
AZUL/PRETO 3X5 AMARELO
Gols:
Azul/Preto: Alex; Cristhian; Evandro [7º]; Charles; Vander; Jairo [2º]; Veni [8º]
Amarelo: Vilnei; Diogo; Danilson [1º, 5º]; João Paulo; Fábio [3º, 6º]; Marcelo [4º]
Feitas de tijolos e cimento, resistem a intempéries de toda espécie. Opulências de concreto que protegem territórios de invasões inimigas. Essas construções acompanham a humanidade desde os tempos medievais até os dias atuais [que o digam os chineses].
Criadas para defenderem territórios de ataques rivais, foram, com o passar do tempo, sendo estruturas fundamentais para as civilizações. Impávidas e colossais, impunham medo aos inimigos, resistindo às suas investidas.
Mas, no entanto, existem muralhas que fogem do conceito original. São feitas de carne, nervos e transpiração; são movidas a desejos febris de resistência e disciplina imensuráveis, forjadas na base da entrega e garra.
Vilnei, Marcelo, Fábio, Diogo, Fabrício, João Paulo e Danilson formaram uma muralha; mais precisamente, uma muralha amarela quase intransponível. Seguindo à risca o lema da Junção ["resistir é preciso"], impressionaram pela disposição tática e potência defensiva. Todos, sem exceção, jogaram um futebol de marcação de alta qualidade. Somente no final da partida, com o resultado praticamente já definido a seu favor, é que relaxaram um pouco, permitindo a invasão alheia. Mas nada tão excepcional capaz de mudar os méritos conquistados.
Numa partida altamente disputada, o sistema defensivo amarelo foi o grande destaque. Responsável direto pela vitória, a muralha yellow só teve êxito porque toda sua engrenagem funcionou de maneira organizada e estratégica. Danilson era o homem mais avançado, responsável pelo primeiro combate no setor da meia-cancha. Enquanto isso, os demais companheiros se movimentavam por toda a quadra, não permitindo espaços aos azuis e pretos.
As melhores chances, especialmente as do primeiro tempo, foram do Az/Pr. Quando estas não paravam nas mãos de Vilnei, eram abortadas pela disciplina tática dos jogadores de linha. Impetuosos na marcação, não permitiram a Veni, Evandro e Cristhian um só minuto de sossego. Foi "bafo na nuca" o tempo todo.
Assim, fortificados defensivamente, os yellows abriram o placar através de Danilson [1º] que, ao receber a bola após cobrança de escanteio, bateu forte e rasteiro, sendo que a bola desviou em Charles antes de entrar: 1x0.
De tanto tentar, finalmente o Az/Pr acertou. Em boa triangulação, Jairo [2º] conseguiu o que ninguém mais conseguiria nesta etapa inicial; ou seja, transpor a muralha amarela. Em raro descuido, Jairo deixou o placar igualado em 1x1.
Por falar em triangulação, o que dizer da de Vilnei, Danilson e Fábio [3º]? O primeiro lançou, o segundo, na ala-esquerda e de costas para o gol, aparou e o terceiro mandou um balaço no ângulo de Alex. Golaço: 2x1.
Não tardou muito para nova triangulação se formar. Fábio lançou por cima, invertendo a bola de uma ala à outra, Danilson dominou e bateu, Alex deu rebote e Marcelo [4º] não vacilou: 3x1.
No segundo tempo, o ferrolho amarelo se solidificou de vez. Em cobrança de falta na qual Alex arrumou mal a barreira, Danilson [5º] tocou pra Fábio, que dentro da área sutilmente atrapalhou o arqueiro e, sem tocar na bola, deixou-a correr vagamente pra dentro das redes: 4x1.
Mais tentativas azuis, outras intervenções amarelas. A barreira seguia firme em seus propósitos.
Num levantamento pra área, Vander cortou de cabeça e Fábio [6º], também de cabeça, testou firme da intermediária. A bola pegou velocidade e encobriu Alex. Outro belo gol amarelo: 5x1.
Com o jogo nas mãos, os Yellows passaram a tocar a bola, resguardando-se ainda mais. Até mesmo Danilson que não é de marcar muito, desempenhou essa função com muita dedicação.
Contudo em dois descuidos, os Azuis descontaram. Primeiro, em cobrança de escanteio, Evandro [7º], dentro da área, girou pra cima de Fábio e mandou no canto de Vilnei: 5x2. Depois, em pênalti cometido por Vilnei pra cima de Evandro, Veni [8º], sem antes a catimba de Vilnei entrar em ação, assinalou 5x3. Mas, entretanto, a reação azul e preta cessou por aqui.
Se os chineses têm a sua muralha amarela [em referência à sua etnia], a Junção mostrou que, entre a frieza do concreto e sua solidificação, existe a possibilidade de se construir uma barreira de bravos homens guerreiros, sabedores de suas limitações técnicas, porém embuídos por uma raça que tijolo algum desfaz.
Eu sou um leitor fanatico pelos comentarios da
ResponderExcluirJunçao, mas o jogo do dia 16 esta faltando as
notas do pessoal.
quem é você, que acima escreve?
ResponderExcluirfábio parise
NOTAS DO JOGO :
ResponderExcluirDANÍLSON 7,3
VILNEI 7,2
DIOGO 6,7
MARCELO 6,6
FÁBIO 6,6
ALEX 6,5
VENI 6,2
EVANDRO 6,2
CRISTIAN 6,1
JOÃO PAULO 6,1
FABRÍCIO 6,1
VENDER 6,0
JAIRO 6,0
CHARLES 5,9