AMARELO 8X8 AZUL/PRETO
Gols:
Amarelo: Charles [16º]; Felipe; Erlon [8º]; Diogo [4º(contra); 12º, 13º]; Vander [1, 3º, 11º]
Azul/Preto: Fábio [14º]; Marcelo [2º(contra)]; Preto [5º, 7º, 9º, 15º]; Ricardo [6º]; Jairo [10º]
No pior jogo do ano, tivemos um aspecto que o tornou atípico: nem Vilnei, nem Alex, os goleiros foram Fábio e Charles. Os arqueiros oficiais, por questões profissionais, não puderam comparecer. Assim sendo, coube aos "goleiros suplentes" acima citados fazerem as substituições requeridas. O resultado foi desestimulante. Mas como ninguém se salvou tecnicamente nesta partida, os que menos comprometeram foram justamente os goleiros. Estes foram apenas uma parte de um contexto futeboliscamente pobre. O que salvou foi o retorno, como já havíamos antecipado anteriormente, de Jairo. O n+1, de volta à Junção, bem que tentou, mas também não conseguiu imprimir um ritmo mais aprimorado ao desenrolar do clássico. Obviamente que a tradicional vontade aliada à raça de vencer não faltaram; contudo, a técnica mais refinada e a inspiração mais contundente ficaram estagnadas, na expectativa de que alguém as socorressem. Fato que, infelizmente, não aconteceu.
A bizarrice começou cedo. Num chute de longa distância, Vander [1º] acertou um petardo no poste (Fábio ainda tocou na bola) que, ao retornar, bateu no rosto deste antes de entrar e abrir o placar em 1x0 a favor do Amarelo. Prosseguiu com Marcelo [2 - contra] que, ao tentar afastar um chute cruzado de Erlon, tocou para as próprias redes, ampliando em 2x0.
Tudo indicava que os Amarillos proporcionariam uma goleada histórica para cima de seus rivais, ainda mais depois que Vander [3º], ao receber passe lateral de Diogo, avançou livre para marcar 3x0. No entanto, aos poucos, o Az/Pr, explorando as saídas de Fábio do gol, encostou no placar, obrigando ao adversário a também promover bizarrices. Numa destas saídas, Fábio chutou cruzado e Diogo [4º], ao tentar afastar, deu uma rosca às avessas, tocando a bola para dentro de sua própria goleira: 3x1.
A reação Bicolor seguiu com Preto [5º] que, ao receber passe de Jairo, escolheu o canto antes de bater e descontar em 3x2, colocando números finais no placar do primeiro tempo.
Mal iniciou o segundo tempo e as grotescas falhas tomaram conta da partida. Na saída da meia-cancha, Ricardo [6º] puxou para a direita e mandou um chute rasteiro, fraco mas suficiente para Charles aceitar e deixar o escore empatado em 3x3.
Ainda muito aquém de uma partida boa, os times, errando muitos passes, seguiam, a duras penas, tentando um pouco de inspiração num território de transpiração. Pífias tentativas, pois o que tínhamos era a dureza de um confronto nada animador do ponto de vista técnico (mas quem afirmou que a Junção pauta seu futebol apenas em questões técnicas?).
Preto [7º], num raro momento de inspiração, concluiu, em bom passe de Ricardo, de biquinho, no contra-pé de Charles, virando em 4x3 o escore para os Azuis.
Para não ficar atrás de Charles, Fábio aceitou um chute mediano e de longe de Erlon. Gol que deixou o placar igualado em 4x4.
Num ritmo acelerado, porém nada plástico, a partida prosseguiu. Numa triangulação que envolveu Fábio, Jairo e Preto [9º], este, por último, tocou na saída de Charles, marcando 5x4.
Na sequência, em outra triangulação, Fábio rolou para Ricardo que, de primeira, acionou Jairo [10º] que, num chute de retorno à Junção, fez 6x4.
Em nova falha de Fábio, Vander [11º] descontou em 6x5 o clássico. Aproveitando-se do momento, Diogo [12º e 13º], em duas oportunidades, virou o escore em 7x6. No primeiro gol, passou por Preto e na saída de Fábio tocou por entre suas pernas. No outro, girou pra cima de Ricardo, bateu e, contando com a sorte, a bola voltou pra si, ficando cara-a-cara com o goleiro azul, não tendo dificuldade alguma em desviar a pelota deste.
Apesar do baixo nível técnico, o jogo foi bastante movimentado. Com esquemas táticos indefinidos, os times buscavam a qualquer preço o gol. Os goleiros-linha participaram ativamente da partida, apoiando seus colegas na elaboração das jogadas. Foi, então, que Fábio [14º], cansado de falhar, marcou o gol de empate (7x7) de sua equipe. Saindo de trás, após ter praticado uma boa defesa, foi passando por seus adversários e, antes de perder a bola, chutou forte, vencendo seu rival. Um bonito gol, sem dúvida alguma. Não satisfeito com seu gol, Fábio ainda deu passe para outro gol azul, desta vez anotado por Preto [15º] que, de primeira, aparou o lançamento de seu arqueiro. Golaço que deixava o escore em 8x7.
No finalzinho, no último lance do jogo, Charles [16º], que também havia falhado em alguns lances, redimiu-se, e, com a colaboração de Fábio, decretou, em chute da meia-cancha, o empate de 8x8 nesta atípica (e feia) partida. Eles (os goleiros) que, improvisados, falharam durante a bola rolando, foram, ao mesmo tempo, heróis e vilões, pois, assim como seus companheiros, tentaram honrar, acima de tudo, o nome da Junção. Portanto, na verdade, o que ficou deste clássico foi apenas uma certeza, melhor, duas: o indispensável retorno de Jairo e a qualidade insubstituível de nossos goleiros oficiais Vilnei e Alex. Quanta falta estes nos fazem, que o digam Charles e, principalmente, Fábio.
NOTAS :
ResponderExcluirPRETO 5,80
MARCELO 5,70
RICARDO 5,65
JAIRO 5,60
CHARLES 5,55
ERLON 5,50
FÁBIO 5,50
VANDER 5,45
FELIPE 5,35
DIOGO 5,30