segunda-feira, 2 de agosto de 2010

3 em 1 [Jogo 26 - 27/07/2010]

AZUL/PRETO 4X4 AMARELO

Gols:
Azul/Preto: Vilnei; Cristiano; João Paulo; Veni [5º]; Erlon [2º, 6º, 8º]
Amarelo: Alex; Marcelo [1º]; Diogo [7º]; Vander [4º]; Preto [3º]; Fábio

No início doas anos 80 e fim dos 90 muitos aparelhos eletromusicais eram conhecidos por 3 em 1: rádio, tocafitas e tocadiscos. Quem tinha um, de preferência da marca Gradiente, podia se considerar um afortunado. Quanta saudade daquele tempo! Saudade dos LP's, os ditos "bolachões", que continham o lado A e o lado B (eu sempre preferi o lado B). Saudade das fitas virgens que pegávamos para gravar os sucessos musicais de cada nova estação (na maioria das vezes a gravação continha, no meio da música, o bordão comercial da rádio). Enfim, um tempo. Um tempo que não volta mais... Ou volta de outra maneira.
A Junção é a prova desse retorno às avessas. Nesta partida presenciamos a volta dos 3 em 1. O velho e bom Gradiente reapareceu na Junção. Só que sob uma nova roupagem; melhor, sob um novo estilo musical. O 3 em 1 a que me refiro diz respeito a um jogo que teve três tons em um: dois tempos completamente distintos e ao mesmo tempo iguais e um lance polêmico no final.
O paradoxo dos dois tempos distintos e ao mesmo tempo iguais reside no fato de que o Amarelo, no primeiro tempo, fez 3x1 com méritos, já, no segundo tempo, foi o Bicolor quem mandou no jogo, devolvendo os 3x1, também com méritos. Quanto ao lance polêmico, este aconteceu no minuto final do confronto. O Bicolor era só pressão. Tentava de todas as formas marcar aquele que poderia ser o gol da vitória, visto que a partida estava empatada em 4x4. Tinha a seu favor cinco faltas sofridas (Diogo bateu muito). Foi, então, que, em nova infração de Diogo sobre Veni, o Az/Pr tinha a oportunidade de ouro para, quem sabe, marcar, através de cobrança de falta direta, o gol que seria o da vitória, porque o tempo já havia estourado. Fábio, então, temendo o pior, passou a catimbar a cobrança de Veni, dizendo que a falta deveria ser cobrada no local em que ela fora cometida. Já Veni, por sua vez, queria cobrar a infração na meia-cancha, local estabelecido para quando a falta for realizada no campo de defesa da vítima. Discussão aqui e acolá, Fábio catimbou o tempo necessário para o árbitro encerrar a partida. Veni e todo seu time ficaram muito indignados com a situação. Já os Amarelos saíram satisfeitos de quadra.
Quem ditou o ritmo do primeiro tempo foi, como referido anteriormente, o Amarelo. Foram eles quem colocaram o 3 em 1 para tocar. Em contra-ataque rápido, Marcelo (1º) tocou para Vander que devolveu para o primeiro bater na saída de Vilnei: 1x0.
Erlon (2º), de boa movimentação, era quem, do Az/Pr, mais tentava arremates ao gol inimigo. Num destes, na linha de fundo, no lado direito de ataque, bateu forte e a bola desviou nas costas de Marcelo que fazia a marcação. Por infelicidade de Alex, a bola tomou outro rumo que não o de suas mãos: 1x1.
O Bicolor errava muitos passes e isso facilitava o trabalho defensivo amarelo. Principalmente o de Vander, que foi o grande DJ da noite. Defendeu como poucos e, quando foi à frente, sempre levou perigo à meta adversária. Pena que seu condicionamento físico não o auxilia muito; Vander segue muito pesado. No entanto, Vander comandou o som do 3 em 1 e dos 3 a 1 da etapa inicial. Diogo, captando o estilo, deixou-se levar pelo som do DJ e, de pivô, deu trabalho à defesa azul. Na triangulação entre Fábio, Diogo e Preto, os Amarillos chegaram aos 2x1 da seguinte maneira: Diogo, ao receber de Fábio no lado esquerdo de ataque, tocou de letra para a área e Cristiano, na intenção de afastar o perigo, pisou na bola, deixando-a livre para Preto (3º) concluir.
Nem deu tempo para o Az/Pr se recompor porque em seguida Vander (4º), recebendo cobrança de lateral de Preto, afundou Vilnei, ampliando em 3x1 o escore.
Na etapa final o estilo musical sofreu alterações. O 3 em 1 passou a ser comandado por duas cores: o azul e o preto. Dessa forma, por pouco o Bicolor não virou o placar. Os Dourados entraram no ritmo de Vander e passaram a marcar muito. Somente Preto é que não acompanhou o ritmo. Alex foi eficiente quando exigido. Diogo, além de bater muito, brigou bastante na frente, sempre levando perigo nos contragolpes. Fábio e Marcelo fizeram uma boa dupla na contenção adversária. E Vander foi o melhor: defendeu e atacou com qualidade.
Numa das poucas vezes que Veni (5º) levou vantagem sobre a defesa amarela, conseguiu driblar com maestria para o meio e bater forte no ângulo de Alex: 3x2.
O empate bicolor veio com Erlon (6º) que desarmou Diogo e, de seu campo de defesa, arrancou com soberania até a intermediária inimiga para fuzilar Alex e decretar o empate provisório em 3x3.
O Az/Pr havia se encontrado em quadra. Os passes errados foram deixados no primeiro tempo. Cristiano entrou no jogo, e Erlon marcou ainda mais presença na frente. Por sorte o Amarelo tinha Vander em noite inspirada. Foi ele quem iniciou a jogada que culminou no quarto e único gol de seu time nesta etapa. Com tranquilidade e experiência, Vander, dentro de sua área, conteve um ataque perigoso adversário. E, ao invés de se livrar da bola com um bico pra frente, saiu jogando pelo canto direito da quadra. Ao dominar a situação, passou para Marcelo que, de primeira, devolveu para Vander arrancar pela ala e servir a Diogo (7º) ,mais à frente, girar e fuzilar Vilnei num belo chute cruzado no ângulo superior deste arqueiro. Um golaço muito bem tramado.
Perdendo por 4x3, o Bicolor voltou a pressionar ainda mais seu oponente. Cristiano, Veni e Erlon e até João Paulo - este o guardião da defesa, o último homem -, alugaram o campo amarelo. Com isso, até mesmo Diogo, o jogador amarillo mais avançado, voltou para marcar. O Amarelo suportou o que pôde, mas de tanto insistir, o Az/Pr chegou ao empate. Veni venceu a retranca conseguindo chute espremido na marcação. Alex defendeu, mas no rebote, Fábio se descuidou e Erlon (8º) estufou as redes: 4x4.
Depois foi só pressão azul e preta. Diogo estorou as faltas. Na última aconteceu o terceiro fator que fez desta partida a mais musical do ano: o tiro livre direto já nos descontos em que Fábio catimbou, e Veni não teve tempo hábil para cobrá-lo.
Ao som dos bolachões, DJ Vander comandou a quadra; melhor, a pista, colocando todo mundo para dançar ao som do bom e velho Gradiente. A Junção agradece tamanha nostalgia.

Um comentário:

  1. Vander 7,5
    Diogo 7,2
    Alex 7,0
    Veni 6,9
    Erlon 6,7
    Fábio 6,5
    Marcelo 6,4
    Vilnei 6,3
    João Paulo 6,2
    Cristiano 6,0
    Preto 5,8

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