domingo, 30 de maio de 2010

O jogo das penalidades máximas [Jogo 17 - 25/05/2010]

AZUL/PRETO 6X5 AMARELO

Gols:
Azul/Preto: Alex; João Paulo; Preto [2º, 11º]; Jairo [1º, 6º]; Danilson [5º, 9º]; Erlon; Charles
Amarelo: Vilnei; Veni [4º, 7º, 10º]; Evandro [3º, 8º]; Marcelo; Vander; Fábio

Foram três ao todo. Destes, dois convertidos. Outro, defendido. Dois a favor do Amarelo. Um feito, outro perdido, ou defendido por Alex. Ambos de autoria de Charles - uma mão e um carrinho imprudente. Os dois, porém, duvidosos. Um a favor do Az/Pr. Este, feito por Vander (mão) e convertido por Danilson.
Numa noite de penalidades máximas o que presenciamos não foram somente os pênaltis. tivemos o prazer de receber uma partida acirrada e de técnica apurada. Uma legítima partida platina.
Com boa movimentação do meio para a frente, o Bicolor começou ditando o ritmo do jogo. Jairo (1º), em jogada individual, desarmou seu adversário em seu campo de defesa, avançou e, já em campo inimigo, bateu forte de direita sem chances para Vilnei: 1x0.
Quando, aos poucos, o Amarelo começou a neutralizar as principais jogadas rivais, foi surpreendido por outro gol azul, desta vez marcado por Preto (2º), que, ao receber passe lateral, deu um corte seco em Marcelo e bateu forte no canto baixo de Vilnei: 2x0.
Logo em seguida, aconteceu a primeira penalidade máxima do confronto. Veni cruzou para a área e Charles, ao tentar afastá-la, acabou tocando com a mão na bola. Pênalti marcado. Charles reclamou muito. Evandro correu para a bola e... magnífica defesa de Alex. No rebote, Evandro chutou lateralmente pra fora.
No entanto, antes que o primeiro tempo terminasse, o Amarelo conseguiu igualar o placar. Em boa investida pelo flanco esquerdo, Fábio cruzou na medida para Evandro (3º) chegar do meio batendo e descontando em 2x1. Depois, num contra-ataque perfeito, Veni (4º) deixou pra trás Erlon, passou para Evandro que, de primeira, devolveu para Veni, já dentro da área, driblar Alex e tocar para o gol vazio: 2x2.
No início do segundo tempo, aconteceu a segunda penalidade máxima no clássico. Veni perdeu a bola e quando Danilson, ao receber passe, iria marcar, Vander, junto ao poste, evitou o gol tirando a bola com a mão esquerda. Na cobrança, Danilson (5º) não perdeu: 3x2.
A partir deste gol, o jogo cresceu ainda mais em emoção. Em metida de Danilson, Jairo (6º) fez 4x2. Com muito esforço e sem suplente (Vander se lesionou no final da etapa inicial) os Amarillos não se entregaram. Em passe de Fábio, Veni (7º) pegou de primeira para descontar em 4x3. Depois, na raça, Evandro (8º) desarmou Preto na linha lateral, evitou a saída da bola, avançou e num chute forte bate cruzado no canto de Alex: 4x4.
Cansados, os Amarelos foram perdendo boas chances de gol. Quando Alex não as defendia, os atletas, literalmente, amarelavam na cara do arqueiro azul. Assim, aquele velho ditado futebolês do "quem não faz, leva" voltou a fazer sentido.
Num segundo de descuido, Fábio não acompanhou Danilson (9º) numa cobrança lateral. A bola atravessou a quadra de um lado a outro até encontrar o pé direito do último artilheiro da Junção. Não é preciso dizer aonde ela foi parar. Um segundo que Fábio se descuidou foi o suficiente para Danilson marcar 5x4.
Inconformado com sua falha, Fábio foi autor do lance duvidoso que gerou o gol de empate amarelo. Veni avançou pela direita e ao notar que Fábio fechava pela esquerda lançou-o na medida. O fixo/ala amarelo entrou na área e quando enquadrou o corpo para bater sofreu a carrinhada de Charles. Sem titubear, o árbitro assinalou a penalidade máxima, a terceira do jogo. Veni (10º) foi lá e mandou ver: 5x5.
Se Veni e Evandro foram fundamentais para sua equipe, não é menos verdade que ambos também contribuiram para a derrota amarela. Evandro, ainda no primeiro tempo, perdeu um pênalti. Já Veni, em outro erro crasso, permitiu que Preto (11º) fizesse o gol da vitória bicolor. Como de costume nesta partida, tentou o drible na saída de bola e, desarmado, viu o ala azul tocar no canto de Vilnei, decretando o placar final do clássico em 6x5.
Portanto, com pênaltis ou sem pênaltis, sejam estes marcados certamente ou erradamente, o que prevaleceu mesmo foi o bom desempenho dos atletas bicolores, vitoriosos no clássico das penalidades.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Um certo capitão Diogo [Jogo 16 - 18/05/2010]

AMARELO 10 X 7 AZUL/PRETO

Gols:
Amarelo: Alex; Marcelo; Vander [4º, 8º]; Diogo [2º, 9º, 12º, 13º]; Fábio; Jairo [3º, 5º, 11º, 15º]
Azul/Preto: Vilnei; Veni [6º, 10º, 16º]; Evandro [1º, 7º, 14º, 17º]; Preto; João Paulo; Charles

Fazia tempo. Fazia muito tempo que Diogo não jogava uma partida tão exuberante quanto essa. Diogo foi perfeito na armação, na contenção, na marcação, na mobilização e na finalização. Há muito o ala da Junção não tinha uma posição de destaque num clássico como a teve nesta partida. Preocupado em apenas jogar, Diogo foi o fator de desequilibrio de um jogo muito disputado.
Apostando em seu forte esquema defensivo, o Amarelo soube explorar bastante os atributos de seus atletas. Um ferrolho compacto se formou no escrete amarelo. O Az/Pr, apesar da boa qualidade de seus atacantes, pouco conseguia produzir em termos efetivos. Somente através da individualidade é que basicamente o Bicolor conseguiu algum efeito prático. Dos seus sete gols marcados, quatro foram de Evandro e três de Veni, mostras da dificuldade em que teve a equipe em consolidar um futebol mais coletivo.
Em lançamento de João Paulo, Evandro (1º) amparou a bola com o peito, tocando-a na saída de Alex. O Az/Pr, com um gol inusitado, abria a vantagem no placar em 1x0.
Apesar da derrota parcial, os Amarillos não abdicaram de seu estilo de jogo. Mantiveram-se fortes na defesa, explorando os contra-ataques. É preciso dizer que, depois de Diogo, Jairo fez uma partida muito satisfatória. Sua movimentação constante pelas alas e, por vezes, mais à frente foi fundamental. Abriu espaços na defesa inimiga, possibilitando investidas de seus companheiros.
Foi a partir dessa postura defensiva que o Amarelo numa sequência mortal virou o placar em 4x1. Foram quatro gols rápidos, quase um após o outro. Talvez neste momento é que os Amarelos tenham construído a base para sua vitória.
Diogo (2º) em potente investida pela ala direita - típica jogada sua - deixou Veni para trás antes de fuzilar Vilnei: 1x1. Em seguida, Diogo avançou pela esquerda, tocou para Fábio, que num corte seco passou por Charles antes de desferir um petardo pra cima de Vilnei, que, ao defender, proporcionou um rebote aproveitado por Jairo (3º): 2x1. Quando o Bicolor pensou em empatar, levou o terceiro gol. Contra-ataque fulminante. Triangulação entre Diogo, Jairo e Vander (4º). Conclusão do último: 3x1. Bola ao centro. Tentativa azul interceptada por Alex. Reposição deste em lançamento perfeito com as mãos para Jairo (5º) que, de costas para a meta adversária, tocou de calcanhar na saída de Vilnei. Golaço dos 4x1.
Atordoado pela mortífera sequência de gols do rival, o Bicolor pressionou e muito. Mas só conseguiu marcar outro gol nesta primeira etapa. Veni (6º) balançou a frente de Vander e da intermediária bateu rasteiro e forte no canto de Alex (a bola desviou ainda no defensor): 4x2.
No segundo tempo o clássico pegou fogo. diogo, então, assumiu a responsabilidade de levar seu time à vitória. Foi um genuíno capitão. Corajoso e seguro, conduziu com maestria seus companheiros à derrocada inimiga. Não foi nada fácil o caminho até lá. Precisaram suar sangue, os Amarelos, para solidificar tal conquista.
No início da etapa final, Evandro (7º) pôs medo ems eu rival quando, ao pegar rebote de Alex após chute de Charles, descontou em 4x3 o placar.
Por sorte, Vander (8º) acertou, num momento crítico às pretensões amarelas na partida, um de seus petardos de longa distância. Vilnei bem que tentou, mas não deu: 5x3.
Daí foi a vez de capitão Diogo (9º) mostrar todo seu empenho e destemor. Na linha de frente da batalha, desarmou Veni em sua saída de bola, marcando 6x3. Um ato de extrema coragem que somente os grandes capitães conseguem fazer.
O gol de Diogo novamente esfriou a reação Bicolor. Tanto é que nem mesmo o gol de Veni (10º), após passe lateral de Charles, evitou a saga vitoriosa de capitão Diogo e seus fiéis escudeiros. Em lance cirúrgico, Marcelo desarma ataque adversário na linha inimiga, toca para Diogo, que, da esquerda para a direita, deixa Jairo (11º) na cara do gol ampliar em 7x4 o escore.
Depois o capitão (12º e 13º), em dois golpes letais, deixou o inimigo combalido, mortalmente ferido, pronto para o golpe final: 9x4.
A partir daí foi só administar. Preto fez jogada individual pela linha de fundo e cruzou para a área. Evandro (14º) completou e descontou: 9x5.
Como a questão era administrar, o Amarelo, em triangulação dentro da área adversária, marcou outra vez. Jairo (15º) só completou passe de Fábio, deixando o escore em 10x5.
Veni (16º) e Evandro (17º) anotaram os dois últimos gols do confronto. Porém, só fez mudar o placar final do jogo, 10x7. O que não mudou foi a atuação de um capitão, um certo capitão chamado Diogo.

O Exército Amarelo [Jogo 15 - 11/05/2010]

AZUL/PRETO 5X12 AMARELO

Gols:
Azul/Preto: Vilnei; Marcelo; Felipe [14º]; João Paulo [9º, 13º]; Veni [5º, 7º]; Fábio; Jairo
Amarelo: Alex; Preto [10º, 15º]; Diogo [17º]; Danilson [6º, 11º]; Evandro [2º, 3º, 12º]; Charles [1º, 8º]; Erlon [4º, 16º]

Os mongóis foram nômades das estepes da Ásia Central. Foram guerreiros ferozes que uma vez lutavam entre si por terras de pastagem, e invadiram civilizações desenvolvidas de leste a oeste.
No começo do décimo-terceiro século, os clãs mongóis uniram-se e deram início a uma campanha de conquistas territoriais.
Seguindo os passos dos hunos (seus predecessores em mil anos), eles esculpiram um dos maiores impérios que o mundo já viu.
Os mongóis habitavam as planícies ao sul do lago Baikal, na Mongólia atual.
No seu auge, o império alcançava terras na Coréia, através da Ásia, seguindo adentro da Rússia européia até a costa do Mar Báltico.
Eles possuiam a maioria da Ásia Menor, o atual Iraque, atual Irã, Afeganistão, Paquistão, Tibete, partes da Índia, partes de Burma, toda a China e partes do Vietnã.
Os clãs mongóis uniram-se sob a liderança de Temujin (pronunciado "Temutchin"), chamado de Genghis Khan ("Poderoso Soberano"), no início do século XIII.
Sua ambição era a de dirigir todas as terras entre os oceanos (Pacífico e Atlântico) e ele quase conseguiu.
Os mongóis deixaram sucessores. Como um exército imbatível, os Amarelos foram tão sanguinários quanto seus antepassados. Sem permitir reação alguma por parte de seus inimigos, devastaram com seus princípios defensivos. Golpearam sem piedade alguma as possibilidades bicolores. Não sobrou nada, além de restos de tentativas desfeitas, lamúrios em azul e preto sendo calados golpe a golpe.
Na volta de Danilson, voltaram também os gols. Muitos gols. Lesionado, o artilheiro ficou afastado por duas semanas e quando retornou trouxe consigo a marca dos gols em excesso. Assim foi o jogo, ou seja, com muitos gols. Assim foi o Amarelo, intenso feito ouro e ofensivamente brilhante como o sol.
Em contrapartida, o clássico não foi tão intenso e brilhante assim. O Az/Pr foi amplamente dominado pelo seu adversário. Em momento algum impôs qualquer dificuldade de ordem maior. Formado basicamente por defensores, o Bicolor pouco produziu em termos ofensivos, ficando, sobretudo, aos cuidados de Veni a tarefa de atacar.
Concentrando um equilíbrio notável entre ataque e defesa, o Amarelo construiu sua vitória de maneira tranquila. Com exceção de Alex, todos os demais seis atletas anotaram gols. O primeiro foi marcado por Charles (1º) que, escorando chute na entrada da área após cobrança de escanteio, presenciou a bola desviar em Marcelo e tirar Vilnei da jogada: 1x0.
Evandro (2º e 3º), duas vezes, ampliou em 3x0 o escore. Para isso, aproveitou-se de duas saídas mal adversárias. A primeira de Fábio - passe curto. A segunda de Veni.
Não restava outra alternativa ao Az/Pr que não a do ataque. Contudo, suas investidas ao gol de Alex, além de escassas, eram, muitas vezes, sôfregas e poucas perigosas. Já os Amarelos, descendentes legítimos dos mongóis, chegavam invadindo e saqueando tudo pela frente. A eles não importava a fragilidade de seus inimigos. Não havia compaixão alguma, muito menos misericórdia. Seus arremates a gol eram certeiros como o fio de suas espadas. Chegavam de bando: passe de Evandro, corta-luz de Diogo e petardo de Erlon (4º): 4x0.
Veni (5º) resolveu encarar sozinho o exército amarelo. Avançando pelo meio, passou pela marcação inimiga antes de desferir um golpe certeiro no ângulo de Alex: 4x1.
O gol de Veni despertou a ira no goleador mongol adormecido. Danilson (6º), recebendo passe de Evandro, bateu na saída de Vilnei, ampliando em 5x1 o escore.
Porém, Veni (7º) não se deu por vencido. Outra vez desafiou o perigo e a força amarela ao, através de jogada individual, anotar o segundo gol bicolor na partida, descontando em 5x2 o placar.
Antes que o primeiro tempo acabasse, o exército amarelo marcou novamente. Ataque pelo flanco esquerdo, triangulação envolvente, Charles (8º) entra pelo meio da área e, de letra, completa cruzamento à meia-altura: 6x2.
Como se fosse o exército de um homem só, Veni voltou a desafiar o reinado Amarelo. Em toque seu, João Paulo (9º) mandou chute de longe, vencendo Alex e descontando em 6x3 o placar do clássico.
Piedade foi uma palavra que jamais esteve presente no vocabulário dos mongóis. Em três golpes brutais, renderam de vez seu inimigo, colocando-o a seus pés. Erlon lançou, Jairo não acompanhou subida de Preto (10º) pelo meio que, de primeira, mandou para as redes de Vilnei: 7x3. Depois Danilson (11º) investiu pela meia-cancha, deixou dois marcadores para trás e bateu forte no canto inferior do arqueiro azul e preto: 8x3. O último dos três golpes surgiu após erro de Vilnei, que, ao tentar driblar Evandro (12º), perdeu a bola, deixando a "árdua" tarefa de empurrar a bola para o gol vazio a cargo do artilheiro amarelo: 9x3.
Em duas investidas, o Bicolor adiou seu fim, contendo um pouco o inevitável avanço amarelo. Em escanteio cobrado por Felipe, João Paulo (13º) entrou livre para descontar: 9x4. Num ato de extrema coragem, Felipe (14º) desafiou sua própria vida para diminuir a vantagem adversária em quatro gols: 9x5.
No entanto, a resistência azul e preta caiu de vez perante a soberania amarela. Em três investidas fatais, Preto (15º), Erlon (16º) e Diogo (17º) deceparam com as esperanças bicolores no jogo, fechando em 12x5 seu placar.
Frios, sanguinários, velozes e destemidos, assim eram os mongóis; assim fizeram os Amarelos.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

De tirar o fôlego [Jogo 14 - 04/05/2010]

AZUL/PRETO 5X4 AMARELO

Gols:
Azul/Preto: Vilnei; Marcelo [9º]; Fábio; João Paulo [5º, 6º]; Veni [4º]; Evandro [3º]
Amarelo: Alex [8º]; Erlon [1º]; Preto; Vander [7º]; Charles; Jairo [2º]

De tirar o fôlego. Outra vez a Junção nos surpreende com sua singular capacidade de nos encantar. Levados por essa fantasia, Azuis e Amarelos travaram mais um capítulo inesquecível desta História. Mais do que, cada qual, defender sua bandeira, jogaram em nome do amor incondicional, em nome da loucura avassaladora que lhes fazem sangrar o coração e cantarem em uníssono o sentimento por uma só paixão: Junção.
Ainda um pouco ressentido de sua lesão, Veni antecipou sua volta às quadras. No primeiro tempo atuou com cautela, procurando se readaptar ao estilo pegado da Junção. Já no segundo tempo se soltou e foi para o embate, sendo peça chave na vitória de seu time.
Contudo, o grande destaque foi Vilnei. Em noite para além de inspirada, o arqueiro azul foi excelente. Ágil e motivado, foi a evidência do confronto. Fez defesas difíceis, catimbou quando foi necessário, orientou seus companheiros e teve postura firme perante seus inimigos, passando confiança à sua defesa.
Partida essa que mais uma vez foi emocionante - algo já corriqueiro nesta temporada. O Amarelo, em tese tecnicamente mais frágil, partiu desde o apito inicial pra cima. Em investidas de Preto, por um lado, e Erlon, por outro, levava perigo ao gol de Vilnei. Jairo, de boa movimentação, não conseguia repetir suas boas últimas atuações. A marcação foi a característica mais marcante do jogo. Quando esta falhava, comprometidas ficavam as metas. Evandro, num erro estratégico, saiu na marcação de Alex. Erlon (1º), às suas costas, recebeu lançamento de Alex com o pé, pelo lado direito de ataque, avançou e bateu na saída de Vilnei, abrindo o placar em 1x0.
A sorte auxiliou o Amarelo em seu segundo gol. Depois de uma confusão na defesa azul, Vander chutou à queima-roupa e Vilnei, espetacularmente, defendeu. No entanto, no rebote, a bola foi jogada pra frente e tocou nas pernas de Fábio que voltava para dentro da área a fim de auxiliar na marcação. Ao rebotear nas pernas de Fábio, a bola retornou para dentro da área e encontrou Jairo (2º) livre para apenas empurrá-la para dentro do gol vazio: 2x0.
Tentativas foram feitas pelo Bicolor com vistas ao empate ainda no primeiro tempo. Porém de nada adiantou o esforço. A vantagem foi amarela nesta etapa inicial.
Veio o segundo tempo. E com ele a superação Bicolor. Vilnei foi explêndido. Veni voltou a dar mostras de seu bom futebol. Evandro cresceu junto com o time. João Paulo foi a grata surpresa. Depois de Vilnei, foi ele o principal jogador de sua equipe. Marcou como a um cão de guarda seus adversários. Como se não bastasse, anotou dois gols e desempenhou uma função tática fundamental para seu time, cobrindo com qualidade defensiva as subidas ao ataque de seus alas.
Assim, aos poucos, o Az/Pr fez prevalecer na prática seu favoritismo. Alex, em sua velha e conhecida falha, saiu mal com os pés, chutando em cima de Evandro (3º) que, na sequência, bateu no alto para descontar em 2x1 o placar.
O empate bicolor chegou numa bucha de Veni (4º). Num elástico fantástico na ala esquerda, Veni deixou Erlon para trás antes de estufar as redes de Alex: 2x2. Foi, segundo seu autor, o gol do retorno.
Antes disso, quando ainda estava em 2x1 o placar a favor dos Amarelos, Charles, livre na área, perdeu um gol incrível, com Vilnei já batido no lance. Preto fez boa jogada pelo lado esquerdo de ataque, passou pelo seu marcador e, da linha de fundo, centrou rasteiro na medida para Charles mandar por cima do travessão. O castigo veio logo depois com o golaço, acima referido, anotado por Veni.
Apesar de ter cedido o empate, o Amarelo não abdicou de atacar. Num lance incrível, Vilnei praticou duas defesas sensacionais no mesmo lance - defendeu o chute de Jairo e depois, no rebote, o de Preto, já no chão. Essas defesas geraram força para seu time, que chegou à virada com dois gols de João Paulo (5º e 6º). NO primeiro, em cobrança de falta, Veni, do lado esquerdo, encontrou João do outro lado desempedido para marcar 3x2. Depois, em falha de marcação, Evandro recebe passe de João, domina na frente da área e escora para a chegada de trás do próprio companheiro que iniciou a jogada. Sem receio algum, João enche o pé para marcar 4x2.
Quem esperava que tudo estava definido, enganou-se. O Amarelo não se entregou. Foi pra cima. Vilnei segurou o que pôde. Mas não segurou o petardo inigualável de Vander (7º), após falha de Veni na marcação: 4x3.
Se já estava bom o jogo, ficou melhor ainda. Os times se alternaram nas possibilidades. As divididas e, consequentemente, as faltas tornaram-se mais ríspidas. Se Vilnei fechava o gol azul e preto, Alex também segurava as investidas adversárias. Mais do que isso: fazia investidas ao gol inimigo. Apesar de suas dificuldades com a bola nos pés - fato outra vez comprovado neste jogo -, Alex (8º) quando arrisca arremates, geralmente os faz de forma perigosa. Aproveitando rebote da defesa em cobrança de escanteio, o arqueiro amarelo pegou na veia um chute cruzado de fora da área. Vilnei tentou mas Fábio estava na sua frente, impossibilitando-o de acompanhar o trajeto da bola. Um bonito gol, que deixava o escore empatado em 4x4.
Fechado, o Amarelo resolveu segurar o resultado. O Az/Pr foi pra cima em busca da vitória. E ela veio, mas não sem antes acompanhada de suas devidas polêmicas. Falta frontal a favor do Bicolor. Barreira formada. Evandro corre e passa por cima da bola deixando-a para Veni que, com um leve toque, encobre a barreira junto com Alex. Golaço anulado pelo árbitro. Justificativa: não havia autorizado a cobrança. Veni e todo seu time foram pra cima do árbitro, protestando contra a anulação do gol. Indignados, não se dobram às dificuldades. Voltam a pressionar, desta vez com maior força. Nova falta. Canto esquerdo de ataque - Vander erra a bola e acerta Fábio. Agora quem reclama muito é o time Amarelo. O jogo está para ser encerrado a qualquer momento. Evandro se concentra. Combina algo com Veni. Marcelo e Fábio se posicionam na área. Eis então que Evandro passa na medida para Marcelo (9º), no lado direito, próximo à área, dominar e fuzilar Alex, decretando a vitória de seu time por 5x4.
Grande jogo, marcado pelas disputas de bola e tensão emocional. Decidido somente no final. Venceu quem soube melhor controlar sua respiração, pois, como dito no início do texto, foi uma partida de tirar o fôlego.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Um jogo. Dois tempos [Jogo 13 - 27/04/2010]

AMARELO 5X4 AZUL/PRETO

Gols:
Amarelo: Alex; Preto [1º, 3º]; Diogo [4º]; Evandro; Charles; Vander [2º, 5º]
Azul/Preto: Vilnei; Marcelo [7º]; João Paulo [6º, 9º]; Jairo [8º]; Erlon; Fábio

Dos nove gols ocorridos no jogo, oito aconteceram no primeiro tempo e apenas um na etapa final. Não só esse dado serve de justificativa para elucidar o título acima referido, como também o fato de que em quase todo o primeiro tempo os Amarillos mandaram na partida e, desde o final dessa etapa aliado ao segundo tempo todo, o Bicolor foi quem ditou o ritmo do confronto. Ou seja, um jogo, dois tempos distintos.
O Amarelo começou arrasador. Fez todos seus cinco gols no primeiro tempo. Ensaiava uma goleada histórica, caso tivesse mantido o mesmo ritmo ao longo de todo o clássico. Fato que não aconteceu.
Preto (1º) fica com a bola em seu campo, avança pela linha lateral esquerda e quando percebe a aproximação de Marcelo, tenta o drible. nesse momento, o defensor azul pára, alegando saída de bola. Como o árbitro nada assinalou, Preto segue livre para tocar na saída de Vilnei e fazer 1x0.
Não demorou muito para os Amarillos ampliarem o placar. Evandro recebe lançamento, avança às costas de Jairo pelo lado direito, entra área adentro, dribla Vilnei de maneira desconcertante e deixa a bola livre para Vander (2º) somente empurrá-la para dentro: 2x0.
Quando o Bicolor tentava arrumar seu posicionamento, levou o terceiro gol. Triangulação entre Diogo, Vander e Preto (3º) culminando em chute certeiro deste último: 3x0. Outra vez Jairo não acompanhou a subida adversária ao ataque. Outra vez a falha na marcação foi fatal para as pretensões bicolores.
O castigo se repetiu no quarto gol amarelo. Novamente Jairo não correu junto com seu oponente, Diogo, que ao receber passe de preto de calcanhar, fuzilou Vilnei, ampliando em 4x0 o escore.
Quando Vander (5º), da intermediária, passou fácil por Jairo e, no desenrolar do lance, mandou um petardo no ângulo de Vilnei (5x0), parecia, àquela altura do jogo, que a goleada histórica seria inevitável. A desolação Bicolor era digna de compaixão. Cabisbaixos, pareciam estar condenados ao pior. Resignados esperavam pelo apito final do árbitro como forma de premiação por dar cabo a vidas quase moribundas. No entanto, João Paulo (6º), como uma luz divina, surgiu por entre a zaga amarela e amparando cruzamenro de Jairo, fruto de um escanteio, pegou de primeira, descontando em 5x1 o placar.
Divino ou não, o Az/Pr iniciou sua recuperação. Daí por diante, até o final do embate, o Bicolor mandou no jogo. Embora não tenha conseguido o empate, por detalhe, defendeu sua honra, vendendo cara sua derrota.
Ainda na etapa inicial, Erlon, de muito boa atuação, rolou, em cobrança de falta, a bola para chute certeiro de Marcelo (7º): 5x2.
Inflados pela reação, os Bicolores foram com tudo para cima de seu rival. Na base da pressão construíram muitas chances de gol, que paravam nas maõs de Alex ou no bloqueio do sistema defensivo amarelo. Mas, numa jogada bem tramada, Fábio, da meia-cancha, tocou para Erlon na direita que, num chute cruzado, encontrou Jairo (8º) que, de letra, tirou do alcance de Alex. Golaço para encerrar o primeiro tempo em 5x3.
No segundo tempo, incrivelmente, ocorreu apenas um gol. E foi Bicolor. Os méritos amarelos ficaram centrados na qualidade de seu sistema defensivo. Segurou como pôde a voluptuosidade ofensiva do Az/Pr. Assim, num lance de raça, Fábio dividiu com a defesa inimiga, e na sobra João Paulo (9º) mandou para as redes de Alex: 5x4, determinando o placar final do clássico.
Um jogo. Dois tempos. Uma só emoção.

Sem muito esforço [Jogo 12 - 20/04/2010]

AMARELO 9X4 AZUL/PRETO

Gols:
Amarelo: Vilnei; Fábio [9º]; Vander [12º]; Preto [2º]; Evandro [1º, 3º, 7º, 13º]; Jairo [4º]
Azul/Preto: Alex; Marcelo [5º, 8º]; Danilson [10º]; João Paulo [6º - contra]; Charles [11º]; Diogo

Não foi lá um grande jogo. Nem um pouco parecido com aqueles que vêm ocorrendo nas últimas semanas. A supremacia amarela foi evidente desde o primeiro toque na bola. Melhores articulados, garantiram, sem maiores sobressaltos, uma vitória tranquila e segura.
Vitória essa que passou em muito pelos pés de Evandro, literalmente. Mesmo um pouco descontado, Evandro foi o grande artífice da conquista amarela. Impôs-se sobre a defesa adversária com soberania, levando vantagem em boa parte dos lances. Foi dele, inclusive, o gol de abertura do placar. Aproveitando-se de passe mal feito de Marcelo na meia-cancha, Evandro (1º) chutou forte para estabelecer 1x0. Na sequência, Preto (2º), em jogada individual, desvencilhou-se da marcação adversária, batendo entre a chegada de Marcelo e de Alex para ampliar em 2x0 o escore.
Atônitos, os Azuis tentavam se organizar taticamente. Contudo, quando esboçaram uma melhora já haviam levado outros dois gols. Evandro (3º), de cabeça, aparou lançamento de Vilnei (Alex falhou na saída de bola). Em investida de Preto pelo meio, Charles ficou pelo caminho, e Jairo (4º) encontrou o caminho do gol: 4x0.
Antes que o primeiro tempo terminasse, o esboço de reação Bicolor finalmente deu as caras. Marcelo (5º), com muito esforço, evitou a saída de bola pela lateral e disparou um chute forte no qual a bola, ao resvalar na perna de Vander, mudou sua trajetória, tirando completamente Vilnei do lance: 4x1.
No segundo tempo, a reação azul e preta ficou somente no esboço. Foi uma caricatura. Em chute cruzado de Fábio, João Paulo (6º - contra), ao tentar cortar, estufou as redes de seu próprio gol: 5x1.
na pressão, Evandro (7º) anotou um golaço de voleio ao pegar rebote de Diogo da defesa azul, ampliando para 6x1.
Marcelo (8º), em passe de Charles, investiu pela ala direita e, num belo chute cruzado, venceu Vilnei, descontando em 6x2 o placar.
Nessas alturas, o Bicolor tentava conter as investidas adversárias, ao memso tempo em que procurava meios de chegar com qualidade e possibilidades de marcar à frente. No entanto, esbarrava em suas próprias limitações técnicas e de posicionamento em quadra. Através de faltas procurava frear o ímpeto ofensivo amarelo. Numa destas, próxima à área, levou outro gol. Em jogada ensaiada, Evandro passou sobre a bola e Fábio (9º), de trás, encheu o pé: 7x2.
Danilson (10º), de atuação discreta, marcou seu único gol na partida ao aparar com o peito uma mal cobrança de lateral de Evandro, diminuindo a vantagem Bicolor para quatro gols: 7x3.
Entusiasmados pelo gol de Danilson, os Azuis voltaram a marcar. Charles (11º), sob a linha, pegou rebote do chute violento de Diogo (Vilnei havia defendido), tendo o "trabalho" de apenas empurrar para as redes: 7x4.
Os Amarillos, que haviam cadenciado seu ritmo de jogo, voltaram, depois desses dois gols sofridos, a acelerar suas ações. Sem muito esforço colocaram números finais no escore ao anotarem dois derradeiros gols nas redes de Alex. O primeiro veio com Vander (12º) que, do meio da rua, mandou um balaço no ângulo do arqueiro azul e preto. O segundo, com Evandro (13º), aproveitando descuido de Danilson, fechando em 9x4 o placar do clássico.
Portanto, de maneira fácil, o Amarelo construiu uma vitória tranquila sobre seu rival, sendo que a frustração maior ficou a cargo de Vilnei, único atleta de seu time a não marcar neste confronto.