quarta-feira, 31 de março de 2010

Um empate justo (Jogo 8 – 23/03/2010)

AZUL/PRETO 5X5 AMARELO

Gols:
Azul/Preto: Alex; Danilson (2º, 4º, 6º, 9º); Felipe; Diogo; Vander; Evandro (8º); Charles
Amarelo: Vilnei; Preto (1º); Marcelo (3º); João Paulo (7º); Fábio; Jairo; Veni (5º, 10º)

Fábio tem a posse da bola. A partida caminha de forma veloz para seu final. Veni, deslocado pela ala esquerda, incessantemente grita pelo passe. Fábio exita. Para. A defesa se fecha. Ele ensaia o chute. Veni grita de novo, acena, pede a bola. Em milésimos de segundo, Fábio muda de opção e rola a bola para seu desesperado companheiro. Veni ingressa com a bola dominada área adversária adentro. Prende-a na linha de fundo. Os dois times praticamente estão concentrados neste pequeno espaço da quadra, com exceção de Vilnei e de Marcelo. O atacante amarelo é cercado por Vander e Danilson, mas resiste a pressão. É o último lance do jogo. Não existe tempo para mais nada. Alex, notando a aproximação de Veni, fecha o ângulo. O empurra-empurra dentro da área se intensifica. A partida se transmuta num jogo de rúgbi, tamanha a intensidade de disputa. Quando Veni resolveu girar o corpo para o arremate, Charles, afobado, entrou na jogada puxando-o pelos ombros. Penalidade máxima assinalada. O Az/Pr cerca o árbitro. Reclama muito. Ameaça abandonar a quadra. Enquanto isso, o Amarelo vibra bastante. Após esse princípio de confusão, Veni coloca a bola na marca letal. Pergunta se Fábio não quer bater. Fábio, por sua vez, ordena que Veni bata. Ao fundo, vozes de indignação ressoam sobre a atmosfera do clássico, procurando tirar a concentração do goleador amarelo. O batedor se concentra. Toma distância. Respira fundo. Do outro lado, Alex também exibe sua concentração. Bate as mãos como se dissesse “essa é minha”. Veni sabe de sua responsabilidade: faz e empata o clássico, ou dá a vitória ao inimigo. Sem exitar, Veni corre seguro para a cobrança. Num chute forte à meia-altura, põe a bola longe do alcance de Alex, decretando a igualdade de 5x5 no placar. Os Amarillos comemoram como se fosse uma vitória. Já os Azuis saíram incrédulos e indignados com o resultado.
Comecei o relato deste jogo pelo seu final por uma questão de justiça. Um empate adequado num clássico equilibrado e emocionante: 3x2 no primeiro tempo para os Amarelos e 3x2 no segundo para os Azuis. Amarelos e Bicolores jamais abdicaram da vitória. Buscaram-na incessantemente, sem poupar esforços para isso.
Quem saiu na frente foi o Amarelo. Em lançamento de Vilnei, Alex, em saída precipitada, teve que se resignar ao ver a bola entrando logo após cabeçada de Preto (1º).
Danilson (2º), com seu faro impecável por gols, construiu o empate Bicolor. Na tabela com Evandro, desmarcou-se de Preto (que não o acompanhou) e bateu na saída de Vilnei: 1x1.
Em resposta instantânea, os Amarillos tomaram a dianteira outra vez. Jairo bateu forte na diagonal, Alex defendeu e no rebote Jairo rolou atrás para Marcelo (3º) marcar. Antes de entrar, a bola resvalou no pé de Danilson, tirando o arqueiro azul do lance: 2x1.
Alex, que havia falhado no primeiro gol, fez seu rival provar do mesmo veneno (até neste quesito – falhas de goleiros – a partida terminou empatada). Ao lançar Danilson (4º), viu este tocar, de cabeça e de costas para o gol, na mal saída de Vilnei: 2x2.
A fim de se redimir, Vilnei praticou uma grande defesa em chute à queima-roupa de Vander. Na sequência, armou um fatal contra-ataque ao ver Veni (5º) livre pela ala direita. Ao receber lançamento primoroso de seu guarda-metas, o atacante amarelo avançou pelo lado e tocou por cima de Alex. Um golaço que selava o primeiro tempo em 3x2.
Na segunda etapa, a partida seguiu movimentada. Os Azuis foram pra cima logo de início. Tamanha iniciativa gerou resultados significativos. O empate em 3x3 veio logo após nova falha de Vilnei em saída de bola. Evandro chutou e a bola bateu no poste. Na continuidade, Danilson (6º), sempre pronto para marcar, chutou rasteiro e forte para empatar o clássico.
No entanto, Veni não deixou por menos. Fez boa jogada, cavou a falta e, como se não bastasse tudo isso, rolou na medida para João Paulo (7º) acionar seu time à frente no escore outra vez: 4x3.
Na raça, Evandro (8º) provoca o empate. Vander mandou um balaço pra cima de Vilnei. No rebote, depois de grande defesa, a bola caminha sobre a linha do gol, e antes que o arqueiro a recupere, Evandro chega rasgando, na carrinhada, e empurra-a para as redes: 4x4.
Pela primeira vez no confronto os Azuis ficam em vantagem. Sentindo o bom momento chegam à virada logo depois do empate. Danilson (9º) recebe passe de Vander e toca por baixo de Vilnei: 5x4.
O que veio depois está registrado no primeiro parágrafo deste relato. Mais do que o registro, vale a intensidade da vivência. Amarelos e Azuis realmente se debruçaram sobre esse jogo, reforçando o que foi dito no início de março: o espírito da Junção voltou definitivamente. 2010 começou.

Um comentário:

  1. NOTAS DO JOGO :
    VENI 7,1
    VILNEI 6,8
    DANÍLSON 6,7
    JOÃO 6,5
    FÁBIO 6,5
    EVANDRO 6,4
    PRETO 6,4
    MARCELO 6,4
    JAIRO 6,4
    ALEX 6,3
    DIOGO 6,2
    VANDER 6,2
    FELIPE 6,0
    CHARLES 5,8

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