Do alto da arquibancada, o ritual era sempre o mesmo: lá estava ele sempre fardado, pronto para qualquer chamado, o mínimo sussurro que fosse. Ritual que não vem de agora, já é conhecido de outras temporadas.
João Paulo ganhou uma vaga na Junção. Tem uma das características básicas, diria primordial, para aqueles que um dia pretendem entrar para o seleto grupo das terças-feiras: a persistência. E da [e na] brava persistência fez seu maior trunfo.
Seja bem-vindo, João Paulo.
Não a procure em dicionários. Não a procure em livros de História. Tampouco perca seu tempo tentando encontrá-la em enciclopédias, almanaques e coisas do tipo. Não procure saber seu significado, muito menos o que ela representa. Tente apenas sentí-la o mais próximo possível de suas entranhas, lá onde suas vísceras habitam, onde a raça prolifera e a alma torna-se um mito.
sábado, 28 de fevereiro de 2009
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Junção 40ºC [17/02/2009 - Jogo 7]

AZUL/PRETO 8X7 VERMELHO
Gols:
AZUL/PRETO: Alex; Evandro [9º]; Charles; Danilson [1º, 3º, 8º]; Diogo [12º, 13º, 15]; João Paulo [5º]
VERMELHO: Vilnei; Cristhian [6º, 7º]; Marcelo; Erlon [4º, 11º, 14º]; Fábio [2º, 10]; Jairo
Extremamente quente, literalmente. Sob um forte calor, o sétimo jogo da temporada também se fez quente dentro das quatro linhas. Disputas acirradas não faltaram. Caliente foi o empurra-empurra de Jairo e Charles na briga pela bola. De cabeça quente, melhor, em chamas, estava Jairo que, até mesmo com o árbitro, bateu boca.
João Paulo, aceso, finalmente fez sua tão esperada estréia na Junção. Guri, que na insistência, fez-se chama[do].
Inflamáveis: Cris e Marcelo: labaredas vermelhas que puseram fogo no clássico. Lança-chamas dos Vermelhos. Brigaram e conduziram sua equipe em busca do melhor resultado. Foram, cada qual em sua função, quase perfeitos. Marcelo, em desarmes precisos, fez uma de suas melhores participações na Junção. No que pese o gol imperdível por ele perdido, foi excelente defensivamente. Já Cris foi o maestro dos Reds. De seus pés nasceram as melhores jogadas criadas pelo Rubro. Atuante, participante e combativo, pôs fogo no clássico. Pena que o esforço dos dois não foi o suficiente perante a frieza pragmática dos Azuis. Longe do brilhantismo do jogo passado, Danilson foi eficiente, assim como seu time. Combateram o calor e o fogo vermelhos com muito suor.
Ritmo alucinante e calor insuportável, fatores incendiários de um clássico emocionante. Gols bonitos, gols [incrivelmente] perdidos. Respiração suspensa [tanto pelo calor quanto pela emoção]. Cris e Marcelo, destaques; Danilson, decisivo. Festa em azul e preto. Decepção tingida em vermelho.
Na indecisão de Fábio e de Cris, após cobrança lateral de Erlon, Danilson [1º], em velocidade, ficou com a bola, driblou Vilnei e tirou o primeiro zero do placar: 1x0 pro Az/Pr.
Fábio [2º], em tabela com Erlon, tocou e recebeu de volta para igualar em 1x1 o escore.
Escassas eram as oportunidades. A marcação era sob pressão de ambos os lados. O jeito era contar com uma falha individual ou uma jogada tecnicamente bem elaborada. E ela veio. Da ala-direita Evandro avistou Danilson [3º] entrando nas costas da defesa adversária. O passe foi por cima, milimetricamente preciso, para um arremate certeiro, de primeira: 2x1.
Desarme pontual de Marcelo na meia-cancha, evitando ataque perigoso azul e armando contra-ataque letal vermelho, que, nos pés de Erlon [4º], acabou nas redes de Alex: 2x2.
Com a entrada de João Paulo, o Az/Pr tomou uma postura mais defensiva. João entrou aceso. Em seu primeiro lance "presenteou" Cris com uma carrinhada que o largou pra fora das quatro linhas. Era a ânsia, há tanto tempo guardada, da estreia.
Com o Vermelho controlando melhor a partida, Cris assumiu a posição de referência do time. Marcelo, seguro e rígido na defesa, era um legítimo soldado espartano, disciplinado na marcação e difícil de ser batido. Contudo, mesmo melhor no jogo, os Reds sofreram outo gol. Em passe errado de Jairo, João [5º] ficou com a bola, tabelou com Danilson e fuzilou com um petardo as redes de Vilnei: 3x2.
Confirmando sua boa fase na temporada, Cris [6º e 7º], em duas oportunidades, virou para 4x3 o escore a favor dos Reds, sendo que no primeiro gol se aproveitou da costumeira falha de Alex [saída mal de bola com os pés], e no segundo, usou de todo seu refinamento técnico para, num chute preciso, tirar a bola do alcance de Alex.
Com os dois gols de Cris, o Vermelho não só selava sua vitória parcial no primeiro tempo como, sobretudo, assinalava seu melhor momento no clássico.
No segundo tempo, a partida prendeu fogo. O Az/Pr equilibrou as ações novamente, deixando o jogo num legítimo fogo cruzado. Como se fossem dois exércitos espartanos, azuis e rubros se embrenharam numa batalha acirrada pela posse de bola. De início, numa falha de atenção de Erlon, Danilson [8º], astuto como sempre, bateu forte o passe oriundo de Charles em cobrança de escanteio. Indefensável. Placar outra vez igualado: 4x4.
Embalados, os Azuis chegaram à virada: Evandro [9º], em drible certeiro e rápido pra cima de Fábio, acertou um belo chute colocado e rasteiro no canto de Vilnei. Falha do arqueiro rubro e virada azul: 5x4.
Cris voltou a brilhar em passe preciso para Fábio [10º], que, deslocando-se pelo meio da defesa inimiga, ficou livre para tocar por cima de Alex e decretar um novo empate na partida: 5x5.
No calor do momento, Erlon [11º] recebeu passe lateral de Marcelo, driblou seu marcador e bateu colocado no ângulo inferior de Alex: 6x5.
Em sucessivos estranhamentos, Jairo perdeu a cabeça. Passou a fazer muitas faltas. Do outro lado, o azul, Diogo [12º e 13º] apareceu mais para o jogo. Em duas oportunidades que teve, assinalou dois gols. Detalhe: estes dois gols nasceram em cobranças de falta, desnecessariamente cometidas pelo Vermelho.
No primeiro gol Danilson rolu de lado e Diogo emendou forte para as redes de Vilnei. No segundo, este de tiro livre direto, Diogo bateu forte, Vilnei até tocou na bola, mas não o suficiente para evitar o gol dos 7x6.
Quando o Az/Pr ainda comemorava seu sétimo gol, Erlon [14º], na sáida de centro, surpreendeu Alex, marcando o gol de empate de seu time: 7x7.
Com o jogo aberto, sob um calor infernal, a partida se encaminhou para seus minutos derradeiros. O Vermelho, então, se deu ao luxo de perder, no mínimo três chances claríssimas de gol. Cris, sozinho, tentou desviar de Alex, mas este, com méritos, fechou muito bem o ângulo. Depois Erlon livre dentro da área conseguiu o mais difícil: cabecear a bola pra fora quando Alex já estava batido no lance. Agora, pra fechar as três oportunidades desperdiçadas, aquela das ditas "imperdíveis da Junção", ficou a cargo de Marcelo fazê-la. Fábio, desarmando Evandro no meio, tocou a bola para Cris e Marcelo - os dois estavam praticamente lado a lado no lance. Na sequência, um deixou para o outro, sendo que por último, com o gol vazio, lá estava o trio [Cris, Fábio e Marcelo] apto a só empurrar, sem esforço algum, a bola pra dentro das redes de um Alex já desanimado e deixado pra trás. Pois Marcelo, na indecisão entre marcar o gol ou passar a bola pra Fábio fazê-lo, não fez uma coisa e nem a outra; o pior: em sua indecisão o chute saiu mascado e a bola, debochadamente, saiu roçando lentamente o poste, ganhando asas pra plainar baixinho pela linha de fundo. Inacreditável! Contudo verídico, muito verídico.
No último minuto, no desfecho do lance anterior, Danilson, decisivo e rápido como de costume, encontrou Diogo [15º] entrando por trás da defesa vermelha. O passe foi sob medida, e o gol um castigo que a bola impôs aos Reds, uma ducha de água gelada nas labaredas incendiárias avermelhadas. Tudo se apagou ali para o Vermelho, inclusive o calor. Tudo se iniciou ali para os Az/Pr, inclusive o fogo da vitória.
Sob a trilha sonora, um tanto quanto modificada, de uma canção de Fernanda Abreu, os Azuis saíram de quadra cantarolando os seguintes versos: Junção 40°C, jogo maravilha purgatório da beleza e do caos.
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Danilson, um show à parte. [10/02/2009 - Jogo 6]
VERMELHO 5X3 AZUL/PRETO
Gols:
VERMELHO: Vilnei; Danilson [1º; 2º, 4°]; Preto [8º]; Diogo; Jairo; Marcelo [7º]
AZUL/PRETO: Alex; Charles [5º]; Evandro [6º]; Cristhian; Fábio; Erlon [3º]
Diferente da partida passada, esta foi visceralmente melhor. Tivemos, além das boas atuações de Alex e Vilnei, a confirmação do bom momento de Danilson, por ora goleador da Junção. Danilson foi essencialmente importante para seu time. Participou dos cinco gols, sendo que marcou três destes, e deu o passe para os outros dois. Não devemos esquecer de Vilnei que, com defesas seguras e lançamentos precisos, foi primordial, também, para a vitória vermelha acontecer.
De início, logo nos primeiros minutos de bola rolando, Fábio quis ser "gentil" com Danilson [1º], dendo-lhe de presente um passe na frente do gol, em saída mal de tiro de meta. Agradecido, o goleador somente teve o trabalho de tocar no canto de Alex, abrindo o escore do clássico: 1x0.
Aos poucos o jogo foi ganhando movimentação e emoção. Os Azuis tinham, e assim mantiveram ao longo de toda a partida, um volume maior de jogo. Contudo não conseguiam converter em gols tal consistência. Poucas vezes entraram na defesa vermelha tocando bola ou em triangulações. Os Reds estavam muito bem postados atrás, não permitindo maiores aproximações. Dessa forma as tentativas azuis se resumiam, em grande parte, a chutes de fora da área ou, então, em uma que outra jogada mais elaborada.
Enquanto que Vilnei garantia a vitória sob as traves, Danilson [2º] continuava a ser a referência técnica de sua equipe. Num forte chute da meia-cancha, acertou o ângulo superior de Alex. Golaço que ampliava em 2x0 o placar do clássico.
Se com a bola rolando o Az/Pr não conseguia furar o bloqueio de Vilnei e Cia, o jeito foi apelar para a bola parada. Sendo assim, Erlon [3º], em jogada ensaiada com Cris em cobrança de falta, descontou em 2x1 o placar da partida.
Mal deu tempo para os Blues comemorarem, isto porque Danilson [4º], ele novamente, na saída de centro, aproveitou desatenção de seus marcadores para chutar e marcar 3x1
A partir dos 3x1 o embate ganhou força. A disputa pela bola passou a ser mais envolvente, acirrada e competitiva. Alguns clássicos duelos voltaram a ocorrer: Cris x Diogo, Jairo x Fábio, Erlon x Marcelo. Alta dose de emoção também entre os goleadores Evandro e Danilson e entre os goleiros Alex e Vilnei.
Por falar em goleiros, Alex lançou por cima e Charles [5º], sem deixar a bolar bater no chão, tirou, com um toque sensacional, Vilnei do lance, marcando o gol mais bonito da noite: 3x2 e o Az/Pr mais vivo do que nunca.
Com muita luta, Evandro [6º] estabeleceu o empate no escore. Em cruzamento de Erlon, Evandro, na raça, chegou dividindo com Diogo e colocou a bola pra dentro das redes de Vilnei: 3x3.
Embora melhor, controlando as ações e procurando a virada, os Reds sofreram o quarto gol. Danilson, livrando-se da marcação, lançou Marcelo [7º] que, entrando pelas costas de Cris, apenas desviou de Alex: 4x3.
No segundo tempo, apenas um gol aconteceu. E foi nos minutos finais da partida. Preto [8º], em cobrança de falta, recebeu de Danilson e finalizou o placar do clássico e 5x3. De restante, o que tivemos foi uma disputa envolvente. O Az/Pr pressionando e controlando as investidas, mesmo que de longe. Já, por sua vez, os Vermelhos resistindo e explorando os contra-ataques. Vilnei catimbando e defendendo. Alex falhando em saídas de bola [seu ponto fraco] e se redimindo na sequência do lance. Evandro, o melhor jogador azul, estava tentando, com muito esforço, algo a mais, como um lance individual, pra tentar fazer a diferença. Entretanto a noite não era sua, mas sim de outro goleador, Danilson. Ele foi um show à parte, sendo o grande artíficie da vitória rubro e, de quebra, se isolando na artilharia.
Para finalizar, informamos que, agora, apenas Fabrício permanece invivto em 2009. Cris e Evandro que, antes de iniciar esta partida também gozavam dessa situação, perderam, literalmente, tal condição.
Gols:
VERMELHO: Vilnei; Danilson [1º; 2º, 4°]; Preto [8º]; Diogo; Jairo; Marcelo [7º]
AZUL/PRETO: Alex; Charles [5º]; Evandro [6º]; Cristhian; Fábio; Erlon [3º]
Diferente da partida passada, esta foi visceralmente melhor. Tivemos, além das boas atuações de Alex e Vilnei, a confirmação do bom momento de Danilson, por ora goleador da Junção. Danilson foi essencialmente importante para seu time. Participou dos cinco gols, sendo que marcou três destes, e deu o passe para os outros dois. Não devemos esquecer de Vilnei que, com defesas seguras e lançamentos precisos, foi primordial, também, para a vitória vermelha acontecer.
De início, logo nos primeiros minutos de bola rolando, Fábio quis ser "gentil" com Danilson [1º], dendo-lhe de presente um passe na frente do gol, em saída mal de tiro de meta. Agradecido, o goleador somente teve o trabalho de tocar no canto de Alex, abrindo o escore do clássico: 1x0.
Aos poucos o jogo foi ganhando movimentação e emoção. Os Azuis tinham, e assim mantiveram ao longo de toda a partida, um volume maior de jogo. Contudo não conseguiam converter em gols tal consistência. Poucas vezes entraram na defesa vermelha tocando bola ou em triangulações. Os Reds estavam muito bem postados atrás, não permitindo maiores aproximações. Dessa forma as tentativas azuis se resumiam, em grande parte, a chutes de fora da área ou, então, em uma que outra jogada mais elaborada.
Enquanto que Vilnei garantia a vitória sob as traves, Danilson [2º] continuava a ser a referência técnica de sua equipe. Num forte chute da meia-cancha, acertou o ângulo superior de Alex. Golaço que ampliava em 2x0 o placar do clássico.
Se com a bola rolando o Az/Pr não conseguia furar o bloqueio de Vilnei e Cia, o jeito foi apelar para a bola parada. Sendo assim, Erlon [3º], em jogada ensaiada com Cris em cobrança de falta, descontou em 2x1 o placar da partida.
Mal deu tempo para os Blues comemorarem, isto porque Danilson [4º], ele novamente, na saída de centro, aproveitou desatenção de seus marcadores para chutar e marcar 3x1
A partir dos 3x1 o embate ganhou força. A disputa pela bola passou a ser mais envolvente, acirrada e competitiva. Alguns clássicos duelos voltaram a ocorrer: Cris x Diogo, Jairo x Fábio, Erlon x Marcelo. Alta dose de emoção também entre os goleadores Evandro e Danilson e entre os goleiros Alex e Vilnei.
Por falar em goleiros, Alex lançou por cima e Charles [5º], sem deixar a bolar bater no chão, tirou, com um toque sensacional, Vilnei do lance, marcando o gol mais bonito da noite: 3x2 e o Az/Pr mais vivo do que nunca.
Com muita luta, Evandro [6º] estabeleceu o empate no escore. Em cruzamento de Erlon, Evandro, na raça, chegou dividindo com Diogo e colocou a bola pra dentro das redes de Vilnei: 3x3.
Embora melhor, controlando as ações e procurando a virada, os Reds sofreram o quarto gol. Danilson, livrando-se da marcação, lançou Marcelo [7º] que, entrando pelas costas de Cris, apenas desviou de Alex: 4x3.
No segundo tempo, apenas um gol aconteceu. E foi nos minutos finais da partida. Preto [8º], em cobrança de falta, recebeu de Danilson e finalizou o placar do clássico e 5x3. De restante, o que tivemos foi uma disputa envolvente. O Az/Pr pressionando e controlando as investidas, mesmo que de longe. Já, por sua vez, os Vermelhos resistindo e explorando os contra-ataques. Vilnei catimbando e defendendo. Alex falhando em saídas de bola [seu ponto fraco] e se redimindo na sequência do lance. Evandro, o melhor jogador azul, estava tentando, com muito esforço, algo a mais, como um lance individual, pra tentar fazer a diferença. Entretanto a noite não era sua, mas sim de outro goleador, Danilson. Ele foi um show à parte, sendo o grande artíficie da vitória rubro e, de quebra, se isolando na artilharia.
Para finalizar, informamos que, agora, apenas Fabrício permanece invivto em 2009. Cris e Evandro que, antes de iniciar esta partida também gozavam dessa situação, perderam, literalmente, tal condição.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Uma vitória, finalmente. [03/02/2009 - Jogo 5]
VERMELHO 8x10 AZUL/PRETO
Gols:
VERMELHO: Vilnei; Fábio [8º]; Danilson [2º, 5º, 6°]; Charles [11º]; Erlon [12º, 18]; Jairo [14º]
AZUL/PRETO: Alex; Evandro [1º, 3º, 13°, 16º]; Marcelo [10º, 15º]; Preto [9º]; Cristhian [4º, 17º]; Veni [7º]
Não fosse pelo calor em excesso, talvez pudéssemos ter tido uma partida bem melhor do que foi essa. A alta temperatura tratou de arrefecer um pouco os ânimos dos jogadores. Não que o jogo foi ruim, de baixa qualidade técnica e de pouca emoção. Nada disso. Contudo, poderia, quem sabe, haver mais disputas, menos gols e, até mesmo, um pouco mais de emoção em toda sua extensão. Apesar de tudo, saudamos, após três empates consecutivos, a volta da vitória. Que o digam os Azuis, vencedores do calor e do clássico.
Deixando de lado a temperatura, vamos ao que nos interessa: a bola rolando em seus movimentos tecnicamente perfeitos. Antes disso, ressaltamos a atuação segura de Alex. Ele foi o grande nome do jogo. Em intervenções pontuais, garantiu ao seu time a merecida vitória. Em momentos delicados e de grande pressão adversária, Alex, o pequeno-grande monstro, marcou a alteridade em defesas essenciais.
Mas não somente em Alex o Az/Pr se fez vencedor. Podemos estender os merecimentos a uma dupla que também, ao seu estilo, movimentou a engrenagem azul rumo à conquista. Estamos falando de Cristhian e Evandro, atletas primordiais na vitória dos Blues.
Enquanto que Cris, segurando a bola na frente com maestria, acelerando, quando necessário, o ritmo do jogo, cadenciava a frequência de seu time, Evandro, em sua sanguinária fome de gols, impunha o terror à defesa rival, movimentando-se, apesar do calor em demasia, com bastante intensidade. Pois ambos, somados a Alex, fizeram toda a diferença no embate. Sabedores de suas capacidades, tiveram performances acima dos demais e, mesmo com a saída de Veni do jogo no intervalo, seguraram os momentos difíceis, chamando a responsabilidade pra si e conduzindo o Az/Pr à merecida vitória.
Por falar neles, foi de Evandro [1º] o primeiro gol da partida. Aliás, um golaço. Em investida pelo lado direito de ataque, bateu forte, sendo que a bola, antes de entrar, explodiu contra o travessão, morrendo no fundo das redes de Vilnei. Um legítimo paulistão, para os mais nostálgicos.
Não tardou muito para Danilson [2º], único destaque vermelho, deixar sua primeira marca no clássico. Num chute que desviou nas costas de Marcelo, Danilson empatou em 1x1 a partida.
Ainda enquanto o calor permitia esforços mais plenos, o jogo seguiu num ritmo mais intenso. Ao passo que o Vermelho forçava mais em jogadas agudas, o Az/Pr preferia o resguardo defensivo, saindo com velocidade pelas alas. E foi justamente numa destas fugas pelos lados extremos da quadra que Cris, passando por Jairo, viu Fábio e Erlon se atrapalharem e abola sobrar livre pra ele tocá-la para Evandro [3º] assinalar 2x1.
Ao ataque os Reds avançaram. Num chute de Danilson a bola estorou no bloqueio defensivo azul, espirrando pra frente e possibilitando um excelente contra-ataque, no qual Cristhian [4º] não teve problemas em concluir a gol. Chute forte e certeiro no canto de Vilnei. Outro belo gol azul: 3x1.
Aguerridos, os Rubros queriam ao menos o empate ainda no primeiro tempo. Em passe perfeito de Jairo, a bola atravessou a quadra de uma ala a outra, caindo na medida nos pés de Danilson [5º]: 3x2.
Parecia replay mas não era. Em outra drobradinha Jairo e Danilson [6º], este passou em velocidade pela marcação, igualando em 6x6 o escore.
Veni, num de seus raros momentos de bom futebol, passou pela dura marcação de Charles [a única vez que o venceu durante todo o jogo], batendo forte e assinalando 4x3 a favor de sua equipe.
Fábio [8º], na raça, antecipou-se à zaga e marcou o gol de empate dos Reds em 4x4.
Craque é craque. Veni, apesar de ter feito uma de suas mais fracas atuações dos últimos tempos, criou, com um passe genial, as condições ideais para Preto [9º] marcar seu gol. Sofrendo a marcação de Fábio, recebeu a bola e, de costas para a defesa, deu um toque sutil na medida para Evandro entrar livre e fazer 5x4, finalizando o placar da etapa inicial.
No segundo tempo, o calor fez suas vítimas. veni, alegando cansaço físico, abandonou o jogo. Com isso, os Blues and Blacks ficaram sem suplentes, e tiveram que suportar e sustentar sua vitória na superação.
Os reds tentaram de tudo, porém não conseguiram transpor nem o calor e muito menos o ferrolho defensivo comandado por Cris e Marcelo, além, é claro, de Alex.
Por falar em Marcelo [10º] foi dele, de cabeça - aliás, o primeiro de uma série de três gols nesta modalidade -, o sexto gol azul. Lance que se iniciou com o lançamento com as mãos de Alex - as mesmas mãos que não somente de defesas se fizeram fundamentais - culminando com um toque de cabeça sutil o suficiente para encobrir Vilnei: 6x4.
Foi então que, em dois lances fundamentais de Erlon, os Rubros conseguiram estabelecer a igualdade no escore. O primeiro deixou Charles [11º] na cara do gol. Já o segundo, foi dele mesmo, Erlon [12º], de cabeça, depois de cobrança lateral de Danilson, entrando por trás da defesa e cabeceando no canto oposto de Alex. Um bonito gol.
Quando tudo indicava que o Az/Pr, apesar de melhor postado taticamente, não iria resistir à pressão vermelha, o trio bicolor se fez presente. Enquanto que Alex segurava literalmente a barra lá atrás, Cristhian, no cadenciamento, e Evandro, nas finalizações, administraram com sabedoria e prudências necessárias a situação adversa, levando seu time à vitória.
Evandro [13º] marcou 7x6. Mal deu tempo para comemorações, pois Jairo [14º] deixou tudo igual outra vez: 7x7.
Entretanto, com três gols, um de Marcelo [15º], outro de Evandro [16º], este de cabeça, e o terceiro de Cristhian [17º], os Azuis praticamente liquidaram com o clássico. Nem mesmo o gol de Erlon [18º], já no finalzinho, mudou alguma coisa. O Az/Pr foi perfeito no final. Guardou-se fisicamente e, no momento certo, soube liquidar com o jogo.
Assim, como afirma o título, a vitória voltou a brilhar depois de três empates seguidos. Agora são poucos os invictos ainda na temporada. Para saber quem são, aguarde o próximo duelo.
Gols:
VERMELHO: Vilnei; Fábio [8º]; Danilson [2º, 5º, 6°]; Charles [11º]; Erlon [12º, 18]; Jairo [14º]
AZUL/PRETO: Alex; Evandro [1º, 3º, 13°, 16º]; Marcelo [10º, 15º]; Preto [9º]; Cristhian [4º, 17º]; Veni [7º]
Não fosse pelo calor em excesso, talvez pudéssemos ter tido uma partida bem melhor do que foi essa. A alta temperatura tratou de arrefecer um pouco os ânimos dos jogadores. Não que o jogo foi ruim, de baixa qualidade técnica e de pouca emoção. Nada disso. Contudo, poderia, quem sabe, haver mais disputas, menos gols e, até mesmo, um pouco mais de emoção em toda sua extensão. Apesar de tudo, saudamos, após três empates consecutivos, a volta da vitória. Que o digam os Azuis, vencedores do calor e do clássico.
Deixando de lado a temperatura, vamos ao que nos interessa: a bola rolando em seus movimentos tecnicamente perfeitos. Antes disso, ressaltamos a atuação segura de Alex. Ele foi o grande nome do jogo. Em intervenções pontuais, garantiu ao seu time a merecida vitória. Em momentos delicados e de grande pressão adversária, Alex, o pequeno-grande monstro, marcou a alteridade em defesas essenciais.
Mas não somente em Alex o Az/Pr se fez vencedor. Podemos estender os merecimentos a uma dupla que também, ao seu estilo, movimentou a engrenagem azul rumo à conquista. Estamos falando de Cristhian e Evandro, atletas primordiais na vitória dos Blues.
Enquanto que Cris, segurando a bola na frente com maestria, acelerando, quando necessário, o ritmo do jogo, cadenciava a frequência de seu time, Evandro, em sua sanguinária fome de gols, impunha o terror à defesa rival, movimentando-se, apesar do calor em demasia, com bastante intensidade. Pois ambos, somados a Alex, fizeram toda a diferença no embate. Sabedores de suas capacidades, tiveram performances acima dos demais e, mesmo com a saída de Veni do jogo no intervalo, seguraram os momentos difíceis, chamando a responsabilidade pra si e conduzindo o Az/Pr à merecida vitória.
Por falar neles, foi de Evandro [1º] o primeiro gol da partida. Aliás, um golaço. Em investida pelo lado direito de ataque, bateu forte, sendo que a bola, antes de entrar, explodiu contra o travessão, morrendo no fundo das redes de Vilnei. Um legítimo paulistão, para os mais nostálgicos.
Não tardou muito para Danilson [2º], único destaque vermelho, deixar sua primeira marca no clássico. Num chute que desviou nas costas de Marcelo, Danilson empatou em 1x1 a partida.
Ainda enquanto o calor permitia esforços mais plenos, o jogo seguiu num ritmo mais intenso. Ao passo que o Vermelho forçava mais em jogadas agudas, o Az/Pr preferia o resguardo defensivo, saindo com velocidade pelas alas. E foi justamente numa destas fugas pelos lados extremos da quadra que Cris, passando por Jairo, viu Fábio e Erlon se atrapalharem e abola sobrar livre pra ele tocá-la para Evandro [3º] assinalar 2x1.
Ao ataque os Reds avançaram. Num chute de Danilson a bola estorou no bloqueio defensivo azul, espirrando pra frente e possibilitando um excelente contra-ataque, no qual Cristhian [4º] não teve problemas em concluir a gol. Chute forte e certeiro no canto de Vilnei. Outro belo gol azul: 3x1.
Aguerridos, os Rubros queriam ao menos o empate ainda no primeiro tempo. Em passe perfeito de Jairo, a bola atravessou a quadra de uma ala a outra, caindo na medida nos pés de Danilson [5º]: 3x2.
Parecia replay mas não era. Em outra drobradinha Jairo e Danilson [6º], este passou em velocidade pela marcação, igualando em 6x6 o escore.
Veni, num de seus raros momentos de bom futebol, passou pela dura marcação de Charles [a única vez que o venceu durante todo o jogo], batendo forte e assinalando 4x3 a favor de sua equipe.
Fábio [8º], na raça, antecipou-se à zaga e marcou o gol de empate dos Reds em 4x4.
Craque é craque. Veni, apesar de ter feito uma de suas mais fracas atuações dos últimos tempos, criou, com um passe genial, as condições ideais para Preto [9º] marcar seu gol. Sofrendo a marcação de Fábio, recebeu a bola e, de costas para a defesa, deu um toque sutil na medida para Evandro entrar livre e fazer 5x4, finalizando o placar da etapa inicial.
No segundo tempo, o calor fez suas vítimas. veni, alegando cansaço físico, abandonou o jogo. Com isso, os Blues and Blacks ficaram sem suplentes, e tiveram que suportar e sustentar sua vitória na superação.
Os reds tentaram de tudo, porém não conseguiram transpor nem o calor e muito menos o ferrolho defensivo comandado por Cris e Marcelo, além, é claro, de Alex.
Por falar em Marcelo [10º] foi dele, de cabeça - aliás, o primeiro de uma série de três gols nesta modalidade -, o sexto gol azul. Lance que se iniciou com o lançamento com as mãos de Alex - as mesmas mãos que não somente de defesas se fizeram fundamentais - culminando com um toque de cabeça sutil o suficiente para encobrir Vilnei: 6x4.
Foi então que, em dois lances fundamentais de Erlon, os Rubros conseguiram estabelecer a igualdade no escore. O primeiro deixou Charles [11º] na cara do gol. Já o segundo, foi dele mesmo, Erlon [12º], de cabeça, depois de cobrança lateral de Danilson, entrando por trás da defesa e cabeceando no canto oposto de Alex. Um bonito gol.
Quando tudo indicava que o Az/Pr, apesar de melhor postado taticamente, não iria resistir à pressão vermelha, o trio bicolor se fez presente. Enquanto que Alex segurava literalmente a barra lá atrás, Cristhian, no cadenciamento, e Evandro, nas finalizações, administraram com sabedoria e prudências necessárias a situação adversa, levando seu time à vitória.
Evandro [13º] marcou 7x6. Mal deu tempo para comemorações, pois Jairo [14º] deixou tudo igual outra vez: 7x7.
Entretanto, com três gols, um de Marcelo [15º], outro de Evandro [16º], este de cabeça, e o terceiro de Cristhian [17º], os Azuis praticamente liquidaram com o clássico. Nem mesmo o gol de Erlon [18º], já no finalzinho, mudou alguma coisa. O Az/Pr foi perfeito no final. Guardou-se fisicamente e, no momento certo, soube liquidar com o jogo.
Assim, como afirma o título, a vitória voltou a brilhar depois de três empates seguidos. Agora são poucos os invictos ainda na temporada. Para saber quem são, aguarde o próximo duelo.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Um empate heracliteano. [27/01/2009 - Jogo 4]

AZUL/PRETO 8X8 VERMELHO
Gols:
AZUL/PRETO: Vilnei; Marcelo [13º, 15º]; Veni [1º, 7º, 16º]; Fábio; Evandro [5º 8º 12]; Jairo
VERMELHO: Alex; Danilson [3º, 4º, 9º, 10º, 14º]; Fabrício; Cristhian [2º]; Erlon [6, 11º]; Charles
Um certo dia, mais precisamente entre 540 a.C. e 470 a. C., Heráclito, filósofo grego, pré-socrático, afirmou, em outras palavras, o seguinte: "não podemos entrar duas vezes no mesmo rio, porque, ao entrarmos pela segunda vez, não serão as mesmas águas que estarão lá, e a mesma pessoa já será diferente."
Pensando nas sábias palavras deste grande pensador, ficamos na tentação de transportá-las para o futebol, mais precisamente, para a Junção. Heráclito, em verdade, nos diz que tudo flui, tudo se move, exceto o próprio movimento. Sendo assim, nada é estável, tudo está porvir, a vida se faz e se desfaz nos movimentos. No futebol, a regra é a mesma: cada partida é diferente de outra. Cada lance define uma situação. Nos movimentos é que a vida explode [um gol, por exemplo] e não cansa de se fazer diferente.
Este clássico teve, em comum com os dois últimos, apenas o resultado de empate. Cada qual foi [e assim sempre será] um jogo ímpar. Estendendo um pouco mais nosso pensamento nesta linha de raciocínio, podemos afirmar que, em toda a história da Junção, nenhuma partida foi igual a outra. Isto é, caro leitores, a Junção segue sendo um movimento único, constante e inigualável.
Heráclito definiu o fogo como o princípio de todas as coisas: "todas as coisas são uma troca do fogo, e o fogo, uma troca de todas as coisas". Ou seja, todas as coisas transformam-se em fogo, e o fogo transforma-se em todas as coisas.
Fogo contra fogo, assim foi o quarto jogo da temporada. Com exceção do primeiro gol, o Vermelho sempre se manteve no comando do placar. Também foi quem comandou as melhores ações, impondo seu futebol na maior parte da partida.
Destaques para Danilson [mostrando que seu faro de gol é uma constante em sua performance], Cristhian [toque refinado e garra aguçada], Erlon que, em sua volta, jogou um futebol categórico e objetivo, sendo peça fundamental no esquema rubro e Charles, raça foi seu movimento.
Do lado azul, cito Marcelo como destaque. Defensor seguro e de eficácia simples. Além disso, quando necessário, sabe aproveitar os espaços adversários para atacar e, até mesmo, marcar, como fez neste embate, assinalando um belo gol.
Na insistência, foram dois escanteios seguidos, os Azuis abriram o placar. Jairo cobrou o corner e Veni [1º] bateu firme: 1x0.
Na consistência, os Reds viraram o escore. Em triangulação iniciada por Erlon, Charles rolou para Cristhian [2º] que, sutilmente, tocou por cima de Vilnei: 2x1. Em seguida, Danilson [3º e 4º], em duas situações, marcou 3x1. Na primeira, Erlon roubou a bola e serviu o goleador. Na segunda situação, jogada pela esquerda de Cris com passe na medida para ele, Danilson, novamente, marcar os 3x1 e selar o escore do primeiro tempo.
Na etapa final, os Blues and Blacks esboçaram um princípio de reação. Evandro [5º] driblou seu marcador e mandou ver um balaço pra cima de Alex. Um golaço: 3x2. Contudo, seguindo à risca os preceitos de Heráclito, Evandro sentiu na pele que um rio jamais será o mesmo, assim como um passe. Em passe errado seu, Erlon [6º] agradeceu e deslocou Vilnei: 4x2.
Veni [7º], tentando dar maior fluidez ao seu time, em jogada ensaiada de falta, descontou em 4x3 o marcador. Evandro [8º], redimindo-se da falha anterior, empatou em 4x4 a partida.
Fluída e constante ficou o jogo. Quente era a noite, acirrados estavam os ânimos. Vulcão, lava e fogo. Danilson [9º e 10º] explodiu outras duas vezes com as redes de Vilnei: 6x4. Erlon [11º], atiçando ainda mais o fogo, ampliou em 7x4 o escore.
Os Reds eram melhores. Veni não repetia as atuações anteriores. Desgastado e pecando pelo excesso de individualismo, era desarmado constantemente. Evandro [12º], o mais agudo dos azuis, superava-se na raça para tentar suprir as carências ofensivas de seu time. Foi dele o gol que deixou o placar em 7x5, possibilitando condições anímicas para sua equipe entrar novamente no jogo.
Marcelo [13º], em bela jogada individual, captou a mensagem de Evandro: 7x6.
No entanto, Veni, apático e cansado, perdeu a bola pra Danilson [14º], sendo que este não perde a possibilidade de marcar: 8x6.
Quando se imaginou que essa partida já estaria definida, eis que Marcelo [15º], outra vez, recolocou o Az/Pr no páreo. Uma bela construção coletiva culminou no gol do defensor azul: 8x7.
Ainda houve tempo de Jairo encontrar Veni [16º] bem colocado para bater e decretar o empate final no clássico em 8x8.
Se, segundo Heráclito, tudo, no fim, se transforma em fogo, a Junção é, em sua essência, um vulcão a colocar nossas vidas em constante erupção.
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