AZUL/PRETO 6X6 AMARELO
GOLS:
AZUL/PRETO: Vilnei; Diogo (3º, 12º); Jairo; Marcelo; Fábio; Charles (8º); Cristiano (1º, 2º); Cristhian (10º)
AMARELO: Everton; Fabrício (5º); Preto (7º); Evandro (6º, 9º); Ricardo; Vander (4º); Veni (11º)
Ele voltou. Tudo bem, isto já foi dito em outras oportunidades e não se cumpriu. No entanto, ao que tudo indica, desta vez parece ser real. Afastado da Junção desde 2009 – ano de sua última participação -, Ricardo atendeu ao apelo geral da nação juncianeira e decidiu que havia chegado o momento de retornar. Mesmo fora de forma e, nesta partida, ter sido colocado longe de sua posição original (é frente e jogou de fixo), Ricardo mostrou que conhece como poucos as quatro linhas. Ainda que acima do peso ideal e sem a “bocadura” necessária, Carniça entende do riscado e, aos poucos, pretende recuperar seu lugar de ídolo, um legítimo Legendário da Junção.
Além de Ricardo, tivemos outro retorno. Ele deu as caras de novo. Sorrateiro, manteve-se às escondidas, e, nos minutos finais de jogo, fez-se presente. Não, não se trata de outro jogador que há muito não frequentava a Junção. Trata-se do empate. Ele que emendou cinco jogos seguidos sendo o alvo das atenções, agora ressurge. Deu uma trégua no jogo passado, quando tecnicamente tivemos um dos piores – senão o pior jogo da temporada. A explicação para tamanho número de empates neste ano se deve ao equilíbrio das disputas. Assim, como nos anteriores que terminaram em igualdade, essa partida também esteve subjugada pelo domínio da equidade.
Bicolores e Amarelos se imbricaram numa batalha constante de forças. Aquadra foi pequena para ambos. No primeiro tempo, o AZ/PR foi superior. Inclusive, pelo andar do jogo, parecia que uma goleada estava por acontecer. Veni e Evandro não se encontraram nesta etapa. Erraram muitos passes. De qualquer modo, o Bicolor não soube converter suas oportunidades criadas em gols.
Na tentativa de lançamento de Everton, a bola ficou nos pés de Cristiano (1º), que não teve piedade do arqueiro amarelo, fuzilando-o e abrindo o escore.
Depois foi avez de Veni errar. Ao tentar o drible sobre Jairo, o ala foi desarmado por Jairo. Este, de posse de bola, avançou e chutou forte, mas Everton praticou defesa parcial. No rebote, outro gol de Cristiano (2º): 2 a 0.
Os 3 a 0 vieram em novo erro de Veni, que, ao cobrar lateral rapidamente, entregou a bola nos pés de Diogo (3º). O ala bicolor driblou um marcador mais o goleiro antes de tocar para as redes.
O jogo parecia fácil. O Bicolor criava boas chances. O excesso de firulas de Cristiano não permitia a concretização destas oportunidades. Aos poucos, no entanto, o Amarelo acertou seu posicionamento. Com as entradas de Fabrício (este, aliás, de boa performance) e de Ricardo, a equipe se adequou melhor ao seu estilo de jogo. Dessa forma, mais ajustado taticamente, iniciou sua recuperação no duelo. Antes que o primeiro tempo acabasse, Ricardo iniciou a jogada pelo lado esquerdo e rolou para trás, na medida exata, onde Vander (4º) encheu o pé e descontou em 3 a 1.
No segundo tempo, a dupla Ricardo e Fabrício - a que mudou o panorama da partida - mostrou o porquê foi importante para seu time. Ricardo pela meia-esquerda avançou e quase da linha de fundo avistou a chegada fulminante de Fabrício (5º) e seu chute cereteiro: 3 a 2.
Se a dupla Ricardo e Fabrício pôs o Amarelo na disputa novamente, a dupla Veni e Evandro se encontrou em quadra nesta etapa final. Após jogada individual de Veni em chute cruzado, Evandro (6°) pegou de primeira e deixou o placar igualado em 3 a 3.
O empate desestabilizou o AZ/PR. Fábio foi cobrar lateral em seu campo de defesa, bateu, e Preto (7°), atento, pegou a bola no meio do trajeto, antes que esta chegasse ao seu destino, avançou livre e tocou na saída de Vilnei: 4 a 3.
Após este gol, uma série de desentendimentos ocorreram na partida. Vilnei reclamou da arbitragem e de Everton (Vilnei queria pênalti do arqueiro amarelo sobre Cristhian em lance isolado). Veni e Jairo também se desentenderam em disputa de bola na linha lateral. O jogo foi paralisado a cada novo desentendimento. No calor do embate, Charles (8º), em chute cruzado de Diogo, empatava em 4 a 4 o clássico.
Contudo, em nova falha de Fábio, desta vez de marcação, Evandro (9º) se antecipa e de biquinho desloca Vilnei em cobrança de escanteio: 5 a 4.
Numa pressão incrível do Amarelo, Charles, debaixo dos paus, evita o sexto gol do rival. Vilnei, depois de Diogo, eleito o melhor em quadra, faz, no mínimo, duas defesas sensacionais, não permitindo o aumento do escore inimigo.
Numa escapada azul pelo meio, Diogo sofre falta. Ele, que jogou muito neste segundo tempo, efetua a cobrança com um chute forte que encontra seu destino nos pés de Cristhian (10º), que livre, junto ao poste esquerdo de Everton, completa para as redes: 5 a 5.
Logo depois o Amarelo voltou a passar à frente no marcador. Diogo recebe lateral forçada, tenta dominá-la porém a bola lhe escapa. Evandro, como uma águia, puxa o contra-ataque fatal, entregando de bandeja para Veni (11º) escolher o canto e fazer 6 a 5.
Na pressão, o Bicolor, no final da partida, convocou o empate. Cristhian cobrou escanteio pra dentro da área e na confusão Diogo (12º) chutou forte para decretar o empate de 6 a 6.
Numa partida de voltas, a legenda fica por conta de Ricardo e o empate, por conta do equilíbrio.
DIOGO - 7,26
VILNEI - 7,03
FABRÍCIO - 6,86
VENI - 6,83
EVANDRO - 6,63
CRISTIANO - 6,56
PRETO - 6,53
CHARLES - 6,43
CRISTHIAN - 6,33
EVERTON - 6,26
VANDER - 6,13
MARCELO - 6,10
RICARDO - 6,06
JAIRO - 5,86
FÁBIO - 5,50
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