AZUL PRETO 6X4 AMARELO
Gols:
Azul/Preto: Alex; Danilson [1º, 6º, 8º, 10º]; Charles [2º, 3º]; Evandro; Fábio; Vander
Amarelo: Vilnei; Marcelo; Preto [5º]; João Paulo; Veni [4º, 7º, 9º]
Além do potencial de um inimigo que conta em seu plantel com jogadores do quilate de Alex, Evandro e Danilson, o Amarelo teve que lidar com outro imprevisto: o cansaço. Sem suplentes, a equipe dourada cansou nos minutos finais de partida. Embora jamais tenha abdicado da busca pelo resultado positivo - foi emocionante sua bravura -, acabaram se ressentindo de, no mínimo, um jogador no banco de reservas. Pelearam até o fim. No entanto, não conseguiram reverter a vantagem final adversária.
Entretanto o que mais pesou para a derrota amarela foi a (má) atuação de seu goleiro.
Vilnei "contribuiu" para a derrota em 50% dos gols sofridos. Foram lances capitais, em momentos decisivos, justamente quando seu time tentava o empate. Foi uma noite muito infeliz para o arqueiro amarelo. Na verdade, Vilnei viveu sua noite de calvário.
Em contrapartida, Alex fez uma apresentação segura e eficaz. Praticou defesas difíceis em momentos de pressão inimiga. Passou tranquilidade a seus companheiros, sendo, ao lado de Danilson, decisivo na conquista azul e preta.
Perto dos cinco minutos iniciais, Danilson (1º) abriu o placar. Aproveitando-se do mal posicionamento adversário, Danilson entrou pelo meio, sem marcação, e, ao receber passe de Charles, bateu forte para marcar 1x0.
O jogo seguiu e com ele a melhor organização tática bicolor. Quando o Amarelo quis se ajustar em quadra levou seu segundo gol. Em lançamento de Danilson, Evandro, livre na frente da área, teve tempo de dominar a bola e ajeitá-la com carinho para Charles (2º) chegar batendo forte de direita no centro-alto, ampliando para 2x0 o escore.
Neste momento, então, Vilnei iniciava seu calvário:
Ato 1 - Em lançamento de Danilson para Evandro, Vilnei, ao tentar interceptar a bola com os pés, numa disputa que era mais sua do que do atacante azul, chutou a bola no corpo de Evandro. Na sequência da dividida a bola correu na direção de Charles que, livre, apenas empurrou-a para as redes: 3x0.
Aos poucos o Amarelo cresceu. Sem ritmo de jogo, Vander foi envolvido pelo ataque inimigo. Ainda mais quando, desorganizados na marcação, os Azuis deram generosos espaços para Veni avançar pelo meio e Preto pela ala direita. Pois, de tanto tentar, os Amarillos chegaram finalmente às redes adversárias. Veni (4º) iniciou a jogada pelo lado esquerdo driblando Evandro. Ao notar deslocamento de Preto, fechando da direita para o meio, lançou-o e, imediatamente, correu em diagonal para receber de primeira e tocar com categoria por cima, na saída de Alex, descontando em 3x1.
Em outra boa troca de passes entre Veni e Preto (5º), o primeiro fez um lançamento primordial da defesa para a ala direita na qual o segundo avançou com predestinação. O resultado? Um petardo cruzado e quase sem ângulo no canto de Alex: 3x2.
Ainda no primeiro tempo o Amarelo criou outras boas chances. Contudo, parou nas mãos de Alex.
Na etapa final, Vilnei fechou, em outros dois atos, sua melancólica performance.
Ato 2 - Início do segundo tempo. Charles recebeu lançamento na frente da área e, de costas para o gol, escorou para trás, pouco antes da meia-quadra. Danilson (6º) deu uma pequena ajeitada e mandou rasteiro, à meia-força. Vilnei até foi na bola, mas atrasado, não conseguiu atacá-la. Defensável, no entanto, lastimável: 4x2.
Com a volta de Fábio e a saída de Danilson logo após o quarto gol, o Bicolor ganhou em marcação, todavia perdeu em criação e finalização. Pressionado, evitou o pior graças ao calvário de Vilnei em seu terceiro e definitivo ato. Mas antes, Veni (7º), ao receber cobrança curta de escanteio, puxou da esquerda para o meio, deixando Fábio a ver navios, e fuzilou Alex no ângulo. O Amarelo estava mais vivo do que nunca: 4x3.
O empate dourado parecia ser uma questão de tempo. Foi então que Vilnei pecou outra vez. Esse o mais grotescos de seus três pecados. Justamente no melhor momento de seu time na partida.
Ato 3 - Ao tentar sair jogando com os pés, o arqueiro amarelo chutou a bola nas canelas de Danilson (8º) à sua frente - e que nem pressionando-o estava. A bola, mansamente, rolou para dentro de seu vazio gol. Um balde de água gelada no ânimo dourado: 5x3.
Com o cansaço já batendo e com Vilnei em noite trágica, o Az/Pr voltou a ameaçar. Num lance em que somente o árbitro viu, Preto, entre a linha lateral e a risca da área, recebeu passe lateral e um toco por trás de Fábio, fora da área. Incrivelmente o juiz interpretou como sendo infração máxima, pois, segundo ele, Preto estava dentro da área. Veni (9º), que não tinha nada a perder, bateu forte e alto a penalidade máxima: 5x4.
O clássico voltou a se tornar emocionante e cauteloso. O drama azul se resumia em avançar e marcar outro gol para fechar de vez com o placar, ou, então, fechar-se e assegurar a vitória por um gol apenas de diferença. Já o Amarelo, com nada a perder, foi pra cima. Pressionou bastante mas novamente sofreu o revés no final. Desta vez sem ter sido falha de seu arqueiro. Ficou a cargo de João Paulo a falha. Cansado, João foi tentar lançamento longo de sua defesa e a bola, no entanto, bateu em Charles. Na sequência, o pivô azul apenas rolou para Danilson (10º) bater e liquidar com a fatura: 6x4.
Em noite sofrida, Vilnei, muitas vezes Salvador, foi, em 3 atos, a face da desgraça que se abateu sobre sua equipe. Três atos, três gols. Uma só dor: a dor da derrota.
NOTAS DO JOGO :
ResponderExcluirALEX 7,3
VENI 7,0
DANÍLSON 7,0
FÁBIO 6,9
CHARLES 6,7
EVANDRO 6,6
PRETO 6,6
MARCELO 6,3
JOÃO 6,3
VILNEI 5,7