segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Max 1000 [Jogo 31 - 31/08/2010]


AZUL/PRETO 7X7 AMARELO

Gols:
Azul/Preto: Alex; Danilson [2º, 14º]; Jairo; Diogo [4º, 5º, 7º, 11º]; Fábio; Evandro [8º]
Amarelo: Vilnei; Erlon [9º]; Vander [6º, 12º, 13º]; Marcelo [1º]; Preto; Cristiano [3º, 10º]

Gomos perfeitos. Cores assimetricamente escolhidas. Pressão e peso adequadamente bem distribuidos. Todos A querem, mas poucos A têm. Se bem tratada, volta; se mal tratada, em outros pés procura seu tão merecido conforto. Seu desejo é o de entrelaçar-se com as redes, e desta união produzir prazer ou angústia, jamais inércia. Tomados por tamanha magia, Amarelos e Bicolores travaram uma sangrenta batalha por seu amor. No final, ambos exércitos tombaram, um de cada lado, e Ela seguiu - e assim seguirá sempre - seu fiel percurso em direção às redes, esta sim seu eterno amor.
Motivados pela possibilidade de alcançarem seu amor, Amarelos e Bicolores entraram em quadra com muita disposição. Para se ter uma noção deste engajamento amoroso, Marcelo (1º), em menos de quatro minutos de bola rolando, já abria o placar do jogo. Em cobrança de falta frontal, Vander rola para o lado e o fixo amarelo bate com maestria, mandando-A para o fundo das redes de Alex: 1x0.
Tentando se adaptar ao ritmo Dela, o Az/Pr tratou de mantê-La mais por perto. Dessa maneira, tabelando em passes curtos, chegou ao empate. Danilson (2º) fez a passagem pelo lado esquerdo e, ao receber de Jairo passe mais à frente, bateu fraco, contudo Vilnei falhou, deixando-A passar entre seus braços: 1x1.
O Amarelo voltou a ficar em vantagem após jogada de Erlon que culminou em passe para Cristiano (3º) marcar 2x1.
O excesso de amor fez com que Diogo não medisse forças para tê-La mais por perto. Diogo bateu - e muito - em seus oponentes. Exarcebou-se nas disputas, travando uma constante disputa com seus rivais por Sua posse (Erlon e Cristiano que o digam, estes alvos seguidos da força desmedida do ala bicolor).
Mas não somente de violência se constituiu o futebol de Diogo. Com muita raça, o ala azul e preto levou seu time para o campo de batalha, sendo quem mais conduziu a Max ao seu verdadeiro amor: as redes.
Diogo foi o artilheiro da noite, marcando quatro gols. Dois destes trouxeram a virada momentânea a qual tanto sua equipe aspirava. Jairo fez a parede na área inimiga e Diogo (4º), pela ala direita, chegou afundando: 2x2. Logo em seguida veio a virada através de um golaço de Diogo (5º). Da meia-cancha mandou no ângulo de Vilnei. Indefensável: 3x2.
Os Amarillos buscaram o empate por intermédio de Vander (6º), que, ao receber cobrança lateral, avançou pela ala e bateu cruzado no canto baixo de Alex: 3x3.
Assim, numa velocidade eloquente, a partida seguiu. Paixão desenfreada, a Max permaneceu sendo disputada palmo a palmo, canela a canela, chute a chute, defesa a defesa. Cda qual queria dar-Lhe o melhor entrelaçamento com as redes. Para tanto não mediam esforços. Até mesmo Vilnei, hipnotizado, talvez, por essa paixão, abdicou outra vez de mantê-La sob seus braços para deixá-La em contato com seu ardente amor. Ou seja, falhou em novo chute de Diogo (7º), assim como já havia falhado anteriormente, deixando-A embrenhar-se no fundo de suas redes: 4x3.
Atônitos, os Amarelos sofreram, ao final do primeiro tempo, outro golpe proeminente dos Azuis e Pretos. Em jogada de linha de fundo, Danilson bateu cruzado e Evandro (8º), fechando pelo meio, invadiu área adentro para marcar 5x3.
Mal inicia o segundo tempo e já temos um novo conflito. A arbitragem marca penalidade máxima de Diogo sobre Cristiano num lance bastante dicutível. Erlon (9º), com maestria, desloca Alex na cobrança, descontando em 5x4 o escore.
O empate dourado surgiu em saída de bola mal conduzida por Fábio (tentou o passe lateral) na qual Cristiano (10º) não desperdiçou: 5x5.
Hipnotizados pelo amor da Max, a barreira bicolor abriu na cobrança de falta de Diogo (11º). Queriam deixá-La outra vez em contato com as redes de Vilnei: 6x5.
Revoltado por não ter Seu amor, Vander (12º e 13º) tratou de açoitá-La. Assim, em duas oportunidades, madou-A de volta para as redes de Alex, querendo, com isto, quebrar o Seu encantamento sobre seus companheiros. Na primeira oportunidade, recebeu passe de Cristiano, que jogou muito nesta etapa final, e, pela direita, bateu de bico, cruzado, encobrindo Alex. Na segunda, usou do feitiço Dela para encantar a barreira adversária que, assim como a sua fizera anteriormente em gol de Diogo, abriu no momento de seu chute. Alex não pôde fazer nada: 7x6.
Quase ao final do jogo, Ela quis fazer-se justa para com seus dois amores. Distante do embate de Bicolores e Amarelos, o que Ela desejava fulgorosamente era morrer no entrelaçamento das redes despedaçadas de Alex e Vilnei. Dessa forma, na triangulação bicolor, Jairo toca para Evandro na direita que, por sua vez, centra na cabeça de Danilson (14º) para suavemente encobrir o arqueiro amarelo e, assim, igualar em 7x7 os encontros Dela com seus amores.
Embora não tenham faltado esforços dourados e bicolores em busca de Seu amor, Max provou que sua felicidade e prazer não estão condicionados à vivacidade Amarela e tampouco à agressividade Azul e Preta; mas sim e somente no afago branco-encardido das velhas e desgarradas redes da Junção, estas sim seu único e verdadeiro amor.

Um comentário:

  1. Cristiano 6,5
    Alex 6,4
    Diogo 6,4
    Marcelo 6,3
    Danilson 6,2
    Evandro 6,1
    Fábio 6,1
    Jairo 6,1
    Vander 6,0
    Erlon 5,8
    Preto 5,8
    Vilnei 5,7

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