AMARELO 8X6 AZUL/PRETO
Gols:
Amarelo: Vilnei; Jairo [13º]; Danilson [1º, 3º, 6º, 14º]; Diogo [4º, 5º, 9º]; Fábio
Azul/Preto: Alex; João Paulo; Vander [2º, 12°]; Marcelo [10º, 11º]; Evandro [7º, 8º]
A expressão "atípica", em linhas gerais, indica algo ou, neste caso, um acontecimento que não pertence à ordem do normal, do frequente. Sua conotação evoca a ideia do "fora-do-comum", do "difícil de ocorrer". Atípico é algo que não segue um padrão ou uma norma reguladora. Atípicas são as coisas que fogem do senso comum, da Doxa, da Opinião Pública e de tudo aquilo que se julga detentor de saberes e produtor de conhecimentos. Atípico é o traço esquecido, o que foge do Mais do Mesmo, o que escorrega, aquilo que desliza, o que resiste.
Gostaria, agora, de arrastar esse conceito para a Junção, em especial, para esta partida que aqui vos narro.
A chamo assim (a partida) porque o fato acontecido e que possibilitou adjetivá-la de atípica, diz respeito ao número de jogadores em quadra com que encerramos o clássico. João Paulo e Diogo acabaram por se lesionarem. O primeiro já no início de partida, por uma distensão na parte posterior da coxa (assim mesmo, na raça, prossegui em quadra). O segundo, num lance imprudente de sua parte, beirando a loucura, chutou uma bola que era totalmente do Vander, machucando-se na canela e impossibilitando sua permanência no jogo. Como não tínhamos suplentes, João Paulo aproveitou a saída de Diogo para também deixar a quadra, visto que estava jogando no sacrifício. Dessa forma, prosseguimos com quatro atletas de cada lado, o que tornou o confronto não somente atípico mas aberto e emocionante, além de imprevisível.
Em passe mal de Evandro, Danilson [1º] avançou com a bola dominada para tirar o primeiro zero do placar: 1x0.
Em seguida, num chute desviado por Diogo, Vander [2º] estabeleceu a igualdade provisória no marcador: 1x1.
O embate prosseguiu veloz porém estratégico. As equipes procuravam tirar proveito dos erros adversários do que propriamente criar situações prováveis de gol.
Aos poucos, no entanto, o Amarelo foi se apropriando de seus melhores recursos técnicos. Sendo assim abriu uma boa vantagem sobre seu rival. Danilson [3º, 6º], duas vezes, e Evandro [4º, 5º], em outras duas, ampliaram para 5x1 o escore. Nestes seus gols, Danilson contou com a precisão de seu chute. Já Diogo, contou com a força de seu futebol e seu poder de antecipação na marcação.
Perdendo por uma diferença, no mínimo, significativa e já tendo em João Paulo um parceiro debilitado fisicamente por uma lesão, o Az/Pr adotou uma tática diferente de enfrentamento. Não se expondo muito, jogou ainda mais nos erros de marcação amarelos. Aproveitou as subidas constantes de Diogo e Jairo para contragolpear. Evandro [7º, 8º], dessa maneira, foi o responsável direto para a efetivação dos contra-ataques. Em dois destes, descontou em 5x3 o placar. No primeiro gol, Vander bateu cruzado e Evandro, entrando por trás de Danilson, só escorou para as redes. No outro, Evandro se deslocou em cobrança de escanteio e bateu forte e rasteiro, colocando a bola entre as pernas de Vilnei.
Assim, em 5x3, o primeiro tempo chegou ao seu final. Com um time tecnicamente melhor, os Yellows se descuidaram da marcação, permitindo aos Azuis um esboço de reação que, embora tivesse seu melhor resultado na etapa final, não foi o suficiente para criar uma vitória.
Nos minutos iniciais do segundo tempo, Diogo [9º], em escorada perfeita de Jairo, ampliou para 6x3.
Mas o que parecia improvável aconteceu. Os Blues and Blacks buscaram o empate. Foram bravos e aguerridos, mesmo com João Paulo lesionado desde o primeiro tempo.
A reação teve início com a marcação de um pênalti (Diogo pôs a mão na bola). Na cobrança, Marcelo bateu no canto e Vilnei buscou, tornando-se o primeiro goleiro a defender uma penalidade máxima neste ano. Sem deixar abater-se muito, Marcelo [10º] se redimiu. Ao receber passe de Evandro na direita, mandou um balaço cruzado. Desta vez Vilnei não pôde fazer nada: 6x4. Para não deixar dúvidas quanto à sua recuperação no jogo, Marcelo [11º], em outro passe de Evandro, pegou de primeira de fora da área e mandou ver: 6x5.
Enquanto Marcelo se redimia com seu time, Evandro seguia imprimindo o ritmo de recuperação dos Azuis. Em desarme certeiro a Jairo, o vice-artilheiro da temporada lançou Vander [12º] que, sem pestanejar, fuzilou o arqueiro amarelo, igualando em 6x6 o escore.
Foi aí então que a situação atípica se fez presente. Em lance imprudente de Diogo, este, numa disputa de bola com Vander, levou a pior. Detalhe: a bola era toda de Vander. Sem possibilidades de prosseguir em quadra, Diogo saiu. Aproveitando o ensejo, João Paulo – até este momento atuando no sacrifício – também se retirou da partida. Assim, cada equipe passou a contar com um jogador a menos em seu elenco. Não preciso repetir que, com essa nova configuração tática, o jogo ficou aberto. Com oportunidades dos dois lados, a efetividade na hora de converter as chances falou mais alto. Em duas roubadas atentas de bola, Fábio não só evitou o gol adversário como também puxou os contra-ataques que se transformaram em gols da vitória amarela, convertidos por Jairo [13º] e Danilson [14º].
Final de jogo, 8x6 para os Amarillos. Num confronto atípico, as emoções foram típicas de Junção.
Vilnei: 7,6
ResponderExcluirJairo: 6,1
Danilson: 6,8
Diogo: 7,4
Fábio: 6,8
Alex: 7,0
João Paulo: 5,8
Vander: 6,0
Marcelo: 6,0
Evandro: 6,5
BHÁ, DIDUÊ (DE DOER) ESSAS AVALIAÇÕES SUPER PROTETORAS QUE NÃO CONDIZEM COM A VERDADE E NEM APROXIMAM SE DELA.
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