terça-feira, 22 de março de 2011

JOGO 6 - 15/03/2011

AMARELO 6X7 AZUL/PRETO

GOLS:
AMARELO: Charles; Diogo (10º); Marcelo (12º); Jairo (3º, 8º); Veni (1º, 13º)
AZUL/PRETO: Vilnei; Danilson (2º, 5º, 6º); Cristhian; Cristiano (11º); Preto (7º); Filipe (4º, 9º)

Em partida disputada, o Az/Pr soube tirar proveito da técnica de seus jogadores para sair vitoriosos de quadra. Com outra boa performance, Cristhian vem se destacando a cada jogo mais. Tendo a seu lado as companhias de Cristiano, Danilson e Filipe somadas ao equilíbrio de Preto, o Bicolor fez prevalecer sua melhor imposição técnica.

Do lado amarelo, Charles - Alex segue lesionado - foi novamente eficaz sob as traves. Já Fábio, realizou uma de suas piores participações na Junção até então; sua atuação foi comprometedora. O restante do time não poupou esforços em busca da vitória, que terminou sendo azul e preta.

Veni (1º) abriu o placar ao puxar, da esquerda, para o meio e arrematar rasteiro: 1 a 0.

O empate bicolor chegou com Danilson (2º) após passe de Cristiano: 1 a 1.

Veni, em jogada pessoal, deixou Jairo (3º) livre para marcar 2 a 1. No entanto, ainda no primeiro tempo, em passe de Danilson, Filipe (4º) deixou tudo igual outra vez: 2 a 2.

Depois de uma etapa inicial com poucos gols, a final foi muito movimentada não somente no placar como também em quadra. Explorando a velocidade de seus jogadores, o Az/Pr abriu uma excelente vantagem sobre seu rival. Isso após este ter resistido bravamente até a primeira metade desta etapa.

Filipe retribuiu passe de Danilson (5º) no final do primeiro tempo, deixando este em condições de marcar 3 a 2.

Danilson (6º), em busca da artilharia perdida para Evandro, tabelou com Preto e da marca do pênalti bateu no contra-pé de Charles: 4 a 2.

Em seguida, Cristhian puxou contra-ataque que culminou com gol de Preto (7º): 5 a 2.

Numa bobeada de Filipe (cobrança mal de lateral), Jairo (8º) recebeu presente e descontou em 5 a 3.

A fim de se redimir do erro anterior, Filipe (9º) recebeu escorada açucarada de Cristhian e não despediçou: 6 a 3.

Na pressão, o Amarelo, já sem Fábio, jogou-se ao ataque, e por pouco não empatou o confronto.

Em cobrança de falta, Diogo (10º) chuta forte e vê a bola desviar na barreira antes de entrar: 6 a 4.

O gol de Diogo pôs fogo no jogo. Não fosse a sorte de Cristiano (11º) em, dividida com Jairo, pegar uma sobra de bola e marcar o sétimo gol de seu time, o Amarelo, talvez, pudesse chegar a igualdade no escore final.

Mesmo perdendo por 7 a 4, a equipe do destacado Charles não desistiu. Com gols de Marcelo (12º - em chute de longe, Vilnei falhou) e de Veni (13º - arrancou de trás e só parou quando tocou na saída de Vilnei), o Amarelo diminuiu para um gol apenas a diferença no placar. Diferença essa que se manteve até o apito final, decretando a vitória bicolor por 7 a 6.

terça-feira, 8 de março de 2011

JOGO 5 - 01/03/2011 - QUINZE ANOS DE JUNÇÃO

AZUL/PRETO 6X5 AMARELO

GOLS:
AZUL/PRETO: Vilnei; Cristiano (4º, 7º); João Paulo; Marcelo; Fabrício; Preto (1º, 2º); Evandro (8º, 10º)
AMARELO: Alex; Cristhian (3º, 5º, 6º); Diogo (9º); Filipe; Fábio; Jairo; Vander

Há exatos 15 anos a Junção nascia. Não vou dizer que ela hoje está debutando - isto seria, convenhamos, nada juncianeiro. Lembro-me como se fosse hoje daquela noite, do pouco entusiasmo ainda, visto que a melancolia pelo fim do Boca Jrs era o sentimento mais forte naquele momento. As expectativas que se criavam em torno da Junção - se iria dar certo ou não -, o envolvimento (ou a falta de) de alguns atletas... Enfim, questões que o tempo foi respondendo.

Daquele 1 de março de 1996 até hoje, muitas coisas mudaram na Junção. A maioria para melhor. Daqueles jogadores que estavam presentes naquele data, somente 4 seguem em atividade, sendo que dois destes estavam presentes na partida de hoje, quinze anos depois. No dia 1 de março de 1996, entraram, no Ginásio de Esportes Guilherme Schell, os seguintes times:

(1): Vilnei; Beca (1 gol); Loco; Ricardo (2 gols); Charles e Buck (3 gols)
(2): Danilson; Gilmar (1 gol); Andeilson (5 gols); Fábio (2 gols); Juarez (2 gols);
Magrão (2 gols)

O time 2 venceu pelo placar de 12 a 3, sendo que Andeilson, precocemente falecido, foi quem marcou o primeiro gol oficial da História da Junção. Destes, apenas Charles, Vilnei, Danilson e Alex seguem atuando. Os demais ou viraram mortos-vivos (há, nos relatos da temporada passada, uma matéria acerca destes "seres") ou já largaram o futebol.

Para comemorar essa data tão especial, que na verdade ninguém se deu conta, a partida foi cercada de bons momentos, até mesmo pelo grato retorno de Cristhian, que, após mais de ano afastado da Junção, resolveu retornar, sendo um dos destaques do confronto. A nota triste ficou por conta da lesão de Alex - Fábio o substituiu - no início da etapa final. Por sorte parece não ser nada grave e, quem sabe, dia 15 Alex possa estar retornando ao seu devido e merecido lugar.

Quinze anos se passaram. A Junção entra em sua fase adolescente, o que significa afirmar que Ela está no auge de sua plenitude existencial. Ela está com toda energia para se jogar no mundo, arrebentar fronteiras, cravar seu nome na história do futebol mundial, deixar marcas, criar instantes e promover acima de tudo a vida. Isso não significa que Ela seja irresponsável, imatura ou algo que o valha. Ela pretende cada vez mais potencializar sua história, que é feita de paixões e carrinhadas, tudo dentro de um status deleuziano: "arriscar tudo com prudência", a cada jogo, a cada gol, a cada defesa, a cada carrinho e a cada dividida.

Isto é a Vida, isto é a Junção. Que venham outros 15 anos!

O Amarelo bem que tentou, contudo a lesão de Alex, mesmo que em noite não tão boa, foi fundamental para a consolidação da vitória azul e preta.

Se Cristhian foi o destaque amarelo, Preto não deixou por menos no lado bicolor. Assumindo a responsabilidade para si, Preto conduziu sua equipe ao resultado favorável num embate muito acirrado. Após mais de 15 minutos de um insistente 0 a 0, Preto (1º e 2º), em dois lance rápidos, mostrou que este ano não está a fim de ser novamente um mero coadjuvante. No primeiro lance tabelou com Cristiano, driblou Filipe e bateu forte para marcar 1 a 0. No segundo, logo depois do primeiro gol, aproveitou a antecipação de João na saída de bola adversária para ampliar o escore em 2 a 0.

Tudo indicava que, no aniversário de 15 anos da Junção, teríamos uma vitória fácil do Bicolor. Aos poucos, no entanto, o Amarelo foi se recompondo dos dois gols sofridos em sequência. Cristhian, com a entrada de Fábio pela esquerda, passou a jogar mais de pivô. Essa troca mudou não só a configuração tática do time quanto também a configuração do jogo. Agredindo mais, o Amarelo chegou a seu primeiro gol, que nasceu após chute de Diogo e rebote de Vilnei, onde Cristhian (3º) estava lá para completar: 2 a 1.

Antes do final do primeiro tempo, porém, o Az/Pr marcou seu terceiro gol. Evandro bateu, Alex falhou e no rebote, Cristiano (4º) assinalou: 3 a 1.

Na volta para o segundo tempo, o jogo cresceu em emoção. Logo de início, Cristhian (5º), em cobrança de falta, venceu a barreira e a Vilnei, descontando em 3 a 2. Alex, em chute forte de Evandro, caiu sobre o pé e teve que abandonar a quadra sob fortes dores. Fábio, como já ocorrerá em outras vezes, assumiu o posto de goleiro. Se, tecnicamente, a troca inferiorizou o Amarelo, taticamente potencializou-o. Isso porque com Fábio no gol, o Amarelo passou a jogar quase com um goleiro-linha, criando grandes oportunidades de gol ao longo do clássico. Numa destas, surgiu o empate. Fábio, do meio da quadra, tocou para Cristhian (6º), que, da linha de fundo, ajeitou e fuzilou Vilnei: 3 a 3.

Quando tudo começava a melhorar para o Amarelo, Vander comete penalidade máxima sobre Cristiano (7º). Ele mesmo bate no meio do gol: 4 a 3.

Acusando o golpe, os Amarillos se perderam na marcação. Num levantamento de Vilnei com as mãos para a área, Vander e Fábio se atrapalham e Evandro (8º), de cabeça, marca 5 a 3 para seu time.

Diogo (9º) coloca sua equipe novamente na briga ao acertar um chute forte no canto de Vilnei: 5 a 4. Contudo, num apagão da defesa amarela, Cristiano cruza livre da esquerda para Evandro (10º), dentro da área, bater meio de lado, de voleio, e marcar um golaço: 6 a 4.

Em novo passe de Fábio, Vander (11º) domina e, já dentro da área, bate forte na saída de Vilnei, descontando e finalizando em 6 a 5 o placar.

Assim, no dia em que a Junção chega a sua adolescência, Amarelos e Bicolores a saúdam com um jogo que teve todos os aspectos juncianeiros e sem fair play, o que é mais importante.

Longa vida a Junção!

JOGO 4 - 22/02/2011

AZUL/PRETO 6X8 AMARELO

GOLS:
AZUL/PRETO: Alex; Vander (3º); Fábio; Preto (5º, 7º); Jairo (6º); Veni (13º, 14º)
AMARELO: Vilnei; Marcelo (4º); Diogo; Cristiano (10º, 12º); Filipe (1º, 2º, 8º, 9º, 11º); Fabrício

O jogo do fair play. Assim poderia ser nomeada essa partida, a quarta da temporada. O excesso de cavalheirismo beirou o ridículo. E o que é pior: as reclamações, parte genética da Junção, geravam paralisações a todo instante. No entanto, uma vez parado o jogo para que a reclamação pudesse ser atendida, o que se via era, ao invés da cobrança da infração, o reclamante devolvendo a posse de bola para o suposto infrator. Ora bolas, se é para estancar o andamento da partida, que seja feita a devida cobrança do ato infracional pelo time que se achou lesado (lembrando que nesta partida não havia arbitragem), caso contrário não interrompa o prosseguimento do clássico, sob pena de o mesmo ser caracterizado não mais como Junção, e sim como uma partida beneficiente, daquelas praticadas em todo final de ano, onde o que vale é a participação e o futebol arte, deixando a competição como mero acessório. Convenhamos pessoal, isto não é Junção!
Portanto, a partir de hoje, fica decretado que, se é para se jogar partidas de caráter beneficiente, façam o favor de esquecer tudo aquilo que vocês aprenderam e principalmente viveram em termos de Junção. Rasguem suas cartilhas e transformem-se em produtores do tão badalado "futebol bem jogado", expressão usada por 10 entre 9 comentaristas de futebol da região Sudeste deste país de samba no pé e futebol arte na cabeça. Se é para fazer palhaçada, que venham todos fardados de Neymar, Robinho e Cia. Se caso optarem por isso, esqueçam que dentro de cada um de vocês há uma fagulha de fogo que em todo dia 20 de setembro vira uma labareda vermelho-alaranjada, capaz de incendiar seus corações e arrepiar suas epidermes forjadas por antepassados que jamais se deram por vencidos, mesmo perante todas as adversidades de se enfrentar um Império. Mesmo esfarrapados, marcaram a história deste País - desculpem-me os politicamente corretos, mas sou bairrista sim! - chamado Rio Grande do Sul. Se é para promover o fair play, peço que esqueçam o frio cortante oriundo das margens do Rio da Prata; banhem-se em Copacabana, Barra da Tijuca, Santos, Porto Seguro ou o raio que o parta acima do meridiano 30. Se o fair play passar a fazer parte de nossos confrontos, sugiro que comemorem seus gols ao som de pagodes e coreografias afins, e não mais com o destemor do rock sulista e com a classe do tango portenho. Esqueçam os Pampas da Fronteira Oeste, a geada soprada pelos Campos de Cima da Serra, a radiosidade do pôr-do-sol das margens do Rio Guaíba (foda-se se ainda alguns estudiosos teimem em chamá-lo de lago; para nós, amantes do apelo juncianeiro, ele sempre será reconhecido como rio - lago é a lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro). Esqueçam as nossas fronteiras platinas e charruas, a miscigenação de nossa cultura rica em feitos e histórias que atravessaram o continente e encontraram respaldo e respeito em outras instâncias para além do Atlântico. Se vocês, caros juncianeiros, optarem pelo fair play, Simon Bolivar deixará de ser o padroeiro da Junção e Garibaldi seu fiel escudeiro (Pelé ainda não morreu, mas acima do Sul já é considerado santo - uma opção de padroeiro). Ou continuamos amando nossa falta de preparo, nossos trapos e bandeiras, nossos ranços e carrinhadas, nosso piso nada perfeito, nossas catimbas e tudo o resto que cheira como periferia às narinas do futebol arte, ou, então, a partir de hoje não nos autodenominamos mais como atletas da Junção. Façam suas escolhas.

Depois do desabafo, o jogo. Destaques para a (finalmente) primeira vitória de Vilnei, e também a estreia de Filipe neste ano. Este, por sinal, esteve bem; aos poucos incorpora em sua forma de atuar o espírito juncianeiro - ainda falta-lhe a virtude (na Junção vale tanto como marcar um gol) da marcação. Mas isso ele com o tempo irá adotar.

O Amarelo soube aproveitar as falhas adversárias e, dessa forma, garantiu sua vitória. De maneira geral, com exceção de Preto, o Bicolor se portou taticamente mal em quadra. Quando ajustou um pouco sua marcação e forma de atuar, já era tarde demais.

Vander, em noite infeliz, propicia, em duas saídas de bola mal conduzidas, ao Amarelo, pelos pés de Filipe (1º e 2º), a abertura e a sua consequente expansão do placar: 2 a 0.

O mesmo Vander (3º), ao receber passe de Fábio, chuta forte no canto de Vilnei e desconta em 2 a 1.

Marcelo (4º), em tabela com Cristiano, passa por Fábio e amplia em 3 a 1 o escore.

Numa indecisão da zaga amarela, Preto (5º), o melhor bicolor em quadra, chuta para descontar: 3 a 2.

O empate azul e preto veio por intermédio de Jairo (6º), que, após lance individual de Veni onde a bola tocou no poste, o "veinho" da Junção ficou com o rebote para concluir e empatar em 3 a 3 o clássico.

Empolgado pelo bom m omento, o Bicolor chegou a virada. Preto (7º), aproveitando descuido de Filipe ao receber passe lateral de Diogo, roubou a bola e avançou livre para tocar na saída de Vilnei: 4 a 3.

Antes que o primeiro tempo encerrasse, Diogo arriscou de longe, Alex de rebote e Filipe (8º) no oportunismo deixou tudo igual: 4 a 4.

Na etapa final, o Az/Pr se perdeu na formatação tática, e quando tentou se reencontrar no jogo, já perdia por uma diferença de quatro gols, situação difícil de ser revertida.

A dupla Filipe e Cristiano entrou em sintonia no segundo tempo. Acertaram muitas tabelas e foram eficientes no lance final. Ao total cada um, nesta segunda parte do jogo, marcou duas vezes. Primeiro, Cristiano cruzou e Filipe (9º) completou: 5 a 4. Em seguida, Cristiano (10º), em lance individual, venceu a marcação para ampliar em 6 a 4. De cabeça, Filipe (11º) escora lançamento de Vilnei: 7 a 4. Por fim, Vilnei, outra vez, lança Cristiano (12º) que, de bico, vence Alex: 8 a 4.

Na base da raça, Veni (13º e 14º), o novo papai da Junção, marca duas vezes, descontando em 8 a 6 o placar, que assim se manteve até o minuto final de bola rolando.

Para além do jogo, a questão que agora se impõem é a seguinte: Junção ou Fair Play?