terça-feira, 3 de novembro de 2009

Outra despedida [Jogo 36 - 27/10/2009]

AMARELO 9 X 4 AZUL/PRETO

Gols:
Amarelo: Alex; Fábio; Marcelo [12º]; Preto [3º, 4º, 6º - contra]; Joarez; Veni [1º, 2º, 10º, 13º]; Charles [5º, 11º]
Azul/Preto: Vilnei; Diogo [8º]; Evandro; Vander; Felipe [7º]; Erlon [9º]

Mais uma vez nesta temporada a Junção se depara com a perda de um atleta. Desta vez quem se despede é Evandro. Já ocorrerá a despedida de Jairo há pouco tempo. Agora, por motivos diferentes, é Evandro quem dá adeus a Junção. Neste jogo derradeiro, o goleador afirmou que sua saída se deve ao fato de que a Junção, de um tempo pra cá, perdeu sua identidade de aguerrimento e força. Disse ainda que não estava tendo mais motivação o suficiente para participar das partidas, achando melhor o afastamento.
Embora ache precipitada sua decisão, respeito-a. Devo dizer que, por mais que tenhamos dificuldades em manter as origens deste encontro futebolístico, é inevitável que as coisas mudem, inclusive as pessoas. Portanto, apesar de lastimar muito a saída de Evandro - bem como a de Jairo -, só tenho par dizer uma coisa: a Junção, no que pese suas perdas, seguirá sendo mais potente que qualquer um de nós, queiramos ou não.
Boa sorte Evandro!

Bem, quanto ao jogo, tivemos uma vitória que se fez tranquila ao escrete amarelo porque, em grnade parte, se deu à postura desta equipe. Jogando firme e forte na marcação, souberam explorar os pontos frágeis do seu adversário, fazendo prevalecer seu poder tático e técnico. Veni foi o grande articulador do time. Embora não genial, jogou o suficiente para vencer as dificuldades impostas pelo rival. Porém o grande nome do jogo foi, sem dúvida alguma, Alex. Este, com defesas espetaculares, assegurou a vitória amarela, parando as melhores oportunidades bicolores. Foi um paredão quase intransponível.
Se as mão de Alex garantiam a segurança necessária do território amarelo, os pés de Veni faziam o contra-ponto ideal para as pretensões deste time. Em dois lances rápidos, Veni [1º e 2º] abriu uma boa vantagem no placar. No primeiro lance recebeu a bola de Preto pela linha lateral e chutou cruzado. Já no segundo gol, roubou a bola de Erlon na intermediária e, livre, colocou na saída de Vilnei.
Se Veni fez dois, Preto [3º e 4º], o melhor do jogo passado, também deixou registrado outros dois. No primeiro recebeu passe de escanteio para num chute cruzado vencer Vilnei. No segundo foi a vez de Veni retribuir o passe, servindo-lhe na medida para, sem marcação, avançar e ampliar para 4x0 o escore.
Teve ainda, num contra-ataque, o gol de Charles [5º], que ao receber de Veni entrou na carrinhada para ampliar em 5x0 o placar do clássico.
Quem imagina que estava tão fácil assim, engana-se. O Azul/Preto a todo momento chegava com perigo na área inimiga. Porém, quando não era Alex o castrador do término das jogadas, eram os zagueiros Fábio e Marcelo que continham o bom ataque bicolor. Tanto é que somente num gol contra de Preto [6º - contra] é que o Az/Pr conseguiu marcar seu primeiro gol no confronto. Em cobrança de escanteio, Diogo bateu forte par dentro da área, na confusão Preto colocou para as próprias redes: 5x1.
Antes do término da primeira etapa, houve tempo para o Az/Pr marcar outra vez. Felipe [7º], num belo lance individual, num toque só se livrou de dois marcadores antes de desferir, da entrada da área, um petardo no ângulo de Alex. Golaço que encerrava o primeiro tempo em 5x2.
Na etapa final, o Az/Pr reclamou em demasia da arbitragem. Isso fez com que se descontrolassem um pouco, perdendo o foco no jogo bem no instante em que jogavam melhor.
Em passe de Erlon, Diogo [8º] descontou para 5x3. No embalo e na pressão, num contra-ataque, Erlon [9º] recebeu metida preciosa de Vander e estabeleceu 5x4 no marcador. O Amarelo acusou o golpe e, descontrolado defensivamente, sucumbia ao envolvente toque de bola adversário. Todavia, a reação azul parou por aqui. Desperdiçando oportunidades, o poder de fogo bicolor passou a diminuir, e, aos poucos, o Amarelo passou a dominar novamente as açãos. O Az/Pr se preocupava mais com o árbitro do que propriamente com o seu futebol. Vander e Diogo reclamaram muito; Evandro bem que tentou, mas também reclamou em excesso, especialmente dos colegas. Assim, os Amarillos, que relação alguma tinham com tamanha discussão, aproveitaram-se do momento para consolidarem sua vitória.
Em jogada individual, Veni [10º] assinalou 6x4. De tanto reclamarem, os Bicolores cavaram um pênalti (a bola, num bate-rebate dentro da área, tocou no braço de Fábio). Na cobrança, Evandro bateu e Alex defendeu. Na sobra, Erlon isolou a bola por cima. Festa amarela e certeza de vitória.
A penalidade desperdiçada (méritos à boa defesa de Alex) dizimou as pretensões azuis na partida. Ainda mais porque em seguida, Charles [11º], em tabela com Preto e Vander, ampliou em 7x4 a vantagem dos Amarelos no clássico.
Este gol de Charles pôs fim nas possibilidades de vitória adversária. Desanimados, os Bicolores observaram, literalmente, Marcelo [12º], livre de marcação, marcar 8x4. Para encerrar, Veni [13º], em jogada sensacional, passou por Erlon e pela ala direita fuzilou Vilnei. Golaço que implantava números finais ao placar: 13x4.
No último jogo (ao menos por ora) de Evandro, uma certeza: nenhum gol por ele marcado, apenas a saudade de seus gritos de incentivo e bravura.

Um comentário:

  1. NOTAS DO JOGO :
    ALEX 7,2
    VENI 6,9
    FÁBIO 6,8
    PRETO 6,6
    CHARLES 6,5
    MARCELO 6,4
    EVANDRO 6,2
    VILNEI 6,2
    ERLON 6,0
    DIOGO 5,9
    FELIPE 5,9
    VANDER 5,7

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