segunda-feira, 18 de maio de 2009

Uma virada e um gol antológicos [12/05/2009 - Jogo 14]


AMARELO 13X12 AZUL/PRETO


Gols:
Amarelo: Vilnei; Erlon [12º, 16º]; Fabrício; Danilson [1º, 2º, 4º, 18º, 19º, 21º, 23 24º]; Vander [22º]; Cristhian [8º]
Azul/Preto: Alex; Evandro [3º, 10º, 11º, 17º, 20º - contra]; João Paulo [9º, 15º]; Fábio 5º, 13º]; Diogo [6º, 14º, 25º], Jairo [7º]


Longe de ter sido um grande jogo, este surpreendeu [e grandioso foi nestes quesitos]
por dois aspectos: pela virada sensacional que o Amarelo impôs sobre o Azul/Preto e pelo gol de João Paulo.
Muitas foram as viradas ocorridas na Junção. E não poucas emocionantes. Mas essa pode ser considerada a "virada das viradas", um daqueles feitos difíceis de se repetirem. Uma virada que deixou a todos perplexos: tanto àqueles que a aplicaram, quanto àqueles que a sofreram.
Depois de estar vencendo por 12x5, faltando menos de dez minutos para o final da partida, os Blues and Blacks acabaram permitindo ao Amarelo [ou, também, por méritos destes] que virassem o escore a seu favor.
Em noite inspirada de Danilson [marcou 8 gols], contando com os erros e as afobações adversárias, os Yellows foram ontológicos. Arrancaram uma vitória espetacular, quando nem eles mesmos mais acreditavam em tal possibilidade. O Az/Pr foi tomado ao final de jogo por uma ansiedade ingênua, propulsora de erros primários, tais como o bizarro gol contra de Evandro.
Se por um lado o Az/Pr "contribuiu" para que essa virada ocorresse, por outro foi autor de um gol daqueles jamais construídos na recente história da Junção. Já houve gols de tudo o quanto é tipo, desde golaços a bizarrices reconhecidas como gol também. No entanto, esse gol assinalado por João Paulo ficará pra sempre encravado nas retinas daqueles que puderam presenciá-lo. O gol [o toque final] foi simples. O que o elevou à categoria de antológico foi a sua construção, isto é, a jogada coletiva. A bola ficou em torno de dois minutos circulando de pé em pé, onde todos os companheiros de time [com exceção de Jairo que estava no banco] a tocaram. O Amarelo, atônito, não conseguia interromper o fluxo do toque de bola azul e preto. A bola só parou de rodar quando encontrou o fundo das redes de Vilnei. O golpe final foi de João Paulo, mas o gol, se assim poderíamos descrever, foi coletivo.
No que diz respeito à bola rolando, tivemos uma partida com um número excessivo de gols. Os cuidados defensivos estiveram muito aquém do esperado. Os goleiros, em especial Alex, falharam bastante. Em compensação, os artilheiros não perdoaram. Danilson fez a festa marcando oito gols; Evandro fez quatro e outra contra.
Logo de início, Danilson [1º, 2º] mostrou que a noite seria promissora. Aproveitando duas falhas defensivas [uma de Jairo e outra de Evandro] em passes mal elaborados, abriu o escore em 2x0.
Num contra-ataque bem articulado, Jairo passa para Fábio que toca para Evandro [3º] descontar em 2x1 o placar.
Contudo, em novo erro azul, Danilson [4º] rouba a bola de Diogo, avança livre e bate na saída de Alex: 3x1.
O mesmo Diogo que no gol anterior [o de Danilson] falhou, pisa na bola, deixando livre para Fábio [5º] bater colocado: 3x2.
Aos poucos, os Azuis foram passando a exercer um controle sobre o jogo. Em cobrança rápida de lateral, João Paulo serviu a Diogo [6º] que, desferindo uma bomba, empatou em 3x3 o clássico.
Antes do término da primeira etapa, houve tempo para mais gols ainda. Jairo [7º] marcou 4x3; mas Cristhian [8º] voltou a igualar: 4x4. João Paulo [9º], num petardo de longa distância, pôs números finais no placar da etapa inicial: 5x4.
Quando o Amarelo se deu por conta, já estava sofrendo uma goleada. Começou bem mas aos poucos foi se deixando envolver pelo toque de bola azul e preto. Evandro [10º, 11º], em duas vezes, ampliou em 7x4 o confronto. Nem mesmo o gol de Erlon [12º] foi capaz de aplacar a fúria ofensiva dos Blues and Blacks. Fábio [13º], em triangulação perfeita com Diogo e Jairo, fez 8x5. Diogo [14º], em passe perfeito de Fábio – aliás, dos pés deste é que saíram a maioria dos gols dessa equipe -, pincelou no escore um ensaio de goleada histórica: 9x5.
Foi neste instante então que ocorreu o gol ontológico. Numa sequência estupenda e nunca antes vista na Junção, o Az/Pr conseguiu, ao longo de mais de dois minutos, envolver seu adversário num toque de bola preciso e eficaz. A este não foi permitido sequer um leve roçar na bola. Esta só parou de rodar quando encontrou seu destino final: as redes de Vilnei. João Paulo [15º] tratou de elevar a jogada à categoria de ontológica.
Esta foi, praticamente, a última alegria azul e preta na partida.
A reação ao que denominamos “a virada das viradas” teve início com o gol de Erlon [16º]. Nem mesmo o gol de Evandro [17º], que mantinha ainda a excelente vantagem azul de sete gols [11x6], foi suficiente para assegurar uma melhor sorte para o time bicolor.
A saída de Fábio e a entrada de João Paulo, somadas à tensa ansiedade azul em marcar ainda mais gols, possibilitou uma série de erros por parte desta equipe. Alex, até então de boa performance, passou a cometer falhas grotescas. Danilson soube com muita astúcia se livrar da marcação de João Paulo, fazendo destes minutos finais sua redenção. Em pouco menos de dez minutos, os Yellows escreveram seu nome na história da Junção. Passarão dias e noites, gols e defesas, vitórias e derrotas, mas, talvez, jamais outra virada como essa.
Danilson [18º, 19º], em duas oportunidades, deu início ao “improvável”. Evandro [20º], em gol contra, estabilizou o “improvável” da maneira mais bizarra possível [rolou, do meio, a bola pra trás, João deixou passar e Alex, que estava fora do gol, também]: 11x9.
Em nova falha de Alex, Danilson [21º] de calcanhar descontou em 11x10. Vander [22º], na raça, mandou um balaço e empatou em 11x11 o placar.

Desesperados e completamente desorganizados [chegaram a ficar postados num 1-3 em determinado momento do jogo], os Blues and Blacks tentaram garantir a vitória marcando mais gols. O tiro, melhor dito, o chute saiu pela culatra. Em dois contra-ataques fulminantes, Danilson [23º, 24º] desvencilhou-se de João Paulo para colocar seu time à frente no placar: 13x11.
No final, cobrando penalidade máxima, Diogo [25º], após muita catimba de Vilnei, pôs números finais no placar: 13x12. acontece que já era tarde, muito tarde para uma outra virada.
E assim, com um gol fenomenal e uma virada estupenda, a Junção segue firmando seu valor, mostrando-nos que a construção coletiva e a persistência ainda são fatores essenciais na consolidação de nossas existências [mesmo que, muitas vezes, contraditórias e bizarras, que o digam os gols contras].

Um comentário:

  1. NOTAS:
    DANÍLSON 7,83
    FÁBIO 7,20
    VILNEI 6,57
    DIOGO 6,57
    ERLON 6,50
    EVANDRO 6,50
    FABRÍCIO 6,43
    JAIRO 6,43
    ALEX 6,40
    CRISTIAN 6,37
    VANDER 6,23
    JOÃO PAULO 6,20

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