AMARELO 6X9 AZUL/PRETO
Gols:
Amarelo: Alex [8º]; Diogo [2º, 11º]; Erlon; Jairo [10º]; Vander [3º]; Charles [9º]
Azul/Preto: Vilnei; Marcelo [15º]; Fabrício [5º]; Evandro [4º, 6º, 7º, 13º, 14º]; João Paulo [1º, 12º]; Fábio
De início truncado, aos poucos a partida foi acoplando outros movimentos. Estratégico e eficaz no primeiro tempo, o Azul/Preto controlou as ações e conseguiu ditar seu ritmo. Marcou e concluiu bem, cedendo poucas oportunidades ao adversário.
Evandro, como há muito não fazia, realizou uma apresentação digna de seus melhores momentos [será que foi devido a ausência de Danilson e de Veni?]. Marcou cinco gols, tornando-se o goleador da noite.
Do amarelo, Vânder começou muito bem a partida. Contudo, no segundo tempo, decaiu de produção, apelando para seus chutes, na maioria das vezes, afobados. No primeiro tempo, as melhores chances de gol, nasceram dos pés de Vânder, que, em termos de marcação, continua muito bem, um tanque de guerra, melhor dizendo.
Em tabela de Evandro e João Paulo [1º], a bola desviou em Charles e em sua má tentativa de afastar o perigo da área, sobrando livre para o segundo abrir o placar: 1x0.
Em boa jogada de Vânder, na qual, conduzindo a bola da defesa ao ataque, passou por Evandro,e, da linha de fundo, centrou na medida para Diogo [2º] empatar em 1x1 a partida.
Não tardou muito para o vira-vira ocorrer. Em avançada rápida de Jairo pelo meio, a bola chegou aos pés de Vânder [3º] que, em seu melhor estilo, mandou um petardo às redes de Vilnei: 2x1.
Mesmo perdendo, os Blues não se desconjecturaram taticamente. Mantiveram a postura e souberam, no momento adequado, assumir o controle do jogo.
Em pênalti de Charles sobre Fábio, quando este se preparava para marcar, Evandro [4º] igualou em 2x2 o marcador.
Bem postado na defesa, com uma linha de três defensores à frente da área, o Azul/Preto explorava a velocidade de Evandro no ataque. O Amarelo tentava investir contra esse sistema defensivo azul, no entanto, não tinha muito sucesso.
Fabrício [5º] marcou 3x2. Evandro [6º, 7º], em dois passes de Fábio, ampliou para 5x2, sendo que o seu segundo gol - o terceiro da noite -, foi de cabeça, aproveitando a mal saída de Alex.
Assim, em 5x2, é que o Azul selou o placar da primeira parte do clássico. Mesmo fazendo constantes substituições, mantiveram sua inclinação tática intocada, fato pelo qual talvez melhor se explique sua vitória.
No segundo tempo, o Amarelo sufocou o que pôde seu oponente. Mas o máximo que conseguiu foi apenas a aproximidade, a sensação, o "tiragosto" da vitória.
Mudando a tática - passou a utilizar excessivamente Alex como um quinto homem de linha -, os Amarelos deram um sufoco nos azuis, adotando os seguintes procedimentos: Encurtaram a quadra, marcaram a saída e não se desligaram de Evandro
Alex [8º], numa de suas investidas, descontou em 5x3.
Charles [9º], aproveitando-se de um bate-rebate na área azul e preta, ficou com a sobra e com o gol: 5x4.
Forçando a ligação direta entre Vilnei e Evandro, o Black and Blue não conseguiua articular melhor suas investidas. A bola sempre ficava com o rival, pois era rebatida a todo momento pra frente. O Az/Pr não tinha saída pelas laterais. Foram poucas as vezes que Fabrício e João Paulo ou Fábio levaram vantagem nesta escapada via lados da quadra. A situação piorou quando Jairo [10º] decretou o empate em 5x5. A vitória amarela parecia ser apenas uma quetão de tempo.
Mantendo a pressão o Yellow virou pra cima dos Azuis. Diogo [11º], em investida pela ala-direita, deixou Fábio pra trás e mandou um balaço pra cima de Vilnei: 6x5.
Porém, se por um lado Alex conseguia imprimir uma nova pegada ao seu time em suas saídas de gol, por outro deixava a desejar. Em três lances cruciais, Alex colocou tudo por água abaixo. Foi herói e vilão ao mesmo tempo. Facetas pelas quais um goleiro pode estar predisposto a incorrer durante uma partida.
No primeiro lance, Alex saiu fora da área com as mãos. Falta em dois toques. Na cobrança, Evandro bateu, a bola espirrou na barreira e na sobra João Paulo [12º] mandou ver: 6x6.
Parecia replay, mas não era. Levantamento pra área, a zaga amarela bateu cabeça, Alex evitou, em saída fora da área com as mãos, o gol adversário. Falta assinalada. Na cobrança, só inverteu-se as posições do lance anterior. Ou seja, cobrança de João Paulo, rebote da barreira e chute de Evandro [13º]: 7x6.
O último ato foi o mais imprudente de todos. Ao sair com a bola do gol, Alex, na meia-cancha, perdeu o lance para Evandro [14º], que, sem piedade alguma, na raça, tocou, deitado, a bola para o fundo das redes azuis: 8x6.
Desmotivados, os "amarillos" mais nada fizeram na partida. Acusaram o golpe. No final sofreram outro gol. Diogo pôs a mão na bola. Pênalti. Marcelo [15º] bateu e selou o escore em 9x6.
Evandro, marcado pela falta de um bom futebol, arranca das entranhas força necessária para provar o contrário. Marca cinco gols e vira herói dos azuis.
Alex, de contribuição tática e técnica fundamentais nesta partida, virou, em três lances infelizes, agente direto na derrota de seu time.
Outra vez a Junção nos remete frente à frente com o mais estúpido e o mais erudito da vida. Possibilidades existenciais da vida em suas extremas formas de atuação.
Não a procure em dicionários. Não a procure em livros de História. Tampouco perca seu tempo tentando encontrá-la em enciclopédias, almanaques e coisas do tipo. Não procure saber seu significado, muito menos o que ela representa. Tente apenas sentí-la o mais próximo possível de suas entranhas, lá onde suas vísceras habitam, onde a raça prolifera e a alma torna-se um mito.
segunda-feira, 29 de junho de 2009
terça-feira, 16 de junho de 2009
Sobre muralhas [Jogo 19 - 16/06/2009]

AZUL/PRETO 3X5 AMARELO
Gols:
Azul/Preto: Alex; Cristhian; Evandro [7º]; Charles; Vander; Jairo [2º]; Veni [8º]
Amarelo: Vilnei; Diogo; Danilson [1º, 5º]; João Paulo; Fábio [3º, 6º]; Marcelo [4º]
Feitas de tijolos e cimento, resistem a intempéries de toda espécie. Opulências de concreto que protegem territórios de invasões inimigas. Essas construções acompanham a humanidade desde os tempos medievais até os dias atuais [que o digam os chineses].
Criadas para defenderem territórios de ataques rivais, foram, com o passar do tempo, sendo estruturas fundamentais para as civilizações. Impávidas e colossais, impunham medo aos inimigos, resistindo às suas investidas.
Mas, no entanto, existem muralhas que fogem do conceito original. São feitas de carne, nervos e transpiração; são movidas a desejos febris de resistência e disciplina imensuráveis, forjadas na base da entrega e garra.
Vilnei, Marcelo, Fábio, Diogo, Fabrício, João Paulo e Danilson formaram uma muralha; mais precisamente, uma muralha amarela quase intransponível. Seguindo à risca o lema da Junção ["resistir é preciso"], impressionaram pela disposição tática e potência defensiva. Todos, sem exceção, jogaram um futebol de marcação de alta qualidade. Somente no final da partida, com o resultado praticamente já definido a seu favor, é que relaxaram um pouco, permitindo a invasão alheia. Mas nada tão excepcional capaz de mudar os méritos conquistados.
Numa partida altamente disputada, o sistema defensivo amarelo foi o grande destaque. Responsável direto pela vitória, a muralha yellow só teve êxito porque toda sua engrenagem funcionou de maneira organizada e estratégica. Danilson era o homem mais avançado, responsável pelo primeiro combate no setor da meia-cancha. Enquanto isso, os demais companheiros se movimentavam por toda a quadra, não permitindo espaços aos azuis e pretos.
As melhores chances, especialmente as do primeiro tempo, foram do Az/Pr. Quando estas não paravam nas mãos de Vilnei, eram abortadas pela disciplina tática dos jogadores de linha. Impetuosos na marcação, não permitiram a Veni, Evandro e Cristhian um só minuto de sossego. Foi "bafo na nuca" o tempo todo.
Assim, fortificados defensivamente, os yellows abriram o placar através de Danilson [1º] que, ao receber a bola após cobrança de escanteio, bateu forte e rasteiro, sendo que a bola desviou em Charles antes de entrar: 1x0.
De tanto tentar, finalmente o Az/Pr acertou. Em boa triangulação, Jairo [2º] conseguiu o que ninguém mais conseguiria nesta etapa inicial; ou seja, transpor a muralha amarela. Em raro descuido, Jairo deixou o placar igualado em 1x1.
Por falar em triangulação, o que dizer da de Vilnei, Danilson e Fábio [3º]? O primeiro lançou, o segundo, na ala-esquerda e de costas para o gol, aparou e o terceiro mandou um balaço no ângulo de Alex. Golaço: 2x1.
Não tardou muito para nova triangulação se formar. Fábio lançou por cima, invertendo a bola de uma ala à outra, Danilson dominou e bateu, Alex deu rebote e Marcelo [4º] não vacilou: 3x1.
No segundo tempo, o ferrolho amarelo se solidificou de vez. Em cobrança de falta na qual Alex arrumou mal a barreira, Danilson [5º] tocou pra Fábio, que dentro da área sutilmente atrapalhou o arqueiro e, sem tocar na bola, deixou-a correr vagamente pra dentro das redes: 4x1.
Mais tentativas azuis, outras intervenções amarelas. A barreira seguia firme em seus propósitos.
Num levantamento pra área, Vander cortou de cabeça e Fábio [6º], também de cabeça, testou firme da intermediária. A bola pegou velocidade e encobriu Alex. Outro belo gol amarelo: 5x1.
Com o jogo nas mãos, os Yellows passaram a tocar a bola, resguardando-se ainda mais. Até mesmo Danilson que não é de marcar muito, desempenhou essa função com muita dedicação.
Contudo em dois descuidos, os Azuis descontaram. Primeiro, em cobrança de escanteio, Evandro [7º], dentro da área, girou pra cima de Fábio e mandou no canto de Vilnei: 5x2. Depois, em pênalti cometido por Vilnei pra cima de Evandro, Veni [8º], sem antes a catimba de Vilnei entrar em ação, assinalou 5x3. Mas, entretanto, a reação azul e preta cessou por aqui.
Se os chineses têm a sua muralha amarela [em referência à sua etnia], a Junção mostrou que, entre a frieza do concreto e sua solidificação, existe a possibilidade de se construir uma barreira de bravos homens guerreiros, sabedores de suas limitações técnicas, porém embuídos por uma raça que tijolo algum desfaz.
terça-feira, 9 de junho de 2009
Maquinosfera [Jogo 18 - 09/06/2009]
AMARELO 6X7 AZUL/PRETO
Gols:
Amarelo: Charles; Evandro [3º, 7º, 11º, 13º]; Marcelo; Vander; Fabrício; Fábio [8º]; Veni
Azul/Preto: Alex; Danilson [2º, 4º, 6º, 9º, 10º, 12º]; Diogo [5º]; João Paulo; Preto [1º - gol contra]; Jairo; Erlon
Não é uma metáfora. Trata-se de uma máquina. Máquina de máquina, com seus acoplamentos, suas conexões. Uma máquina-órgão é ligada a uma máquina-fonte: uma emite um fluxo que a outra corta. Na verdade, é uma maquinaria quase irrefreável, destinada a um objetivo apenas: romper com as redes adversárias.
Um bicho solto: ágil e voraz; certeiro e letal. Corpo aguçado para o combate. Estratégias de sobrevivência preparadas para os maiores impactos e choques inimigos. Uma máquina orgânica. Uma fera silenciosa. Uma maquinosfera.
Assim, numa mistura de máquina e anilmal, Danilson crivou seu nome outra vez na Junção.
Longe de ter feito uma apresentação bombástica, Danilson foi eficaz, mortífero e potente. Desequilibrou com a defesa inimiga, descontrolando seu senso de marcação. Dos sete gols marcados por seu time, fez seis. Além disso, chamou a responsabilidade pra si, criando várias chances de gol. Se no primeiro tempo sofreu com a boa e forte marcação amarela, no segundo adotou uma nova postura tática que lhe rendeu um ótimo aproveitamento das oportunidades criadas.
Os Yellows bem que tentaram, principalmente com Evandro e Veni, mas no final sucumbiram perante a astúcia dos azuis e de sua maquinaria feroz.
Após um primeiro tempo truncado e de parcas oportunidades claras de gol, no segundo a configuração mudou, e se não fosse pela boa atuação dos goleiros [Charles jogou no gol, pois Vilnei não compareceu], o número de gols teria sido bem superior aos assinalados.
Preto [1º] num lance inusitado abriu o placar da partida. Fábio bateu forte e fechado no primeiro pau o escanteio; a bola desviou no pé de Preto e chocou-se contra o poste; na sequência, ao tentar afastá-la, este acabou por empurrá-la para dentro das redes. Isto é, pra dentro de suas próprias redes. Gol contra: 1x0.
No único vacilo da defesa amarela, Danilson [2º] mostrou a que veio. Evandro saiu da marcação de João Paulo, deixando Fábio sozinho na marcação de dois. Ao chegar junto a João Paulo, este tocou para Danilson bater na saída de Charles, empatando em 1x1 o primeiro tempo.
Na segunda parte do jogo, a maquinosfera entrou em ação. Eficiente, fez uso de sua técnica, aproveitando a afobação defensiva de seu rival, que por sinal iniciou bem o segundo tempo.
Em jogada puxada por Charles [saiu conduzindo a bola pela ala-direita], Veni deu prosseguimento servindo a Evandro [3º], livre de marcação, entrar área adentro e marcar 2x1.
De um primeiro tempo truncado a um segundo tempo aberto, eis a nova configuração do clássico. Enquanto que Charles e Alex realizavam defesas e intervenções de excelente qualidade, Danilson começava a fazer o acoplamento de suas "partes". A máquina passava a se autogerir, sendo que a fera emitia seus primeiros rugidos.
Marcelo sentiu na pele a ação da maquinosfera [4º] quando esta balançou em sua frente antes de desferir seu chute letal: 2x2.
Em seguida, Diogo [5º], aproveitando-se da indecisão de Vander e Fabrício, mandou ver um chute que Charles não pode evitar: 3x2.
Alex, autor de uma defesa sensacional na etapa inicial [um chute à queimaroupa de Fábio], seguia firme e forte no comando de sua defesa. Da mesma forma Charles, que só não evitou outro gol de Danilson [6º], devido a excelente jogada individual de Jairo, que colocou Danilson na cara do gol. Bem, não preciso afirmar que, nestas condições, a maquinosfera não perdoa: 4x2.
Aos poucos, o Amarelo foi se organizando outra vez. Danilson já não tinha mais tanta liberdade. Assim, conseguiram buscar o empate. Evandro [7º] e Fábio [8º] deixaram o escore em 4x4. No entanto, a fera tomou conta de vez do clássico...
Em duas escapadas certeiras, Danilson [9º, 10º] fez 6x4. Num acoplamentto perfeito entre jogo de pernas, velocidade e inteligência, venceu a truculência imposta por seus marcadores, encaminhando, dessa maneira, a vitória azul e preta.
Evandro [11º], peleador nato, descontou em 6x5; e quando o empate parecia ser uma questão de tempo, eis que Danilson [12º] foi mais rápido que Charles [este tentou antecipar-se ao primeiro] para, sutilmente, ampliar o placar: 7x5.
Na reposição de bola ao centro, Evandro [13º], aproveitando-se da empolgação azul pelo gol de Danilson, descontou em 7x6.
Apesar de toda pressão nos minutos finais, o Amarelo não conseguiu reverter a situação a seu favor, tendo que reconhecer a potencialidade maquínica de Danilson, uma fera em forma de máquina, uma máquina em forma de fera.
Gols:
Amarelo: Charles; Evandro [3º, 7º, 11º, 13º]; Marcelo; Vander; Fabrício; Fábio [8º]; Veni
Azul/Preto: Alex; Danilson [2º, 4º, 6º, 9º, 10º, 12º]; Diogo [5º]; João Paulo; Preto [1º - gol contra]; Jairo; Erlon
Não é uma metáfora. Trata-se de uma máquina. Máquina de máquina, com seus acoplamentos, suas conexões. Uma máquina-órgão é ligada a uma máquina-fonte: uma emite um fluxo que a outra corta. Na verdade, é uma maquinaria quase irrefreável, destinada a um objetivo apenas: romper com as redes adversárias.
Um bicho solto: ágil e voraz; certeiro e letal. Corpo aguçado para o combate. Estratégias de sobrevivência preparadas para os maiores impactos e choques inimigos. Uma máquina orgânica. Uma fera silenciosa. Uma maquinosfera.
Assim, numa mistura de máquina e anilmal, Danilson crivou seu nome outra vez na Junção.
Longe de ter feito uma apresentação bombástica, Danilson foi eficaz, mortífero e potente. Desequilibrou com a defesa inimiga, descontrolando seu senso de marcação. Dos sete gols marcados por seu time, fez seis. Além disso, chamou a responsabilidade pra si, criando várias chances de gol. Se no primeiro tempo sofreu com a boa e forte marcação amarela, no segundo adotou uma nova postura tática que lhe rendeu um ótimo aproveitamento das oportunidades criadas.
Os Yellows bem que tentaram, principalmente com Evandro e Veni, mas no final sucumbiram perante a astúcia dos azuis e de sua maquinaria feroz.
Após um primeiro tempo truncado e de parcas oportunidades claras de gol, no segundo a configuração mudou, e se não fosse pela boa atuação dos goleiros [Charles jogou no gol, pois Vilnei não compareceu], o número de gols teria sido bem superior aos assinalados.
Preto [1º] num lance inusitado abriu o placar da partida. Fábio bateu forte e fechado no primeiro pau o escanteio; a bola desviou no pé de Preto e chocou-se contra o poste; na sequência, ao tentar afastá-la, este acabou por empurrá-la para dentro das redes. Isto é, pra dentro de suas próprias redes. Gol contra: 1x0.
No único vacilo da defesa amarela, Danilson [2º] mostrou a que veio. Evandro saiu da marcação de João Paulo, deixando Fábio sozinho na marcação de dois. Ao chegar junto a João Paulo, este tocou para Danilson bater na saída de Charles, empatando em 1x1 o primeiro tempo.
Na segunda parte do jogo, a maquinosfera entrou em ação. Eficiente, fez uso de sua técnica, aproveitando a afobação defensiva de seu rival, que por sinal iniciou bem o segundo tempo.
Em jogada puxada por Charles [saiu conduzindo a bola pela ala-direita], Veni deu prosseguimento servindo a Evandro [3º], livre de marcação, entrar área adentro e marcar 2x1.
De um primeiro tempo truncado a um segundo tempo aberto, eis a nova configuração do clássico. Enquanto que Charles e Alex realizavam defesas e intervenções de excelente qualidade, Danilson começava a fazer o acoplamento de suas "partes". A máquina passava a se autogerir, sendo que a fera emitia seus primeiros rugidos.
Marcelo sentiu na pele a ação da maquinosfera [4º] quando esta balançou em sua frente antes de desferir seu chute letal: 2x2.
Em seguida, Diogo [5º], aproveitando-se da indecisão de Vander e Fabrício, mandou ver um chute que Charles não pode evitar: 3x2.
Alex, autor de uma defesa sensacional na etapa inicial [um chute à queimaroupa de Fábio], seguia firme e forte no comando de sua defesa. Da mesma forma Charles, que só não evitou outro gol de Danilson [6º], devido a excelente jogada individual de Jairo, que colocou Danilson na cara do gol. Bem, não preciso afirmar que, nestas condições, a maquinosfera não perdoa: 4x2.
Aos poucos, o Amarelo foi se organizando outra vez. Danilson já não tinha mais tanta liberdade. Assim, conseguiram buscar o empate. Evandro [7º] e Fábio [8º] deixaram o escore em 4x4. No entanto, a fera tomou conta de vez do clássico...
Em duas escapadas certeiras, Danilson [9º, 10º] fez 6x4. Num acoplamentto perfeito entre jogo de pernas, velocidade e inteligência, venceu a truculência imposta por seus marcadores, encaminhando, dessa maneira, a vitória azul e preta.
Evandro [11º], peleador nato, descontou em 6x5; e quando o empate parecia ser uma questão de tempo, eis que Danilson [12º] foi mais rápido que Charles [este tentou antecipar-se ao primeiro] para, sutilmente, ampliar o placar: 7x5.
Na reposição de bola ao centro, Evandro [13º], aproveitando-se da empolgação azul pelo gol de Danilson, descontou em 7x6.
Apesar de toda pressão nos minutos finais, o Amarelo não conseguiu reverter a situação a seu favor, tendo que reconhecer a potencialidade maquínica de Danilson, uma fera em forma de máquina, uma máquina em forma de fera.
quinta-feira, 4 de junho de 2009
A estética do frio [02/06/2009 - Jogo 17]
AZUL/PRETO 7X9 AMARELO
Gols:
Azul/Preto: Alex [9º]; Preto [4º, 10º, 12º]; Diogo [13º]; Erlon; Vander [5º]; João Paulo; Veni [2º]
Amarelo: Vilnei; Charles [6º, 11º]; Danilson [3º 8º, 14º, 15º]; Marcelo [1º]; Fábio; Evandro [7º]; Jairo [16º]
Em uma noite gélida, tivemos uma partida bem movimentada. Considerando a rigidez do frio, até que os atletas se empenharam em quadra. Mas o que merece mais ênfase é o fato de que na noite mais fria do ano - ao menos até agora -, apresentaram-se 14 devotados atletas para o clássico. Fato que, mais uma vez, comprova uma paixão desmensurável pela Junção. Faça frio ou calor, a intensidade do amor permanece inalterável.
No que diz respeito à bola rolando, os Yellows ditaram o ritmo do jogo e, longe de ter sido um resultado fácil, saíram de quadra vitoriosos. De início, atrapalharam-se taticamente, mas em seguida retomaram as ações, sendo que sua vitória se consumou mais pela disposição técnica do que pela tática.
Num primeiro tempo equilibrado, Marcelo [1º] abriu o placar: 1x0.
Veni [2º], em jogada rápida, livrou-se de dois marcadores antes de concluir forte ao gol:1x1.
Com maiores recursos técnicos, o Amarelo chegava com mais perigo à meta de Alex. Danilson e Evandro organizavam boas tabelas. Alex fechava as possibilidades com ótimas intervenções. Numa brecha defensiva, Danilson [3º] encontrou espaço adequado: 2x1.
Com a saída de Fábio [mesma lesão do jogo passado], o Amarelo tornou-se mais ofensivo ainda. Dessa maneira, possibilitou a seu adversário espaços generosos, especialmente pelas alas. E foi pelos lados da quadra que o Az/Pr chegou ao empate e também à virada, com gols de Preto [4º] e Vander [5º]: 3x2.
Dando-se conta disso, o Amarelo tratou de providenciar a entrada de Jairo a fim de fechar melhor as alas, principalmente a esquerda por onde Diogo e Preto transitava livremente.
Mais sólido em termos defensivos, os Yellows retomaram a frente do placar. Charles [6], na raça - entrou de carrinho dividindo com Alex - fez 3x3. Depois Evandro [7º], no rebote de Alex em chute de Jairo, virou em 4x3.
Veni, bem marcado, já não conseguia produzir como no início do jogo. Já Danilson [8], além da técnica, contava com a sorte. Em lance confuso na meia-cancha, Danilson tentou um passe de calcanhar que, ao desviar em Preto, primeiramente, e após em Diogo, tirou Alex do lance e transformando-se em gol: 5x3.
Foi então que o primeiro gol de goleiro nesta temporada aconteceu. Os méritos são de Alex [9º] que num chute forte surpreendeu Vilnei, descontando em 5x4 o escore. No embalo, Preto [10º] avançou pelo lado direito de ataque, driblou Charles e fuzilou Vilnei, empatando, num belo gol, a partida em 5x5.
Desajeitado taticamente, o Amarelo, mesmo assim, chegou a seu sexto gol numa cobrança de falta ensaiada, na qual Evandro rolou para Marcelo que tocou, já dentro da área, para Charles [11º] bater por cima na saída de Alex: 6x5.
Antes que o primeiro tempo se encerrasse e logo em seguida ao gol de Charles, Preto [12º], num chute forte e rasteiro, deixou igualado em 6x6 o placar dessa etapa.
No segundo tempo, os Yellows, melhores em termos técnicos, consolidaram sua vitória. Bem que os Blues and Blacks tentaram, contudo não foram fortes o suficiente para reverterem as condições adversas.
Diogo [13º], em cobrança de escanteio onde a bola desviou em Evandro, até que proporcionou esperanças ao seu time logo no início da segunda etapa. No entanto, as esperanças começaram a minar quando Danilson [14º, 15º], em duas oportunidades, mostrou toda sua refinada técnica. Em dois passes de Evandro, o artilheiro do ano não perdoou seu irmão: 8x7.
Pouco antes do término do jogo, Jairo [16º], mais como uma recompensa a sua dedicação, selou, no oportunismo, a vitória amarela, pondo números finais no placar: 9x7.
Na estética do frio, a Junção revela-se ainda mais ardente.
Gols:
Azul/Preto: Alex [9º]; Preto [4º, 10º, 12º]; Diogo [13º]; Erlon; Vander [5º]; João Paulo; Veni [2º]
Amarelo: Vilnei; Charles [6º, 11º]; Danilson [3º 8º, 14º, 15º]; Marcelo [1º]; Fábio; Evandro [7º]; Jairo [16º]
Em uma noite gélida, tivemos uma partida bem movimentada. Considerando a rigidez do frio, até que os atletas se empenharam em quadra. Mas o que merece mais ênfase é o fato de que na noite mais fria do ano - ao menos até agora -, apresentaram-se 14 devotados atletas para o clássico. Fato que, mais uma vez, comprova uma paixão desmensurável pela Junção. Faça frio ou calor, a intensidade do amor permanece inalterável.
No que diz respeito à bola rolando, os Yellows ditaram o ritmo do jogo e, longe de ter sido um resultado fácil, saíram de quadra vitoriosos. De início, atrapalharam-se taticamente, mas em seguida retomaram as ações, sendo que sua vitória se consumou mais pela disposição técnica do que pela tática.
Num primeiro tempo equilibrado, Marcelo [1º] abriu o placar: 1x0.
Veni [2º], em jogada rápida, livrou-se de dois marcadores antes de concluir forte ao gol:1x1.
Com maiores recursos técnicos, o Amarelo chegava com mais perigo à meta de Alex. Danilson e Evandro organizavam boas tabelas. Alex fechava as possibilidades com ótimas intervenções. Numa brecha defensiva, Danilson [3º] encontrou espaço adequado: 2x1.
Com a saída de Fábio [mesma lesão do jogo passado], o Amarelo tornou-se mais ofensivo ainda. Dessa maneira, possibilitou a seu adversário espaços generosos, especialmente pelas alas. E foi pelos lados da quadra que o Az/Pr chegou ao empate e também à virada, com gols de Preto [4º] e Vander [5º]: 3x2.
Dando-se conta disso, o Amarelo tratou de providenciar a entrada de Jairo a fim de fechar melhor as alas, principalmente a esquerda por onde Diogo e Preto transitava livremente.
Mais sólido em termos defensivos, os Yellows retomaram a frente do placar. Charles [6], na raça - entrou de carrinho dividindo com Alex - fez 3x3. Depois Evandro [7º], no rebote de Alex em chute de Jairo, virou em 4x3.
Veni, bem marcado, já não conseguia produzir como no início do jogo. Já Danilson [8], além da técnica, contava com a sorte. Em lance confuso na meia-cancha, Danilson tentou um passe de calcanhar que, ao desviar em Preto, primeiramente, e após em Diogo, tirou Alex do lance e transformando-se em gol: 5x3.
Foi então que o primeiro gol de goleiro nesta temporada aconteceu. Os méritos são de Alex [9º] que num chute forte surpreendeu Vilnei, descontando em 5x4 o escore. No embalo, Preto [10º] avançou pelo lado direito de ataque, driblou Charles e fuzilou Vilnei, empatando, num belo gol, a partida em 5x5.
Desajeitado taticamente, o Amarelo, mesmo assim, chegou a seu sexto gol numa cobrança de falta ensaiada, na qual Evandro rolou para Marcelo que tocou, já dentro da área, para Charles [11º] bater por cima na saída de Alex: 6x5.
Antes que o primeiro tempo se encerrasse e logo em seguida ao gol de Charles, Preto [12º], num chute forte e rasteiro, deixou igualado em 6x6 o placar dessa etapa.
No segundo tempo, os Yellows, melhores em termos técnicos, consolidaram sua vitória. Bem que os Blues and Blacks tentaram, contudo não foram fortes o suficiente para reverterem as condições adversas.
Diogo [13º], em cobrança de escanteio onde a bola desviou em Evandro, até que proporcionou esperanças ao seu time logo no início da segunda etapa. No entanto, as esperanças começaram a minar quando Danilson [14º, 15º], em duas oportunidades, mostrou toda sua refinada técnica. Em dois passes de Evandro, o artilheiro do ano não perdoou seu irmão: 8x7.
Pouco antes do término do jogo, Jairo [16º], mais como uma recompensa a sua dedicação, selou, no oportunismo, a vitória amarela, pondo números finais no placar: 9x7.
Na estética do frio, a Junção revela-se ainda mais ardente.
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