AMARELO 7X9 AZUL/PRETO
Gols:
Amarelo: Vilnei; Danilson [7º, 8º]; Cristiano [13º, 15º]; Erlon [6º, 9º]; Evandro [11º]
Azul/Preto: Alex; MArcelo [5º]; João Paulo [2º, 16º]; Veni [1º, 3º, 10º, 12º]; Fábio [14º]; CHarles [4º]
De início, cumprimentos, abraços e sorrisos. Ainda mais no dia de hoje, 20 de julho, dia do amigo. Isso só até o apito inicial, porque, logo depois, esqueça qualquer tipo de afago, de carinho ou de qualquer outra demonstração de afeto para com o outro, pois assim que foi dado o início da partida, Bicolores e Dourados passaram a nutrir um pelo outro uma rivalidade histórica. Ao invés de abraços, carrinhos; de afagos, divididas; palavras de conforto, xingamentos; ao invés de velhos amigos, tradicionais inimigos. Assim foi o dia 20 na Junção: disputado, guerreado e peleado.
No primeiro tempo, o Bicolor manteve o domínio das ações. Forte na marcação, não permitiu ao seu oponente maiores vantagens, fazendo 5x2 nesta etapa. Já no segundo tempo, o Amarelo reagiu com uma força ofensiva marcante. Foi pra cima com tudo, aproveitando-se também do cansaço físico de seu rival. Danilson, Evandro e Cristiano levaram, à meta defendida por Alex, muitos presentes... de grego! Foi um bombardeio sem fim mas que, no entanto, o Az/Pr soube suportar e sair de quadra com o trunfo da vitória.
Após três jogos com muita pouca emoção, este foi empolgante, digno de registro. Uma partida na qual o fair play - ato daqueles que glorificam e enaltecem o tal "futebol arte", civilizado e belo, em detrimento do verdadeiro Futebol Simulacro, aquele feito de paixão, entrega, raça, carrinhadas e sem fair play - não esteve presente, porque amizade só depois do apito final e fora das quatro linhas.
Veni (1º), que jogou muito, abriu o placar do confronto. Charles fez o pivô escorando a bola na direita onde Veni chegou batendo cruzado. Vilnei até que tentou, mas acabou soltando a bola: 1x0.
Num contra-ataque rápido, Veni, desa vez, lançou João Paulo que, ingresando pela ala esquerda, chegou afundando Vilnei e fazendo 2x0.
Enquanto que o Amarelo tentava encontrar seu melhor momento na partida, e isso passava por uma mudança radical em seu posicionamento defensivo, o Bicolor não baixava seu ritmo intenso e equilibrado de atacar e defender com equidade. Dessa forma, chegou aos 5x0, com gols de Veni, Charles e Marcelo.
O gol de Veni (3º) iniciou com um perfeito desarme de João Paulo sobre Erlon na meia-cancha. Sem titubear, o ala tricolor lançou Veni mais à frente que, por sua vez, deixou o próprio Erlon pra trás com um drible seco, batendo no contra-pé de Vilnei: 3x0. Os 4x0 chegaram com Charles (4º) que, de pivô, tocou e recebeu de Fábio para, em seguida, tocar na saída do arqueiro amarelo. Marcelo (5º), logo após o gol de Charles, ampliou o escore em 5x0 ao receber passe perfeito em profundidade de Fábio. Avançando pela ala direita, bateu forte, tirando do alcance de Vilnei.
O Amarelo iniciou sua reação ainda no primeiro tempo. Em cobrança de lateral, Evandro tocou para Erlon (6º), livre, descontar: 5x1. Este gol colocou os Dourados novamente no páreo. Adiantando a marcação, forçaram aos erros seu rival que, cansado, passou a fazer ligações diretas da defesa ao ataque, além de depender quase que exclusivamente de Veni na armação e condução de jogadas.
Ainda nesta etapa, ao final dela, Vilnei lançou com as mãos Danilson (7º) que, de costas para o gol adversário, tocou de cabeça na saída precipitada de Alex, descontando outra vez o placar: 5x2.
Na etapa final, o duelo foi marcado por muita intensidade na disputa de bola. Parquês se desprenderam da quadra, carrinhadas foram estampadas tal qual tatuagens no solo do campo de embate. A vida se fez presente em cada corpo suado pela batalha da vitória. Cãimbras foram sentidas, gemidos de dor foram ouvidos em cada chance desperdiçada, em cada bola chutada pra fora. Brados de alegria se desprenderam da garganta em cada defesa, em cada perna segura e firme surgida na destruição de uma posibilidade de gol. Enfim, nada de fair play, nada de firulas; apenas o mais belo som das divididas, carrinhos e dores de uma partida disputada na alma de cada um destes onze atletas.
Danilson (8º), na etapa final, barbarizou. Em jogada individual, deixou João Paulo jogado ao chão após drible desconcertante. Na sequência, avançou em linha reta ao gol, batendo no contra-pé de Alex: 5x3. Como se não bastasse esse belo gol, Danilson protagonizou outro lance sensacional. Aproveitando o descuido de Fábio, lançou às costas deste, Erlon (9º) que, ingressando pela direita, fuzilou Alex, descontando em 5x4 o confronto.
Marcelo, num momento de inspiração e desafogo, vislumbrou penetração de Veni pelo flanco direito. O passe foi certeiro e o chute de Veni (10º) também: 6x4.
Ainda assim e apesar do gol, o Bicolor estava sendo alvo de uma pressão contínua. A bola parecia queimar nos pés de seus homens. Fábio e João Paulo foram os que mais sentiram essa pressão e, consequentemente, os que mais falharam nesta etapa final. Por sorte, Veni, Alex, Marcelo e Charles compensaram as falhas destes dois companheiros com muita garra.
Num erro infantil, Fábio, ao cobrar uma falta, largou a bola nos pés de Cristiano que, rapidamente, serviu a Evandro (11º) para finalizar com maestria: 6x5.
Ares de emoção tomaram conta do jogo. Enquanto que o Amarelo era só ataque, o Az/Pr era só marcação e contagolpes. Eis que num destes, Veni (12º) escapou pela esquerda, deixou a marcação para trás, incluindo Alex, e, quase sem ângulo, tocou para as redes amarelas: 7x5.
Quem imaginava que este gol de Veni pudesse acalmar e até desanimar a reação dourada no jogo, enganou-se. Isso porque os Amarillos se impuseram ainda mais. Esqueceram de vez do sistema defensivo, deixando praticamente Vilnei de líbero. Numa bem elaborada triangulação entre Erlon, Evandro e Cristiano (13º), este arrematou para as redes de Alex, instalando o horror outra vez no adversário. Nada estava definido ainda: 7x6.
Foi então que Fábio (14º), quase que num último suspiro, tocou na frente para Charles que, em importante escorada, deixou a bola na medida para o fixo bicolor afundar Vilnei com um petardo de dor e raiva: 8x6.
Sem abdicar em nenhum momento de suas características ofensivas, o Amarelo não se deu por vencido e em passe forçado de Marcelo no meio, Cristiano (15º) ficou com a bola, avançou pra cima de Fábio, driblando-o e metendo no canto de Alex. Um bonito gol: 8x7.
Os minutos que se sucederam após o gol de Cristiano foram de extremo pavor e ansiedade. A qualquer momento o Amarelo podia empatar o jogo, ou, então, o Bicolor liquidar de vez com a partida. Alex foi fundamental nestes minutos finais: evitou, no mínimo, duas boas oportunidades de gol inimigo. O certo era que em 8x7 o confronto não terminaria.
Mas eis então que, assim como Fábio havia feito um pouco antes, João Paulo assim também o fez. De atuações comprometedoras neste segundo tempo, Fábio e João Paulo, em nome da garra juncianeira, foram letais ao rival no momento certo do clássico. Em jogada que se iniciou com Veni pela direita, passando por um meio corta-luz de Charles, chegando a João Paulo (16º) na esquerda, terminou num chute certeiro deste no canto baixo de Vilnei, seguido de um grito coletivo extravasado d'alma, um grito de vitória por uma conquista difícil e, o que é mais importante, sem auxílio de fair play.
NOTAS DO JOGO :
ResponderExcluirVENI 7,65
ALEX 7,30
DANÍLSON 7,05
VILNEI 6,90
CHARLES 6,88
EVANDRO 6,80
CRISTIANO 6,70
MARCELO 6,68
ERLON 6,53
FÁBIO 6,40
JOÃO 6,35