terça-feira, 1 de novembro de 2011

JOGO 31 - 04/10/2011

AZUL/PRETO 8X5 AMARELO

GOLS:
AZUL/PRETO: Vilnei; Vander (2º, 13º); Evandro (1º, 3º, 5º, 8º); Diogo (4º); Fábio; Veni (6º)
AMARELO: Everton; João Paulo; Jairo; Marcelo (11º); Cristhian (7º, 12º); Márcio (9º, 10º)

Uma das partidas mais tumultuadas da Junção dos últimos tempos. Problemas – como sempre – com a arbitragem. Jairo, Vander, Cristhian e Vilnei, campeões de choradeira, desta vez passaram dos limites. É preciso compreender uma coisa: ou se deixa o árbitro apitar (geralmente alguém que fica na suplência), ou se contrata alguém de fora para exercer tal função. Do jeito que está não podemos mais aturar. Pior que nem mesmo com alguém de fora teremos garantia de melhoras, pois NINGUÉM CONSEGUE ENXERGAR TUDO NUMA PARTIDA DE FUTEBOL, nem mesmo um árbitro, que seria o mais indicado para isso. Por vezes, parecemos um bando de criança do 4º ano do Ensino Fundamental, sempre a procura de tumulto com quem está no apito. Perdoem o desabafo, mas é que me estressei demais nesta partida, a ponto de quase desistir da Junção. No entanto, sou teimoso, e gosto muito deste espaço, e daqueles que lá se reúnem todas as terças-feiras. Pode parecer piegas, mas necessito da Junção, da mesma maneira que precisamos do ar.

Por outro lado, penso que tudo isso que ocorreu hoje é parte integrante da Junção. As choradeiras, as reclamações, as discussões... tudo é Junção. Tudo vibra e conspira e compõe com aquilo que temos de mais especial nesta existência: que é a própria VIDA.
E por falar em vida, sigamos fazendo nossas vidas com a Junção, uma bela composição.

Azuis e Amarelos travaram uma batalha pela disputa de bola. Jogo truncado, peleado e brigado. No primeiro tempo, o AZ/PR foi melhor; a equipe estava bem postada, com Evandro bastante inspirado. Tanto é que construíram um placar significativo: 4 a 0.

Márcio errou o passe lateral e Veni deixou Evandro (1º) na cara do gol: 1 a 0.

Os 2 a 0 chegaram com um bom desarme de Fábio no meio, seguido de passe certeiro para Vander (2º) livre marcar.

Em contra-ataque fulminante, Veni tabelou com Evandro (3º) para este bater no canto e ampliar em 3 a 0 o placar.

Para encerrar, Diogo (4º) recebeu passe de lateral e bateu no contrapé de Everton: 4 a 0.

No segundo tempo, a situação mudou e, embora o Amarelo não tenha conseguido reverter o marcador, salvou sua honra. Pressionou muito em busca do empate. Foi um tempo confuso, de muitas paralisações e reclamações.

Entretanto, quem marcou foi o Bicolor. E duas vezes! Em erro de João Paulo, Veni e Evandro (5º) voltaram a tabelar, sendo que o segundo novamente concluiu com perfeição: 5 a 0.

Em pênalti duvidoso de Everton sobre Veni (6º), este mesmo bateu forte para ampliar em 6 a 0.

Logo em seguida, Fábio cometeu penalidade máxima sobre Jairo. Vander, que estava com o apito, não marcou nada. Bem, não preciso nem dizer no que deu... O jogo que já estava pegado, ficou paralisado por mais de quatro minutos, com reclamações veementes do Amarelo, especialmente de Cristhian e Everton. O AZ/PR acuado, sentiu a pressão. Neste momento, eu (Fábio) me irritei com as reclamações, deixando o campo de jogo. Cristhian (7º), então, carrega seu time pra frente. Em passe de Jairo, desconta em 6 a 1.

Neste instante, muito desorganizado em quadra, o Bicolor recua demais. Porém, num lance que resumiria como fundamental para a vitória azul e preta, Evandro (8º) – e por essa e outras o melhor em quadra -, escapou pelo lado e num chute certeiro venceu Everton, fazendo mais do que 7 a 1, fazendo a garantia necessária para o resultado positivo de sua equipe.

Não tendo mais nada a perder, o Amarelo se jogou ao ataque. Márcio (9º), em triangulação perfeita com Jairo e João Paulo, descontou em 7 a 2. O mesmo Márcio (10º), Guerreiro por adoção, voltou a assinalar, amparando coorner de João: 7 a 3.

Empolgados, os Amarelos continuaram na pressão. O Bicolor, perdido, só se defendia, e mal. Márcio cobrou escanteio e Marcelo (11º) completou para as redes: 7 a 4. Em seguida, Marcelo tocou para Márcio que deixou Cristhian na cara do gol para marcar 7 a 5.

As chances foram sendo desperdiçadas por conta do Amarelo. E, assim, o velho ditado do futebol – o mais antigo e certeiro, “quem não faz, leva” -, voltou a comparecer na Junção. Em cobrança de escanteio, Vander (13º) mandou para as redes de Everton, matando a reação amarela e a partida em 8 a 5.

Com tumulto ou não, a Junção segue prevalecendo como a mais genuína batalha campal entre amigos do hemisfério sul (o delírio de grandeza fica por conta do escritor).

EVANDRO – 7,80
VENI – 7,00
MÁRCIO – 6,90
VILNEI – 6,90
FÁBIO – 6,80
EVERTON – 6,80
VANDER – 6,60
MARCELO – 6,50
CRISTHIAN – 6,50
JOÃO PAULO – 6,40
DIOGO – 6,40
JAIRO – 6,20

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

JOGO 32 – 11/10/2011

AZUL/PRETO 3X8 AMARELO

GOLS:
AZUL/PRETO: Vilnei; Diogo (11º); Cristhian; Filipe (2º, 7º); Charles
AMARELO: Everton; Veni (9º); Fábio (5º, 6º); Evandro (1º, 3º, 4º, 10º); Vander (8º)

Na véspera de feriado do Dia das Crianças quem brincou foi o Amarelo. Brincou de fazer gols no Bicolor que, por sua vez, chorou e se lamentou por não ter conseguido brincar.

Quem apareceu para brincar, digo, jogar novamente, foi Filipe. Este, assim como seus companheiros, teve que se contentar com a brincadeira de buscar a bola no fundo das redes. E olha que foi somente 8 a 3! Poderia ter sido bem mais elástico o placar caso Vilnei permitisse. A propósito, somente Vilnei é que jogou alguma coisa no AZ PR, o restante ficou devendo muito futebol.

Logo a um minuto de bola rolando, Fábio cobra lateral perfeito – quase um lançamento – nos pés de Evandro (1º) para, meio num semi-voleio, marcar 1 a 0.

O empate amarelo veio com Filipe (2º) que, com a moral elevada de quem está voltando, recebe cobrança de falta de Diogo e bate com calma no canto de Everton: 1 a 1.

Depois num lance de sorte e de esconde-esconde, Vander avança pela direita e solta um daqueles seus pombos sem asas, que explode no glúteo de Evandro (3º), ao lado do poste, e retorna de praticamente dentro do gol para tocar nas costas de Vilnei e entrar: 2 a 1.

No segundo tempo é que o Amarelo brincou de vez com seu adversário. Brincou até mesmo de errar gols!

Logo de início, em contra-ataque fulminante, Veni tabela com Evandro (4º) para este ampliar em 3 a 1.

Depois, veni escora na medida para Fábio (5º) chegar batendo de trás na gaveta de Vilnei: 4 a 1.

O mesmo Fábio (6º) partiu da defesa, deixou três adversários para trás e tocou com categoria no canto de Vilnei, marcando um golaço: 5 a 1.

O Bicolor até que tentou entrar na brincadeira, porém o máximo que conseguiu foi tirar uma casquinha. Em cobrança de escanteio, Filipe (7º) aproveita cruzamento na área para, livre, descontar em 5 a 2.

Mal deu tempo para o AZ PR comemorar... Na saída de centro, Vander (8º) arrisca de longe e acerta o canto de Vilnei: 6 a 2.

Brincar, para a criança, é algo sério. Pois assim o fez o Amarelo, ou seja, levou a sério sua brincadeira e, por consequência, seu brinquedo azul e preto.

Numa bem tramada troca de passes, Veni (9º) marca de cavadinha um golaço: 7 a 2. Em seguida, Evandro (10º), após passe açucarado de calcanhar de Veni, amplia em 8 a 2 o marcador. Por fim, Diogo (11º), tentando entrar na brincadeira meio sem jeito, bate duas vezes para acertar o alvo, finalizando em 8 a 3 o placar do confronto.

Na véspera do Dia das Crianças, o Bicolor serviu de brinquedo ao Amarelo que, por sua vez, divertiu-se muito sem perder a seriedade.

EVANDRO – 7,50
VENI – 7,10
FÁBIO – 7,0
VANDER – 7,0
EVERTON – 7,0
VILNEI – 6,90
DIOGO – 6,25
FILIPE – 6,10
CRISTHIAN – 6,0
CHARLES – 5,85

JOGO 30 - 27/09/2011

AMARELO 9X6 AZULPRETO

GOLS:
AMARELO: Vilnei; Cristhian (6º, 11º); Preto (3º, 4º); Diogo (7º, 15º); Evandro (9º, 13º); Jairo (10º)
AZUL PRETO: Fábio (12º); Márcio; Marcelo; Charles (1º); Veni (5º, 14º); Vander; Danilson (2º, 8º)

Outra vez faltou um goleiro oficial. Outra vez Fábio teve que, por amor a Junção, assumir a camisa de nº 1 do AZPR, uma vez que Charles, o terceiro arqueiro da Junção, somente em casos de emergência, contraiu uma tendinite na mão, impossibilitando-o de atuar sob as traves. Mas como já ocorrido em outras vezes, nesta também não tivemos uma má partida; pelo contrário, foi um bom e disputado jogo, com vitória amarela em noite inspirada (outra vez) de Cristhian.

O baixinho estava enfezado neste confronto. Assumiu pra ele a responsabilidade de organizar o time. Fez dois gols, além de efetuar boas assistências. Também participou com entusiasmo da marcação, sendo exemplo de eficácia para seus demais companheiros. Com uma defesa sólida e compacta, o Amarelo soube fazer valer seu melhor futebol, chegando à vitória não com facilidade, mas com tranquilidade.

Porém as coisas não começaram bem para o Amarelo. Assim que trilhou o apito para o início do jogo, Preto fez o passe errado, e Charles se aproveitou para, de bico, tocar no canto de Vilnei: 1 a 0.

Mais difícil ficou a situação quando Cristhian – talvez em sua única falha mais pontual na partida -, tentou sair driblando pela ala e Danilson (2º), mais ligeiro, roubou-lhe a bola para ampliar em 2 a 0 o marcador.

A reação amarela iniciou numa versão oposta ao da relatada acima. Ou seja, desta vez foi Danilson que forçou passe no meio, e Preto (3º) chutou para corta-luz providencial de Cristhian, o essencial para tirar Fábio da jogada: 2 a 1.

Preto (4º), pegando rebote da defesa parcial de Fábio em chute de Evandro, igualou em 2 a 2 o placar ainda no primeiro tempo, onde ocorreu o gol mais bonito do confronto. Gol marcado por Veni (5º) depois de belo drible pra cima de Cristhian na ala esquerda, seguido de toque magistral por cima de Vilnei, deixando o Bicolor em vantagem de 3 a 2.

Em nenhum momento do clássico pareceu que o Amarelo havia perdido o foco. Para eles, a vitória aconteceria de qualquer maneira. Já o Bicolor, não. Vander representava o nervosismo da equipe. Como já é notório, pegava a bola e... “bum”, lá mandava um daqueles seus bicões sem maiores preocupações para Vilnei. Essa atitude de Vander foi minando as forças de seus companheiros. A discussão entre estes então começou a imperar. Em entrevero dentro da área azul, Preto dividiu com Marcelo e a bola sobrou livre para Cristhian (6º) empatar em 3 a 3 o placar.

Num momento melhor, o Amarelo chegou à virada. Diogo (7º) foi levando pela ala e soltou um petardo para cima de Fábio: 4 a 3.

Em boa jogada de Veni, Danilson (8º) mostrou o porquê de ser um dos maiores goleadores da Junção. No lugar certo e na hora certa, embora numa jornada muito aquém de sua capacidade técnica, apenas completou para as redes: 4 a 4.

A vitória amarela começou a se desenhar a partir dos últimos minutos da primeira etapa, quando Vander grotescamente atrasou uma bola muito mal, e Jairo, em tabela com Evandro (9º), deixou este na cara de Fábio para vencê-lo: 5 a 4.

No segundo tempo, o Amarelo tomou conta de vez das ações. Já de início, Cristhian fez estupenda jogada pelo lado esquerdo de ataque e centrou na medida para Jairo (10º), sempre oportunista, apenas desviar para dentro: 6 a 4.

Em seguida, Fábio cometeu penalidade máxima sobre Evandro, em jogada que envolveu quase todo o time amarelo. De passe me passe chegaram à cara do gol. Cristhian (11º), como um legítimo capitão, ajeitou a bola e mandou forte, no alto: 7 a 4.

Para demonstrar de vez a péssima performance de Vander neste jogo, fechando com chave de ouro sua jornada, eis que surge, logo em seguida ao do adversário, um pênalti a favor de seu time, cometido por Vilnei sobre Márcio. Vander (não entendo até agora o porquê de o deixarem cobrar a penalidade) ajeitou a bola com carinho, tomou distância, correu e... isolou pra bem longe a redonda. Seria cômico, caso não fosse trágico. Para amenizar a situação, Fábio (12º) arrisca chute forte do meio da quadra e desconta a favor do AZ/PR: 7 a 5.

Contudo, em seguida, Evandro (13º), livre na área, recebe e toca no canto de Fábio: 8 a 5. Veni (14º), em tabela rápida com Danilson, desconta em 8 a 6. No entanto, Fábio, para encerrar o show de horrores do Bicolor, sai jogando mal com os pés, entregando a bola livre nos pés de Cristhian que, rapidamente, dribla o arqueiro improvisado e deixa Diogo (16º), livre, fazer o gol mais fácil da noite.

Placar final na Juncianeira: Amarelo 9x6 Azul/Preto. Numa noite de “outras vezes”, Cristhian jogou muito, Fábio foi improvisado como goleiro e Vander teve uma péssima jornada.

CRISTHIAN – 7,95
EVANDRO – 7,60
DIOGO – 7,52
VILNEI – 7,42
PRETO – 6,95
VENI – 6,60
DANILSON – 6,22
JAIRO – 6,17
MARCELO – 6,15
MÁRCIO GUERREIRO – 6,12
FÁBIO – 6,07
CHARLES – 5,87
VANDER – 4,97

domingo, 18 de setembro de 2011

JOGO 29 - 13/09/2011

AZUL/PRETO 3X13 AMARELO

GOLS:
AZUL/PRETO: Vilnei; Evandro (3º); Preto; Veni (7º, 14º); Danilson; Charles; Vander
AMARELO: Everton; Jairo (4º, 5º, 13º); Cristhian (1º, 6º, 9º, 12º, 15º); Estigarribia; Marcelo (2º, 8º, 10º, 16º); Fábio; Diogo (11º)

Nestlé, Lacta, Garoto. A marca pouco importa, pois qualquer uma delas expressa muito bem o que o Amarelo ofertou a seu tradicional rival neste jogo: um chocolate, com direito a cobertura (Diogo marcou um gol de cavadinha, tocando por cima de Vilnei).

Mesmo contando com Veni, Danilson e Evandro em seu time, o Bicolor não foi capaz de conter o futebol bem jogado pelo Amarelo, que contou, em primeiro lugar, com um forte sistema coletivo, implicando em marcação forte e saída rápida ao ataque. Depois, há que ser considerado algumas atuações individuais, entre estas, destaques para Everton, Cristhian, Marcelo e Diogo.

Everton praticou defesas importantes em momentos fundamentais da partida. Já Cristhian, além de ter marcado cinco gols, foi a válvula de escape de seu time. Infernizou a defesa inimiga com dribles e passes certeiros. Outro destaque foi Marcelo que saiu do sério ao assinalar quatro tentos. Projetou-se muito bem ao ataque, sendo um elemento surpresa. Manteve sua quase sempre segura postura defensiva com o plus da chegada decisiva à frente. Estigarribia, Diogo, Jairo e Fábio não destoaram dos demais; mantiveram a “pegada” forte, completando o potente senso de coletividade amarelo.

Coletividade essa que já nos primeiros minutos de bola rolando se fez eficiente. Fábio avançou pelo meio e, em profundidade, lançou Cristhian (1º) que, livrando-se de Evandro, bateu cruzado para abrir o placar.

Em outra participação de Fábio – desta vez desarmando Evandro no meio -, Marcelo (2º) ampliou em 2 a 0, avançando livre pela intermediária.

Danilson foi à linha de fundo e rolou para o meio da área onde Evandro (3º), às costas de Estigarribia, chegou batendo: 2 a 1.

A reação azul e preta parou por aí. Tentativas ocorreram, contudo de nada adiantaram, seja por conta de Everton, seja por conta do sistema defensivo amarelo. Por outro lado, o “chocolate” começou a ganhar textura...

Mal, mal entrou o “velhinho” da Junção apontou o doce caminho da vitória a seus companheiros. Cristhian levou para a esquerda e bateu cruzado. Jairo (4º) entrou dividindo com Vilnei para fazer a bola entrar: 3 a 1.

Ainda teve tempo para o quarto gol na primeira etapa. Estigarribia começou a jogada na direita, tocou no meio para Cristhian servir a Jairo (5º) que, emchute cruzado, fez 4 a 1.

Assim como iniciou o primeiro tempo, começou o segundo. Ou seja, com um gol amarelo. Numa defesa magistral de Everton, Cristhian (6º) armou o contra-ataque, concluindo com perfeição: 5 a 1.

Veni (7º), em drible seco pra cima de Fábio, mandou um balaço no ângulo de Everton: 5 a 2.

A alegria pouco durou. Cristhian chutou, Vilnei cedeu rebote e Marcelo (8º), como um matador nato, completou: 6 a 2.

A lógica, em seguida, inverteu. Marcelo aproveitou falha de Vander e tocou para Cristhian (9º) bater na saída de Vilnei: 7 a 2.

Em lance achocolatado, Fábio e Marcelo (10º) tabelam dentro da área azul, sobrando para o último assinalar 8 a 2, com Vilnei já deitado e batido.

A cobertura do chocolate veio através de Diogo (11º) que, em passe de Estigarribia, esperou a saída de Vilnei para tocar por cima, de cavadinha: 9 a 2.

Uma das maiores goleadas dos últimos tempos (em diferença de gols) da Junção ganhou forma quando Cristhian (12º) puxou pro meio, cortou Charles e bateu forte, elevando em 10 a 2 o marcador.

O AZ/PR bem que tentou diminuir o déficit, mas a bola, caprichosamente, não entrava. E mais: quando não era Everton para defender, ou um defensor para tirar, era as traves para amaldiçoar. O mesmo não se via a favor do Amarelo. Em lance de pura sorte, Diogo levou pela direita, deixou seu marcador para trás e num petardo cruzado e rasteiro, viu a bola desviar na ponta dos dedos de Vilnei, tocar no poste, em suas costas e nas pernas de Jairo antes de entrar: 11 a 2.

Estigarribia, em momento de doação, resolveu dividir com Veni (14º) o chocolate ao perder a bola dentro de sua área: 11 a 3.

Jairo mostra a Estigarribia que o chocolate só pode ser dividido entre seus companheiros. Assim, deixa Cristhian (15º) livre para ampliar em 12 a 3.

Por fim, em tabela elaborada, Marcelo (16º) põe números finais ao jogo após receber de Cristhian: 13 a 3.

Para o ano que vem a Páscoa AZ/PR já está garantida. Quanto à marca do chocolate, pouco importa. Só há uma exigência do cliente bicolor, neste caso, do freguês bicolor: que tenha a embalagem na cor amarela.

CRISTHIAN – 8,20
EVERTON – 8,05
DIOGO – 7,75
MARCELO – 7,25
JAIRO – 7,20
ESTIGARRIBIA – 7,20
FÁBIO – 7,00
VENI – 6,20
VILNEI – 6,05
CHARLES – 6,05
EVANDRO – 6,00
DANILSON – 6,00
PRETO – 5,90
VANDER – 5,60

terça-feira, 13 de setembro de 2011

JOGO 28 - 06/09/2011

AMARELO 6X6 AZUL/PRETO

GOLS:
AMARELO: Vilnei; Márcio Guerreiro; Cristhian; Danilson (4º, 12º); Estigarribia (7º, 9º); Vander (2º, 11º)
AZUL/PRETO: Everton; Marcelo; Fábio; Charles (1º); Evandro (3º, 5º); Preto (8º, 10º); Veni (6º)

Era para ter sido vitória do Bicolor por 7 a 6, caso o gol contra de Márcio fosse assinalado pela arbitragem (a bola entrou completamente). Contudo, como o árbitro teve a visão encoberta no lance, não foi possível validar o gol. Como o “se” não “joga”, a partida terminou empatada em 6 a 6.

Com exceção dos cinco minutos finais, o AZ/PR é quem comandou as melhores e maiores ações do confronto. Desde o início partiu pra cima. Preto, em jornada inspirada, foi não somente o destaque do seu time como também da partida. Além de marcar duas vezes (Evandro, de seu time, Danilson, Estigarribia e Vander, do Amarelo, também marcaram dois gols cada), foi quem dinamizou as ações azuis e pretas. Combateu na linha defensiva com energia. Mas, quando projetado ao ataque, destacou-se com maior eficiência.

Com o gol de Charles (1º - João atrasou mal a bola e Charles foi mais rápido que a defesa para tocar na saída de Vilnei) nos primeiros minutos de bola rolando, o AZ/PR mostrava a que veio. Antes Vander, por pouco, não entrega dois gols ao tentar sair driblando pelo lado da área. Se não deu atrás, deu certo na frente. Em passe de Vilnei no meio, Vander (2º) ajeita e manda de bico no ângulo de Everton: 1 a 1.

Veni avança pela esquerda e toca para Evandro (3º) bater cruzado e marcar 2 a 1. Ainda neste momento, o Bicolor mantinha o domínio da partida. Criava as melhores chances. O Amarelo vez que outra ensaiava um ataque perigoso. Cristhian (que jogou apenas o primeiro tempo, pois acusou seu estado gripal) e Danilson não se encontravam nas melhores condições físicas e técnicas. Márcio e Estigarribia asseguraram as pontas da equipe. E foi por meio de Estigarribia que o Amarelo chegou ao empate. Após pressão deste pra cima de Veni em saída de bola, Danilson (4º) se aproveitou da situação e igualou em 2 a 2 o escore.

No entanto, Cristhian, logo em seguida, perdeu a bola no meio e Evandro (5º) avançou para fazer 3 a 2, números finais da primeira etapa.

No segundo tempo a situação permaneceu a mesma. O Bicolor seguiu articulando melhor suas investidas e já nos minutos iniciais ampliou em 4 a 2 por meio de Veni (6º), que, em escapada rápida pela direita, mandou chute forte e cruzado de longe. Vilnei tentou chegar, mas foi tarde.

Em jogada individual, Estigarribia (7º) girou pra cima da marcação e em chute desviado (tocou no pé de Charles) a bola ganhou trajetória diferente, deixando Everton batido no lance: 4 a 3.

Preto (8º) mostrou por que foi escolhido o destaque maior do confronto. Num avanço rápido pela ala direita, deixou Estigarribia pra trás e mandou um balaço no ângulo de Vilnei: 5 a 3.

Estigarribia (9º), a fim de se redimir, apertou a marcação sobre Evandro, após este receber passe forçado de Marcelo, e voltou a descontar o marcador: 5 a 4.

Não tardou muito e Preto (10º) arriscou de muito longe para Vilnei aceitar: 6 a 4.

Quando tudo parecia definido, o Amarelo conseguiu o empate. Vander (11º) em cobrança de falta tirou vantagem da indecisão azul em afastar a bola para, de bico, descontar em 6 a 5. Depois foi a vez de Danilson (12º) se aproveitar da falha de Marcelo para igualar em 6 a 6 o escore, colocando, assim, números finais ao jogo.

Quanto ao resto, leem o primeiro parágrafo deste texto e saberão como o placar final deste jogo poderia ter sido diferente.

PRETO – 7,10
EVANDRO – 6,65
VENI – 6,60
ESTIGARRIBIA – 6,50
EVERTON – 6,45
MARCIO GUERREIRO – 6,40
CHARLES – 6,40
DANILSON – 6,30
VANDER – 6,20
JOÃO PAULO – 6,20
FÁBIO – 6,10
VILNEI – 6,00
CRISTHIAN – 5,95
MARCELO – 5,85

A estreia de Estigarribia, um descendente guarani [Jogo 27 - 30/08/2011]

AZUL/PRETO 7X6 AMARELO

GOLS:
AZUL/PRETO: Vilnei; Danilson (4º); Estigarribia (3º); João Paulo (6º, 12º); Evandro (9º, 10º, 13º)
AMARELO: Fábio (1º); Charles (2º, 7º); Veni (8º); Jairo (11º); Márcio Guerreiro (5º)

Em outra noite de estreia, a improvisação de Fábio no gol e o grande número de desfalques foi o que mais chamou a atenção, além, é claro, da chegada de Marcelo, melhor, de Estigarribia.

Marcelo, Vander, Preto, Everton, Cristhian, Fabrício, Fabiano e Diogo (mais Cristiano que segue lesionado) estiveram ausentes. Fábio assumiu o posto de goleiro improvisado, uma vez que Charles, o reserva imediato dos arqueiros, apresentava uma lesão na mão que lhe impedia de atuar nesta posição.

Mas, apesar destas dificuldades, tivemos uma partida bem movimentada. Fábio não só não comprometeu como também teve uma boa performance. Até mesmo gol anotou.

Se Fábio não comprometeu, Marcelo Estigarribia também não. Fez uma estreia tradicional. Ou seja, jogou na boa, mais para reconhecimento das dinâmicas juncianeiras. Convidado por Charles, Estigarribia começou a ganhar espaço na Junção já pelo nome. Melhor, pelo sobrenome. Descendente de paraguaios, Estigarribia veio trazer (assim esperamos) a garra guarani a Junção. Numa partida de tantos desfalques, Estigarribia (mais pelo nome, menos pela atuação) foi um alento. Antes fora Márcio Guerreiro. Agora, Estigarribia. A renovação da Junção segue seu processo. Seja bem-vindo, Guarani!

Num chute forte e bem colocado, Fábio (1º), do meio da quadra, venceu Vilnei, abrindo o marcador: 1 a 0.

Charles (2º) aproveitou rebote de Vilnei em chute de Veni e ampliou em 2 a 0.

O AZ/PR reagiu. Estigarribia (3º), o estreante, recebeu na esquerda, cortou para o meio se livrando de Charles e bateu no canto de Fábio, descontando em 2 a 1.

O empate chegou através de uma trama bem conduzida. Vilnei lançou com a mão por cima, João Paulo – destaque no confronto -, escorou com o peito para Danilson (4º), de primeira, afundar as redes amarelas: 2 a 2.

Jairo, de boa movimentação no primeiro tempo, escorou para a chegada de trás de Márcio: 3 a 2.

Não demorou nem dois minutos a vantagem amarela. Estigarribia e Danilson tabelaram e João Paulo (6º) completou: 3 a 3.

Num belo corta-luz de Márcio, na cobrança de escanteio de Veni, Charles (7º) chutou de bico cruzado e fez 4 a 3.

Logo depois, na saída de centro, o Bicolor se atrapalhou e Veni (8º) não: 5 a 3.

O AZ/PR passou a pressionar bastante. Assim, antes do final do primeiro tempo, chegou ao empate. Evandro (9º) chutou cruzado e Fábio aceitou. Depois, em bela tabela com Danilson, Evandro (10º) novamente marcou, só que desta vez num bonito gol de virada.

Na etapa final, o Amarelo é que tomou a iniciativa. No entanto, parou nas boas defesas de Vilnei. Fábio também salvou, mas não o suficiente para evitar a derrota.

Em lançamento de Fábio por cima e com a mão, Jairo (11º), de costas para o gol, mandou de letra no canto oposto de Vilnei: 6 a 5.

Não demorou muito para João Paulo (12º) decidir o jogo e mostrar por que foi um dos destaques da partida. Primeiro aproveitou lance tumultuado na área amarela e na raça igualou outra vez o placar: 6 a 6. Depois iniciou a jogada que culminou num passe certeiro para desfecho também certeiro de Evandro (13º), fechando em 7 a 6 o clássico. João foi sóbrio na defesa e decisivo quando subiu ao ataque. Veni teve poucas vantagens perante sua marcação. Ao lado de Vilnei segurou bem lá atrás.

Em noite inspirada, João e Vilnei mostraram a Estigarribia que não basta ter nome guarani, charrua ou platino para jogar na Junção. É preciso saber honrá-lo.

JOÃO PAULO – 7,10
VILNEI 7,10
EVANDRO – 7,05
MÁRCIO GUERREIRO – 6,80
DANILSON – 6,80
FÁBIO – 6,80
ESTIGARRIBIA – 6,60
VENI – 6,60
CHARLES – 6,60
JAIRO – 6,50

JOGO 26 - 23/08/2011

AMARELO 8X7 AZUL/PRETO

GOLS:
AMARELO: Everton; Diogo (2º, 15º); Evandro (3º, 14º); Jairo (11º); Márcio Guerreiro (5º, 7º, 9º)
AZUL/PRETO: Vilnei; Preto (6º, 10º); Charles (1º); Vander; Veni (4º, 8º, 12º, 13º)

Por questões pessoais não pude comparecer a essa partida. O que tenho é o relato de Charles, que afirma ter sido um jogo disputado em que seu time “entregou” no final, após ter conseguido a vantagem (7 a 6) a custo de muito sacrifício.

Ainda segundo Charles, Vander, para variar, reclamou bastante, e Vilnei voltou a perder. Sem mais no momento, encerro por aqui meu relato.

DIOGO – 7,05
EVANDRO – 7,00
MÁRCIO GUERREIRO – 6,90
EVERTON – 6,75
VENI – 6,75
JAIRO – 6,70
PRETO – 6,65
CHARLES – 6,55
VILNEI – 6,50
VANDER – 6,50

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Chutando o balde; melhor, a bola

Ninguém comenta nada nesta porra deste blog! Será que alguém ao menos lê?

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

A queda do último invicto e uma atuação para ficar na história [Jogo 25 – 16/08/2011]


AZUL/PRETO 3X2 AMARELO

GOLS:
AZUL/PRETO: Vilnei; Veni; Evandro (2º, 3º); Marcelo; Preto (1º); João Paulo
AMARELO: Everton; Jairo; Fábio; Márcio Guerreiro (5º); Cristhian; Diogo (4º); Vander

Ele voltou sem maiores alardes. Retornou para substituir um ídolo das traves da Junção. Sabia que não seria nada fácil conquistar seu espaço. No entanto, não se intimidou frente às adversidades. Enfrentou-as com persistência e coragem. Foi bravo. Foi determinado. Everton agarrou uma das camisas número 1 da Junção. E, desde que retornou, ainda não havia perdido nenhuma vez.

Foram, neste percurso, 12 jogos disputados, com seis vitórias e seis empates. Mas essa longa invencibilidade ruiu nesta partida. Confronto que marcou, além da queda da invencibilidade de Everton, uma atuação de luxo do outro nº 1. Performance estupenda, que só não foi perfeita por dois detalhes nos últimos 4 minutos de bola rolando. Detalhes que se resumem a dois gols sofridos por Vilnei, o grande destaque da noite, nos quais não teve culpa alguma.

Vilnei fez uma jornada sensacional. Defendeu de tudo quanto foi jeito: com as mãos, com os pés, de cabeça, de cara e com a ponta dos dedos. Somente nos derradeiros quatro minutos é que não conseguiu evitar duas bolas batidas com violência e maestria, méritos de seus autores, Diogo e Márcio, respectivamente. Se caso tivesse realizado essas duas defesas, Vilnei conseguiria um feito inédito na Junção: a nota 10.

Foi por pouco que o veterano arqueiro da Junção não alcança o conceito máximo em termos de atuação. A vitória de seu time passa necessariamente por ele. Aliás, ambos os goleiros tiveram em noite inspirada. Everton também defendeu muito. É claro que Vilnei foi mais decisivo, visto que foi mais exigido. E quando não interviu, foi auxiliado pela sorte (todo bom guarda-metas tem que ter sorte) das bolas no poste.

Vilnei é um juncianeiro bipolar, isto é, tem partidas que fracassa vertiginosamente; em outras, quando tira para defender, sua meta vira quase que intransponível, como ocorreu neste confronto. No mínimo em três ocasiões foi perfeito. A primeira num petardo de Diogo à queima-roupa e o qual espalmou para escanteio. Depois foi no chute de Fábio que desviou num defensor e mesmo com a visão encoberta se esticou todo, como um gato, para, com a ponta dos dedos, defender. Por último, em outro lance com Fábio, onde este tentou tocar por cima e ele, não tendo outro recurso, defendeu corajosamente com o rosto, desviando a bola para a linha de fundo. Fora estas, tiveram outras importantes intervenções ao longo do jogo, nas quais todas foram interceptadas com qualidade e ousadia.

Numa partida marcada por defesas, nada mais justo do que salientar os sistemas defensivos. Em grande parte pelos goleiros, tivemos somente cinco gols marcados neste embate – e olha que não faltaram oportunidades... Era para ter ocorrido apenas três gols – todos do Bicolor, que abriu uma vantagem de 3 a 0. No entanto, nos quatro minutos finais, o Amarelo finalmente conseguiu romper as redes de Vilnei, selando em 3 a 2 o placar final de jogo.

Clássico pegado, de muita marcação e disputa pela bola. Em lance polêmico (Everton segurou recuo de Jairo), que resultou em tiro livre indireto frontal, Veni rolou de lado para Preto (1º) bater alto e forte e abrir o marcador em 1 a 0.

Depois, em lançamento de Veni (atravessou a bola de uma ala a outra), Evandro (2º) bateu certeiro, tirando do alcance de Everton e fechando em 2 a 0 o placar do primeiro tempo.

Na etapa final, a pressão amarela foi contínua. Vilnei, que já havia sido decisivo na primeira parte do jogo, foi mais ainda nesta. Defendeu as três bolas da partida, aquelas relatadas anteriormente. Por sua vez, Everton, também praticou belas defesas, não permitindo que a vantagem azul e preta se dilatasse naquele momento.

De tanto buscar o empate, o Amarelo se expôs demais aos contra-ataques inimigos. E justamente num destes é que Marcelo deu passe açucarado para Evandro (3º) bater forte e ampliar em 3 a 0 a vantagem bicolor.

Sem desistir de marcar ao menos um gol, o Amarelo não se rendeu. E finalmente, a poucos minutos do final, venceu a grande muralha da noite. Márcio recebeu a bola por cima e de costas para a meta adversária, escorou-a na medida exata para violento chute de Diogo no ângulo de Vilnei. Um golaço: 3 a 1.

Em seguida, Márcio tabelou com Cris pela ala esquerda e, ao receber de volta, ingressou na área e tocou, com maestria, fora do alcance de Vilnei. Outro belo gol azul e preto: 3 a 2.

Ainda, já nos descontos, Diogo teve a chance mais clara da partida para empatar. Porém, desperdiçou-a. De frente para o gol, sem marcação, pegou mal na bola e a mandou para fora. Reza a lenda que, ao avistar saída de Vilnei, Diogo se deparou não com um goleiro mas com um monstro.

Ao soar o apito final, três constatações emergiram dos escombros desta batalha: (1) a bipolaridade de Vilnei; (2) é quase impossível encerrar uma temporada invicto na Junção; (3) Márcio Guerreiro renovou a Junção.

VILNEI – 9,5
MÁRCIO – 7,9
EVERTON – 7,8
DIOGO – 7,7
VENI – 7,7
EVANDRO – 7,6
CRISTHIAN – 7,5
MARCELO – 7,4
PRETO – 7,0
FÁBIO – 6,6
VANDER – 6,4
JOÃO PAULO – 6,2

Os sentidos da Junção [Jogo 24 – 09/08/2011]


AMARELO 4X5 AZUL/PRETO

GOLS:
AMARELO: Charles; Evandro; Fabiano; Diogo; João Paulo; Veni (4º, 7º, 8º, 9º)
AZUL/PRETO: Everton; Fábio (3º); Márcio Guerreiro; Marcelo; Cristhian (2º, 6º); Preto (5º, 10º)

Já fazia algum tempo. Talvez nem tanto tempo assim. Para ser sincero, algumas semanas, não mais do que dois meses, quiçá. No entanto, mais do que o tempo cronológico, o que realmente vale é o tempo das intensidades. Pois a Junção voltou a ter intensidade... Não que vinha, nos últimos jogos, faltando “pegada”. Mas havia algo que não deixava os jogos engrenarem, tornando-os comuns, sem maiores emoções. Creio que a chegada de Márcio – ou seja, desde o jogo passado – trouxe novos ares para a Junção. Já na última partida ficou clara essa evolução anímica. Nesta, então, a comprovação se fez evidente.

A estréia de Márcio trouxe, coincidentemente ou não, a seriedade, a disputa, a competitividade de volta a Junção. Voltaram também os sentidos da Junção: o olfato, traduzido no cheiro do adversário se aproximando com periga da área; a visão, traduzida no olhar do atacante frente à tenuidade do arqueiro; o paladar, refletido no gosto doce da vitória ou amargo da derrota; no tato, sentido no choque de forças no momento do chute entre o pé e a bola, ou entre as mãos e a bola no instante da defesa do goleiro; a escuta, traduzida no grito de alívio quando, depois de muito tentar, a bola encontra finalmente as redes inimigas.

Enfim, a intensidade está de volta. E com ela todos os sentidos da Junção. Sentidos que fizeram deste confronto uma disputa acirrada e equilibrada, na qual o Bicolor levou a melhor, vencendo por 6 a 4.

Após um primeiro tempo quase que perfeito, onde todas os sistemas funcionaram adequadamente, em especial o defensivo, o AZ/PR fez 5 a 2, com destaques para Everton (boas intervenções e defesas), Márcio e Cristhian. Na etapa final, entretanto, o Amarelo ajustou seus sentidos, e Veni tomou para si a responsabilidade das ações, marcando os quatro gols de seu time.

Cris tabelou com Fábio, foi à linha de fundo e centrou na medida para Marcelo (1º) abrir o placar em 1 a 0. O próprio Cris, em cobrança de penalidade máxima feita por Charles, ampliou em 2 a 0 o marcador. Num corta-luz magistral de Márcio, que tirou Vilnei do lance, Fábio (3º) fez 3 a 0.

O Amarelo descontou em 3 a 1 após Evandro tocar para Charles e este rolar para Veni (4º) marcar. Mas, no entanto, Charles, em noite infeliz, força o passe para Diogo, e Preto (5º) intercepta e amplia em 4 a 1.

As tentativas amarelas esbarravam no sistema defensivo bem estruturado do AZ/PR. E, quando por este passavam, havia Everton a interromper as oportunidades criadas. Para piorar a situação do Amarelo, Cristhian (6º) bate falta forte frontal e, com a colaboração de Vilnei, assinala 5 a 1.

Antes que o primeiro tempo se encerrasse, Veni (7º) apara chute cruzado de Evandro e desconta em 5 a 2, abrindo uma outra perspectiva para seu time na segunda etapa.

Com a saída de Cris, o AZ/PR passou a somente se defender, chamando seu adversário pra cima. A equipe se perdeu no posicionamento, e o Amarelo reconheceu que era o momento de se aproveitar da situação.

Veni (8º), num lance de genialidade, aplicou um elástico pra cima de Preto no flanco esquerdo, completando com um arremate certeiro no canto oposto de Everton: um golaço, que deixou o placar em 5 a 3.

Quando o Bicolor quis retomar o domínio, voltando com Cris para o jogo, Veni (9º) já fazia outro, deixando em 5 a 4 o confronto.

Neste instante, Everton foi fundamental. Praticou defesas importantes e corajosas intervenções, não permitindo, no momento mais crítico do jogo, que seu time sofresse o empate.

Quando o empate amarelo parecia ser uma questão de tempo, Preto (10º) recebeu no meio e bateu forte, porém defensável. Vileni tentou, mas não evitou: 6 a 4.

O gol de Preto foi um alívio para o Bicolor. Foi o gol que sacramentou a vitória de um time copero, que soube jogar pelo resultado. Mas, para além da vitória azul e preta, o que contou mesmo neste confronto foi a atitude dos jogadores em aguçar todos os sentidos da Junção. Espero que os gostos, cheiros, olhares, toques e sons da Junção reverberem por muito tempo ainda em cada um de nós, juncianeiros.

Que assim seja!

VENI – 7,90
CRISTHIAN – 7,60
EVERTON – 7,50
MÁRCIO GUERREIRO – 7,20
MARCELO – 6,85
DIOGO – 6,75
PRETO – 6,65
FABIANO – 6,30
EVANDRO – 6,25
JOÃO PAULO – 6,25
FÁBIO – 6,25
VILNEI – 5,95
CHARLES – 5,60

Cueca? Na Junção, nem pensar!!! [Jogo 23 – 02/08/2011]

AMARELO 6X5 AZUL/PRETO

GOLS:
AMARELO: Everton; Fábio; Veni (1º, 6º); Diogo (2º, 4º - contra -, 7º); Cristhian; Fabiano (8º, 10º)
AZUL/PRETO: Vilnei; Marcelo (3º); Danilson (9º, 11º); Jairo; Márcio; Evandro (5º)

Vallejo, Carniça, Cavalão, Capitão Raí. Nomes, sobrenomes e alcunhas que, ao longo destes 15 anos, honraram (e alguns ainda honram) o nome da Junção. Bravas nomenclaturas que na base da raça imprimiram os principais traços identificatórios da Junção. Nomes que para sempre ecoarão pelos quatro cantos de La Juncianeira (uma singela homenagem ao maior e mais mítico estádio de todos os tempos, o La Bombonera). Nomes que lembram histórias pautadas em noites de carrinhadas, sangue e suor; em terças de fibras despedaçadas e músculos postos aos limites de suportabilidade.

Escrevo-lhes tudo isso para justificar o porquê de não podermos aceitar na Junção qualquer nome ou algo que o valha. Nomes, volto a frisar, são brasões, escudos, honrarias, histórias veladas de dores e alegrias por vitórias emblemáticas e derrotas contidas. Portanto, caros juncianeiros, ao menos da minha parte, quero deixar registrado que Cueca deve ser um nome veementemente proibido de sequer ser proferido na Junção, sob pena de estarmos praticando blasfêmia contra todos os deuses juncianeiros. Será uma desonra inominável a Simon Bolívar, General – mor da Junção. Se permitirmos que tal nomenclatura passe a fazer parte de nossa história, estaremos sendo coniventes com o futebol arte, o de firulas e circense, uma praga que dizimou grande parte do potente futebol aguerrido e de resultados, o que procuramos ardentemente praticar na Junção.

Tudo isso escrito para dizer que o Cueca – ao menos na Junção – será chamado, e assim reconhecido, por, simplesmente, Márcio, seu nome de batismo.

Seu nome tem que condizer com suas credenciais, mostradas nesta sua estréia: marcação forte, bom posicionamento e o mais interessante: o aguerrimento necessário para ser um juncianeiro.

Tratativas feitas, seja bem-vindo, (agora) Márcio!

O Amarelo começou arrasador. Jairo errou o passe e Veni (1º) avançou para abrir o placar: 1 a 0.

Em seguida, Diogo (2º) driblou a marcação e fuzilou Vilnei : 2 a 0.

Com Cristhain, Diogo e Veni inspirados, o Amarelo ensaiava uma vitória tranqüila. Contudo, aos poucos, o Bicolor ajustou seu sistema defensivo e, ainda no primeiro tempo, igualou o marcador em 2 a2, com gols de Marcelo (3º - pegou de primeira um cruzamento de escanteio) e de Diogo (4º - contra, após confusão na área).

Na etapa final, Evandro (5º) colocou seu time na frente. Em drible seco, bateu forte no contrapé de Everton: 3 a 2.

O Amarelo tratou de se mexer. Furar o bloqueio azul era uma tarefa difícil. Vileni, Marcelo e Márcio fechavam um forte triângulo defensivo. O jeito foi apelar para a jogada individual. Assim, Veni (6º) passou por dois antes de soltar o canudo no ângulo de Vilnei: 3 a 3. Depois, em passe de Veni, Diogo (7º) mandou de primeira, virando o placar.

Vencendo por 4 a 3, os Amarillos retomaram as ações ofensivas do jogo. Após boa jogada de cristhain, Fabiano (8º), com muita calma, engana adversário e bate forte no canto: 5 a 3.

Danilson (9º), até então apagado, arrisca chute forte no canto baixo de Everton: 5 a 4.

Mas quando o Bicolor esboçou uma retomada, a defesa, o ponto forte do time, falhou na saída de bola e Fabiano (10º), após defesa parcial de Vilnei em chute de Cris, completou para as redes: 6 a 4.

O gol de Fabiano, já nos minutos finais da partida, esfriou o que seria a reação azul e preta. Danilson (11º) ainda marcou outra vez, numa falha de Everton. Depois, algumas defesas de Vilnei asseguraram o placar final em 6 a 5.

No confronto em que o Amarelo bateu o Bicolor, Márcio, de boa estréia, deixou os tempos de Cueca para trás e foi rebatizado na Junção de Márcio Guerreiro.

CRISTHIAN – 7,75
DIOGO 7,60
VENI – 7,25
VILNEI – 7,15
EVERTON – 6,95
MÁRCIO GUERREIRO – 6,75
FABIANO – 6,75
DANILSON – 6,60
MARCELO – 6,55
EVANDRO – 6,50
JAIRO – 6,40
FÁBIO – 6,00

A volta do Capitão Raí [Jogo 22 – 26/07/2011]

AMARELO 4X4 AZUL/PRETO

GOLS:
AMARELO: Everton; Cristhian (2º, 4º, 5º); Diogo (8º); Marcelo; Charles
AZUL/PRETO: Vilnei; Fabiano (1º); Fábio (6º); Veni (3º, 7º); João Paulo

Poucas vezes ela, quando aqui abordada, foi levada em consideração. Por motivos distintos, muitas vezes, ela não teve força suficiente para se fazer efetiva. Ainda nesta temporada temos dois casos em que ela se fez presente. Num destes, Everton se beneficiou, fazendo-a plena e certeira. Em outro, com Ricardo, ela não se cumpriu, ficando apenas em mais uma de tantas outras tentativas. Agora, com Fabiano – o velho Capitão Raí – parece que ela virá se concretizar. Ou, ao menos dá ares de que assim o fará. Ela, a quem me refiro, é a Volta; a volta de antigos atletas a Junção.

Fabiano (1º) retornou com seu confundível estilo: marcação forte e entrega em campo. Foi importante sua atuação no disputado empate da noite. Por sinal, foi dele o primeiro gol da partida, que ocorreu após boa triangulação com João e Fábio. Seu chute não foi tão forte, mas o suficiente para Everton aceitar.

O jogo não foi marcado apenas pela volta de Fabiano. Cristhian esbanjou bom futebol. Foi disparado o melhor em quadra. Dos 4 gols de seu time, 3 foram dele.

Somente na segunda etapa é que Cristhian desencantou. No primeiro tempo bem que tentou, no entanto esbarrou na boa defesa adversária. O jeito foi insistir. Em jogada individual, então, Cristhian (2º) partiu pra cima de Fábio, tocou para o lado e fuzilou Vilnei, marcando um golaço: 1 a 1.

Em tabela com Fabiano, Veni (3º) bateu forte e pôs o Bicolor em vantagem outra vez: 2 a 1.

O empate e a virada do Amarelo vieram dos pés de Cristhian (4º e 5º). No lançamento de Everton, o craque da noite passou, com um meio balãozinho, de viagem por Veni na lateral direita e assim que a bola tocou o chão, bateu de primeira, acertando o ângulo de Vilnei. Outro belo gol do baixinho enfezado. O gol da virada foi de falta que Cris cobrou forte, da entrada da área, no canto onde Vilnei estava: 3 a 2.

Apelando para o abafa e se aproveitando da lesão de Diogo – este jogou desde o início descontado por conta de uma pequena distensão na coxa -, o AZ/PR foi só pressão. Ao Amarelo sobrou o contra-ataque como melhor arma efetiva.

Nestas condições, o Bicolor tomou a frente do marcador novamente. Em corte seco de Fábio (6º) no adversário para o meio, seguido de chute no contrapé de Everton, o time azul igualou em 3 a 3 o confronto.

A vitória parecia ser uma questão de tempo. Ainda mais depois que Veni (7º) engatou um contragolpe e um chute certeiros pra cima de Cabelo, recolocando sua equipe à frente do marcador: 4 a 3.

Entretanto, nos minutos finais da partida, Diogo (8º), que até então travara uma disputa especial com Vilnei, arriscou um chute de trás da linha da meia-cancha, obrigando ao arqueiro bicolor a se jogar ao encontro da bola. O desfecho do lance foi a falha crucial de Vilnei que a deixou passar entre seus braços e a trave esquerda. Diogo, assim, sorriu. Vilnei, então, lamentou. Fabiano voltou. E o empate em 4 a 4 é o que restou.

CRISTHIAN – 7,50
DIOGO – 6,85
VENI – 6,80
FÁBIO – 6,70
JOÃO PAULO – 6,55
FABIANO – 6,55
EVERTON 6,40
MARCELO – 6,30
VILNEI – 6,10
CHARLES 5,60


terça-feira, 26 de julho de 2011

JOGO 21 - 19/07/2011

AZUL/PRETO 3X8 AMARELO

GOLS:
AZUL/PRETO: Vilnei; Vander (2º); Marcelo; Cristhian; Cristiano (5º); Jairo (10º)
AMARELO: Everton; Veni (3º); Diogo (11º); Preto (1º, 4º, 6º, 8º, 9º); Fábio (7º)

Na véspera do dia mundial do amigo, o Amarelo não foi nada cordial com seu co-irmão. Aplicou-lhe uma goleada que só não foi maior por conta do perfeccionismo de seus jogadores.

Em termos de bola rolando, o Amarelo dominou amplamente a partida, ainda mais no segundo tempo quando, logo no início, Cristiano se contundiu, tendo que abandonar o jogo. Com Veni, Preto e Fábio – este como há muito não se via – inspirados, os Amarillos fizeram uma partida com poucos erros, muita aplicação e domínio completo das ações. Com 5 gols, Preto foi soberano nos arremates. Já Veni imprimiu a velocidade necessária para liquidar com o posicionamento defensivo do rival. E Fábio soube cadenciar e tocar com extrema qualidade a transição da bola da defesa ao ataque.

Essa transição se mostrou explícita no primeiro gol do clássico. Fábio conduziu a bola pelo meio, tocou para a direita e recebeu novamente na marca do pênalti. Podia bater mas preferiu rolar para o lado onde Preto (1º) desmarcado marcou 1 a 0.

O empate azul veio através de cobrança de escanteio de Marcelo para chutaço cruzado e indefensável de Vander (2º): 1 a 1.

O domínio Amarelo passou a acontecer quando Preto em cobrança de escanteio botou a bola no peito de Veni (3º) para fuzilar Vilnei: 2 a 1.

Antes que o primeiro tempo terminasse, Preto (4º) driblou pra dentro e mandou chute forte no canto do arqueiro azul: 3 a 1.

No segundo tempo, o Bicolor quis esboçar uma reação. Cristiano (5º) cobrou falta que explodiu na barreira e no rebote o mesmo chutou para descontar em 3 a 2 o marcador. Porém, em seguida, numa escapada pelo flanco esquerdo, Cristiano sozinho torceu o joelho. Sua saída foi imediata. Sem o jogador que imprimia velocidade ao time, o AZ/PR ficou sem sua válvula de escape, e o que já estava difícil ficou pior ainda... Dominado, não restou outra coisa a não ser evitar uma derrota vexatória.

Em jogada individual de Veni pela esquerda, Preto (6º) completou para as redes: 4 a 2. Depois Veni tabelou com Fábio (7º) e este marcou 5 a 2. Com outros dois gols, Preto (8º e 9º) confirmou sua boa performance, isolando-se na artilharia da partida com 5 gols: 7 a 2.

Jairo (10º) e Marcelo, únicos azuis que ainda não haviam desistido da partida, lutaram até o fim pela honra, sendo premiados com um gol do primeiro em jogada que iniciou com o segundo. Os velhinhos da Junção deram um exemplo de perseverança aos companheiros mais novos. Que isto fique registrado.

Por fim, Diogo (11º), angustiado por ainda não ter marcado, decretou números finais à partida ao fazer sue gol.

Num 8 a 3, que poderia ter sido mais elástico, o Amarelo “presenteou” seu co-irmão com uma apresentação convincente e segura, pois, como diz o ditado, amigos, amigos, negócios, ops!, melhor, futebol à parte.

PRETO - 7,96
VENI - 7,93
FÁBIO - 7,73
DIOGO - 7,26
EVERTON - 6,83
JAIRO - 6,46
MARCELO - 6,30
VILNEI - 6,10
CRISTIANO - 6,03
VANDER - 6,00
CRISTHIAN - 6,00

terça-feira, 12 de julho de 2011

JOGO 20 - 05/07/2011

AMARELO 8X7 AZUL/PRETO

GOLS:
AMARELO: Everton; Charles (9º, 13º); Diogo (4º, 11º, 15º); Fábio (10º - contra); Cristhian (2º, 3º, 8º)
AZUL/PRETO: Vilnei; Preto; Evandro (5º, 6º, 7º, 14º); Veni (12º); Vander (1º)

Não foi um jogo para qualquer um. Foi uma partida para poucos. Dez bravos juncianeiros encararam a noite mais gelada (até então) do ano. À temperatura gélida de 7ºC se juntaram o calor de corpos suados de bravos atletas que, como cavalos selvagens soltos nos pampas, preparavam-se par um galope enfurecido em direção ao ocaso. No campo de forças originado entre temperatura extremas (a de corpos quentes x a de clima polar), Amarelos e Bicolores puseram suas diferenças em disputa. Melhor para os primeiros que souberam trsnspirar melhor, equilibrando as sensações térmicas de maneira mais harmônica.

No entanto, quem marcou primeiro foi o Bicolor. Veni fez o lançamento em profundidade para Vander (1º) chegar de trás batendo deaquele jeito indefensável: 1 a 0. Fábio não acompanhou.

Evandro, no campo de ataque, fez o passe mal, e Cristhian (2º) pegou a defesa inimiga toda saindo. Assim, no contra-ataque, avançou livre para empatar em 1 a 1 o marcador. O mesmo Cristhian (3º) recebeu passe no meio de Fábio, após este praticar desarme sobre Preto, e virou para 2 a 1 o placar.

O frio parece ter congelado o raciocínio dos Azuis. Em novo erro, Veni bate lateral afoito, Diogo intercepta de cabeça e toca para Cristhian que devolve para Diogo (4º) afundar Vilnei: 3 a 1.

Somente no final do primeiro tempo é que o AZ/Pr quebrou o gelo. Veni tocou no meio para Evandro (5º), que, de costas para Charles, fez o giro e bateu na saída de Everton: 3 a 2.

No início do segundo tempo, em duas estocadas certeiras, o Bicolor, através de Evandro (6º e 7º), virou em 4 a 3 o confronto. Em dois passes de Veni - um na cobrança de escanteio, onde Cristhian não acompanhou -, o avante azul esquentou as ações de seu time, resfriando o avanço inimigo.

Logo em seguida, entretanto, Diogo cavou e bateu tiro de canto para arremate de Cristhian (8º): 4 a 4.

Foi então que Charles (9º) proporcionou o gol mais belo da noite. Veni, na intenção de passe para a defesa, tocou a bola para trás, mas Charles, atento, interceptou a bola no ar, pegando de primeira e acertando o ângulo de Vilnei: 5 a 4.

Assim como no jogo passado, neste Fábio (10º - contra) voltou a marcar um gol contra. Desta vez contou com a colaboração de Everton. Em lançamento de Vilnei por cima, Fábio tentou cortar a bola e de cabeça encobriu Everton que vinha saindo ao encontro da bola. O problema é que o goleiro não gritou que estava saindo do gol...

Em seguida, a fim de se redimir do erro, Fábio foi ao ataque e ao receber cobrança de escanteio, deixou para trás, na entrada da área, Veni e Vnader antes de servir na medida a Diogo (11º): 6 a 5.

Num toma-lá-da-cá, Veni (12º) apanhou rebote defensivo azul após cobrança de falta e deixou o marcador igualado outra vez: 6 a 6.

Em jogada coletiva muito bem elaborada, na qual todo time bicolor teve participação, Charles (13º), de carrinhada, deu o toque final: 7 a 6.

A resposta azul e preta foi imediata: Veni recebeu na esquerda e rolou na medida para Evandro (14º) mandar no ângulo de Everton: 7 a 7.

Quando tudo se encaminhava para um novo empate, eis que Diogo (15º), tal qual um cavalo chucro das planícies, disparou num galope firme pelo meio para desferir uma patada contundente e exímia pra cima de Vilnei: 8 a 7.

Foi o golpe final, o da vitória de uma equipe perseverante que encontrou pela frente um adversário não menos perseverante, que soube vender cara a derrota. De qualquer modo devo ressaltar que todos - sem exceção alguma - foram vitoriosos. Ao encararem uma noite extremamente gelada esses 10 atletas da Junção inscreveram seus nomes na bandeira farroupilha como um exemplo de garra e determinação, que jamais deverá ser esquecido.

EVANDRO - 7,96
DIOGO - 7,53
CHARLES - 7,43
FÁBIO - 7,43
VILNEI - 7,16
VENI - 7,13
CRISTHIAN - 7,10
VANDER - 6,96
PRETO - 6,80
EVERTON - 6,66

domingo, 3 de julho de 2011

JOGO 19 - 28/06/2011

AMARELO 11X9 AZUL/PRETO

GOLS:
AMARELO: Everton; Cristiano (6º, 10º, 14º, 15º); Evandro (8º 19º); Veni (18º); Ricardo (11º); Preto (1º, 16º)
AZUL/PRETO: Vilnei; Marcelo; Cristhian (4º, 17º); Diogo (2º, 3º, 7º, 9º); Charles (5º, 20º); Fábio (12º, 13º - contra)

Partida de muita movimentação e com muitos gols. Destaques para Diogo e Cristiano. Vitória amarela por 11 a 9.

Logo a um minuto de bola rolando, Veni avançou pela direita e tocou para o lado onde Preto (1º) se encontrava. O chute foi certeiro: 1 a 0.

Em duas falhas de Evertton, o Bicolor, com dois gols de Diogo (2º e 3º), virou o placar. No primeiro, Diogo avançou pela esquerda e da linha de fundo, quase sem ângulo, chutou alto e Everton aceitou. No segundo o goleiro amarelo foi lançar a bola com as mãos para Veni no meio. Porém, este estva amarrando os tênis e, quando se deu conta, Diogo já havia pego a bola e afundado o camisa nº 1: Everton se precipitou.

O confronto estava se encaminhando bem para o AZ/PR. Este começava a imprimir um certo domínio sobre as ações. Numa jogada de muita raça, Charles, de carrinho, recuperou uma bola que era toda de Evandro, e na sequência tocou para Cristhian (4º), que a devolveu para Charles fazer a parede e proporcionar o chute certeiro do companheiro: 3 a 1.

Em lançamento de Fábio, Cristiano não conseguiu o corte, e Charles (5º), às suas costas, ampliou para 4 a 1.

O Amarelo descontou através de Cristiano (6º), após tabela com Evandro: 4 a 2.

Se o Amarelo contava com Cristiano, o AZ/PR tinha Diogo (7º). Este, em passe de Charles, driblou Preto e chutou forte para fazer 5 a 2.

Fábio foi tentar puxar um contra-ataque mas perdeu a bola no meio para Evandro (8º), que a tocou para Veni antes de recebê-la de volta para marcar 5 a 3.

No enatnto, Diogo (9º), sempre ele, desarmou Veni, avançou pelo meio e bateu duas vezes (na primeira Everton defendeu) para fechar em 6 a 3 o escore do primeiro tempo.

A entrada de Ricardo (11º), no segundo tempo, deu outro ritmo ao Amarelo. Em dois lances seu time descontou em 6 a 5. No primeiro, fez um corta luz sensacional em passe de Veni para conclusão de Cristiano (10º). Depois, em passe de Evandro, chutou colocado no canto de Vilnei.

Em seguida, Ricardo perdeu a bola no meio para Fábio (12º), que avançou e acertou um chute forte pra cima de Everton: 7 a 5.

Porém, Fábio (13º - contra), não satisfeito com seu gol a favor, resolveu fazer um contra também. Em boa investida pela esquerda, Veni invadiu a área via linha de fundo e bateu em cima de Fábio, que, com Vilnei já batido, tentou fechar o ângulo, mas acabou colocando a bola para dentro de suas próprias redes: 7 a 6.

O empate amarelo veio com outro gol contra. Cristiano (14º) bateu escanteio pra dentro da área e a bola tocou no pé de Vilnei antes de entrar: 7 a 7.

Com Cristhian cansado e não produzindo quase nada, o Bicolor cedeu espaços que foram fatais. Em lançamento de Preto, Cristiano (15º) recebeu às costas da marcação e tocou pelo lado de Vilnei: 8 a 7.

Depois, Preto (16º) tabelou com Veni e chutou forte para fazer 9 a 7. Cristhian não acompanhou a jogada.

Vilnei, na raça, defendeu, e corajosamente, no rebote, saiu para dividir com o adversário com os pés. Por sorte do arqueiro a bola espirrou pra frente caindo nos pés de Cristhian (17º), que, de costas para o gol, dominou, girou e tocou na saída de Everton: 9 a 8.

A alegria durou pouco. Isto porque Preto rolou para Veni (18º) bateu forte e marcar 10 a 8.

Na triangulação entre Cristhian, Veni e Evandro (19º), este fez 11 a 8. Por último, como se fosse um suspiro derradeiro, Charles (20º) desarmou Veni na saída lateral de defesa e bateu na saída de Everton para decretar o placar final da partida em 11 a 9.

DIOGO - 7,25
CRISTIANO - 7,15
EVANDRO - 6,90
VENI - 6,70
PRETO - 6,70
VILNEI - 6,70
RICARDO - 6,65
FÁBIO - 6,60
CHARLES - 6,55
MARCELO - 6,50
EVERTON - 6,20
CRISTHIAN - 6,15

terça-feira, 28 de junho de 2011

JOGO 18 – 21/06/2011 – Ricardo, a volta de um Legendário.

AZUL/PRETO 6X6 AMARELO

GOLS:
AZUL/PRETO: Vilnei; Diogo (3º, 12º); Jairo; Marcelo; Fábio; Charles (8º); Cristiano (1º, 2º); Cristhian (10º)
AMARELO: Everton; Fabrício (5º); Preto (7º); Evandro (6º, 9º); Ricardo; Vander (4º); Veni (11º)

Ele voltou. Tudo bem, isto já foi dito em outras oportunidades e não se cumpriu. No entanto, ao que tudo indica, desta vez parece ser real. Afastado da Junção desde 2009 – ano de sua última participação -, Ricardo atendeu ao apelo geral da nação juncianeira e decidiu que havia chegado o momento de retornar. Mesmo fora de forma e, nesta partida, ter sido colocado longe de sua posição original (é frente e jogou de fixo), Ricardo mostrou que conhece como poucos as quatro linhas. Ainda que acima do peso ideal e sem a “bocadura” necessária, Carniça entende do riscado e, aos poucos, pretende recuperar seu lugar de ídolo, um legítimo Legendário da Junção.

Além de Ricardo, tivemos outro retorno. Ele deu as caras de novo. Sorrateiro, manteve-se às escondidas, e, nos minutos finais de jogo, fez-se presente. Não, não se trata de outro jogador que há muito não frequentava a Junção. Trata-se do empate. Ele que emendou cinco jogos seguidos sendo o alvo das atenções, agora ressurge. Deu uma trégua no jogo passado, quando tecnicamente tivemos um dos piores – senão o pior jogo da temporada. A explicação para tamanho número de empates neste ano se deve ao equilíbrio das disputas. Assim, como nos anteriores que terminaram em igualdade, essa partida também esteve subjugada pelo domínio da equidade.

Bicolores e Amarelos se imbricaram numa batalha constante de forças. Aquadra foi pequena para ambos. No primeiro tempo, o AZ/PR foi superior. Inclusive, pelo andar do jogo, parecia que uma goleada estava por acontecer. Veni e Evandro não se encontraram nesta etapa. Erraram muitos passes. De qualquer modo, o Bicolor não soube converter suas oportunidades criadas em gols.

Na tentativa de lançamento de Everton, a bola ficou nos pés de Cristiano (1º), que não teve piedade do arqueiro amarelo, fuzilando-o e abrindo o escore.

Depois foi avez de Veni errar. Ao tentar o drible sobre Jairo, o ala foi desarmado por Jairo. Este, de posse de bola, avançou e chutou forte, mas Everton praticou defesa parcial. No rebote, outro gol de Cristiano (2º): 2 a 0.

Os 3 a 0 vieram em novo erro de Veni, que, ao cobrar lateral rapidamente, entregou a bola nos pés de Diogo (3º). O ala bicolor driblou um marcador mais o goleiro antes de tocar para as redes.

O jogo parecia fácil. O Bicolor criava boas chances. O excesso de firulas de Cristiano não permitia a concretização destas oportunidades. Aos poucos, no entanto, o Amarelo acertou seu posicionamento. Com as entradas de Fabrício (este, aliás, de boa performance) e de Ricardo, a equipe se adequou melhor ao seu estilo de jogo. Dessa forma, mais ajustado taticamente, iniciou sua recuperação no duelo. Antes que o primeiro tempo acabasse, Ricardo iniciou a jogada pelo lado esquerdo e rolou para trás, na medida exata, onde Vander (4º) encheu o pé e descontou em 3 a 1.

No segundo tempo, a dupla Ricardo e Fabrício - a que mudou o panorama da partida - mostrou o porquê foi importante para seu time. Ricardo pela meia-esquerda avançou e quase da linha de fundo avistou a chegada fulminante de Fabrício (5º) e seu chute cereteiro: 3 a 2.

Se a dupla Ricardo e Fabrício pôs o Amarelo na disputa novamente, a dupla Veni e Evandro se encontrou em quadra nesta etapa final. Após jogada individual de Veni em chute cruzado, Evandro (6°) pegou de primeira e deixou o placar igualado em 3 a 3.

O empate desestabilizou o AZ/PR. Fábio foi cobrar lateral em seu campo de defesa, bateu, e Preto (7°), atento, pegou a bola no meio do trajeto, antes que esta chegasse ao seu destino, avançou livre e tocou na saída de Vilnei: 4 a 3.

Após este gol, uma série de desentendimentos ocorreram na partida. Vilnei reclamou da arbitragem e de Everton (Vilnei queria pênalti do arqueiro amarelo sobre Cristhian em lance isolado). Veni e Jairo também se desentenderam em disputa de bola na linha lateral. O jogo foi paralisado a cada novo desentendimento. No calor do embate, Charles (8º), em chute cruzado de Diogo, empatava em 4 a 4 o clássico.

Contudo, em nova falha de Fábio, desta vez de marcação, Evandro (9º) se antecipa e de biquinho desloca Vilnei em cobrança de escanteio: 5 a 4.

Numa pressão incrível do Amarelo, Charles, debaixo dos paus, evita o sexto gol do rival. Vilnei, depois de Diogo, eleito o melhor em quadra, faz, no mínimo, duas defesas sensacionais, não permitindo o aumento do escore inimigo.

Numa escapada azul pelo meio, Diogo sofre falta. Ele, que jogou muito neste segundo tempo, efetua a cobrança com um chute forte que encontra seu destino nos pés de Cristhian (10º), que livre, junto ao poste esquerdo de Everton, completa para as redes: 5 a 5.

Logo depois o Amarelo voltou a passar à frente no marcador. Diogo recebe lateral forçada, tenta dominá-la porém a bola lhe escapa. Evandro, como uma águia, puxa o contra-ataque fatal, entregando de bandeja para Veni (11º) escolher o canto e fazer 6 a 5.

Na pressão, o Bicolor, no final da partida, convocou o empate. Cristhian cobrou escanteio pra dentro da área e na confusão Diogo (12º) chutou forte para decretar o empate de 6 a 6.

Numa partida de voltas, a legenda fica por conta de Ricardo e o empate, por conta do equilíbrio.

DIOGO - 7,26
VILNEI - 7,03
FABRÍCIO - 6,86
VENI - 6,83
EVANDRO - 6,63
CRISTIANO - 6,56
PRETO - 6,53
CHARLES - 6,43
CRISTHIAN - 6,33
EVERTON - 6,26
VANDER - 6,13
MARCELO - 6,10
RICARDO - 6,06
JAIRO - 5,86
FÁBIO - 5,50

domingo, 26 de junho de 2011

JOGO 17 – 14/06/2011

AMARELO 4X10 AZUL/PRETO

GOLS:
AMARELO: Vilnei; Vander; Diogo (2º, 11º, 13º); Evandro; Fábio; Jairo (8º)
AZUL/PRETO: Everton; Preto (1º, 14º); Veni (6º, 9º); Charles (4º, 5º, 7º); Cristiano (3º, 10º, 12º)

Após cinco partidas empatadas, a vitória se fez presente outra vez na Junção. E não foi uma mera vitória: foi uma goleada com direito a domínio amplo do Bicolor sobre seu arquirival. O placar de 10 a 4 não traduz exatamente como foi o jogo. Se o time azul e preto mantivesse o ritmo do primeiro tempo e metade do segundo, o escore final seria bem mais dilatado.

Em passe errado de Vander, Veni ficou com a bola e a tocou para Preto (1º) abrir o placar: 1 a 0.

Em desarme de Fábio sobre Cristiano na meia cancha, Diogo (2º) recebeu na medida e em toque por cima de Everton empatou em 1 a 1 o clássico.

Num ritmo acelerado, o AZ/PR criou mais algumas boas chances de gol no primeiro tempo. O Amarelo estava errando muito defensivamente e pouco produzia em termos de ataque. Em mais duas estocadas fortes, o Bicolor marcou outras duas vezes. Cristiano (3º) e Charles (4º) receberam passes açucarados de Veni para fecharem em 3 a 1 a primeira parte do jogo.

O começo do segundo tempo foi arrasador para as pretensões azuis. Cristiano inspirado tocou para Charles (5º) na direita bater rasteiro no canto de Vilnei. Depois, logo em seguida, o mesmo Cristiano serviu Veni (6º), que não recusou: 5 a 1.

O trio Cristiano, Veni e Charles (7º) voltou a atacar. Desta vez, o segundo rolou para o terceiro ampliar para 6 a 1 o escore. Assim, a sentença estava praticamente configurada. Nem mesmo o gol de Jairo (8º), em passe de Diogo, trouxe alguma mudança de perspectiva à partida. Isto porque Veni (9º) e Cristiano (10º) afundaram Vilnei, que, sem ir na bola, era a representação fidedigna do desânimo de seu time.

Diogo (11º e 13º) marcou duas vezes, minimizando o fiasco de seu time, que ainda sofreria mais dois gols, um de Cristiano (12º) e outro de Preto (14º), selando em 10 a 4 o confronto.

Numa partida tecnicamente ruim, pior é não vencê-la – que o diga o Bicolor.

VENI – 6,90
CHARLES – 6,83
CRISTIANO – 6,73
PRETO – 6,56
EVERTON – 6,53
FÁBIO – 6,20
VILNEI – 5,93
JAIRO – 5,90
DIOGO – 5,83
EVANDRO – 5,66
VANDER – 5,33

JOGO 16 – 07/06/2011

AZUL/PRETO 6X6 AMARELO

GOLS:
AZUL/PRETO: Everton; Diogo; Charles; Jairo (3º, 4º, 5º, 9º); Cristiano (11º, 12º)
AMARELO: Vilnei; Preto; Vander (1º, 2º, 6º, 7º, 10º); Marcelo; Veni (8º)

Recorde estabelecido na Junção: 5º empate seguido em uma temporada. Não lembro de outra situação como esta. O máximo até então eram de quatro placares consecutivos terminados em igualdade. Destaques, segundo nosso atleta-correspondente direto do front Charles, para Vander e Jairo, que juntos marcaram mais de 80% dos gols do jogo. Além disso, tiveram atuações acima da média, sendo fundamentais para seus times.


VANDER – 7,60
JAIRO – 7,45
DIOGO – 7,00
VILNEI – 6,50
EVERTON – 6,45
VENI – 6,40
CHARLES – 6,30
PRETO – 6,30
MARCELO – 6,30
CRISTIANO – 6,15

JOGO 15 - 31/05/2011

AZUL/PRETO 8X8 AMARELO

GOLS:
AZUL/PRETO: Everton; João Paulo; Veni (6º, 16º); Marcelo (4º, 10º); Cristhian; Danilson (5º, 9º, 14º, 15º)
AMARELO: Vilnei; Evandro (12º); Preto (13º); Vander (1º, 3º); Charles (8º); Cristiano (2º, 7º, 11º); Diogo

Parece combinação, mas não é. Pela quarta vez seguida nesta temporada uma partida termina empatada. E, conforme relato de Charles, só teve este desfecho porque Veni, da marca do pênalti, recebeu passe certeiro e fuzilou Vilnei com chute forte e rasteiro. Quando a bola foi colocada no centro para retomada do jogo, já não havia tempo para mais nada: o apito final soou e o escore terminal decretou um novo empate no ano.

Segue abaixo uma breve síntese de Charles sobre a partida na qual Vilnei, que na semana passada havia sido eleito o pior em quadra, foi seu grande destaque, praticando defesas e intervenções pontuais e seguras.

Mais um empate na Junção, o que mostra como estão sendo equilibrados os jogos neste ano. Por sinal, muito bons jogos, pois se tem horas em que a técnica não é a das mais requintadas, tem sobrado vontade e entrega. No jogo, destaque para Vilnei que fez uma de suas melhores partidas do ano, e também para Danílson que se não foi brilhante, foi implacável na hora de finalizar para as redes. Temos que registrar também um dos lances mais engraçados da Junção de todos o tempos. Em uma jogada pela lado esquerdo do ataque Amarelo, Cristiano dominou a bola quase sobre linha lateral e imediatamente sofreu a carga da marcação de João que de carrinhada deu o bote com toda força possível, só que ele não esperava a finta que Cristiano aplicou-lhe sem piedade, fazendo com que deslizasse para fora da quadra e se enroscasse nas redes de proteção. Neste momento seu algoz parou para olhar a cena como que se esperasse sua vítima levantar-se, passados uns 10 segundos com todos os jogadores parados esperando o desfecho do embate e como João não conseguia se desvencilhar das redes, o jogo seguiu e a cena entrou para a memória dos presentes e para os anais da Junção.


VILNEI – 7,7
DANILSON – 7,1
VENI – 6,8
MARCELO – 6,7
EVANDRO – 6,7
VANDER – 6,6
CRISTIANO – 6,6
CRISTHIAN – 6,5
CHARLES – 6,5
DIOGO – 6,5
PRETO – 6,5
EVERTON – 6,4
JOÃO PAULO – 5,3

JOGO 14 - 24/05/2011

AZUL/PRETO 6X6 AMARELO

GOLS:
AZUL/PRETO: Vilnei; Preto (11º); Vander (3º, 8º); Charles (9º); Cristhian; Cristiano (6º, 7º)
AMARELO: Everton; João Paulo (4º); Evandro (12º); Danilson (1º, 2º); Jairo; Diogo (5º, 10º)

No terceiro empate seguido da temporada a emoção mais uma vez foi a principal característica do confronto. Azuis e Amarelos se degladiaram pela posse da bola o tempo todo. O equilíbrio, segundo relato de Charles, foi fator determinante no placar final de jogo. Diogo, seguido de perto por Preto, foi o maior destaque do clássico. Candidata-se, dessa forma, a brigar pelo título de craque do ano. Para quem por pouco, há duas semanas, quase abandonou a Junção, Diogo voltou com força total, jogando com sua velha disposição – por sorte canalizada para a disputa apenas – que o levou a cavar seu espaço nos sagrados encontros das terças-feiras.

Eu vos falo agora pelos olhos de Charles. Impossibilitado estou de participar – até mesmo como mero espectador – de nossos tradicionais encontros em La Bomobonera. Em breve espero estar de volta ao convívio de vocês, queridos juncianeiros. Portanto, por ora, é este breve relato que deixo aqui registrado deste 14º jogo de 2011. O que surpreende é o resultado derradeiro – o de igualdade novamente, assim como já ocorrera nas últimas duas partidas. Mas, de qualquer modo e de acordo com nosso atleta-correspondente direto do front de batalha, o placar foi justo – se é que existe justiça no futebol. Porém, isto é assunto para outro dia.

DIOGO – 7,2
PRETO – 7,1
DANILSON – 6,9
EVANDRO - 6,8
CRISTIANO - 6,8
CRISTHIAN - 6,5
VANDER - 6,5
EVERTON – 6,3
JAIRO – 6,2
CHARLES – 6,2
JOÃO PAULO – 6,1
VILNEI – 6,0

terça-feira, 21 de junho de 2011

JOGO 13 - 17/05/2011 - A volta de Everton, o "Cabelo"

AMARELO 3X3 AZUL/PRETO

GOLS:
AMARELO: Everton; Fábio; Veni; Cristhian; Charles (3º, 4º); Marcelo (1º)
AZUL/PRETO: Vilnei; Diogo (2º); Cristiano (6º); Preto; Evandro (5º); Jairo

Ele voltou. Após 10 temporadas (seu último joga havia sido no longíquo 09 de maio de 2000) longe da Bombonera, Everto - ou, se preferirem, Cabelo - está novamente vestindo uma das camisas nº 1 da Junção. Substituindo a Alex, um dos ídolos recentes, Everton diz ter agora chegado a sua vez. Diferente de sua primeira passagem, na qual um grave acidente de moto por pouco não lhe custou a vida, impossibilitando-o, inclusive, de ficar mais de dois anos sem jogar futebol, Cabelo hoje é só otimismo. Agora, de volta às quadras, Everton quer deixar o passado para trás e fazer seu nome na Junção. Busca ser ídolo e, para tanto, não medirá esforços. Salve Cabelo! Bom retorno!

Pela segunda vez na temporada (e consecutiva) o empate deua as caras. O 3 a 3 do marcador reflete uma partida na qual o equilíbrio foi sua maior característica. Com dois gols de Charles e outro de Marcelo (Diogo fez o gol Bicolor), o Amarelo dominou a etapa inicial. Pouco fez o AZ/PR diante do sistema defensivo do rival.

O que também, além do equilíbrio, chamou a atenção deste confronto, foi a questão da disputa limpa. Em nenhum momento tivemos reclamações por parte da arbitragem ou faltas desmedidas (até mesmo Diogo jogou somente bola). E o que é melhor: não faltou entrega e aguerrimento por parte dos jogadores.

Marcelo (1º), em passe de profundidade de Veni, chutou cruzado, logo no início da partida, e fez 1 a 0. O empate AZ/PR veio com Diogo (2º) que desarmou Charles no centro da quadra, rente a linha lateral, avançou pela direita e bateu forte, no ângulo de Everton: 1 a 1.

O empate azul não diminuiu o ímpeto amarelo, que seguiu pressionando. Num bate-rebate na defesa bicolor, Charles (3º), após passe de Veni, pegou de primeira, espécie de meio-voleio, e marvou 2 a 1. Não tardou muito para o mesmo Charles (4º), após avanço perfeito de Veni pela esquerda, infiltrar-se pela direita e receber outro passe na medida para, na saída de Vilnei, tocar em seu canto oposto: 3 a 1.

Na segunda etapa foi a vez do Bicolor comandar as ações. Jairo deu um novo ritmo ao seu time. Com uma intensa movimentação, foi autor dos dois passes que originaram os gols de empate azul e preto. Jairo abriu espaços consideráveis na defesa rival. Assim, o futebol de Cristiano apareceu, bem como o de Evandro. Por outro lado, Everton mostrou que nem mesmo o longo tempo distante da Junção foi capaz de fazê-lo perder seu instinto juncianeiro. Trabalhou e muito nesta etapa final. Graças a ele o AZ/PR não saiu de quadra com a vitória. Bom retorno. Boa atuação.

Jairo recebeu, por cima, de Vilnei e de costas para o gol, junto ao poste esquerdo, tocou, com a bola no ar, para Evandro (5º) que, junto ao outro poste, emendou de primeira: 3 a 2.

Jairo, novamente, começou a jogada do gol de empate. Após lançamento mal de Everton no meio (sua única falha no jogo), Preto rebateu a bola que caiu nos pés de Jairo. Este, rapidamente, notou deslocamento de Cristiano (6º) e sem titubear passou-lhe a bola para que, num mesmo toque, se livrasse das marcações de Charles e de Fábio antes de bater para as redes de Everton e deixar o placar final empatado em 3 a 3.

Diz um velho ditado bíblico que um bom filho à casa sempre retorna. Assim, seja bem vindo Everton.

JOGO 12 - 03/05/2011

AMARELO 9X9 AZUL/PRETO

GOLS:
AMARELO: Vilnei; Vander; Fabrício (8º, 13º); Filipe (3º, 4º); Cristiano (1º, 10º - contra); Evandro (5º, 11º, 16º, 18º); Charles
AZUL/PRETO: Fábio; Marcelo (15º, 17º); Preto; Diogo; João Paulo (6º); Cristhian (7º, 14º); Jairo (9º); Veni (2º, 12º)

Crise. Saída de Alex. (Possível) saída de Diogo. Desleixo dos jogadores em geral (tênis inadequado, falta de comprometimento...). Outra vez a Junção passa por um momento de instabilidade. Não é a primeira vez. Não será a última. Mas, no entanto, preocupa. Duas situações ocorridas no jogo desta noite ilustram a nova crise que se instarou na Junção:

1º) Num gesto insano, Diogo por pouco não quebra a perna de Filipe. Indignado, deixou a quadra bem antes do final da partida.

2º) Após alguns jogos atuando como goleiro, Charles se recusa a permanecer exercendo tal função. Então, num gesto de puro amor a Junção, dediquei-me neste confronto a encarar as agruras das traves, a fim de que a bola pudesse rolar.

Caros juncianeiros, é hora de juntarmos forças para que a Junção não sucumba. Essa crise tem que passar (como tantas outras que já passaram). Para tanto, precisamos definir a escolha de um novo goleiro urgente, pois pelo comentário produzido na postagem anterior, Alex desisitiu de jogar conosco. Além disso, vale lembrar, que todos temos problemas que nos assolam diariamente. Problemas que são piores do que as marcações implacáveis de João Paulo, de Diogo e de Marcelo, mas nem por isso desistimos de lutar contra tais adversidades, e muito menos descontar nossas frustrações diárias distribuindo coices e pontapés gratuitos em nossos amigos. Raça, garra, determinação e entrega não são sinônimos de selvageria e pancadaria. Nada de fair play; mas, também, nada de violência gratuita. Esta é tão vergonhosa e ridícula quanto o detestável fair play.

Apesar dos pesares, o embate desta noite foi bom. O empate do placar registrou a dimensão justa de uma partida jogada no seu limite, em suspiros de dor (Filipe que o diga), angústia e decepções (Diogo e Alex). Destaques para Cristhian e Evandro, adversários que enalteceram suas equipes com um futebol ofensivo e aguerrido. A decepção ficou a cargo de Diogo, que, de cabeça quente, chutou covardemente Filipe sem bola. Por pouco não aconteceu algo mais grave com o atacante amarelo. No entanto, sem um goleiro, com Diogo descontrolado e com uma certa apatia e desencanto geral, o confronto aconteceu. Creio que as divindades pagãs da Junção entraram em ação, abençoando, com seus mantras milenares, essa partida. Pois, do contrário, não teríamos bola rolando.

Quanto a partida em si, transcorreu numa disputa equilibrada que, como já ocorrera no jogo anterior, teve seu escore fechado somente no último lance (naquela ocasião aconteceu a vitória do Amarelo; nesta, o empate).

Aproveitando-se do fato de que Fábio era o arqueiro azul, o Amarelo arriscava chutes de todos os cantos da quadra. Mas somente de perto é que conseguiu vencê-lo. Charles roubou a bola no meio e a passou para Cristiano (1º) marcar 1 a 0. Em seguida, o mesmo Cristiano derrubou Veni dentro da área. Veni (2º) cobrou o pênalti e empatou o placar em 1 a 1.

Marcando sob pressão, o Amarelo induziu seu rival ao erro. Assim, Marcelo, ao cobrar lateral próximo a sua área, entregou a bola na fogueira para Fábio, que, sob a custódia de Filipe (3º), não teve tempo de desarmálo, contentando-se em vê-lo tocar a bola para suas redes: 2 a 1.

Filipe (4º), embalado pelo gol, recebeu lançamento de Vilnei e, de primeira, ampliou em 3 a 1 o marcador. Num lance infortúnio, Veni tentou passar por Cristiano, mas não teve sucesso. Pior, na sequência, Cristiano tocou para Evandro (5º) livre marcar 4 a 1.

Com a entrada de João Paulo, o Bicolor firmou melhor sua defesa. Marcelo, tendo João como apoio defensivo, ganhou confiança. Dessa maneira, o AZ/PR estancou os avanços frequentes do rival. E mais: antes que o primeiro tempo terminasse, descontou para 4 a 2 através de João (6º), que recentemente havia entrado.

No segundo tempo, o Bicolor manteve seu sistema de jogo avançado. A partida creseceu em emoção, com os dois times buscando incessantemente o gol. Cristhain (7º), de boa atuação, roubou a bola de Evandro e assinalou outro gol azul: 4 a 3. Porém, Fabrício (8º), em passe de Evandro, tocou na saída de Fábio: o Amarelo mantinha a vantagem; 5 a 3.

Jairo (9º), de muita transpiração, manteve o embate equilibrado: 5 a 4. Num contra-ataque, o AZ/PR chegou ao empate de uma maneira inusitada. Cristhian bateu cruzado e Cristiano (10º - contra) ao tentar cortar pôs a bola para dentro de suas próprias redes: 5 a 5.

Decidido a reabilitar-se do erro cometido, Cristiano (11º) foi para cima e após uma confusão na defesa azul, ficou com a sobra para pôr seu time em vantagem outra vez: 6 a 5. Mas Cristhian escorou na medida exata para Veni (12º) soly=tar a bomba e igualar em 6a 6 o escore.

Logo em seguida, no entanto, numa desatenção coletiva da defesa bicolor, Fabrício (13º) aparou cobrança de lateral de Cristiano e fez 7 a 6. O empate azul aconteceu novamente com a dobradinha Cristhian (14º) e Veni, só que desta vez este escorou para aquele assinalar 7 a 7.

Encaminhando-se para seu final, o embate presenciou o lance descontrolado de Diogo sobre Filipe. Porém nem isto foi capaz de manchar a partida; ela seguiu, especialmente em seus minutos finais, num ritmo eletrizante. Nada estava decidido. E assim prosseguiu até seu derradeiro lance.

Marcelo (15º), em chute forte de longa distância, venceu Vilnei, e, pela primeira vez na partida, colocou seu time em vantagem no placar: 8 a 7. Contudo, logo em seguida, Charles tabelou com Evandro (16º) e este, às costas de Veni que não o acompanhou, igualou em 8 a 8 o escore. Entretanto, Marcelo (17º), no rebote da defesa, fez 9 a 8 e praticamente garantia a vitória bicolor. Praticamente... Pois não é que na saída de centro o Amarelo, em jogada de linha de fundo, chegou ao empate? E praticamente da mesma maneira que havia feito seu último gol?

Charles foi à linha de fundo e cruzou para Evandro (18º), às costas de Veni novamente, chegar batendo e decretando o placar final do clássico em 9 a 9.

No que tange todas as dificuldades encontradas neste confronto (goleiro improvisado, descontrole de Diogo, tênis inadequados...), a Junção, acima de tudo, resiste, persiste e insiste.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

JOGO 11 - 26/04/2011

AMARELO 6X7 AZUL/PRETO

GOLS:
AMARELO: Charles; Vander (1º, 3º); Filipe; Cristhian; Cristiano (6º, 7º); Marcelo (9º, 11º)
AZUL/PRETO: Vilnei; Veni (2º, 4º, 5º); Evandro (12º); Fabrício (8º); Preto (13º); Diogo (10º)

Relato os fatos descritos por Charles:

Jogo decidido no último lance do jogo com gol de Preto em chute cruzado.

Sem mais nada a declarar, dou por encerrado o relato do 11º embate do ano.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Dúvida

Alguém pode me explicar o que está acontecendo com o Alex?

segunda-feira, 25 de abril de 2011

JOGO 10 - 12/04/2011

AMARELO 8X5 AZUL/PRETO

GOLS:
AMARELO: Vilnei; Diogo (4°); Marcelo (1º, 9º, 10º); Vander; Veni (6º, 11º); Filipe (7º, 13º)
AZUL/PRETO: Charles; Cristhian (3º, 5º, 8º); Cristiano; Evandro; Preto (2º, 12º); Fábio

Num chute cruzado, no primeiro minuto de bola rolando, Marcelo (1º) mandou a bola no ângulo da meta defendida por Charles. Um golaço que abria o marcador de um jogo que prometia muito.

O empate azul chegou pelos pés de Preto (2º) que aproveitou-se de descuido de Veni para roubar-lhe a bola e tocar na saída de Vilnei: 1 a 1.

Cristhian (3º), cobrando falta, mandou a bola pelo meio da barreira formada por Vilnei: 2 a 1.

Em penalidade máxima de Cristhian sobre Diogo (4º), este fez o gol do 2 a 2, e junto de Veni assumiu o protagonismo da partida.

Cristhian (5º), pegando rebote de defesa parcial de Vilnei, pôs novamente seu time à frente do marcador: 3 a 2.

No segundo tempo, logo nos minutos iniciais, Veni (6º) recebe a bola dentro da área, após bom lançamento de Vilnei, desvencilia-se da marcação de Fábio para bater cruzado e igualar em 3 a 3 o escore.

Com Vander e Marcelo segurando na defesa e Diogo e Veni saindo bem para o ataque, o Amarelo chegou à virada. Diogo cobrou lateral curto, quase um escanteio, Filipe (7º), de costas para a goleira, virou pra cima de Preto antes de bater no canto de Charles e deixar o placar em 4 a 3.

Num contra-ataque fulminante, o Bicolor voltou a igualar o placar. Evandro saiu pela direita, tocou para Cristiano na esquerda que, na cara de Vilnei, bateu em cima deste, mas, por sorte, Cristhian (8º) - na hora e lugar certos - ficou com o rebote: 4 a 4.

Nem deu tempo para comemoração, porque logo em seguida Preto perdeu disputa para Veni (num legítimo flashback, desta vez oposto, ao segundo gol da partida, quando o primeiro roubou a bola do segundo) que tocou para Marcelo (9º) anotar 5 a 4.

O mesmo Marcelo (10º), outro bom nome da noite, tornou-se, ao lado de seu rival Cristhian, goleador do clássico ao marcar pela terceira vez após passe de Vander: 6 a 4.

Quando quis esboçar reação, o Az/Pr sofreu outra vez. Diogo serviu e Veni (11º) não titubeou: 7 a 4.

O gol de Veni praticamente selou o destino do confronto. Faltando pouco mais de oito minutos para o término do jogo, a rede ainda foi balançada outras duas vezes [Preto (12º) e Filipe (13º)]. Entretanto àquela altura da partida o placar, com exceção de seus números, pouco haveria de ser mudado.

terça-feira, 19 de abril de 2011

ATENÇÃO!

HOJE NÃO HAVERÁ JOGO.
MOTIVO: FALTA DE GOLEIROS.

terça-feira, 12 de abril de 2011

JOGO 9 - 05/04/2011

AZUL/PRETO 5X10 AMARELO

GOLS:
AZUL/PRETO: Vilnei; Veni (6º, 7º); Fabrício; Cristhian; Preto (2º); Evandro; Jairo (11º); Vander (5º)
AMARELO: Charles; João Paulo; Marcelo; Filipe (1º, 3º, 4º, 10º); Cristiano (8º, 9º); Fábio (12º); Diogo (13º, 14º 15º)

Parece que a postagem referente ao jogo anterior (29/03/2011) incitou os jogadores a promoverem comentários aos montes. Isso que não falava diretamente sobre futebol, tampouco sobre a partida em questão. Mas o que importa é o movimento de escrita gerado pela postagem na qual Alex denominou de "psicologia reversa" (quem quiser saber seu significado leia em seu comentário).

Pois bem, voltando ao futebol, o confronto desta noite teve novamente Charles de goleiro (Alex segue lesionado) e destaques de Filipe (voltou a fazer uma boa partida) e Diogo (com sua velha "disposição" de sempre). Os dois, ao lado de Cristiano, formaram uma estrutura eficaz, atacando e defendendo com equilíbrio. Os demais jogadores amarelos também tiveram um bom desempenho, contribuindo, assim, para a límpida vitória de seu time.

Logo que a bola rolou, o Amarelo tomou a iniciativa das ações. Com triangulações rápidas, levava perigo à meta de Vilnei. De tanto insistir, abriu o marcador com Filipe (1º) que, após passe diagonal de Cristiano, teve que chutar duas vezes (na primeira Vilnei defendeu parcialmente) para fazer 1 a 0.

Aos poucos, no entanto, o Az/Pr equilibrou o jogo e Preto (2º), num lançamento despretensioso, contou com o corta-luz de Evandro para enganar Charles e deixar o placar igualado em 1 a 1.

A parceria Cristiano e Filipe (3º) voltou a funcionar. Em metida milimétrica de bola, o primeiro deixou o segundo na cara do gol para marcar 2 a 1.

Quando foi dada nova saída de bola ao centro, o Az/Pr voltou a sofrer um revés. Veni (desligado) passou mal a bola para Cristhian; Filipe (4º), ligado, roubou-a e ampliou em 3 a 1 o escore.

Apesar dos 3 a 1 contra, o Bicolor não jogava mal. As oportunidades eram criadas contudo não aproveitadas. Isto até Vander (5º), do meio da rua, arriscar e Charels, no golpe de vista, aceitar: 3 a 2.

O gol de Vnader reacendeu as possibilidades azuis. Numa das poucas vezes em que Diogo foi batido em disputa, Cristhian meteu, dentro da área, entre suas pernas e quando preparava o arremate final foi derrubado pelo mesmo: penalidade máxima. Veni (6º bateu e convereteu: 3 a 3.

No segundo tempo o Az/Pr, que havia encerrado a primeira etapa com uma leve vantagem, virou o placar em 4 a 3 através de um bonito gol. Após receber passe na frente, Jairo aparou e escorou na medida exata para petardo de Veni no ângulo de Charles: golaço.

Com dois gols de Cristiano (8º e 9º), o Amarelo retomou o controle do confronto. Ainda mais após falha de Fabrício que ao perder a bola para Filipe (10º) viu este ampliar em 6 a 4 o marcador.

Jairo (11º) representou o último suspiro bicolor na partida. Em chutão de Preto pra frente (aliviando perigo em sua área), a bola ganhou altura e Jairo, de costas para o gol adversário e entre Charles e Diogo, tocou, com a bola ainda no ar, de calcanhar para as redes. Um gol inusitado mas belo: 6 a 5.

Depois só deu Amarelo. Fábio (12º), ao receber lançamento de Charles pela ala esuqerda, matou no peito e fuzilou, quase sem ângulo, Vilnei: 7 a 5. Em seguida, num contra-ataque puxado por Cristiano, Diogo (13º), na carrinhada, quase se quebrou todo para marcar 8 a 5. Para completar sua boa performance, Diogo (14º e 15º) foi agraciado com mais dois gols - o último, logo depois do penúltimo, contou com o inteligente corta-luz de Cristiano -, selando a contagem em 10 a 5.

Para além do jogo fica aqui então a sugestão de que vocês, juncianeiros, sigam comentando as postagens, pois, dessa maneira, além de travarmos nossa batalha em tempo real e com a bola rolando, passaremos também a fazê-la no campo virtual com as palavras.

terça-feira, 5 de abril de 2011

domingo, 3 de abril de 2011

JOGO 8 - 29/03/2011


AMARELO 6X8 AZUL/PRETO

GOLS:
AMARELO: Charles; Filipe (1º 2º); Fábio; Vander (9º); Veni (6º 14º); Diogo (8º, 12º -contra)
AZUL/PRETO: Vilnei; Cristiano (5º, 13º); Marcelo; Preto (4º, 7º, 10º, 11º); Evandro (3º); Jairo

Alejandro González Iñárritu. Eis o homem. Cineasta mexicano, autor da Trilogia do Caos (Amores Brutos, 21 Gramas e Babel). Um monstro, no sentido da potência criativa, na arte de registrar o peso da existência.

Biutiful, com essa grafia mesmo, novo filme de Iñárritu. Um soco no estômago. A grafia errada (o correto seria beautiful - "bonito" em inglês) tem um porquê. Biutiful é um drama que te sufoca até o último minuto. Pouca coisa escapa ilesa e bela deste movie. É um filme que expõem as entranhas daquelas coisas que estão à nossa frente diuturnamente e as quais fingimos não ver. Biutiful faz sangrar, coloca o dedo em nossas feridas expondo toda fragilidade de se estar vivo. Assim como a grafia errada, Biutiful é uma produção feia porém extremamente bela: eis o paradoxo da existência humana.

Bem, mas o que Biutiful tem a ver com a Junção?

É que a Junção, na maioria de seus jogos, é rude, feia e, no entanto, bela. Esta partida que hoje não vos relatarei é a prova concreta dessa minha premissa. A Junção é um paradoxo. É uma vida, literalmente, em jogo; melhor, vidas em jogo.

O oitavo confronto de 2011 parece ter sido produzido sob as lentes de Iñárritu. Poderia ser um epílogo de Biutiful. Poderia estampar seus créditos. Poucos rastros de esperança sobram nesta magnífica obra cinematográfica. Poucos resíduos de bom futebol sobraram do confronto entre Amarelos e Bicolores.

Assim como Uxbal, protagonista do filme, interpretado pelo excelente Javier Bardem (foto acima postada), que tal qual um herói trágico tenta garantir o futuro de seus dois filhos - única dimensão imaculada de sua vida -, vivendo numa Barcelona irreconhecível, de ruelas imundas e apartamentos mofados, sobrevivendo como intermediador de trabalhadores chineses e senegaleses que, por sua vez, sobrevivem através da fabricação de piratarias (trabalho informal seria um eufemismo para a escravidão contemporânea), os seus patrões e a polícia corrupta, nós, da Junção, também temos nossos dramas diários e reais para pelear.

Uxbal, além de ter que enfrentar a bipolaridade de sua ex-mulher e o envolvimento de seu irmão com o consumo de cocaína, se vê tendo que lutar contra dois inimigos invencíveis: um câncer terminal e a culpa por seus crimes de corrupção e de intermediação de trabalho escravo.

Perdoem-me, caros juncianeiros, minha falta de tato e de esperança, mas hoje este é o relato de nossa partida. Nada de descrição de gols e defesas importantes. Nada de Evandros, Venis, Pretos, Alexs, Cristianos. Somente a vida como ela é: imanente e nada platônica, portanto, biutiful.

sábado, 2 de abril de 2011

JOGO 7 – 22/03/2011

AMARELO 7X7 AZUL/PRETO

GOLS:
AMARELO: Vilnei; Marcelo; Evandro (11º); Jairo (1º, 6º); Fábio; Veni (12º, 13º, 14º); João Paulo (3º)
AZUL/PRETO: Charles; Cristhian (7º, 8º); Cristiano; Diogo (2º, 10º); Fabrício (4º, 5º); Preto (9º); Filipe; Vander

No primeiro empate do ano, Veni roubou a cena do jogo e com valentia evitou a derrota de seu time. A partida eletrizante ganhou ares dramáticos em seus minutos finais quando, perdendo por 7 a 3, o Amarelo incrivelmente arrancou o empate com os três últimos gols marcados pelo seu ala, o melhor em quadra.

E foi de seus pés que o Amarelo abriu o marcador. Em ingresso forte pela direita, Veni bateu cruzado e Jairo (1º), que ainda não venceu neste ano, entrou de carrinho para marcar 1 a 0.

Diogo (2º), em chute de longe, surpreendeu Vilnei, deixando o placar empatado em 1 a 1.

Numa partida com poucos espaços, a bola parada fez a diferença – principalmente a favor do Amarelo. Veni sofreu e bateu a falta que espirrou na barreira e sobrou para João Paulo (3º), livre, empurrar para o gol: 2 a 1.

O empate e a virada bicolor ainda no primeiro tempo vieram pelos pés de Fabrício (4º e 5º), que dá sinais de estar recuperando sua melhor forma física e técnica. No primeiro gol, o do empate, Fabrício da direita puxou para o meio, tirando Veni e João Paulo, juntos, do lance, e mandou um balaço no ângulo de Vilnei. Um golaço! No segundo, o da virada, aproveitou passe de Filipe, que havia roubado a bola de Veni em saída pelo lado esquerdo.

Na etapa final o que estava bom ficou melhor ainda. Logo de início, João Paulo desarmou Preto no meio, avançou e serviu a Jairo (6º) que, novamente de carrinhada, atirou-se na bola para igualar em 3 a 3 o marcador.

Até então equilibrado, o confronto passou a ser de domínio Bicolor. Cristhian (7º), em chute rasteiro e de longe, contou com a “participação” de Vilnei para assinalar 4 a 3. O mesmo Cristhian (8º) tirou proveito da mal cobrança de lateral de Jairo ainda no ataque para, de posse da bola, conduzi-la até a entrada da área de Vilnei e tocá-la em sua saída: 5 a 3.

Atordoados, os Amarelos sofreram outros dois reveses. No primeiro, Preto (9º) entrou livre pelo meio da defesa e apenas escorou cobrança de escanteio de Diogo. No segundo, foi a vez de Diogo (10º) contar com a sorte, pois a boa jogada de Veni, que poderia ter resultada em gol, não só explodiu no travessão de Charles como também rolou para a frente até cair, a bola, nos pés de Diogo, que postado na linha divisória da quadra, mais para a esquerda, dominou, girou e bateu forte no canto baixo de Vilnei: 7 a 3.

Quando tudo parecia praticamente definido, eis que surge Veni, e tal qual um General Revolucionário, impunha de sua espada – neste caso de sua garra aguçada – para modificar o rumo da História – neste caso, do confronto. Mas antes há duas situações pontuais que contribuíram para esse fato: o gol de Evandro, que deu origem à reação, e a substituição do já esgotado (neste jogo) Jairo por Fábio, reconstituindo a defesa amarela.

Evandro (11º), que ultimamente tem compensado sua má forma técnica com muita raça, deu início à reviravolta no jogo. Ao roubar a bola de Filipe, encontrou espaço mínimo para um chute entre a defesa azul. Assim o fez. Assim o marcou. Foi o gol da reação: 7 a 4.

Com Fábio e Marcelo na defesa, Evandro e Veni ganharam maior liberdade. Como um legítimo Libertador, Veni (12º, 13º e 14º) assinalou três gols, decretando o empate de seu time nos minutos finais de jogo. Por sinal, o último destes gols, ocorreu cerca de um minuto antes do término da partida, em jogada ensaiada de falta.

Outra vez a Junção faz jus à Vida, mostrando que, assim como Nesta, Naquela é preciso fazer de seus jogos (dias), jogos (dias) de luta. Sempre.

terça-feira, 22 de março de 2011

JOGO 6 - 15/03/2011

AMARELO 6X7 AZUL/PRETO

GOLS:
AMARELO: Charles; Diogo (10º); Marcelo (12º); Jairo (3º, 8º); Veni (1º, 13º)
AZUL/PRETO: Vilnei; Danilson (2º, 5º, 6º); Cristhian; Cristiano (11º); Preto (7º); Filipe (4º, 9º)

Em partida disputada, o Az/Pr soube tirar proveito da técnica de seus jogadores para sair vitoriosos de quadra. Com outra boa performance, Cristhian vem se destacando a cada jogo mais. Tendo a seu lado as companhias de Cristiano, Danilson e Filipe somadas ao equilíbrio de Preto, o Bicolor fez prevalecer sua melhor imposição técnica.

Do lado amarelo, Charles - Alex segue lesionado - foi novamente eficaz sob as traves. Já Fábio, realizou uma de suas piores participações na Junção até então; sua atuação foi comprometedora. O restante do time não poupou esforços em busca da vitória, que terminou sendo azul e preta.

Veni (1º) abriu o placar ao puxar, da esquerda, para o meio e arrematar rasteiro: 1 a 0.

O empate bicolor chegou com Danilson (2º) após passe de Cristiano: 1 a 1.

Veni, em jogada pessoal, deixou Jairo (3º) livre para marcar 2 a 1. No entanto, ainda no primeiro tempo, em passe de Danilson, Filipe (4º) deixou tudo igual outra vez: 2 a 2.

Depois de uma etapa inicial com poucos gols, a final foi muito movimentada não somente no placar como também em quadra. Explorando a velocidade de seus jogadores, o Az/Pr abriu uma excelente vantagem sobre seu rival. Isso após este ter resistido bravamente até a primeira metade desta etapa.

Filipe retribuiu passe de Danilson (5º) no final do primeiro tempo, deixando este em condições de marcar 3 a 2.

Danilson (6º), em busca da artilharia perdida para Evandro, tabelou com Preto e da marca do pênalti bateu no contra-pé de Charles: 4 a 2.

Em seguida, Cristhian puxou contra-ataque que culminou com gol de Preto (7º): 5 a 2.

Numa bobeada de Filipe (cobrança mal de lateral), Jairo (8º) recebeu presente e descontou em 5 a 3.

A fim de se redimir do erro anterior, Filipe (9º) recebeu escorada açucarada de Cristhian e não despediçou: 6 a 3.

Na pressão, o Amarelo, já sem Fábio, jogou-se ao ataque, e por pouco não empatou o confronto.

Em cobrança de falta, Diogo (10º) chuta forte e vê a bola desviar na barreira antes de entrar: 6 a 4.

O gol de Diogo pôs fogo no jogo. Não fosse a sorte de Cristiano (11º) em, dividida com Jairo, pegar uma sobra de bola e marcar o sétimo gol de seu time, o Amarelo, talvez, pudesse chegar a igualdade no escore final.

Mesmo perdendo por 7 a 4, a equipe do destacado Charles não desistiu. Com gols de Marcelo (12º - em chute de longe, Vilnei falhou) e de Veni (13º - arrancou de trás e só parou quando tocou na saída de Vilnei), o Amarelo diminuiu para um gol apenas a diferença no placar. Diferença essa que se manteve até o apito final, decretando a vitória bicolor por 7 a 6.

terça-feira, 8 de março de 2011

JOGO 5 - 01/03/2011 - QUINZE ANOS DE JUNÇÃO

AZUL/PRETO 6X5 AMARELO

GOLS:
AZUL/PRETO: Vilnei; Cristiano (4º, 7º); João Paulo; Marcelo; Fabrício; Preto (1º, 2º); Evandro (8º, 10º)
AMARELO: Alex; Cristhian (3º, 5º, 6º); Diogo (9º); Filipe; Fábio; Jairo; Vander

Há exatos 15 anos a Junção nascia. Não vou dizer que ela hoje está debutando - isto seria, convenhamos, nada juncianeiro. Lembro-me como se fosse hoje daquela noite, do pouco entusiasmo ainda, visto que a melancolia pelo fim do Boca Jrs era o sentimento mais forte naquele momento. As expectativas que se criavam em torno da Junção - se iria dar certo ou não -, o envolvimento (ou a falta de) de alguns atletas... Enfim, questões que o tempo foi respondendo.

Daquele 1 de março de 1996 até hoje, muitas coisas mudaram na Junção. A maioria para melhor. Daqueles jogadores que estavam presentes naquele data, somente 4 seguem em atividade, sendo que dois destes estavam presentes na partida de hoje, quinze anos depois. No dia 1 de março de 1996, entraram, no Ginásio de Esportes Guilherme Schell, os seguintes times:

(1): Vilnei; Beca (1 gol); Loco; Ricardo (2 gols); Charles e Buck (3 gols)
(2): Danilson; Gilmar (1 gol); Andeilson (5 gols); Fábio (2 gols); Juarez (2 gols);
Magrão (2 gols)

O time 2 venceu pelo placar de 12 a 3, sendo que Andeilson, precocemente falecido, foi quem marcou o primeiro gol oficial da História da Junção. Destes, apenas Charles, Vilnei, Danilson e Alex seguem atuando. Os demais ou viraram mortos-vivos (há, nos relatos da temporada passada, uma matéria acerca destes "seres") ou já largaram o futebol.

Para comemorar essa data tão especial, que na verdade ninguém se deu conta, a partida foi cercada de bons momentos, até mesmo pelo grato retorno de Cristhian, que, após mais de ano afastado da Junção, resolveu retornar, sendo um dos destaques do confronto. A nota triste ficou por conta da lesão de Alex - Fábio o substituiu - no início da etapa final. Por sorte parece não ser nada grave e, quem sabe, dia 15 Alex possa estar retornando ao seu devido e merecido lugar.

Quinze anos se passaram. A Junção entra em sua fase adolescente, o que significa afirmar que Ela está no auge de sua plenitude existencial. Ela está com toda energia para se jogar no mundo, arrebentar fronteiras, cravar seu nome na história do futebol mundial, deixar marcas, criar instantes e promover acima de tudo a vida. Isso não significa que Ela seja irresponsável, imatura ou algo que o valha. Ela pretende cada vez mais potencializar sua história, que é feita de paixões e carrinhadas, tudo dentro de um status deleuziano: "arriscar tudo com prudência", a cada jogo, a cada gol, a cada defesa, a cada carrinho e a cada dividida.

Isto é a Vida, isto é a Junção. Que venham outros 15 anos!

O Amarelo bem que tentou, contudo a lesão de Alex, mesmo que em noite não tão boa, foi fundamental para a consolidação da vitória azul e preta.

Se Cristhian foi o destaque amarelo, Preto não deixou por menos no lado bicolor. Assumindo a responsabilidade para si, Preto conduziu sua equipe ao resultado favorável num embate muito acirrado. Após mais de 15 minutos de um insistente 0 a 0, Preto (1º e 2º), em dois lance rápidos, mostrou que este ano não está a fim de ser novamente um mero coadjuvante. No primeiro lance tabelou com Cristiano, driblou Filipe e bateu forte para marcar 1 a 0. No segundo, logo depois do primeiro gol, aproveitou a antecipação de João na saída de bola adversária para ampliar o escore em 2 a 0.

Tudo indicava que, no aniversário de 15 anos da Junção, teríamos uma vitória fácil do Bicolor. Aos poucos, no entanto, o Amarelo foi se recompondo dos dois gols sofridos em sequência. Cristhian, com a entrada de Fábio pela esquerda, passou a jogar mais de pivô. Essa troca mudou não só a configuração tática do time quanto também a configuração do jogo. Agredindo mais, o Amarelo chegou a seu primeiro gol, que nasceu após chute de Diogo e rebote de Vilnei, onde Cristhian (3º) estava lá para completar: 2 a 1.

Antes do final do primeiro tempo, porém, o Az/Pr marcou seu terceiro gol. Evandro bateu, Alex falhou e no rebote, Cristiano (4º) assinalou: 3 a 1.

Na volta para o segundo tempo, o jogo cresceu em emoção. Logo de início, Cristhian (5º), em cobrança de falta, venceu a barreira e a Vilnei, descontando em 3 a 2. Alex, em chute forte de Evandro, caiu sobre o pé e teve que abandonar a quadra sob fortes dores. Fábio, como já ocorrerá em outras vezes, assumiu o posto de goleiro. Se, tecnicamente, a troca inferiorizou o Amarelo, taticamente potencializou-o. Isso porque com Fábio no gol, o Amarelo passou a jogar quase com um goleiro-linha, criando grandes oportunidades de gol ao longo do clássico. Numa destas, surgiu o empate. Fábio, do meio da quadra, tocou para Cristhian (6º), que, da linha de fundo, ajeitou e fuzilou Vilnei: 3 a 3.

Quando tudo começava a melhorar para o Amarelo, Vander comete penalidade máxima sobre Cristiano (7º). Ele mesmo bate no meio do gol: 4 a 3.

Acusando o golpe, os Amarillos se perderam na marcação. Num levantamento de Vilnei com as mãos para a área, Vander e Fábio se atrapalham e Evandro (8º), de cabeça, marca 5 a 3 para seu time.

Diogo (9º) coloca sua equipe novamente na briga ao acertar um chute forte no canto de Vilnei: 5 a 4. Contudo, num apagão da defesa amarela, Cristiano cruza livre da esquerda para Evandro (10º), dentro da área, bater meio de lado, de voleio, e marcar um golaço: 6 a 4.

Em novo passe de Fábio, Vander (11º) domina e, já dentro da área, bate forte na saída de Vilnei, descontando e finalizando em 6 a 5 o placar.

Assim, no dia em que a Junção chega a sua adolescência, Amarelos e Bicolores a saúdam com um jogo que teve todos os aspectos juncianeiros e sem fair play, o que é mais importante.

Longa vida a Junção!