AZUL/PRETO 8X6 AMARELO
Gols:
Azul/Preto: Alex; Diogo [1º - contra -, 10º]; Vander [9º, 11º]; Marcelo [4º]; Evandro; Cristiano [2º, 3º, 12º, 13º]
Amarelo: Vilnei; Charles; João Paulo; Erlon [5º, 6º, 7º, 8º]; Fábio; Preto [14º]
Primeiro foi Vilnei que, ao defender chute despretensioso de Evandro, viu seu dedo da mão esquerda inchar (possível luxação). Depois foi a vez de João Paulo que, já no final do primeiro tempo, arrastava-se com uma distensão na coxa direita, fruto de um carrinho no início da partida. Perante essa situação, o Amarelo reconfigurou sua formação para a etapa final. Vilnei abandonou o jogo e João Paulo assumiu a função de nº1. Mas o pior ainda estava por vir. Além de todas as dificuldades técnicas enfrentadas pelo Amarelo no embate com seu adversário, a equipe dourada perdeu seu principal jogador no momento crucial da partida. Erlon se lesionou e não teve condições de prosseguir em quadra. Assim teve que medir forças com seu tradicional rival com um jogador a menos durante o restante do tempo (aproximadamente 12 minutos). Dessa forma, por mais bravura que possa ter demonstrado, sucumbiu, levando a virada no placar.
O primeiro gol da partida nasceu de um lance inusitado. Alex tocou de lado para Diogo (1º - contra), que, ao recuar mais atrás para Marcelo, este deixou a bola passar por baixo de seus pés. Como Alex estava fora do gol, não conseguiu chegar a tempo no lance. Gol contra de Diogo (com 50% de "participação" de Marcelo).
O empate e a virada do Bicolor aconteceram através de Cristiano (2º e 3º). No primeiro gol, fez uso de sua técnica mais apurada para, logo após chute prensado com a defesa, tocar de calcanhar. No segundo, aproveitou-se da triangulação iniciada por Vander, passando por Diogo antes de chegar até ele novamente para conclusão certeira. Logo em seguida, Cristiano começou jogada que culminou com chute de Marcelo (4º) para o fundo das redes de Vilnei: 3x1.
Antes que a primeira etapa findasse, Erlon (5º) roubou a bola em escanteio mal cobrado e, notando Alex fora do gol, mandou chute antes da meia-cancha, descontando em 3x2 o placar do primeiro tempo.
Foi então que Vilnei sofreu sua lesão tendo que abandonar a quadra. Dessa maneira, João Paulo, também lesionado, ocupou o espaço de Vilnei sob as traves amarelas durante toda a etapa final. A mudança, por incrível que pareça, melhorou a performance do time. Erlon, com maior liberadade, teve grande atuação, comandando a virada (isto até sua lesão) para 5x3 com soberania. Erlon (6º, 7º e 8º), inclusive, foi autor dos três gols da virada parcial de sua equipe.
O primeiro de seus três gols nesta etapa, teve início com um desarme de Charles sobre Cristiano, seguido de um passe perfeito para conclusão pontual de Erlon (6º): 3x3. A virada (7º) veio com lançamento de Preto: 4x3. E os 5x3 surgiram através de um belo giro na entrada da área, após passe de João Paulo, no qual Erlon deixou Alex e seu marcador sem reação alguma.
Tudo parecia se encaminhar para uma vitória sofrida mas heróica do Amarelo. No enatnto, Erlon sentiu antiga lesão na panturrilha, tendo que abandonar o jogo. Pior do que abandonar a quadra foi ter deixado sua equipe com um jogador a menos. Assim, por mais esforço que possa ter empreendido para a manutenção do placar, os Amarillos não resistiram o fato de ter um atleta a menos, permitindo a virada e consequente vitória do seu rival pelo placar de 8x6. Cabe lembrar que a virada Bicolor ocorreu com Erlon ainda em quadra. Somente depois dos 6x5 é que Erlon, por não suportar mais, teve que sair da partida.
Cristiano, de boa atuação, fez o papel de pivô para Vnader (9º) chegar batendo: 5x4. O empate azul e preto aconteceu logo após Alex praticar defesa difícil e, em seguida, lançar com o pé a bola na cabeça de Diogo (10º) para, no contra-pé de João Paulo, deixar o placar em 5x5. Foi aí então que do meio da rua Vander (11º) acertou um daqueles de seus potentes chutes. A bola explodiu violentamente no canto baixo, contra as redes de João Paulo, o goleiro improvisado: 6x5.
Mesmo ressentindo-se da falta de um atleta, o Amarelo manteve a bravura, conseguindo evitar o pior. Levou apenas dois gols (marcando um) e, no que pese a sua derrota, foi voluntarioso e combativo, saindo com dignidade da quadra ao término do confronto.
Cristiano (12º e 13º), em duas chances, fez 8x5. Preto (14º), em passe de Fábio, descontou em 8x6, declarando escore final do clássico.
Não a procure em dicionários. Não a procure em livros de História. Tampouco perca seu tempo tentando encontrá-la em enciclopédias, almanaques e coisas do tipo. Não procure saber seu significado, muito menos o que ela representa. Tente apenas sentí-la o mais próximo possível de suas entranhas, lá onde suas vísceras habitam, onde a raça prolifera e a alma torna-se um mito.
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Ensolação [Jogo 28 - 10/08/2010]
AZUL/PRETO 4X10 AMARELO
Gols:
Azul/Preto: Vilnei; Charles; Evandro [1º, 12º]; João Paulo [13º, 14º]; Fábio; Preto
Amarelo: Alex; Marcelo [2º]; Danilson [3º, 4º, 7º, 9º]; Vander; Erlon [10º, 11º]; Cristiano [6º, 8º]; Diogo [5º]
No primeiro tempo 6x1. No segundo, 4x3. Em ambos o domínio das ações foi uma constante. Jamais esteve ameaçado. Dessa forma, com equilíbrio entre defesa e ataque, o Amarelo construiu uma vitória expressiva, sem deixar rastro algum de dúvida quanto a sua validade.
Ao Azul coube lamentar, principalmente na etapa final, algumas chances desperdiçadas. Mas, no entanto, as lamentações não passaram disto. A vitória foi justa, segura e ensolarada, apesar da noite.
A magnitude e superioridade douradas sofreram, de início, um golpe de ofuscosidade no instante em que Fábio, ao receber "deixada" de Evandro, bateu forte para defesa parcial de Alex. No rebote, Evandro (1º) mandou para as redes, abrindo o placar do jogo.
A alegria azul não durou mais do que cinco minutos. Como um sol a explodir no horizonte, o Amarelo, dotado de uma energia dourada, tingiu de amarelo a anemia azul e preta. Em lançamento de Cristiano, Marcelo (2º), às costas de Fábio, chegou batendo e igualando o escore em 1x1. Os Amarillos não pararam por aí: Danilson (3º e 4º), em duas oportunidades, virou para 3x1 o placar. Na primeira, numa condição de oportunista, ficou com o rebote da falta cobrada por Diogo. Em outra oportunidade, numa situação de artilheiro, aproveitou bobeada de Evandro na saída de bola, roubando-a e tocando no canto de Vilnei.
O furor amarelo não se encerrou por aí. Na cobrança de escanteio de Cristiano, Diogo (5º), de letra no primeiro pau, antecipou-se para ampliar os efeitos solares em 4x1. Numa retribuição honrosa, Cristiano (6º) recebeu de Diogo dentro da área e, antes de bater no canto inferior de Vilnei, deixou João para trás, marcando 5x1.
Danilson (7º) tratou de encerrar o primeiro tempo em 6x1, desta vez em tabela com Erlon, contando com o desvio de Preto na bola.
Na etapa final, os Amarillos seguiram incutindo seus raios solares. Foram mais quatro:
1 - Fábio, ao afastar mal a bola de sua área, rebateu-a nas pernas de Diogo, sobrando livre para Cristiano (8º) marcar 7x1;
2 - Diogo roubou a bola de Preto e a serviu para Danilson (9º) ampliar em 8x1;
3 e 4 - Erlon (10º e 11º), em dose dupla, trocou passes, primeiro com Danilson e depois com Diogo, para sacramentar 10x1.
E o Bicolor, que fim deu? Foi citado apenas no início e logo desapareceu?
Voltou agora no final, só para, como um filtro solar usado depois do pior, minimizar os efeitos nocivos destes raios solares. Isto porque a ensolação, melhor, a goleada seria antológica.
Assim, Evandro (12º) em passe de João Paulo, descontou em 10x2. Depois, em defesa sensacional de Vilnei, evitando o 11º gol amarelo, Evandro armou o contragolpe e largou João Paulo (13º) na cara de Alex: 10x3.
O mesmo João Paulo (14º), após confusão na área adversária, marcou na raça seu segundo gol na partida, selando em 10x4 seu placar.
Sem sobressaltos, os Amarelos ofuscaram, por intermédio de sua força solar, qualquer possibilidade do Bicolor em brilhar, sobrando a estes um lugar à sombra e não ao sol.
Gols:
Azul/Preto: Vilnei; Charles; Evandro [1º, 12º]; João Paulo [13º, 14º]; Fábio; Preto
Amarelo: Alex; Marcelo [2º]; Danilson [3º, 4º, 7º, 9º]; Vander; Erlon [10º, 11º]; Cristiano [6º, 8º]; Diogo [5º]
No primeiro tempo 6x1. No segundo, 4x3. Em ambos o domínio das ações foi uma constante. Jamais esteve ameaçado. Dessa forma, com equilíbrio entre defesa e ataque, o Amarelo construiu uma vitória expressiva, sem deixar rastro algum de dúvida quanto a sua validade.
Ao Azul coube lamentar, principalmente na etapa final, algumas chances desperdiçadas. Mas, no entanto, as lamentações não passaram disto. A vitória foi justa, segura e ensolarada, apesar da noite.
A magnitude e superioridade douradas sofreram, de início, um golpe de ofuscosidade no instante em que Fábio, ao receber "deixada" de Evandro, bateu forte para defesa parcial de Alex. No rebote, Evandro (1º) mandou para as redes, abrindo o placar do jogo.
A alegria azul não durou mais do que cinco minutos. Como um sol a explodir no horizonte, o Amarelo, dotado de uma energia dourada, tingiu de amarelo a anemia azul e preta. Em lançamento de Cristiano, Marcelo (2º), às costas de Fábio, chegou batendo e igualando o escore em 1x1. Os Amarillos não pararam por aí: Danilson (3º e 4º), em duas oportunidades, virou para 3x1 o placar. Na primeira, numa condição de oportunista, ficou com o rebote da falta cobrada por Diogo. Em outra oportunidade, numa situação de artilheiro, aproveitou bobeada de Evandro na saída de bola, roubando-a e tocando no canto de Vilnei.
O furor amarelo não se encerrou por aí. Na cobrança de escanteio de Cristiano, Diogo (5º), de letra no primeiro pau, antecipou-se para ampliar os efeitos solares em 4x1. Numa retribuição honrosa, Cristiano (6º) recebeu de Diogo dentro da área e, antes de bater no canto inferior de Vilnei, deixou João para trás, marcando 5x1.
Danilson (7º) tratou de encerrar o primeiro tempo em 6x1, desta vez em tabela com Erlon, contando com o desvio de Preto na bola.
Na etapa final, os Amarillos seguiram incutindo seus raios solares. Foram mais quatro:
1 - Fábio, ao afastar mal a bola de sua área, rebateu-a nas pernas de Diogo, sobrando livre para Cristiano (8º) marcar 7x1;
2 - Diogo roubou a bola de Preto e a serviu para Danilson (9º) ampliar em 8x1;
3 e 4 - Erlon (10º e 11º), em dose dupla, trocou passes, primeiro com Danilson e depois com Diogo, para sacramentar 10x1.
E o Bicolor, que fim deu? Foi citado apenas no início e logo desapareceu?
Voltou agora no final, só para, como um filtro solar usado depois do pior, minimizar os efeitos nocivos destes raios solares. Isto porque a ensolação, melhor, a goleada seria antológica.
Assim, Evandro (12º) em passe de João Paulo, descontou em 10x2. Depois, em defesa sensacional de Vilnei, evitando o 11º gol amarelo, Evandro armou o contragolpe e largou João Paulo (13º) na cara de Alex: 10x3.
O mesmo João Paulo (14º), após confusão na área adversária, marcou na raça seu segundo gol na partida, selando em 10x4 seu placar.
Sem sobressaltos, os Amarelos ofuscaram, por intermédio de sua força solar, qualquer possibilidade do Bicolor em brilhar, sobrando a estes um lugar à sombra e não ao sol.
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Um jogo equilibrado [Jogo 27 - 03/08/2010]
AMARELO 4X5 AZUL/PRETO
Gols:
Amarelo: Alex; João Paulo [3º]; Marcelo; Veni [8º, 9°]; Preto [1º]
Azul/Preto: Vilnei; Cristiano [2º]; Charles [4º, 5º, 7º]; Fábio [6º]; Evandro
Equilibrado. Assim, numa palavra, podemos resumir este confronto. Com oportunidades para os dois lados, Azuis e Amarelos travaram uma disputa fracionada. No final, o Bicolor soube tirar proveito da inspiração ofensiva de Charles, autor de três gols, para consolidar sua vitória.
Não demorou muito para acontecer o primeiro gol da partida. Em lançamento de Vilnei na meia-cancha, Marcelo desarmou Evandro. Na sobra, a bola se ofereceu para Preto (1º), que, do meio da rua, mandou um balaço no ângulo do arqueiro azul. Um golaço e tanto, que abria o escore em 1x0.
Será que se anunciava outra derrota de Vilnei?
Parece que os deuses da Junção resolveram absolver Vilnei, dando-lhe uma nova chance.
Em vacilo de Veni dentro de sua área, Cristiano (2º) roubou a bola e deixou o placar empatado em 1x1.
Tentando compensar a falha, Veni armou jogada pela esquerda, tocou para João Paulo (3º) bater forte. A bola resvalou na perna de Charles e tirou Vilnei do lance: 2x1.
O empate bicolor veio ainda no primeiro tempo. Em bela trama de ataque, Fábio tocou para Cristiano na direita lançar Charles (4º) que ingressava pelo meio. Este, sob a marcação de Marcelo, bateu prensado para Alex defender mas, na sequência, ceder rebote. Na carrinhada, Charles completou para as redes. Pura raça: 2x2.
Na etapa final, quem (continuou) fazendo a diferença foi o oportunismo de Charles. Impetuoso e valente, Charles marcou presença na defesa inimiga. Não foi genial, mas foi fundamental no esquema de seu time, encaixando-se à necessidade de seus companheiros.
A virada azul ocorreu nos minutos iniciais do segundo tempo quando, em cobrança de escanteio, Evandro bateu e Charles (5º), desvencilhando-se da marcação, bateu alto, longe do alcance de Alex: 3x2.
Em cobrança de falta ensaiada, o Bicolor chegou ao seu quarto gol. Evandro passou sobre a bola, Cristiano rolou na linha de fundo para Charles que, avistando a chegada de Fábio (6º), cruzou à meia-altura para dentro da área. O fixo azul completou de canela para as redes: 4x2.
A consagração de Charles (7º) veio através do quinto gol de sua equipe. Em lançamento de Vilnei, Evandro escorou de peito na frente da área para o artilheiro da noite bater no contra-pé de Alex. Um golaço na gaveta: 5x2.
Depois o Amarelo passou a pressionar bastante seu rival. Com muita marcação, o Bicolor soube conter seu adversário. Tanto é que os dois últimos gols de Veni (8º e 9º) aconteceram somente no final da partida (o primeiro em passe errado de Fábio no meio e o segundo, logo depois, em cobrança de falta na entrada da área - Veni colocou no ângulo superior).
Bem que o Amarelo tentou. No entanto, a valentia se corporificava em duas cores: o azul e o preto. Final de clássico, vitória bicolor por 5x4.
Gols:
Amarelo: Alex; João Paulo [3º]; Marcelo; Veni [8º, 9°]; Preto [1º]
Azul/Preto: Vilnei; Cristiano [2º]; Charles [4º, 5º, 7º]; Fábio [6º]; Evandro
Equilibrado. Assim, numa palavra, podemos resumir este confronto. Com oportunidades para os dois lados, Azuis e Amarelos travaram uma disputa fracionada. No final, o Bicolor soube tirar proveito da inspiração ofensiva de Charles, autor de três gols, para consolidar sua vitória.
Não demorou muito para acontecer o primeiro gol da partida. Em lançamento de Vilnei na meia-cancha, Marcelo desarmou Evandro. Na sobra, a bola se ofereceu para Preto (1º), que, do meio da rua, mandou um balaço no ângulo do arqueiro azul. Um golaço e tanto, que abria o escore em 1x0.
Será que se anunciava outra derrota de Vilnei?
Parece que os deuses da Junção resolveram absolver Vilnei, dando-lhe uma nova chance.
Em vacilo de Veni dentro de sua área, Cristiano (2º) roubou a bola e deixou o placar empatado em 1x1.
Tentando compensar a falha, Veni armou jogada pela esquerda, tocou para João Paulo (3º) bater forte. A bola resvalou na perna de Charles e tirou Vilnei do lance: 2x1.
O empate bicolor veio ainda no primeiro tempo. Em bela trama de ataque, Fábio tocou para Cristiano na direita lançar Charles (4º) que ingressava pelo meio. Este, sob a marcação de Marcelo, bateu prensado para Alex defender mas, na sequência, ceder rebote. Na carrinhada, Charles completou para as redes. Pura raça: 2x2.
Na etapa final, quem (continuou) fazendo a diferença foi o oportunismo de Charles. Impetuoso e valente, Charles marcou presença na defesa inimiga. Não foi genial, mas foi fundamental no esquema de seu time, encaixando-se à necessidade de seus companheiros.
A virada azul ocorreu nos minutos iniciais do segundo tempo quando, em cobrança de escanteio, Evandro bateu e Charles (5º), desvencilhando-se da marcação, bateu alto, longe do alcance de Alex: 3x2.
Em cobrança de falta ensaiada, o Bicolor chegou ao seu quarto gol. Evandro passou sobre a bola, Cristiano rolou na linha de fundo para Charles que, avistando a chegada de Fábio (6º), cruzou à meia-altura para dentro da área. O fixo azul completou de canela para as redes: 4x2.
A consagração de Charles (7º) veio através do quinto gol de sua equipe. Em lançamento de Vilnei, Evandro escorou de peito na frente da área para o artilheiro da noite bater no contra-pé de Alex. Um golaço na gaveta: 5x2.
Depois o Amarelo passou a pressionar bastante seu rival. Com muita marcação, o Bicolor soube conter seu adversário. Tanto é que os dois últimos gols de Veni (8º e 9º) aconteceram somente no final da partida (o primeiro em passe errado de Fábio no meio e o segundo, logo depois, em cobrança de falta na entrada da área - Veni colocou no ângulo superior).
Bem que o Amarelo tentou. No entanto, a valentia se corporificava em duas cores: o azul e o preto. Final de clássico, vitória bicolor por 5x4.
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
3 em 1 [Jogo 26 - 27/07/2010]
AZUL/PRETO 4X4 AMARELO
Gols:
Azul/Preto: Vilnei; Cristiano; João Paulo; Veni [5º]; Erlon [2º, 6º, 8º]
Amarelo: Alex; Marcelo [1º]; Diogo [7º]; Vander [4º]; Preto [3º]; Fábio
No início doas anos 80 e fim dos 90 muitos aparelhos eletromusicais eram conhecidos por 3 em 1: rádio, tocafitas e tocadiscos. Quem tinha um, de preferência da marca Gradiente, podia se considerar um afortunado. Quanta saudade daquele tempo! Saudade dos LP's, os ditos "bolachões", que continham o lado A e o lado B (eu sempre preferi o lado B). Saudade das fitas virgens que pegávamos para gravar os sucessos musicais de cada nova estação (na maioria das vezes a gravação continha, no meio da música, o bordão comercial da rádio). Enfim, um tempo. Um tempo que não volta mais... Ou volta de outra maneira.
A Junção é a prova desse retorno às avessas. Nesta partida presenciamos a volta dos 3 em 1. O velho e bom Gradiente reapareceu na Junção. Só que sob uma nova roupagem; melhor, sob um novo estilo musical. O 3 em 1 a que me refiro diz respeito a um jogo que teve três tons em um: dois tempos completamente distintos e ao mesmo tempo iguais e um lance polêmico no final.
O paradoxo dos dois tempos distintos e ao mesmo tempo iguais reside no fato de que o Amarelo, no primeiro tempo, fez 3x1 com méritos, já, no segundo tempo, foi o Bicolor quem mandou no jogo, devolvendo os 3x1, também com méritos. Quanto ao lance polêmico, este aconteceu no minuto final do confronto. O Bicolor era só pressão. Tentava de todas as formas marcar aquele que poderia ser o gol da vitória, visto que a partida estava empatada em 4x4. Tinha a seu favor cinco faltas sofridas (Diogo bateu muito). Foi, então, que, em nova infração de Diogo sobre Veni, o Az/Pr tinha a oportunidade de ouro para, quem sabe, marcar, através de cobrança de falta direta, o gol que seria o da vitória, porque o tempo já havia estourado. Fábio, então, temendo o pior, passou a catimbar a cobrança de Veni, dizendo que a falta deveria ser cobrada no local em que ela fora cometida. Já Veni, por sua vez, queria cobrar a infração na meia-cancha, local estabelecido para quando a falta for realizada no campo de defesa da vítima. Discussão aqui e acolá, Fábio catimbou o tempo necessário para o árbitro encerrar a partida. Veni e todo seu time ficaram muito indignados com a situação. Já os Amarelos saíram satisfeitos de quadra.
Quem ditou o ritmo do primeiro tempo foi, como referido anteriormente, o Amarelo. Foram eles quem colocaram o 3 em 1 para tocar. Em contra-ataque rápido, Marcelo (1º) tocou para Vander que devolveu para o primeiro bater na saída de Vilnei: 1x0.
Erlon (2º), de boa movimentação, era quem, do Az/Pr, mais tentava arremates ao gol inimigo. Num destes, na linha de fundo, no lado direito de ataque, bateu forte e a bola desviou nas costas de Marcelo que fazia a marcação. Por infelicidade de Alex, a bola tomou outro rumo que não o de suas mãos: 1x1.
O Bicolor errava muitos passes e isso facilitava o trabalho defensivo amarelo. Principalmente o de Vander, que foi o grande DJ da noite. Defendeu como poucos e, quando foi à frente, sempre levou perigo à meta adversária. Pena que seu condicionamento físico não o auxilia muito; Vander segue muito pesado. No entanto, Vander comandou o som do 3 em 1 e dos 3 a 1 da etapa inicial. Diogo, captando o estilo, deixou-se levar pelo som do DJ e, de pivô, deu trabalho à defesa azul. Na triangulação entre Fábio, Diogo e Preto, os Amarillos chegaram aos 2x1 da seguinte maneira: Diogo, ao receber de Fábio no lado esquerdo de ataque, tocou de letra para a área e Cristiano, na intenção de afastar o perigo, pisou na bola, deixando-a livre para Preto (3º) concluir.
Nem deu tempo para o Az/Pr se recompor porque em seguida Vander (4º), recebendo cobrança de lateral de Preto, afundou Vilnei, ampliando em 3x1 o escore.
Na etapa final o estilo musical sofreu alterações. O 3 em 1 passou a ser comandado por duas cores: o azul e o preto. Dessa forma, por pouco o Bicolor não virou o placar. Os Dourados entraram no ritmo de Vander e passaram a marcar muito. Somente Preto é que não acompanhou o ritmo. Alex foi eficiente quando exigido. Diogo, além de bater muito, brigou bastante na frente, sempre levando perigo nos contragolpes. Fábio e Marcelo fizeram uma boa dupla na contenção adversária. E Vander foi o melhor: defendeu e atacou com qualidade.
Numa das poucas vezes que Veni (5º) levou vantagem sobre a defesa amarela, conseguiu driblar com maestria para o meio e bater forte no ângulo de Alex: 3x2.
O empate bicolor veio com Erlon (6º) que desarmou Diogo e, de seu campo de defesa, arrancou com soberania até a intermediária inimiga para fuzilar Alex e decretar o empate provisório em 3x3.
O Az/Pr havia se encontrado em quadra. Os passes errados foram deixados no primeiro tempo. Cristiano entrou no jogo, e Erlon marcou ainda mais presença na frente. Por sorte o Amarelo tinha Vander em noite inspirada. Foi ele quem iniciou a jogada que culminou no quarto e único gol de seu time nesta etapa. Com tranquilidade e experiência, Vander, dentro de sua área, conteve um ataque perigoso adversário. E, ao invés de se livrar da bola com um bico pra frente, saiu jogando pelo canto direito da quadra. Ao dominar a situação, passou para Marcelo que, de primeira, devolveu para Vander arrancar pela ala e servir a Diogo (7º) ,mais à frente, girar e fuzilar Vilnei num belo chute cruzado no ângulo superior deste arqueiro. Um golaço muito bem tramado.
Perdendo por 4x3, o Bicolor voltou a pressionar ainda mais seu oponente. Cristiano, Veni e Erlon e até João Paulo - este o guardião da defesa, o último homem -, alugaram o campo amarelo. Com isso, até mesmo Diogo, o jogador amarillo mais avançado, voltou para marcar. O Amarelo suportou o que pôde, mas de tanto insistir, o Az/Pr chegou ao empate. Veni venceu a retranca conseguindo chute espremido na marcação. Alex defendeu, mas no rebote, Fábio se descuidou e Erlon (8º) estufou as redes: 4x4.
Depois foi só pressão azul e preta. Diogo estorou as faltas. Na última aconteceu o terceiro fator que fez desta partida a mais musical do ano: o tiro livre direto já nos descontos em que Fábio catimbou, e Veni não teve tempo hábil para cobrá-lo.
Ao som dos bolachões, DJ Vander comandou a quadra; melhor, a pista, colocando todo mundo para dançar ao som do bom e velho Gradiente. A Junção agradece tamanha nostalgia.
Gols:
Azul/Preto: Vilnei; Cristiano; João Paulo; Veni [5º]; Erlon [2º, 6º, 8º]
Amarelo: Alex; Marcelo [1º]; Diogo [7º]; Vander [4º]; Preto [3º]; Fábio
No início doas anos 80 e fim dos 90 muitos aparelhos eletromusicais eram conhecidos por 3 em 1: rádio, tocafitas e tocadiscos. Quem tinha um, de preferência da marca Gradiente, podia se considerar um afortunado. Quanta saudade daquele tempo! Saudade dos LP's, os ditos "bolachões", que continham o lado A e o lado B (eu sempre preferi o lado B). Saudade das fitas virgens que pegávamos para gravar os sucessos musicais de cada nova estação (na maioria das vezes a gravação continha, no meio da música, o bordão comercial da rádio). Enfim, um tempo. Um tempo que não volta mais... Ou volta de outra maneira.
A Junção é a prova desse retorno às avessas. Nesta partida presenciamos a volta dos 3 em 1. O velho e bom Gradiente reapareceu na Junção. Só que sob uma nova roupagem; melhor, sob um novo estilo musical. O 3 em 1 a que me refiro diz respeito a um jogo que teve três tons em um: dois tempos completamente distintos e ao mesmo tempo iguais e um lance polêmico no final.
O paradoxo dos dois tempos distintos e ao mesmo tempo iguais reside no fato de que o Amarelo, no primeiro tempo, fez 3x1 com méritos, já, no segundo tempo, foi o Bicolor quem mandou no jogo, devolvendo os 3x1, também com méritos. Quanto ao lance polêmico, este aconteceu no minuto final do confronto. O Bicolor era só pressão. Tentava de todas as formas marcar aquele que poderia ser o gol da vitória, visto que a partida estava empatada em 4x4. Tinha a seu favor cinco faltas sofridas (Diogo bateu muito). Foi, então, que, em nova infração de Diogo sobre Veni, o Az/Pr tinha a oportunidade de ouro para, quem sabe, marcar, através de cobrança de falta direta, o gol que seria o da vitória, porque o tempo já havia estourado. Fábio, então, temendo o pior, passou a catimbar a cobrança de Veni, dizendo que a falta deveria ser cobrada no local em que ela fora cometida. Já Veni, por sua vez, queria cobrar a infração na meia-cancha, local estabelecido para quando a falta for realizada no campo de defesa da vítima. Discussão aqui e acolá, Fábio catimbou o tempo necessário para o árbitro encerrar a partida. Veni e todo seu time ficaram muito indignados com a situação. Já os Amarelos saíram satisfeitos de quadra.
Quem ditou o ritmo do primeiro tempo foi, como referido anteriormente, o Amarelo. Foram eles quem colocaram o 3 em 1 para tocar. Em contra-ataque rápido, Marcelo (1º) tocou para Vander que devolveu para o primeiro bater na saída de Vilnei: 1x0.
Erlon (2º), de boa movimentação, era quem, do Az/Pr, mais tentava arremates ao gol inimigo. Num destes, na linha de fundo, no lado direito de ataque, bateu forte e a bola desviou nas costas de Marcelo que fazia a marcação. Por infelicidade de Alex, a bola tomou outro rumo que não o de suas mãos: 1x1.
O Bicolor errava muitos passes e isso facilitava o trabalho defensivo amarelo. Principalmente o de Vander, que foi o grande DJ da noite. Defendeu como poucos e, quando foi à frente, sempre levou perigo à meta adversária. Pena que seu condicionamento físico não o auxilia muito; Vander segue muito pesado. No entanto, Vander comandou o som do 3 em 1 e dos 3 a 1 da etapa inicial. Diogo, captando o estilo, deixou-se levar pelo som do DJ e, de pivô, deu trabalho à defesa azul. Na triangulação entre Fábio, Diogo e Preto, os Amarillos chegaram aos 2x1 da seguinte maneira: Diogo, ao receber de Fábio no lado esquerdo de ataque, tocou de letra para a área e Cristiano, na intenção de afastar o perigo, pisou na bola, deixando-a livre para Preto (3º) concluir.
Nem deu tempo para o Az/Pr se recompor porque em seguida Vander (4º), recebendo cobrança de lateral de Preto, afundou Vilnei, ampliando em 3x1 o escore.
Na etapa final o estilo musical sofreu alterações. O 3 em 1 passou a ser comandado por duas cores: o azul e o preto. Dessa forma, por pouco o Bicolor não virou o placar. Os Dourados entraram no ritmo de Vander e passaram a marcar muito. Somente Preto é que não acompanhou o ritmo. Alex foi eficiente quando exigido. Diogo, além de bater muito, brigou bastante na frente, sempre levando perigo nos contragolpes. Fábio e Marcelo fizeram uma boa dupla na contenção adversária. E Vander foi o melhor: defendeu e atacou com qualidade.
Numa das poucas vezes que Veni (5º) levou vantagem sobre a defesa amarela, conseguiu driblar com maestria para o meio e bater forte no ângulo de Alex: 3x2.
O empate bicolor veio com Erlon (6º) que desarmou Diogo e, de seu campo de defesa, arrancou com soberania até a intermediária inimiga para fuzilar Alex e decretar o empate provisório em 3x3.
O Az/Pr havia se encontrado em quadra. Os passes errados foram deixados no primeiro tempo. Cristiano entrou no jogo, e Erlon marcou ainda mais presença na frente. Por sorte o Amarelo tinha Vander em noite inspirada. Foi ele quem iniciou a jogada que culminou no quarto e único gol de seu time nesta etapa. Com tranquilidade e experiência, Vander, dentro de sua área, conteve um ataque perigoso adversário. E, ao invés de se livrar da bola com um bico pra frente, saiu jogando pelo canto direito da quadra. Ao dominar a situação, passou para Marcelo que, de primeira, devolveu para Vander arrancar pela ala e servir a Diogo (7º) ,mais à frente, girar e fuzilar Vilnei num belo chute cruzado no ângulo superior deste arqueiro. Um golaço muito bem tramado.
Perdendo por 4x3, o Bicolor voltou a pressionar ainda mais seu oponente. Cristiano, Veni e Erlon e até João Paulo - este o guardião da defesa, o último homem -, alugaram o campo amarelo. Com isso, até mesmo Diogo, o jogador amarillo mais avançado, voltou para marcar. O Amarelo suportou o que pôde, mas de tanto insistir, o Az/Pr chegou ao empate. Veni venceu a retranca conseguindo chute espremido na marcação. Alex defendeu, mas no rebote, Fábio se descuidou e Erlon (8º) estufou as redes: 4x4.
Depois foi só pressão azul e preta. Diogo estorou as faltas. Na última aconteceu o terceiro fator que fez desta partida a mais musical do ano: o tiro livre direto já nos descontos em que Fábio catimbou, e Veni não teve tempo hábil para cobrá-lo.
Ao som dos bolachões, DJ Vander comandou a quadra; melhor, a pista, colocando todo mundo para dançar ao som do bom e velho Gradiente. A Junção agradece tamanha nostalgia.
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