu time e sua constante luta com outro gol, este o da vitória. Depois coube a Vilnei, principalmente, assegurar nos minutos finais a pressão inimiga e, dessa maneira, consolidar a conquista de seu time.
Devagar, equilibrada, com poucos destaques, mas, entretanto, com a fibra, empenho e luta de sempre. A Junção se encaminha para mais um ano. Que os deuses do futebol permitam-na prosseguir com seu furor entusiasmático até o apito derradeiro. Que assim seja!

domingo, 4 de janeiro de 2009

Desafios para 2009

1 - Quem desbancará a artilharia de Evandro?
2 - Será que Vilnei conseguirá manter sua boa fase nesta temporada?
3 - E quanto ao pior do ano? Em 2008 Marcelo ficou com a ingrata indicação. No entanto, Charles, por uma diferença mínima de um décimo de ponto percentual, livrou-se do "troféu". E em 2009, alguém mais se habilita?
4 - Após várias tentativas, Veni, finalmente, arremata o título de craque da temporada. A diferença para Dani e Vilnei, terminados empatados em segundo lugar, foi de apenas um décimo de ponto percentual. E agora, será que Veni consegue o bi? A concorrência será dura, com certeza.

Essas e outras questões começarão a ser respondidas a partir do dia 06 de janeiro, data da abertura oficial da temporada 2009.
Vocês não perdem por esperar!

Estatísticas finais de 2008

VENI - craque, MF= 6,9
VILNEI - melhor goleiro, MF= 6,8
EVANDRO - artilheiro*, GM= 82
MARCELO - podridão, MF= 5,9

Seleção da temporada: VILNEI; DIOGO, VENI, DANI; DANILSON
Melhor aproveitamento: JAIRO, 67,7% [32J, 20V, 5E, 7D]
Pior aproveitamento: EVANDRO, 26,32% [38J, 8V, 6E, 24D]


*Pela segunda vez consecutiva. A próxima vez, se conseguir novamente conquistar a artilharia, fica em definitivo com o troféu.

Lema

Técnica não é preciso.
Pelear é preciso.

Elenco atual

1- Vilnei [Zé Galinha] - goleiro
2- Alex [Cabeça] - goleiro
3- Charles ["Nêgo" Charles]
4- Fábio [Cavalão]
5- Jairo [Chibunga]
6- Jairo [Vallejo]
7- Evandro
8- Diogo
9- Vinícius [Veni]
10- Marcelo
11- Cristhian [Cris]
12- Danilson
13- Vânder
14- Aldemir [Preto]
15- Fabrício
16 - Erlon [Estimado}

4+1 [ou o Quinto Elemento]

Dos remanescentes do lendário Boca Juniors, apenas quatro seguem participando, desde seu primeiro jogo oficial [01/03/1996], da Junção. Charles, Vilnei, Vallejo e Fábio formam o "quarteto mantenedor" da alma juncionista. Soma-se a eles Jairo [Chibunga] que fez sua estréia em 1998 e, desde lá, incorporou de uma forma tão fidedigna o espírito aguerrido da Junção que parece ter feito parte do time do Boca. É impressionante a devoção de Jairo pela Junção.
Por tudo isso é que Jairo é o "+1" dos quatro ou o "Quinto Elemento", se assim preferirem chamá-lo.

Junção: uma história feita de paixão, raça e carrinhadas

Éramos o Boca Juniors. Charles ["Nêgo" Charles] e Vilnei [Zé Galinha], goleiros; Cristiano ["Lôco"] e Roberto [Beca], zagueiros; Fábio [Cavalão], Luciano [Mosquito] e Ricardo [Carniça], alas; Jairo [Vallejo] e Fabiano [Capitão Raí], atacantes. Éramos o Boca Juniors de um tempo em que este não era tão pop assim. Éramos o Boca Juniors, mais conhecidos como o "time dos cabeludos aguerridos", ou simplesmente Boca. Em meados da década de 90, éramos [quase] imbatíveis. Tínhamos nossa própria "Bombonera", que, em tardes de domingo, parecia ganhar vida própria. Lá dentro, os adversários eram esmagados, triturados e derrotados. Poucas foram as derrotas neste mitológico palco futebolístico. As defesas de Charles, as arrancadas de Luciano, os golaços de Ricardo, o oportunismo de Vallejo, as cabeçadas de Fábio, as carrinhadas de "Lôco", os gritos de Beca, enfim, todos estes biografemas fizeram, e ainda fazem, ecos e história pelos quatro cantos de La Bombonera. Os "loucos do Boca", os "argentinos cabeludos", referências que marcaram nossas vidas, nossas adolescências. O mundo parecia tão simples para nós. Bastava vestir o "manto sagrado" para que a vida fluísse num ritmo descompassado e eloquente, assim como nosso futebol, forjado em batalhas infindáveis por onde quer que passávamos. Pelear até o apito final era uma urgência; viver era uma consequência.
Éramos o Boca, éramos nove. Hoje somos a Junção, somos quatro mais um.
Primeiro de março de 1996. Ginásio Guilherme Schell. Terça-feira, 21hs. Aqui tinha início uma nova fase. Começou como uma brincadeira, uma descontração, mas aos poucos foi ganhando uma notoriedade estupenda. Muitos desistiram. Poucos resistiram. Alguns se despediram. Outros se juntaram. Outros, ainda, retornaram. A verdade é que o corpo muda, porém a alma jamais se dá por vencida. E essa alma tem em sua constituição resquícios portenhos. Apresenta em sua essência a luta, a raça e o destemor de seus antecedentes. Hoje, de volta a sua casa, a Bombonera, a Junção se imortalizou nos corações de seus atletas. Às terças-feiras, no horário das 21hs às 22hs, a emoção fica à flor da pele. Uma espécie de nostalgia paira no ar, fazendo dessa uma hora, uma vida contada em paixão, raça e carrinhadas.