AZUL/PRETO 8X10 AMARELO/PRETO
Gols:
Azul/Preto: Vilnei; Marcelo [16º]; João Paulo [6º]; Diogo [5º, 7º]; Fábio; Jairo; Danilson [12º, 13º, 14º]
Amarelo/Preto: Charles; Vander [4º - gol contra]; Veni [1º, 9º, 10º, 11º]; Fabrício [15º]; Evandro [2º, 17º, 18º]; Erlon [3º, 8º]
Reza a lenda que antes do Boca Juniors havia uma equipe, de cores preto e amarelo, que foi a origem, as verdadeiras raízes da Junção. Jogando também na La Bombonera, essa equipe aterrorizou muitos adversários que, inapelavelmente, tombavam perante sua potência técnica e aguerrida. Tal time, de DNA charrua, fez história enquanto existiu. Somente mais tarde, com seu desmantelamento, é que, de fato, o Boca Juniors surgiu. Dos seis atletas, sobraram quatro. Destes quatro, o prólogo.
Só para constar: o time, de camisa "negra e amarilla", chamava-se Peñarol.
Aquele Peñarol não existe mais. O que restou dele foi uma mística que migrou dos pampas, às margens do Rio da Prata, para o cais de uma cidade genuinamente portenha. O "negro" saiu, sendo que ao "amarillo" foi acrescentado o azul, formando, assim, o Boca Juniors.
Pois não é que hoje fomos presenteados com um fardamento novo! Para deleite dos nostálgicos, as cores deste novo uniforme eram exatamente as cores do velho Peñarol! Montevideo encontra Buenos Aires. O passado e o presente em quadra. Uma mística que parece não ter mais fim, ao menos enquanto a Junção existir... Vamos ao jogo, pois então, saudosos companheiros.
Algumas considerações antes da bola rolar. Na verdade duas, apenas. Além do novo uniforme, cordialmente patrocinado por Charles, contamos ou, melhor, não contamos com a presença de Alex. Esse aspecto foi solucionado sem maiores problemas. Charles, nosso goleiro-estepe [o terceiro, pois o quarto é o Fábio], foi "promovido" às pressas ao arco. E, como de costume, não comprometeu. Melhor, fez uma bela e segura atuação, sendo um, senão o principal, dos protagonistas do seu time, o velho-novo Peñarol.
Considerações feitas, passamos ao jogo.
Com atuações aquém de suas possibilidades, Jairo e Danilson foram as decepções da noite. Jairo nem de longe parecia aquele jogador aguerrido e envolvido com o embate. Danilson, apesar dos três gols marcados, parecia um veterano em quadra. Errou muitos passes, não, como de hábito - embora dessa vez mais atenuante -, marcou ninguém. Vilnei também esteve longe de suas melhores atuações. João Paulo, no que pese seu esforço, pouco contribui para com seu time. Apenas Marcelo, Diogo e Fábio, mais pela garra do que por outra coisa, foram os que tiveram uma iniciativa melhor por parte do Azul/Preto.
Já do lado Amarelo, tivemos boas atuações, a começar por Charles que, firme e seguro, praticou defesas importantes em momentos de maior pressão. Foi uma das principais figuras deste confronto. Veni e Evandro formaram uma dupla difícil de ser parada, tanto que marcaram juntos 70% dos gols de seu time. Fabrício segue em afirmação empolgante. Vander, apesar da lambança do gol contra, foi melhor em relação a si próprio do que nos últimos jogos. Para finalizar, Erlon foi notório ao marcar o gol mais bonito do clássico. Aspecto que o recolocou no jogo, uma vez que não vinha realizando, até então, uma boa apresentação.
Como podemos notar, tendo em vista essa análise pormenor de cada atleta, não fica difícil concluírmos o porquê da vitória do Amarelo/Preto. Vitória que começou a ser construída nos primeiros minutos de bola rolando. Em passe mal feito de Jairo, Veni [1º] ficou com a bola e, da intermediária, bateu forte para marcar 1x0.
Passados mais alguns minutos, o mesmo Jairo, contando com a "colaboração" de Marcelo ao dar uma bola apertada, perdeu a bola para Veni que, de primeira, serviu Evandro [2º] que de calcanhar "matou" Vilnei: 2x0.
Em outro passe de Veni, Erlon [3º] marcou 3x0. Parecia que uma goleada implacável começava a se configurar na partida. Ainda mais depois de algumas tentativas por parte dos Azuis que invariavelmente esbarravam nas mãos de Charles.
No entanto, nem tudo Charles conseguiu defender. Numa confusão em sua área, o arqueiro amarelo não pode fazer nada quando Vander, na tentativa de afastar, chutou a bola para dentro de seu próprio gol. Lambança que valeu o primeiro gol azul no confronto.
No embalo deste gol, os Blues chegaram à virada no placar. Num daqueles clássicos bate-rebate, Diogo [5º] saiu-se melhor da confusão: 3x2.
Não tardou muito para que João Paulo [6º], num tirambaço pela ala direita, deixasse o placar igualado em 3x3. Na sequência, Diogo [7º], aos trancos e barrancos, virou para seu time: 4x3.
Quando tudo se encaminhava para o final da primeira etapa, eis que o inusitado aconteceu. Erlon [8º], ao receber passe da ala oposta a sua, correu bastante para evitar a saída da bola pela linha lateral. Tamanho esforço foi recompensado. Num chute incrível, Erlon mandou um balaço no ângulo superior de Vilnei, que, mesmo se esticando todo, não conseguiu evitar o gol de empate dos Amarelos.
Nos últimos trinta minutos de jogo, Veni e Evandro tomaram conta das ações. Ditaram o ritmo do clássico, dando a vitória a sua equipe. Veni iniciou e Evandro encerrou a festa em tons de amarelo nostálgico.
Num giro fantástico pra cima de Danilson, Veni [9º] fez 5x4. Num contra-ataque letal, após tabela entre Erlon e Veni [10º], este apenas tocou para as redes de Vilnei: 6x4. Para encerrar seu bom momento, Veni [11º], em chute forte da meia-cancha, marcou outra vez, deixando o escore em 7x4.
Neste momento, Fábio e Diogo acompanhavam, no banco, a aflição de Marcelo e sua vã tentativa de, sozinho, parar o poderio ofensivo inimigo. Com a entrada destes dois novamente, o Azul/Preto se equilibrou defensivamente. E, assim, pode esboçar uma bela reação, chegando, inclusive, ao empate.
Danilson [12º, 13º e 14º], até então apático, resolveu seguir os passos de Veni. Numa tripla sequência, assinalou três gols, deixando o placar igualado em 7x7. Destes, o gol mais bonito por ele marcado foi o do empate [o 14º], com direito a chapeu pra cima de Charles. Os outros dois [12º e 13º] nasceram de falhas defensivas.
Mas a alegria pelo empate durou pouco. Precisamente uns três minutos apenas. Fabrício [15º], em potente investida pela direita, fuzilou Vilnei num chute cruzado: 8x7.
Não se dando por vencido, os Azuis tentavam de todas as formas dar o troco. Esbarrando em Charles, encontraram uma brecha em Vander. E foi por lá mesmo que Marcelo [16º] chegou ao gol de empate ao receber uma bola na medida, nas costas do defensor em questão, tendo o trabalho de apenas empurrá-la para as redes vazias do goleiro amarelo: 8x8.
Mas havia, além de Veni e de Charles, Evandro [17º e 18º]. E foi dele os dois derradeiros gols da partida. Tentos que chegaram no momento certo, visto que os Blues pressionavam muito, e, senão fosse por Charles, talvez o placar final do embate fosse outro.
No primeiro, os méritos foram todos dele: jogada individual pela ala direita. Já no segundo, os créditos principais são de Fabrício, pelo empenho em buscar uma bola quase perdida, seguido de um passe na medida para um chute certeiro e vitorioso: 10x8.
Em noite nostálgica, o "negro e amarillo" pintaram outra vez La Bombonera com as cores de um sonho, primórdios de um sonho, que, tudo indica, tende ao infinito.
Não a procure em dicionários. Não a procure em livros de História. Tampouco perca seu tempo tentando encontrá-la em enciclopédias, almanaques e coisas do tipo. Não procure saber seu significado, muito menos o que ela representa. Tente apenas sentí-la o mais próximo possível de suas entranhas, lá onde suas vísceras habitam, onde a raça prolifera e a alma torna-se um mito.
terça-feira, 21 de abril de 2009
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Um jogo bipolar [14/04/2009 - Jogo 11]
VERMELHO 4X8 AZUL/PRETO
Gols:
Vermelho: Alex; Charles; Evandro [8º]; Marcelo [4°]; Vander; Jairo [3º, 5º]
Azul/Preto: Vilnei; Fábio; Veni [2º, 6°, 10º, 12°]; Fabrício [9°]; Cristhian [7º]; Diogo [1º, 11º]
De um início maníaco a um término melancólico. Eis o diagnóstico do 11° confronto de 2009. Partida que começou marcada pelo equilíbrio entre as equipes, mas se encerrou com a supremacia eufórica vitoriosa dos Azuis sobre o embotamento afetivo dos Vermelhos.
Vilnei e Veni foram os destaques deste clássico oscilante. Já Diogo fez dessa partida sua reafirmação na Junção. Dessa maneira, esse trio, cada um do seu jeito, fez validar um futebol afirmativo, menos cambaleante e mais objetivo, se comparado a seu adversário. Em vista disso, o prognóstico não foi nenhum pouco difícil de ser previsto. A vitória azul foi merecida e salutar.
Apenas 1x0. Esse foi o escore dos primeiros 30 minutos de bola rolando. O equilíbrio foi o sintoma característico do primeiro tempo. Vilnei foi muito exigido e, como de costume, respondeu muito bem. Veni, ainda do lado azul, desencadeou o movimento do jogo, promovendo sua salubridade. Na esteira desse levante, Diogo, assintomático, voltou a jogar seu futebol competitivo e sério, mostrando evolução em relação a suas enfermidades futebolísticas.
Pelo lado Rubro, apenas Evandro e Jairo esboçaram alguma reação contra o tédio opressivo que tomou conta da equipe nos últimos quinze [e fatais] minutos de jogo. A saída precoce de Jairo [lesionou-se] foi sintomática. Enquanto esteve em quadra, seu time vencia. Após sua saída, o cansaço e a melancolia tomou conta da maioria de seus colegas.
Em termos de bola rolando, Diogo [1º] abriu a contagem. Em passe cirúrgico de Veni, o voluntarioso ala azul bateu cruzado e viu a bola desviar em Marcelo antes de se encontrar com as rede de Alex: 1x0.
O que temos ainda de primeiro tempo, resume-se a algumas tentativas de ambos os lados. No entanto, nenhuma delas convertidas em gols. Os sistemas imunológicos atuaram de forma competente, evitando a um dano maior a Vilnei e Alex.
Aos poucos, entretanto, já no segundo tempo, as defesas passaram a não suportar as investidas cada vez mais potentes dos agentes de contaminação. Assim, acabaram sendo alvo destes, em especial de Veni, vírus eufórico e mortal, dizimador dos glóbulos vermelhos. Veni instaurou a anemia nas células rubras. Daí para a depressão foi um pulo. Melhor, alguns gols sofridos.
Não obstante ao poder dizimatório imposto pelo bando azul e preto a seus rivais, cabe ressaltar a estrutura defensiva destes, que em Vilnei encontravam seu respaldo.
Enquanto isso, Veni prosseguia sua procura maníaca pelo rompimento das redes de sustentação do sistema imunológico vermelho. Charles num ato suicída errou o carrinho [jogou a bola pra trás]. Na sequência, Veni [2°] ficou com a bola, avançou pelo meio e bateu forte no canto de Alex: 2x0.
Jairo [3º], que havia se lesionado nos instantes finais do primeiro tempo, resolveu retornar no sacrifício. Mal entrou e já marcou. Ao receber passe lateral, avançou de trás para bater a meia altura e descontar em 2x1.
A entrada de Jairo foi a sobrevida que os Reds tanto aguardavam. Evandro, sozinho, não conseguia dar vida ao ataque. Como numa transfusão sanguinea, Jairo espantou a anemia de seu time, que, de sangue novo, virou a partida pra cima dos Blues.
Diogo perdeu a bola na lateral pra Evandro, este passou por Fabrício e bateu forte, mas Vilnei defendeu; na sobra a bola ficou livre para Marcelo [4°] apenas empurrá-la pra dentro das redes do arqueiro azul. O empate estava estabelecido. O sangue pulsava vermelho novamente nas artérias dos Reds.
Completando a reabilitação rubra, jairo [5º] marcou um belo gol ao receber um passe quase na linha de fundo e avançar área adentro de Vilnei. O chute, violento, não encontrou barreiras que o impedissem de se efetivar: 3x2.
Porém, Jairo cansou, mas Veni, não. Os batimentos cardíacos voltaram a oscilar pelo lado vermelho. A transfusão de sangue se mostrou paliativa, uma vez que seus agentes não seguiram nela investindo. Ao sair, Jairo deixou a incubência a Evandro que, sozinho, sucumbiu perante a voracidade dos azuis.
Veni [6º] e Cris [7º] voltaram a colocar seu time em vantagem no placar, cada qual marcando um gol: 4x3.
Em Evandro [8º] os Rubros viram seu derradeiro suspiro na partida, quando este assinalou o gol de empate [4x4], que, para um estado melancólico, não faz diferença alguma, ainda mais se o revés for imediato como neste caso. Fabrício [9º] nem deixou Evandro comemorar seu gol, porque em seguida já marcava o quinto gol azul no clássico, deixando o placar em 5x4.
Na ebulição do momento, o Azul/Preto tomou conta das ações. Decidido a liquidar com seu inimigo de uma vez por todas, partiu pra cima e, numa espécie de invasão em massa, aniquilou com qualquer prática de defesa vermelha. Veni [10º e 12º - este cobrando falta direta], duas vezes, e Diogo [11º], outra, despedaçaram com a integridade física e mental dos Reds. Não deixaram nada, nenhuma possibilidade de sobrevida à espreita. Anêmicos e embotados afetivamente, os Vermelhos foram tombando um a um. O sangue, agora, era definitivamente azul.
Assim, em 8x4, os robustos Azuis dizimaram seus oponentes. Souberam dosar com extrema cautela seus aspectos vitais. Maníacos mas prudentes não oiscilaram como seus inimigos, afirmando o azul da vida sobre o cinza da perda. Uma vitória de cor e sabor. Uma vitória, sobretudo, de alma e de corpo.
Gols:
Vermelho: Alex; Charles; Evandro [8º]; Marcelo [4°]; Vander; Jairo [3º, 5º]
Azul/Preto: Vilnei; Fábio; Veni [2º, 6°, 10º, 12°]; Fabrício [9°]; Cristhian [7º]; Diogo [1º, 11º]
De um início maníaco a um término melancólico. Eis o diagnóstico do 11° confronto de 2009. Partida que começou marcada pelo equilíbrio entre as equipes, mas se encerrou com a supremacia eufórica vitoriosa dos Azuis sobre o embotamento afetivo dos Vermelhos.
Vilnei e Veni foram os destaques deste clássico oscilante. Já Diogo fez dessa partida sua reafirmação na Junção. Dessa maneira, esse trio, cada um do seu jeito, fez validar um futebol afirmativo, menos cambaleante e mais objetivo, se comparado a seu adversário. Em vista disso, o prognóstico não foi nenhum pouco difícil de ser previsto. A vitória azul foi merecida e salutar.
Apenas 1x0. Esse foi o escore dos primeiros 30 minutos de bola rolando. O equilíbrio foi o sintoma característico do primeiro tempo. Vilnei foi muito exigido e, como de costume, respondeu muito bem. Veni, ainda do lado azul, desencadeou o movimento do jogo, promovendo sua salubridade. Na esteira desse levante, Diogo, assintomático, voltou a jogar seu futebol competitivo e sério, mostrando evolução em relação a suas enfermidades futebolísticas.
Pelo lado Rubro, apenas Evandro e Jairo esboçaram alguma reação contra o tédio opressivo que tomou conta da equipe nos últimos quinze [e fatais] minutos de jogo. A saída precoce de Jairo [lesionou-se] foi sintomática. Enquanto esteve em quadra, seu time vencia. Após sua saída, o cansaço e a melancolia tomou conta da maioria de seus colegas.
Em termos de bola rolando, Diogo [1º] abriu a contagem. Em passe cirúrgico de Veni, o voluntarioso ala azul bateu cruzado e viu a bola desviar em Marcelo antes de se encontrar com as rede de Alex: 1x0.
O que temos ainda de primeiro tempo, resume-se a algumas tentativas de ambos os lados. No entanto, nenhuma delas convertidas em gols. Os sistemas imunológicos atuaram de forma competente, evitando a um dano maior a Vilnei e Alex.
Aos poucos, entretanto, já no segundo tempo, as defesas passaram a não suportar as investidas cada vez mais potentes dos agentes de contaminação. Assim, acabaram sendo alvo destes, em especial de Veni, vírus eufórico e mortal, dizimador dos glóbulos vermelhos. Veni instaurou a anemia nas células rubras. Daí para a depressão foi um pulo. Melhor, alguns gols sofridos.
Não obstante ao poder dizimatório imposto pelo bando azul e preto a seus rivais, cabe ressaltar a estrutura defensiva destes, que em Vilnei encontravam seu respaldo.
Enquanto isso, Veni prosseguia sua procura maníaca pelo rompimento das redes de sustentação do sistema imunológico vermelho. Charles num ato suicída errou o carrinho [jogou a bola pra trás]. Na sequência, Veni [2°] ficou com a bola, avançou pelo meio e bateu forte no canto de Alex: 2x0.
Jairo [3º], que havia se lesionado nos instantes finais do primeiro tempo, resolveu retornar no sacrifício. Mal entrou e já marcou. Ao receber passe lateral, avançou de trás para bater a meia altura e descontar em 2x1.
A entrada de Jairo foi a sobrevida que os Reds tanto aguardavam. Evandro, sozinho, não conseguia dar vida ao ataque. Como numa transfusão sanguinea, Jairo espantou a anemia de seu time, que, de sangue novo, virou a partida pra cima dos Blues.
Diogo perdeu a bola na lateral pra Evandro, este passou por Fabrício e bateu forte, mas Vilnei defendeu; na sobra a bola ficou livre para Marcelo [4°] apenas empurrá-la pra dentro das redes do arqueiro azul. O empate estava estabelecido. O sangue pulsava vermelho novamente nas artérias dos Reds.
Completando a reabilitação rubra, jairo [5º] marcou um belo gol ao receber um passe quase na linha de fundo e avançar área adentro de Vilnei. O chute, violento, não encontrou barreiras que o impedissem de se efetivar: 3x2.
Porém, Jairo cansou, mas Veni, não. Os batimentos cardíacos voltaram a oscilar pelo lado vermelho. A transfusão de sangue se mostrou paliativa, uma vez que seus agentes não seguiram nela investindo. Ao sair, Jairo deixou a incubência a Evandro que, sozinho, sucumbiu perante a voracidade dos azuis.
Veni [6º] e Cris [7º] voltaram a colocar seu time em vantagem no placar, cada qual marcando um gol: 4x3.
Em Evandro [8º] os Rubros viram seu derradeiro suspiro na partida, quando este assinalou o gol de empate [4x4], que, para um estado melancólico, não faz diferença alguma, ainda mais se o revés for imediato como neste caso. Fabrício [9º] nem deixou Evandro comemorar seu gol, porque em seguida já marcava o quinto gol azul no clássico, deixando o placar em 5x4.
Na ebulição do momento, o Azul/Preto tomou conta das ações. Decidido a liquidar com seu inimigo de uma vez por todas, partiu pra cima e, numa espécie de invasão em massa, aniquilou com qualquer prática de defesa vermelha. Veni [10º e 12º - este cobrando falta direta], duas vezes, e Diogo [11º], outra, despedaçaram com a integridade física e mental dos Reds. Não deixaram nada, nenhuma possibilidade de sobrevida à espreita. Anêmicos e embotados afetivamente, os Vermelhos foram tombando um a um. O sangue, agora, era definitivamente azul.
Assim, em 8x4, os robustos Azuis dizimaram seus oponentes. Souberam dosar com extrema cautela seus aspectos vitais. Maníacos mas prudentes não oiscilaram como seus inimigos, afirmando o azul da vida sobre o cinza da perda. Uma vitória de cor e sabor. Uma vitória, sobretudo, de alma e de corpo.
domingo, 19 de abril de 2009
Muitos gols e pouco futebol [07/04/2009 - Jogo 10]
VERMELHO 13X 7 AZUL/PRETO
Gols:
Vermelho: Vilnei; Veni [1°, 5°, 9°]; Danilson [4º, 7º, 10°, 15º, 17º]; Marcelo; Preto [2º, 13º, 14º, 18º]; Charles [8º]
Azul/Preto: Alex; Jairo; Fabrício [12º, 20º]; Evandro [11º, 19º]; Diogo [3º, 7º, 10]; Vander; João Paulo
Uma noite de muitos gols. E de pouco futebol. Assim, nessas duas simples frases, podemos resumir o jogo desta terça –feira. Destaque para Danílson e Preto, que fizeram nove dos treze gols do time vermelho.
O time Vermelho desde o início do jogo manteve o controle da partida. Com um time bastante ofensivo não deu chance para seu rival. Apesar da ofensividade do time vermelho, não podemos esquecer que nenhum time vence um jogo com uma defesa frágil. Se Danílson e Preto faziam gols lá na frente, coube a Marcelo, jogando de fixo, garantir o escore lá atrás. Querendo apagar a má temporada de 2008, Marcelo tem empilhado boas atuações. Por outro lado, o time Azul estava com seus jogadores em noite não muito inspirada. Apesar do esforço destes, impuseram resistência apenas nos primeiros minutos. No decorrer do jogo, foram amplamente dominados por seus rivais. Evandro lutou bravamente para que seu time reagisse, mas não tiveram forças para equilibrar a partida. E essa é, de forma muitíssimo resumida, a breve história do jogo.
Gols:
Vermelho: Vilnei; Veni [1°, 5°, 9°]; Danilson [4º, 7º, 10°, 15º, 17º]; Marcelo; Preto [2º, 13º, 14º, 18º]; Charles [8º]
Azul/Preto: Alex; Jairo; Fabrício [12º, 20º]; Evandro [11º, 19º]; Diogo [3º, 7º, 10]; Vander; João Paulo
Uma noite de muitos gols. E de pouco futebol. Assim, nessas duas simples frases, podemos resumir o jogo desta terça –feira. Destaque para Danílson e Preto, que fizeram nove dos treze gols do time vermelho.
O time Vermelho desde o início do jogo manteve o controle da partida. Com um time bastante ofensivo não deu chance para seu rival. Apesar da ofensividade do time vermelho, não podemos esquecer que nenhum time vence um jogo com uma defesa frágil. Se Danílson e Preto faziam gols lá na frente, coube a Marcelo, jogando de fixo, garantir o escore lá atrás. Querendo apagar a má temporada de 2008, Marcelo tem empilhado boas atuações. Por outro lado, o time Azul estava com seus jogadores em noite não muito inspirada. Apesar do esforço destes, impuseram resistência apenas nos primeiros minutos. No decorrer do jogo, foram amplamente dominados por seus rivais. Evandro lutou bravamente para que seu time reagisse, mas não tiveram forças para equilibrar a partida. E essa é, de forma muitíssimo resumida, a breve história do jogo.
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Mais vivo do que nunca [31/03/2009 - Jogo 9]
AZUL/PRETO 4x5 VERMELHO
Gols:
Azul/Preto: Alex; Preto; Danilson [1º, 8°]; Veni [3º]; Cristhian [7º]; Fabrício; João Paulo
Vermelho: Vilnei; Evandro [2º]; Marcelo [6º]; Fábio [5º, 9º]; Jairo [4º]; Vander; Charles
Os boatos davam contam de que ele não voltaria mais. Anos dedicados a uma paixão que lhe consumia as entranhas. Mas havia decidido no jogo anterior que, devido a uma discussão diante de um lance duvidoso de gol, não jogaria mais na Junção. Era o fim de um mito?
Passado uma semana do episódio fatídico, ele retornou. Reconheceu que havia exagerado nas críticas e em sua ação [de certo ponto infantil] de abandonar a partida e as quadras. Dessa forma, resolveu voltar atrás e voltar. Não só retornou, como realizou uma apresentação quase perfeita tecnicamente. De cabeça arejada reconheceu, assim como somente os grandes ícones pop's o sabem fazer, seu erro, retomando seu lugar, seu território delimitado não por linhas riscadas no chão, mas sim por artérias que pulsionam sua grande paixão: a Junção.
Vilnei foi o personagem da partida. Atuando de forma firme e segura, parou o ataque adversário, eficiente e veloz. Soube passar segurança a seus companheiros. Foi tão "grande" sob as traves que até mesmo penalidade máxima fez Veni - não lembro de alguma vez tê-lo visto errar - desperdiçar [bateu pra fora].
Enfim, Vilnei está de volta e com ele toda a malícia da catimba portenha. O abandono foi apenas um susto. A base da Junção continua mantida.
E por falar em manutenção, o Az/Pr manteve seu sistema defensivo atuante durante toda a partida. Não abriu mão da qualidade de seus atletas de frente. O trio formado por Veni [conseguiu uma folga na aula e por isso pode jogar], Danilson e Cris gerou muito esforço por parte dos Vermelhos no quesito contenção. Em certos momentos do jogo, mais para seu final, parecia que estava instaurado um duelo entre ataque e defesa. Os Rubros souberam resisitir com eficiência. Vilnei foi o protagonista desta resistência. Entretanto, outros nomes podem ser citados, tais como Fábio e Marcelo.
Em vista disso, o Az/Pr tomou, desde os primeiros minutos, a iniciativa do jogo. Saiu fazendo uma blitz no campo defensivo vermelho. Tal proposta de ação culminou em algumas boas oportunidades criadas. Em uma dessas, Danilson [1º], em passe preciso de Cris, abriu o placar: 1x0.
Aos poucos, no entanto, os Reds passaram a equilibrar as ações. Marcelo e Vander se encontraram melhor, ajustando suas posições em quadra. Em movimentações constantes na frente, Jairo e Evandro foram abrindo espaços na defesa azul, que, por sinal, em relação ao seu ataque, deixava muito a desejar.
Em lançamento com as mãos de Vilnei, Evandro escorou de peito para Jairo que, já dentro da área, bateu e Fabrício com a mão evitou o que seria o gol de empate. Na cobrança da penalidade máxima, Evandro [2º] não titubeou: bateu forte, no alto, fora do alcance de Alex: 1x1.
Com o empate estabelecido e as ações equilibradas, qualquer descuido maior podia ser fatal. Marcelo cometeu um descuido dessa ordem ao bater mal um escanteio. Danilson, rápido como sempre, antecipou-se à defesa, que estava em linha, ficou com a bola e de primeira serviu a Veni [3º] bater no canto baixo de Vilnei: 2x1.
Mesmo perdendo e sofrendo pressão, os Reds estavam melhor organizados. Quando chegavam à frente geralmente construíam excelentes oportunidades.
Numa triangulação perfeita entre Marcelo, Charles e Jairo [6º], na qual foram necessários apenas três toques, o último finalizou com maestria a jogada, decretando o 2x2 como o escore final do primeiro tempo.
No segundo tempo, o Vermelho voltou melhor. Controlando as ações azuis, passou a ditar o ritmo do clássico, que emocionante seguiu até seu apito final.
Fábio [5º], cobrando falta na entrada da área, fez 3x2. Neste lance, Fábio contou com a "ajuda" da barreira, que no momento do chute se abriu.
Na esteira do bom momento, os Reds chegaram a seu quarto gol. Marcelo [6º] arriscou e venceu Alex num chute certeiro.
Ainda jogando melhor, o Vermelho explorava com muita qualidade as brechas deixadas pela defesa azul. João Paulo, inseguro, não realizava uma boa partida. Fabrício, ainda que de uma maneira precária, tentava fazer a função de fixo. Contudo, rendia melhor quando saía pela ala-direita. Preto, do ponto de vista defensivo, era quem melhor exercia o papel de último homem. Quanto ao ataque do Az/Pr, este sim fazia uma função satisfatória, mesmo que, na grande parte do jogo, tenha sido parado nas mãos de Vilnei.
Cansados e vencendo por dois gols de diferença, os Reds passaram a marcar com menor eficiência seus inimigos azuis. Com isso, não tardou muito para que o Az/Pr entrasse novamente no jogo, ainda mais depois do gol de Cris [7º], que deixou em 4x3 o escore.
Sem saída de bola, os Rubros passaram a fazer lançamentos pelo alto. Invariavelmente a bola sobrava para os Blues, que impuseram a seu rival um processo de sufocamento por pressão. De tanto sufocar, pênalti conseguiram criar [Vander colocou a mão na bola]. Ao bater a penalidade máxima, Veni, talvez, tenha sentido a dimensão de Vilnei. A bola saiu rente ao poste, pela linha de fundo. Neste momento se não fosse por Vilnei, o Vermelho não teria mantido seu escore favorável. Somente em raros conta-ataques é que os Rubros levavam perigo ao gol de Alex. Num destes, Jairo, livre, desperdiçou uma chance incrível. Mas o pior não foi ter pertido o gol, mas ter possibilitado aos Azuis a marcação de seu gol de empate, assinalado por Danilson [8], justamente num contra golpe.
Quando tudo indicava a igualdade como placar final do clássico, eis que Fábio [9º], num raro momento de inspiração, deixou dois marcadores pra tás - um deles, Fabrício, deitado -, tirou de Alex e, sutilmente, tocou a bola por cima do arqueiro azul. Golaço para encerrar a noite e selar uma vitória sofrida dos Reds. Como se não bastasse ter marcado o gol da vitória de seu time, Fábio, numa carrinhada precisa no último lance do embate, evitou aquele que poderia ser o gol de empate dos Blues.
Numa noite de retorno, só o que não volta é a saudade de um tempo outrora vivido. Mas isso é questão para outra análise...
Gols:
Azul/Preto: Alex; Preto; Danilson [1º, 8°]; Veni [3º]; Cristhian [7º]; Fabrício; João Paulo
Vermelho: Vilnei; Evandro [2º]; Marcelo [6º]; Fábio [5º, 9º]; Jairo [4º]; Vander; Charles
Os boatos davam contam de que ele não voltaria mais. Anos dedicados a uma paixão que lhe consumia as entranhas. Mas havia decidido no jogo anterior que, devido a uma discussão diante de um lance duvidoso de gol, não jogaria mais na Junção. Era o fim de um mito?
Passado uma semana do episódio fatídico, ele retornou. Reconheceu que havia exagerado nas críticas e em sua ação [de certo ponto infantil] de abandonar a partida e as quadras. Dessa forma, resolveu voltar atrás e voltar. Não só retornou, como realizou uma apresentação quase perfeita tecnicamente. De cabeça arejada reconheceu, assim como somente os grandes ícones pop's o sabem fazer, seu erro, retomando seu lugar, seu território delimitado não por linhas riscadas no chão, mas sim por artérias que pulsionam sua grande paixão: a Junção.
Vilnei foi o personagem da partida. Atuando de forma firme e segura, parou o ataque adversário, eficiente e veloz. Soube passar segurança a seus companheiros. Foi tão "grande" sob as traves que até mesmo penalidade máxima fez Veni - não lembro de alguma vez tê-lo visto errar - desperdiçar [bateu pra fora].
Enfim, Vilnei está de volta e com ele toda a malícia da catimba portenha. O abandono foi apenas um susto. A base da Junção continua mantida.
E por falar em manutenção, o Az/Pr manteve seu sistema defensivo atuante durante toda a partida. Não abriu mão da qualidade de seus atletas de frente. O trio formado por Veni [conseguiu uma folga na aula e por isso pode jogar], Danilson e Cris gerou muito esforço por parte dos Vermelhos no quesito contenção. Em certos momentos do jogo, mais para seu final, parecia que estava instaurado um duelo entre ataque e defesa. Os Rubros souberam resisitir com eficiência. Vilnei foi o protagonista desta resistência. Entretanto, outros nomes podem ser citados, tais como Fábio e Marcelo.
Em vista disso, o Az/Pr tomou, desde os primeiros minutos, a iniciativa do jogo. Saiu fazendo uma blitz no campo defensivo vermelho. Tal proposta de ação culminou em algumas boas oportunidades criadas. Em uma dessas, Danilson [1º], em passe preciso de Cris, abriu o placar: 1x0.
Aos poucos, no entanto, os Reds passaram a equilibrar as ações. Marcelo e Vander se encontraram melhor, ajustando suas posições em quadra. Em movimentações constantes na frente, Jairo e Evandro foram abrindo espaços na defesa azul, que, por sinal, em relação ao seu ataque, deixava muito a desejar.
Em lançamento com as mãos de Vilnei, Evandro escorou de peito para Jairo que, já dentro da área, bateu e Fabrício com a mão evitou o que seria o gol de empate. Na cobrança da penalidade máxima, Evandro [2º] não titubeou: bateu forte, no alto, fora do alcance de Alex: 1x1.
Com o empate estabelecido e as ações equilibradas, qualquer descuido maior podia ser fatal. Marcelo cometeu um descuido dessa ordem ao bater mal um escanteio. Danilson, rápido como sempre, antecipou-se à defesa, que estava em linha, ficou com a bola e de primeira serviu a Veni [3º] bater no canto baixo de Vilnei: 2x1.
Mesmo perdendo e sofrendo pressão, os Reds estavam melhor organizados. Quando chegavam à frente geralmente construíam excelentes oportunidades.
Numa triangulação perfeita entre Marcelo, Charles e Jairo [6º], na qual foram necessários apenas três toques, o último finalizou com maestria a jogada, decretando o 2x2 como o escore final do primeiro tempo.
No segundo tempo, o Vermelho voltou melhor. Controlando as ações azuis, passou a ditar o ritmo do clássico, que emocionante seguiu até seu apito final.
Fábio [5º], cobrando falta na entrada da área, fez 3x2. Neste lance, Fábio contou com a "ajuda" da barreira, que no momento do chute se abriu.
Na esteira do bom momento, os Reds chegaram a seu quarto gol. Marcelo [6º] arriscou e venceu Alex num chute certeiro.
Ainda jogando melhor, o Vermelho explorava com muita qualidade as brechas deixadas pela defesa azul. João Paulo, inseguro, não realizava uma boa partida. Fabrício, ainda que de uma maneira precária, tentava fazer a função de fixo. Contudo, rendia melhor quando saía pela ala-direita. Preto, do ponto de vista defensivo, era quem melhor exercia o papel de último homem. Quanto ao ataque do Az/Pr, este sim fazia uma função satisfatória, mesmo que, na grande parte do jogo, tenha sido parado nas mãos de Vilnei.
Cansados e vencendo por dois gols de diferença, os Reds passaram a marcar com menor eficiência seus inimigos azuis. Com isso, não tardou muito para que o Az/Pr entrasse novamente no jogo, ainda mais depois do gol de Cris [7º], que deixou em 4x3 o escore.
Sem saída de bola, os Rubros passaram a fazer lançamentos pelo alto. Invariavelmente a bola sobrava para os Blues, que impuseram a seu rival um processo de sufocamento por pressão. De tanto sufocar, pênalti conseguiram criar [Vander colocou a mão na bola]. Ao bater a penalidade máxima, Veni, talvez, tenha sentido a dimensão de Vilnei. A bola saiu rente ao poste, pela linha de fundo. Neste momento se não fosse por Vilnei, o Vermelho não teria mantido seu escore favorável. Somente em raros conta-ataques é que os Rubros levavam perigo ao gol de Alex. Num destes, Jairo, livre, desperdiçou uma chance incrível. Mas o pior não foi ter pertido o gol, mas ter possibilitado aos Azuis a marcação de seu gol de empate, assinalado por Danilson [8], justamente num contra golpe.
Quando tudo indicava a igualdade como placar final do clássico, eis que Fábio [9º], num raro momento de inspiração, deixou dois marcadores pra tás - um deles, Fabrício, deitado -, tirou de Alex e, sutilmente, tocou a bola por cima do arqueiro azul. Golaço para encerrar a noite e selar uma vitória sofrida dos Reds. Como se não bastasse ter marcado o gol da vitória de seu time, Fábio, numa carrinhada precisa no último lance do embate, evitou aquele que poderia ser o gol de empate dos Blues.
Numa noite de retorno, só o que não volta é a saudade de um tempo outrora vivido. Mas isso é questão para outra análise...
Assinar:
Comentários (Atom)