AMARELO 13X8 AZUL/PRETO
Gols:
Amarelo: Alex; Preto [14º, 16º]; Cristiano [5º, 10º, 19º, 21º]; Diogo [2º, 6º, 8º, 9º, 11º]; Vander [4º, 15º]
Azul/Preto: Vilnei; Evandro [17º, 18º]; João Paulo [7º]; Marcelo [1º, 20º]; Jairo [12º 13º]; Filipe [3º]
Em noite inspirada de Diogo e Preto, o Amarelo não toma conhecimento do seu eterno rival, vencendo-o com determinada facilidade.
A lamentar, somente as ausências de Fábio e Charles que, lesionados, não puderam estar presentes. Aliás, Fábio era o único que havia participado de todos os jogos até então. Agora não tem mais ninguém com 100% de participação nesta temporada.
Mas voltando ao campo de jogo, Diogo e Preto fizeram uma dupla infernal. Desmontaram com o sistema defensivo azul e preto. Só Diogo fez cinco gols (Preto marcou dois). Suas participações foram decisivas na vitória de seu time. Além de gols, organizaram tabelas, passes e jogadas fundamentais. Ouso a afirmar que esta foi a melhor partida do Preto ao longo de toda temporada. Foi cerebral, enquanto que Diogo foi mortal. A dupla se completou.
Contudo quem largou na frente foi o Bicolor. Marcelo (1º), avançando pela meia direita, arriscou de longe um bico que surpreendeu Alex: 1 a 0.
Numa sequência rápida ocorreram três gols: dois amarelos e um azul. Evandro erra passe de calcanhar no meio, Preto domina e pela direita centra na medida para conclusão certeira de Diogo (2º): 1 a 1. Na saída de centro, Filipe (3º) leva para a ala direita e arrisca um chute forte que acerta o ângulo de Alex: 2 a 1. Daí foi a vez de Vander (4º) do centro mandar um daqueles seus petardos indefensáveis para cima de Vilnei, igualando em 2 a 2 o escore.
A partida seguiu em alta velocidade. Ambos ataques levando vatagem sobre as defesas. A genialidade de Preto passou a ser fundamental. Num curto espaço, este domina de costas para o gol, segura e no momento certo rola de calcanhar para passagem de Cristiano (5º) pela meia esquerda. Vilnei até foi na bola, mas não conseguiu evitar o terceiro gol amarelo no confronto, que agora estava em 3 a 2.
Novamente Preto, inspirado, fez jogada sensacional pela ala esquerda (passou por dois adversários) e, da linha de fundo, rolou para o meio da área onde Diogo (6º) chegou completando: 4 a 2.
Num contra-ataque no qual o Amarelo ficou pedindo toque de mão de Evandro no início do lance, João Paulo (7º) descontou em 4 a 3 o placar.
Não tardou muito para a dupla Preto e Diogo (8º) voltar a funcionar. Em chute forte do primeiro, Vilnei deu rebote e o segundo surgiu para empurrar para as redes: 5 a 3.
Para encerrar o primeiro tempo agitado, Diogo (9º), o matador da noite, recebeu passe pelo alto de Vander, e, de primeira, sem deixar cair, mandou no ângulo de Vilnei. Um golaço: 6 a 3.
Na etapa final a velocidade do clássico não diminui. Os ataques seguiram se sobressaindo às defesas. A dupla sensacional aprontou outra. Dessa vez com a parceria de Cristiano (10º). Numa triangulação mágica pelo meio, Diogo toca para Preto que, num curto espaço de campo, lança na medida Cristiano que, sem dó, dispara na saída de Vilnei: 7 a 3.
Diogo (11º), em noite empolgante, tira, num jogo de corpo, Filipe da jogada e pela ala esquerda avança livre para marcar 8 a 3.
Sentindo o pior, o Bicolor se joga ao ataque. Jairo (12º), quase sem ângulo, invade a área de Alex e manda de bico. A bola toca o travessão e entra: 8 a 4.
O mesmo Jairo (13º), guerreiro e indignado, recebe passe de Evandro e volta a descontar: 8 a 5.
Mas aí então Preto (14º), cansado de só servir, resolveu também tirar sua lasca. Em chute de longe, venceu Vilnei: 9 a 5.
Logo depois, Vander (15º) recebeu passe de Cristiano (que desarmou Evandro no meio), avançou pelo lado esquerdo e fuzilou o arqueiro azul e preto: 10 a 5.
O Bicolor, para piorar, começou a mostrar sinais de cansaço. Em lançamento de Alex, João Paulo ficou parado, e Vander, às suas costas, dominou, avançou e rolou para Preto (16º) marcar outro gol: 11 a 5.
A situação só não ficou pior por causa de um pênalti duvidoso de Alex sobre Filipe. Evandro (17º), que ainda não havia feito nenhum gol, bateu e descontou em 11 a 6 o placar.
O mesmo Evandro (18º) voltou a marcar quando na dividida de Preto com Filipe, a bola espirrou para trás, caindo nos pés de Evandro que, na raça, tocou na saída de Alex: 11 a 7.
Cristiano (19º), um tanto quanto apagado, resolveu deixar sua marca no final. A dribles invadiu a área bicolor antes de tocar para o fundo das redes de Vilnei: 12 a 7.
Marcelo (20º), em contra-ataque, foi lançado na direita e, com categoria, bateu entre as pernas de Alex, descontando em 12 a 8 o escore.
Para encerrar, Cristiano (21º), em seguida ao gol de Marcelo, pegou passe forçado de João Paulo no meio e assinalou o derradeiro gol do confronto, selando em 13 a 8 o placar final do clássico.
Mas nada foi maior, nem mesmo o placar com sua quantidade enorme de gols, do que as atuações de Preto e Diogo, respectivamente, cerebral e mortal.