AMARELO 4X5 AZUL/PRETO
Gols:
Amarelo: Alex; João Paulo [3º]; Marcelo; Veni [8º, 9°]; Preto [1º]
Azul/Preto: Vilnei; Cristiano [2º]; Charles [4º, 5º, 7º]; Fábio [6º]; Evandro
Equilibrado. Assim, numa palavra, podemos resumir este confronto. Com oportunidades para os dois lados, Azuis e Amarelos travaram uma disputa fracionada. No final, o Bicolor soube tirar proveito da inspiração ofensiva de Charles, autor de três gols, para consolidar sua vitória.
Não demorou muito para acontecer o primeiro gol da partida. Em lançamento de Vilnei na meia-cancha, Marcelo desarmou Evandro. Na sobra, a bola se ofereceu para Preto (1º), que, do meio da rua, mandou um balaço no ângulo do arqueiro azul. Um golaço e tanto, que abria o escore em 1x0.
Será que se anunciava outra derrota de Vilnei?
Parece que os deuses da Junção resolveram absolver Vilnei, dando-lhe uma nova chance.
Em vacilo de Veni dentro de sua área, Cristiano (2º) roubou a bola e deixou o placar empatado em 1x1.
Tentando compensar a falha, Veni armou jogada pela esquerda, tocou para João Paulo (3º) bater forte. A bola resvalou na perna de Charles e tirou Vilnei do lance: 2x1.
O empate bicolor veio ainda no primeiro tempo. Em bela trama de ataque, Fábio tocou para Cristiano na direita lançar Charles (4º) que ingressava pelo meio. Este, sob a marcação de Marcelo, bateu prensado para Alex defender mas, na sequência, ceder rebote. Na carrinhada, Charles completou para as redes. Pura raça: 2x2.
Na etapa final, quem (continuou) fazendo a diferença foi o oportunismo de Charles. Impetuoso e valente, Charles marcou presença na defesa inimiga. Não foi genial, mas foi fundamental no esquema de seu time, encaixando-se à necessidade de seus companheiros.
A virada azul ocorreu nos minutos iniciais do segundo tempo quando, em cobrança de escanteio, Evandro bateu e Charles (5º), desvencilhando-se da marcação, bateu alto, longe do alcance de Alex: 3x2.
Em cobrança de falta ensaiada, o Bicolor chegou ao seu quarto gol. Evandro passou sobre a bola, Cristiano rolou na linha de fundo para Charles que, avistando a chegada de Fábio (6º), cruzou à meia-altura para dentro da área. O fixo azul completou de canela para as redes: 4x2.
A consagração de Charles (7º) veio através do quinto gol de sua equipe. Em lançamento de Vilnei, Evandro escorou de peito na frente da área para o artilheiro da noite bater no contra-pé de Alex. Um golaço na gaveta: 5x2.
Depois o Amarelo passou a pressionar bastante seu rival. Com muita marcação, o Bicolor soube conter seu adversário. Tanto é que os dois últimos gols de Veni (8º e 9º) aconteceram somente no final da partida (o primeiro em passe errado de Fábio no meio e o segundo, logo depois, em cobrança de falta na entrada da área - Veni colocou no ângulo superior).
Bem que o Amarelo tentou. No entanto, a valentia se corporificava em duas cores: o azul e o preto. Final de clássico, vitória bicolor por 5x4.
Não a procure em dicionários. Não a procure em livros de História. Tampouco perca seu tempo tentando encontrá-la em enciclopédias, almanaques e coisas do tipo. Não procure saber seu significado, muito menos o que ela representa. Tente apenas sentí-la o mais próximo possível de suas entranhas, lá onde suas vísceras habitam, onde a raça prolifera e a alma torna-se um mito.
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
3 em 1 [Jogo 26 - 27/07/2010]
AZUL/PRETO 4X4 AMARELO
Gols:
Azul/Preto: Vilnei; Cristiano; João Paulo; Veni [5º]; Erlon [2º, 6º, 8º]
Amarelo: Alex; Marcelo [1º]; Diogo [7º]; Vander [4º]; Preto [3º]; Fábio
No início doas anos 80 e fim dos 90 muitos aparelhos eletromusicais eram conhecidos por 3 em 1: rádio, tocafitas e tocadiscos. Quem tinha um, de preferência da marca Gradiente, podia se considerar um afortunado. Quanta saudade daquele tempo! Saudade dos LP's, os ditos "bolachões", que continham o lado A e o lado B (eu sempre preferi o lado B). Saudade das fitas virgens que pegávamos para gravar os sucessos musicais de cada nova estação (na maioria das vezes a gravação continha, no meio da música, o bordão comercial da rádio). Enfim, um tempo. Um tempo que não volta mais... Ou volta de outra maneira.
A Junção é a prova desse retorno às avessas. Nesta partida presenciamos a volta dos 3 em 1. O velho e bom Gradiente reapareceu na Junção. Só que sob uma nova roupagem; melhor, sob um novo estilo musical. O 3 em 1 a que me refiro diz respeito a um jogo que teve três tons em um: dois tempos completamente distintos e ao mesmo tempo iguais e um lance polêmico no final.
O paradoxo dos dois tempos distintos e ao mesmo tempo iguais reside no fato de que o Amarelo, no primeiro tempo, fez 3x1 com méritos, já, no segundo tempo, foi o Bicolor quem mandou no jogo, devolvendo os 3x1, também com méritos. Quanto ao lance polêmico, este aconteceu no minuto final do confronto. O Bicolor era só pressão. Tentava de todas as formas marcar aquele que poderia ser o gol da vitória, visto que a partida estava empatada em 4x4. Tinha a seu favor cinco faltas sofridas (Diogo bateu muito). Foi, então, que, em nova infração de Diogo sobre Veni, o Az/Pr tinha a oportunidade de ouro para, quem sabe, marcar, através de cobrança de falta direta, o gol que seria o da vitória, porque o tempo já havia estourado. Fábio, então, temendo o pior, passou a catimbar a cobrança de Veni, dizendo que a falta deveria ser cobrada no local em que ela fora cometida. Já Veni, por sua vez, queria cobrar a infração na meia-cancha, local estabelecido para quando a falta for realizada no campo de defesa da vítima. Discussão aqui e acolá, Fábio catimbou o tempo necessário para o árbitro encerrar a partida. Veni e todo seu time ficaram muito indignados com a situação. Já os Amarelos saíram satisfeitos de quadra.
Quem ditou o ritmo do primeiro tempo foi, como referido anteriormente, o Amarelo. Foram eles quem colocaram o 3 em 1 para tocar. Em contra-ataque rápido, Marcelo (1º) tocou para Vander que devolveu para o primeiro bater na saída de Vilnei: 1x0.
Erlon (2º), de boa movimentação, era quem, do Az/Pr, mais tentava arremates ao gol inimigo. Num destes, na linha de fundo, no lado direito de ataque, bateu forte e a bola desviou nas costas de Marcelo que fazia a marcação. Por infelicidade de Alex, a bola tomou outro rumo que não o de suas mãos: 1x1.
O Bicolor errava muitos passes e isso facilitava o trabalho defensivo amarelo. Principalmente o de Vander, que foi o grande DJ da noite. Defendeu como poucos e, quando foi à frente, sempre levou perigo à meta adversária. Pena que seu condicionamento físico não o auxilia muito; Vander segue muito pesado. No entanto, Vander comandou o som do 3 em 1 e dos 3 a 1 da etapa inicial. Diogo, captando o estilo, deixou-se levar pelo som do DJ e, de pivô, deu trabalho à defesa azul. Na triangulação entre Fábio, Diogo e Preto, os Amarillos chegaram aos 2x1 da seguinte maneira: Diogo, ao receber de Fábio no lado esquerdo de ataque, tocou de letra para a área e Cristiano, na intenção de afastar o perigo, pisou na bola, deixando-a livre para Preto (3º) concluir.
Nem deu tempo para o Az/Pr se recompor porque em seguida Vander (4º), recebendo cobrança de lateral de Preto, afundou Vilnei, ampliando em 3x1 o escore.
Na etapa final o estilo musical sofreu alterações. O 3 em 1 passou a ser comandado por duas cores: o azul e o preto. Dessa forma, por pouco o Bicolor não virou o placar. Os Dourados entraram no ritmo de Vander e passaram a marcar muito. Somente Preto é que não acompanhou o ritmo. Alex foi eficiente quando exigido. Diogo, além de bater muito, brigou bastante na frente, sempre levando perigo nos contragolpes. Fábio e Marcelo fizeram uma boa dupla na contenção adversária. E Vander foi o melhor: defendeu e atacou com qualidade.
Numa das poucas vezes que Veni (5º) levou vantagem sobre a defesa amarela, conseguiu driblar com maestria para o meio e bater forte no ângulo de Alex: 3x2.
O empate bicolor veio com Erlon (6º) que desarmou Diogo e, de seu campo de defesa, arrancou com soberania até a intermediária inimiga para fuzilar Alex e decretar o empate provisório em 3x3.
O Az/Pr havia se encontrado em quadra. Os passes errados foram deixados no primeiro tempo. Cristiano entrou no jogo, e Erlon marcou ainda mais presença na frente. Por sorte o Amarelo tinha Vander em noite inspirada. Foi ele quem iniciou a jogada que culminou no quarto e único gol de seu time nesta etapa. Com tranquilidade e experiência, Vander, dentro de sua área, conteve um ataque perigoso adversário. E, ao invés de se livrar da bola com um bico pra frente, saiu jogando pelo canto direito da quadra. Ao dominar a situação, passou para Marcelo que, de primeira, devolveu para Vander arrancar pela ala e servir a Diogo (7º) ,mais à frente, girar e fuzilar Vilnei num belo chute cruzado no ângulo superior deste arqueiro. Um golaço muito bem tramado.
Perdendo por 4x3, o Bicolor voltou a pressionar ainda mais seu oponente. Cristiano, Veni e Erlon e até João Paulo - este o guardião da defesa, o último homem -, alugaram o campo amarelo. Com isso, até mesmo Diogo, o jogador amarillo mais avançado, voltou para marcar. O Amarelo suportou o que pôde, mas de tanto insistir, o Az/Pr chegou ao empate. Veni venceu a retranca conseguindo chute espremido na marcação. Alex defendeu, mas no rebote, Fábio se descuidou e Erlon (8º) estufou as redes: 4x4.
Depois foi só pressão azul e preta. Diogo estorou as faltas. Na última aconteceu o terceiro fator que fez desta partida a mais musical do ano: o tiro livre direto já nos descontos em que Fábio catimbou, e Veni não teve tempo hábil para cobrá-lo.
Ao som dos bolachões, DJ Vander comandou a quadra; melhor, a pista, colocando todo mundo para dançar ao som do bom e velho Gradiente. A Junção agradece tamanha nostalgia.
Gols:
Azul/Preto: Vilnei; Cristiano; João Paulo; Veni [5º]; Erlon [2º, 6º, 8º]
Amarelo: Alex; Marcelo [1º]; Diogo [7º]; Vander [4º]; Preto [3º]; Fábio
No início doas anos 80 e fim dos 90 muitos aparelhos eletromusicais eram conhecidos por 3 em 1: rádio, tocafitas e tocadiscos. Quem tinha um, de preferência da marca Gradiente, podia se considerar um afortunado. Quanta saudade daquele tempo! Saudade dos LP's, os ditos "bolachões", que continham o lado A e o lado B (eu sempre preferi o lado B). Saudade das fitas virgens que pegávamos para gravar os sucessos musicais de cada nova estação (na maioria das vezes a gravação continha, no meio da música, o bordão comercial da rádio). Enfim, um tempo. Um tempo que não volta mais... Ou volta de outra maneira.
A Junção é a prova desse retorno às avessas. Nesta partida presenciamos a volta dos 3 em 1. O velho e bom Gradiente reapareceu na Junção. Só que sob uma nova roupagem; melhor, sob um novo estilo musical. O 3 em 1 a que me refiro diz respeito a um jogo que teve três tons em um: dois tempos completamente distintos e ao mesmo tempo iguais e um lance polêmico no final.
O paradoxo dos dois tempos distintos e ao mesmo tempo iguais reside no fato de que o Amarelo, no primeiro tempo, fez 3x1 com méritos, já, no segundo tempo, foi o Bicolor quem mandou no jogo, devolvendo os 3x1, também com méritos. Quanto ao lance polêmico, este aconteceu no minuto final do confronto. O Bicolor era só pressão. Tentava de todas as formas marcar aquele que poderia ser o gol da vitória, visto que a partida estava empatada em 4x4. Tinha a seu favor cinco faltas sofridas (Diogo bateu muito). Foi, então, que, em nova infração de Diogo sobre Veni, o Az/Pr tinha a oportunidade de ouro para, quem sabe, marcar, através de cobrança de falta direta, o gol que seria o da vitória, porque o tempo já havia estourado. Fábio, então, temendo o pior, passou a catimbar a cobrança de Veni, dizendo que a falta deveria ser cobrada no local em que ela fora cometida. Já Veni, por sua vez, queria cobrar a infração na meia-cancha, local estabelecido para quando a falta for realizada no campo de defesa da vítima. Discussão aqui e acolá, Fábio catimbou o tempo necessário para o árbitro encerrar a partida. Veni e todo seu time ficaram muito indignados com a situação. Já os Amarelos saíram satisfeitos de quadra.
Quem ditou o ritmo do primeiro tempo foi, como referido anteriormente, o Amarelo. Foram eles quem colocaram o 3 em 1 para tocar. Em contra-ataque rápido, Marcelo (1º) tocou para Vander que devolveu para o primeiro bater na saída de Vilnei: 1x0.
Erlon (2º), de boa movimentação, era quem, do Az/Pr, mais tentava arremates ao gol inimigo. Num destes, na linha de fundo, no lado direito de ataque, bateu forte e a bola desviou nas costas de Marcelo que fazia a marcação. Por infelicidade de Alex, a bola tomou outro rumo que não o de suas mãos: 1x1.
O Bicolor errava muitos passes e isso facilitava o trabalho defensivo amarelo. Principalmente o de Vander, que foi o grande DJ da noite. Defendeu como poucos e, quando foi à frente, sempre levou perigo à meta adversária. Pena que seu condicionamento físico não o auxilia muito; Vander segue muito pesado. No entanto, Vander comandou o som do 3 em 1 e dos 3 a 1 da etapa inicial. Diogo, captando o estilo, deixou-se levar pelo som do DJ e, de pivô, deu trabalho à defesa azul. Na triangulação entre Fábio, Diogo e Preto, os Amarillos chegaram aos 2x1 da seguinte maneira: Diogo, ao receber de Fábio no lado esquerdo de ataque, tocou de letra para a área e Cristiano, na intenção de afastar o perigo, pisou na bola, deixando-a livre para Preto (3º) concluir.
Nem deu tempo para o Az/Pr se recompor porque em seguida Vander (4º), recebendo cobrança de lateral de Preto, afundou Vilnei, ampliando em 3x1 o escore.
Na etapa final o estilo musical sofreu alterações. O 3 em 1 passou a ser comandado por duas cores: o azul e o preto. Dessa forma, por pouco o Bicolor não virou o placar. Os Dourados entraram no ritmo de Vander e passaram a marcar muito. Somente Preto é que não acompanhou o ritmo. Alex foi eficiente quando exigido. Diogo, além de bater muito, brigou bastante na frente, sempre levando perigo nos contragolpes. Fábio e Marcelo fizeram uma boa dupla na contenção adversária. E Vander foi o melhor: defendeu e atacou com qualidade.
Numa das poucas vezes que Veni (5º) levou vantagem sobre a defesa amarela, conseguiu driblar com maestria para o meio e bater forte no ângulo de Alex: 3x2.
O empate bicolor veio com Erlon (6º) que desarmou Diogo e, de seu campo de defesa, arrancou com soberania até a intermediária inimiga para fuzilar Alex e decretar o empate provisório em 3x3.
O Az/Pr havia se encontrado em quadra. Os passes errados foram deixados no primeiro tempo. Cristiano entrou no jogo, e Erlon marcou ainda mais presença na frente. Por sorte o Amarelo tinha Vander em noite inspirada. Foi ele quem iniciou a jogada que culminou no quarto e único gol de seu time nesta etapa. Com tranquilidade e experiência, Vander, dentro de sua área, conteve um ataque perigoso adversário. E, ao invés de se livrar da bola com um bico pra frente, saiu jogando pelo canto direito da quadra. Ao dominar a situação, passou para Marcelo que, de primeira, devolveu para Vander arrancar pela ala e servir a Diogo (7º) ,mais à frente, girar e fuzilar Vilnei num belo chute cruzado no ângulo superior deste arqueiro. Um golaço muito bem tramado.
Perdendo por 4x3, o Bicolor voltou a pressionar ainda mais seu oponente. Cristiano, Veni e Erlon e até João Paulo - este o guardião da defesa, o último homem -, alugaram o campo amarelo. Com isso, até mesmo Diogo, o jogador amarillo mais avançado, voltou para marcar. O Amarelo suportou o que pôde, mas de tanto insistir, o Az/Pr chegou ao empate. Veni venceu a retranca conseguindo chute espremido na marcação. Alex defendeu, mas no rebote, Fábio se descuidou e Erlon (8º) estufou as redes: 4x4.
Depois foi só pressão azul e preta. Diogo estorou as faltas. Na última aconteceu o terceiro fator que fez desta partida a mais musical do ano: o tiro livre direto já nos descontos em que Fábio catimbou, e Veni não teve tempo hábil para cobrá-lo.
Ao som dos bolachões, DJ Vander comandou a quadra; melhor, a pista, colocando todo mundo para dançar ao som do bom e velho Gradiente. A Junção agradece tamanha nostalgia.
terça-feira, 27 de julho de 2010
Dia do amigo? Que nada, foda-se o fair play! [Jogo 25 - 20/07/2010]
AMARELO 7X9 AZUL/PRETO
Gols:
Amarelo: Vilnei; Danilson [7º, 8º]; Cristiano [13º, 15º]; Erlon [6º, 9º]; Evandro [11º]
Azul/Preto: Alex; MArcelo [5º]; João Paulo [2º, 16º]; Veni [1º, 3º, 10º, 12º]; Fábio [14º]; CHarles [4º]
De início, cumprimentos, abraços e sorrisos. Ainda mais no dia de hoje, 20 de julho, dia do amigo. Isso só até o apito inicial, porque, logo depois, esqueça qualquer tipo de afago, de carinho ou de qualquer outra demonstração de afeto para com o outro, pois assim que foi dado o início da partida, Bicolores e Dourados passaram a nutrir um pelo outro uma rivalidade histórica. Ao invés de abraços, carrinhos; de afagos, divididas; palavras de conforto, xingamentos; ao invés de velhos amigos, tradicionais inimigos. Assim foi o dia 20 na Junção: disputado, guerreado e peleado.
No primeiro tempo, o Bicolor manteve o domínio das ações. Forte na marcação, não permitiu ao seu oponente maiores vantagens, fazendo 5x2 nesta etapa. Já no segundo tempo, o Amarelo reagiu com uma força ofensiva marcante. Foi pra cima com tudo, aproveitando-se também do cansaço físico de seu rival. Danilson, Evandro e Cristiano levaram, à meta defendida por Alex, muitos presentes... de grego! Foi um bombardeio sem fim mas que, no entanto, o Az/Pr soube suportar e sair de quadra com o trunfo da vitória.
Após três jogos com muita pouca emoção, este foi empolgante, digno de registro. Uma partida na qual o fair play - ato daqueles que glorificam e enaltecem o tal "futebol arte", civilizado e belo, em detrimento do verdadeiro Futebol Simulacro, aquele feito de paixão, entrega, raça, carrinhadas e sem fair play - não esteve presente, porque amizade só depois do apito final e fora das quatro linhas.
Veni (1º), que jogou muito, abriu o placar do confronto. Charles fez o pivô escorando a bola na direita onde Veni chegou batendo cruzado. Vilnei até que tentou, mas acabou soltando a bola: 1x0.
Num contra-ataque rápido, Veni, desa vez, lançou João Paulo que, ingresando pela ala esquerda, chegou afundando Vilnei e fazendo 2x0.
Enquanto que o Amarelo tentava encontrar seu melhor momento na partida, e isso passava por uma mudança radical em seu posicionamento defensivo, o Bicolor não baixava seu ritmo intenso e equilibrado de atacar e defender com equidade. Dessa forma, chegou aos 5x0, com gols de Veni, Charles e Marcelo.
O gol de Veni (3º) iniciou com um perfeito desarme de João Paulo sobre Erlon na meia-cancha. Sem titubear, o ala tricolor lançou Veni mais à frente que, por sua vez, deixou o próprio Erlon pra trás com um drible seco, batendo no contra-pé de Vilnei: 3x0. Os 4x0 chegaram com Charles (4º) que, de pivô, tocou e recebeu de Fábio para, em seguida, tocar na saída do arqueiro amarelo. Marcelo (5º), logo após o gol de Charles, ampliou o escore em 5x0 ao receber passe perfeito em profundidade de Fábio. Avançando pela ala direita, bateu forte, tirando do alcance de Vilnei.
O Amarelo iniciou sua reação ainda no primeiro tempo. Em cobrança de lateral, Evandro tocou para Erlon (6º), livre, descontar: 5x1. Este gol colocou os Dourados novamente no páreo. Adiantando a marcação, forçaram aos erros seu rival que, cansado, passou a fazer ligações diretas da defesa ao ataque, além de depender quase que exclusivamente de Veni na armação e condução de jogadas.
Ainda nesta etapa, ao final dela, Vilnei lançou com as mãos Danilson (7º) que, de costas para o gol adversário, tocou de cabeça na saída precipitada de Alex, descontando outra vez o placar: 5x2.
Na etapa final, o duelo foi marcado por muita intensidade na disputa de bola. Parquês se desprenderam da quadra, carrinhadas foram estampadas tal qual tatuagens no solo do campo de embate. A vida se fez presente em cada corpo suado pela batalha da vitória. Cãimbras foram sentidas, gemidos de dor foram ouvidos em cada chance desperdiçada, em cada bola chutada pra fora. Brados de alegria se desprenderam da garganta em cada defesa, em cada perna segura e firme surgida na destruição de uma posibilidade de gol. Enfim, nada de fair play, nada de firulas; apenas o mais belo som das divididas, carrinhos e dores de uma partida disputada na alma de cada um destes onze atletas.
Danilson (8º), na etapa final, barbarizou. Em jogada individual, deixou João Paulo jogado ao chão após drible desconcertante. Na sequência, avançou em linha reta ao gol, batendo no contra-pé de Alex: 5x3. Como se não bastasse esse belo gol, Danilson protagonizou outro lance sensacional. Aproveitando o descuido de Fábio, lançou às costas deste, Erlon (9º) que, ingressando pela direita, fuzilou Alex, descontando em 5x4 o confronto.
Marcelo, num momento de inspiração e desafogo, vislumbrou penetração de Veni pelo flanco direito. O passe foi certeiro e o chute de Veni (10º) também: 6x4.
Ainda assim e apesar do gol, o Bicolor estava sendo alvo de uma pressão contínua. A bola parecia queimar nos pés de seus homens. Fábio e João Paulo foram os que mais sentiram essa pressão e, consequentemente, os que mais falharam nesta etapa final. Por sorte, Veni, Alex, Marcelo e Charles compensaram as falhas destes dois companheiros com muita garra.
Num erro infantil, Fábio, ao cobrar uma falta, largou a bola nos pés de Cristiano que, rapidamente, serviu a Evandro (11º) para finalizar com maestria: 6x5.
Ares de emoção tomaram conta do jogo. Enquanto que o Amarelo era só ataque, o Az/Pr era só marcação e contagolpes. Eis que num destes, Veni (12º) escapou pela esquerda, deixou a marcação para trás, incluindo Alex, e, quase sem ângulo, tocou para as redes amarelas: 7x5.
Quem imaginava que este gol de Veni pudesse acalmar e até desanimar a reação dourada no jogo, enganou-se. Isso porque os Amarillos se impuseram ainda mais. Esqueceram de vez do sistema defensivo, deixando praticamente Vilnei de líbero. Numa bem elaborada triangulação entre Erlon, Evandro e Cristiano (13º), este arrematou para as redes de Alex, instalando o horror outra vez no adversário. Nada estava definido ainda: 7x6.
Foi então que Fábio (14º), quase que num último suspiro, tocou na frente para Charles que, em importante escorada, deixou a bola na medida para o fixo bicolor afundar Vilnei com um petardo de dor e raiva: 8x6.
Sem abdicar em nenhum momento de suas características ofensivas, o Amarelo não se deu por vencido e em passe forçado de Marcelo no meio, Cristiano (15º) ficou com a bola, avançou pra cima de Fábio, driblando-o e metendo no canto de Alex. Um bonito gol: 8x7.
Os minutos que se sucederam após o gol de Cristiano foram de extremo pavor e ansiedade. A qualquer momento o Amarelo podia empatar o jogo, ou, então, o Bicolor liquidar de vez com a partida. Alex foi fundamental nestes minutos finais: evitou, no mínimo, duas boas oportunidades de gol inimigo. O certo era que em 8x7 o confronto não terminaria.
Mas eis então que, assim como Fábio havia feito um pouco antes, João Paulo assim também o fez. De atuações comprometedoras neste segundo tempo, Fábio e João Paulo, em nome da garra juncianeira, foram letais ao rival no momento certo do clássico. Em jogada que se iniciou com Veni pela direita, passando por um meio corta-luz de Charles, chegando a João Paulo (16º) na esquerda, terminou num chute certeiro deste no canto baixo de Vilnei, seguido de um grito coletivo extravasado d'alma, um grito de vitória por uma conquista difícil e, o que é mais importante, sem auxílio de fair play.
Gols:
Amarelo: Vilnei; Danilson [7º, 8º]; Cristiano [13º, 15º]; Erlon [6º, 9º]; Evandro [11º]
Azul/Preto: Alex; MArcelo [5º]; João Paulo [2º, 16º]; Veni [1º, 3º, 10º, 12º]; Fábio [14º]; CHarles [4º]
De início, cumprimentos, abraços e sorrisos. Ainda mais no dia de hoje, 20 de julho, dia do amigo. Isso só até o apito inicial, porque, logo depois, esqueça qualquer tipo de afago, de carinho ou de qualquer outra demonstração de afeto para com o outro, pois assim que foi dado o início da partida, Bicolores e Dourados passaram a nutrir um pelo outro uma rivalidade histórica. Ao invés de abraços, carrinhos; de afagos, divididas; palavras de conforto, xingamentos; ao invés de velhos amigos, tradicionais inimigos. Assim foi o dia 20 na Junção: disputado, guerreado e peleado.
No primeiro tempo, o Bicolor manteve o domínio das ações. Forte na marcação, não permitiu ao seu oponente maiores vantagens, fazendo 5x2 nesta etapa. Já no segundo tempo, o Amarelo reagiu com uma força ofensiva marcante. Foi pra cima com tudo, aproveitando-se também do cansaço físico de seu rival. Danilson, Evandro e Cristiano levaram, à meta defendida por Alex, muitos presentes... de grego! Foi um bombardeio sem fim mas que, no entanto, o Az/Pr soube suportar e sair de quadra com o trunfo da vitória.
Após três jogos com muita pouca emoção, este foi empolgante, digno de registro. Uma partida na qual o fair play - ato daqueles que glorificam e enaltecem o tal "futebol arte", civilizado e belo, em detrimento do verdadeiro Futebol Simulacro, aquele feito de paixão, entrega, raça, carrinhadas e sem fair play - não esteve presente, porque amizade só depois do apito final e fora das quatro linhas.
Veni (1º), que jogou muito, abriu o placar do confronto. Charles fez o pivô escorando a bola na direita onde Veni chegou batendo cruzado. Vilnei até que tentou, mas acabou soltando a bola: 1x0.
Num contra-ataque rápido, Veni, desa vez, lançou João Paulo que, ingresando pela ala esquerda, chegou afundando Vilnei e fazendo 2x0.
Enquanto que o Amarelo tentava encontrar seu melhor momento na partida, e isso passava por uma mudança radical em seu posicionamento defensivo, o Bicolor não baixava seu ritmo intenso e equilibrado de atacar e defender com equidade. Dessa forma, chegou aos 5x0, com gols de Veni, Charles e Marcelo.
O gol de Veni (3º) iniciou com um perfeito desarme de João Paulo sobre Erlon na meia-cancha. Sem titubear, o ala tricolor lançou Veni mais à frente que, por sua vez, deixou o próprio Erlon pra trás com um drible seco, batendo no contra-pé de Vilnei: 3x0. Os 4x0 chegaram com Charles (4º) que, de pivô, tocou e recebeu de Fábio para, em seguida, tocar na saída do arqueiro amarelo. Marcelo (5º), logo após o gol de Charles, ampliou o escore em 5x0 ao receber passe perfeito em profundidade de Fábio. Avançando pela ala direita, bateu forte, tirando do alcance de Vilnei.
O Amarelo iniciou sua reação ainda no primeiro tempo. Em cobrança de lateral, Evandro tocou para Erlon (6º), livre, descontar: 5x1. Este gol colocou os Dourados novamente no páreo. Adiantando a marcação, forçaram aos erros seu rival que, cansado, passou a fazer ligações diretas da defesa ao ataque, além de depender quase que exclusivamente de Veni na armação e condução de jogadas.
Ainda nesta etapa, ao final dela, Vilnei lançou com as mãos Danilson (7º) que, de costas para o gol adversário, tocou de cabeça na saída precipitada de Alex, descontando outra vez o placar: 5x2.
Na etapa final, o duelo foi marcado por muita intensidade na disputa de bola. Parquês se desprenderam da quadra, carrinhadas foram estampadas tal qual tatuagens no solo do campo de embate. A vida se fez presente em cada corpo suado pela batalha da vitória. Cãimbras foram sentidas, gemidos de dor foram ouvidos em cada chance desperdiçada, em cada bola chutada pra fora. Brados de alegria se desprenderam da garganta em cada defesa, em cada perna segura e firme surgida na destruição de uma posibilidade de gol. Enfim, nada de fair play, nada de firulas; apenas o mais belo som das divididas, carrinhos e dores de uma partida disputada na alma de cada um destes onze atletas.
Danilson (8º), na etapa final, barbarizou. Em jogada individual, deixou João Paulo jogado ao chão após drible desconcertante. Na sequência, avançou em linha reta ao gol, batendo no contra-pé de Alex: 5x3. Como se não bastasse esse belo gol, Danilson protagonizou outro lance sensacional. Aproveitando o descuido de Fábio, lançou às costas deste, Erlon (9º) que, ingressando pela direita, fuzilou Alex, descontando em 5x4 o confronto.
Marcelo, num momento de inspiração e desafogo, vislumbrou penetração de Veni pelo flanco direito. O passe foi certeiro e o chute de Veni (10º) também: 6x4.
Ainda assim e apesar do gol, o Bicolor estava sendo alvo de uma pressão contínua. A bola parecia queimar nos pés de seus homens. Fábio e João Paulo foram os que mais sentiram essa pressão e, consequentemente, os que mais falharam nesta etapa final. Por sorte, Veni, Alex, Marcelo e Charles compensaram as falhas destes dois companheiros com muita garra.
Num erro infantil, Fábio, ao cobrar uma falta, largou a bola nos pés de Cristiano que, rapidamente, serviu a Evandro (11º) para finalizar com maestria: 6x5.
Ares de emoção tomaram conta do jogo. Enquanto que o Amarelo era só ataque, o Az/Pr era só marcação e contagolpes. Eis que num destes, Veni (12º) escapou pela esquerda, deixou a marcação para trás, incluindo Alex, e, quase sem ângulo, tocou para as redes amarelas: 7x5.
Quem imaginava que este gol de Veni pudesse acalmar e até desanimar a reação dourada no jogo, enganou-se. Isso porque os Amarillos se impuseram ainda mais. Esqueceram de vez do sistema defensivo, deixando praticamente Vilnei de líbero. Numa bem elaborada triangulação entre Erlon, Evandro e Cristiano (13º), este arrematou para as redes de Alex, instalando o horror outra vez no adversário. Nada estava definido ainda: 7x6.
Foi então que Fábio (14º), quase que num último suspiro, tocou na frente para Charles que, em importante escorada, deixou a bola na medida para o fixo bicolor afundar Vilnei com um petardo de dor e raiva: 8x6.
Sem abdicar em nenhum momento de suas características ofensivas, o Amarelo não se deu por vencido e em passe forçado de Marcelo no meio, Cristiano (15º) ficou com a bola, avançou pra cima de Fábio, driblando-o e metendo no canto de Alex. Um bonito gol: 8x7.
Os minutos que se sucederam após o gol de Cristiano foram de extremo pavor e ansiedade. A qualquer momento o Amarelo podia empatar o jogo, ou, então, o Bicolor liquidar de vez com a partida. Alex foi fundamental nestes minutos finais: evitou, no mínimo, duas boas oportunidades de gol inimigo. O certo era que em 8x7 o confronto não terminaria.
Mas eis então que, assim como Fábio havia feito um pouco antes, João Paulo assim também o fez. De atuações comprometedoras neste segundo tempo, Fábio e João Paulo, em nome da garra juncianeira, foram letais ao rival no momento certo do clássico. Em jogada que se iniciou com Veni pela direita, passando por um meio corta-luz de Charles, chegando a João Paulo (16º) na esquerda, terminou num chute certeiro deste no canto baixo de Vilnei, seguido de um grito coletivo extravasado d'alma, um grito de vitória por uma conquista difícil e, o que é mais importante, sem auxílio de fair play.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Goleiros, estreia e dez bravos raçudos [Jogo 24 - 13/07/2010]
AZUL/PRETO 4X9 AMARELO
Gols:
Azul/Preto: Vilnei; Erlon [5º, 9º]; Cristiano [7º]; Fábio; João Paulo [13º]
Amarelo: Alex; Diogo [2º, 3º, 4º, 12º]; Evandro [6º, 10º]; Veni [1º]; Charles [8º, 11]
Após duas partidas sem os dois goleiros oficiais da Junção, voltamos a tê-los novamente por perto. Também presenciamos a uma estreia nova. Cristiano, primo de Evandro, alistou-se na Junção. Não foi "aquela performance" - até mesmo porque o jogo não foi lá um grande jogo e Cristiano atuou de abrigo, um heresia em se tratando de Junção -, mas o rapaz mostrou algumas qualidades, tais como colocação, domínio de bola e uma certa habilidade. Falta-lhe o espírito juncianeiro, mas isso com o tempo ele adquire - nem que seja à base da força. Mas nada foi mais potente do que a bravura destes 10 atletas. No dia mais frio do ano até agora, esses raçudos enfrentaram o frio intenso da noite para juntos mostrarem sua paixão pela Junção. Se a partida não foi espetacular, a coragem, a determinação e a garra destes 10 atletas foi digna de enaltecimentos. Foi, em última instância, um ato juncianeiro!
Quanto à bola rolando, o Amarelo dominou do início ao fim. O placar final de 9x4 só não foi maior porque o time dourado não forçou mais nas investidas, sendo, por vezes, displicente em alguns lances. Ao Az/Pr coube o destemor de, apesar da desvantagem técnica, lutar até o apito final.
Veni (1º), em jogada individual, passou por Fábio e bateu cruzado, abrindo o placar em 1 a 0. Envolvente na trama ofensiva, o Amarelo chegou aos 2 a 0 com Veni de pivô recebendo e tocando para Diogo (2º) avançar pela ala direita e bater por cima, na saída de Vilnei. O primeiro tempo terminou com outro gol de Diogo (3º), nascido em passe errado de Erlon, no qual Veni aproveitou e o repassou para Diogo marcar 3 a 0. Um forte golpe nas pretensões azuis, bem no momento que estes tentavam equilibrar a disputa.
A volta do intervalo não alterou muito a configuração dos times. O Amarelo seguiu, embora com menos intensidade, controlando as ações. Já o Bicolor permaneceu jogando pela honra. Em lance inusitado, João Paulo se esforçou para evitar a saída da bola pela lateral, mas, ao chegar ao meio, a bola ficou com Diogo (4º) que, na disputa com Fábio, levou vantagem: 4 a 0.
Finalmente o Az/Pr consegue fazer seu gol. Avançando a marcação, Fábio desarma Veni na intermediária e a bola sobra para Erlon (5º), livre na esquerda, bater forte: 4x1. Em nova falha defensiva, o Az/Pr vê Evandro (6º) fazer 5 a 1, depois de um bate-rebate na zaga azul e preta. De pênalti, Cristiano (7º), o estreante, descontou em 5 a 2 o placar. A penalidade máxima, só pra constar, foi uma falta de... Diogo, sempre ele, sobre Cristiano. Falta essa na qual o infrator protestou, afirmando, como sempre, não ter cometido o ato infracional.
Mal comemorou o gol, o Bicolor já sofreu outro. Num contra-ataque fulminante - João Paulo perdeu um gol incrível no lance anterior -, Veni tocou para Evandro que lançou Charles (8º) para fazer 6 a 2.
Em cobrança de falta, Cristiano escorou e Erlon (9º) mandou ver: 6x3. Acontece que Veni resolveu aprontar. Pela esquerda, deu um elástico fantástico pra cima de Erlon e, logo depois, centrou na medida para Evandro (10º) chegar completando: 7 a 3.
Em seguida, triangulação rápida entre Diogo, Veni e Charles (11º), na qual o último se desvencilhou de Erlon para aumentar em 8 a 3 o escore.
Jogando em ritmo de treino, Diogo (12º) ampliou em 9 a 3 o placar. Ainda houve tempo para João Paulo (13º) descontar, após chute de Cristiano e rebote de Alex. No entanto, não havia tempo suficiente para uma maior reação, e mesmo se tivésse o resultado talvez seria um escore bem mais elástico a favor dos Amarillos.
Em tese o que valeu mesmo foi a raça destes 10 bravos atletas perante o indomável minuano charrua que baixou sobre nossa capital gaúcha. Estes já grifaram seus nomes na História da Junção.
Gols:
Azul/Preto: Vilnei; Erlon [5º, 9º]; Cristiano [7º]; Fábio; João Paulo [13º]
Amarelo: Alex; Diogo [2º, 3º, 4º, 12º]; Evandro [6º, 10º]; Veni [1º]; Charles [8º, 11]
Após duas partidas sem os dois goleiros oficiais da Junção, voltamos a tê-los novamente por perto. Também presenciamos a uma estreia nova. Cristiano, primo de Evandro, alistou-se na Junção. Não foi "aquela performance" - até mesmo porque o jogo não foi lá um grande jogo e Cristiano atuou de abrigo, um heresia em se tratando de Junção -, mas o rapaz mostrou algumas qualidades, tais como colocação, domínio de bola e uma certa habilidade. Falta-lhe o espírito juncianeiro, mas isso com o tempo ele adquire - nem que seja à base da força. Mas nada foi mais potente do que a bravura destes 10 atletas. No dia mais frio do ano até agora, esses raçudos enfrentaram o frio intenso da noite para juntos mostrarem sua paixão pela Junção. Se a partida não foi espetacular, a coragem, a determinação e a garra destes 10 atletas foi digna de enaltecimentos. Foi, em última instância, um ato juncianeiro!
Quanto à bola rolando, o Amarelo dominou do início ao fim. O placar final de 9x4 só não foi maior porque o time dourado não forçou mais nas investidas, sendo, por vezes, displicente em alguns lances. Ao Az/Pr coube o destemor de, apesar da desvantagem técnica, lutar até o apito final.
Veni (1º), em jogada individual, passou por Fábio e bateu cruzado, abrindo o placar em 1 a 0. Envolvente na trama ofensiva, o Amarelo chegou aos 2 a 0 com Veni de pivô recebendo e tocando para Diogo (2º) avançar pela ala direita e bater por cima, na saída de Vilnei. O primeiro tempo terminou com outro gol de Diogo (3º), nascido em passe errado de Erlon, no qual Veni aproveitou e o repassou para Diogo marcar 3 a 0. Um forte golpe nas pretensões azuis, bem no momento que estes tentavam equilibrar a disputa.
A volta do intervalo não alterou muito a configuração dos times. O Amarelo seguiu, embora com menos intensidade, controlando as ações. Já o Bicolor permaneceu jogando pela honra. Em lance inusitado, João Paulo se esforçou para evitar a saída da bola pela lateral, mas, ao chegar ao meio, a bola ficou com Diogo (4º) que, na disputa com Fábio, levou vantagem: 4 a 0.
Finalmente o Az/Pr consegue fazer seu gol. Avançando a marcação, Fábio desarma Veni na intermediária e a bola sobra para Erlon (5º), livre na esquerda, bater forte: 4x1. Em nova falha defensiva, o Az/Pr vê Evandro (6º) fazer 5 a 1, depois de um bate-rebate na zaga azul e preta. De pênalti, Cristiano (7º), o estreante, descontou em 5 a 2 o placar. A penalidade máxima, só pra constar, foi uma falta de... Diogo, sempre ele, sobre Cristiano. Falta essa na qual o infrator protestou, afirmando, como sempre, não ter cometido o ato infracional.
Mal comemorou o gol, o Bicolor já sofreu outro. Num contra-ataque fulminante - João Paulo perdeu um gol incrível no lance anterior -, Veni tocou para Evandro que lançou Charles (8º) para fazer 6 a 2.
Em cobrança de falta, Cristiano escorou e Erlon (9º) mandou ver: 6x3. Acontece que Veni resolveu aprontar. Pela esquerda, deu um elástico fantástico pra cima de Erlon e, logo depois, centrou na medida para Evandro (10º) chegar completando: 7 a 3.
Em seguida, triangulação rápida entre Diogo, Veni e Charles (11º), na qual o último se desvencilhou de Erlon para aumentar em 8 a 3 o escore.
Jogando em ritmo de treino, Diogo (12º) ampliou em 9 a 3 o placar. Ainda houve tempo para João Paulo (13º) descontar, após chute de Cristiano e rebote de Alex. No entanto, não havia tempo suficiente para uma maior reação, e mesmo se tivésse o resultado talvez seria um escore bem mais elástico a favor dos Amarillos.
Em tese o que valeu mesmo foi a raça destes 10 bravos atletas perante o indomável minuano charrua que baixou sobre nossa capital gaúcha. Estes já grifaram seus nomes na História da Junção.
terça-feira, 20 de julho de 2010
O fim do inverno de Vilnei [Jogo 23 - 06/07/2010]
AZUL/PRETO 8X6 AMARELO
Gols:
Azul/Preto: Vilnei; Preto [6º, 7º, 11º, 14º]; Marcelo; Veni [2º, 8º]; Diogo [1º, 5º]
Amarelo: Charles; Vander; Danilson [3º, 9º, 13º]; Fábio; Evandro [4º, 10º, 12º]
Em outro jogo no qual a falta de um goleiro oficial foi sentida (Alex não compareceu), Charles defendeu com muito empenho a cor dourada de seu time. Por outro lado, Vilnei, que há muito não ganhava, viu seu momento de azar chegar ao fim. Seu time, o Az/Pr, saiu de quadra vitorioso.
Outro fator importante que ocorreu nesta partida foi a lesão de Diogo. Após uma dividida limpa com Fábio, Diogo levou a pior ao torcer o joelho direito. Sem suplentes, tanto de um lado quanto de outro, as equipes, de comum acordo, resolveram prosseguir a partida. Com isso, Vander saiu de quadra, deixando então a disputa com três jogadores de linha (mais o goleiro) para cada lado. O escore apontava 6x2 a favor do Bicolor quando Diogo se lesionou. Com um trio de cada lado, o clássico ficou aberto, desgastante e ainda mais corrido.
Por falar em corrido, a partida foi toda ofensiva. Desde o início as equipes partiram pra cima em busca do gol. Num passe mal de Fábio para Danilson, Diogo (1º) interviu no lance ficando de posse da bola na intermediária. Com o caminho livre, avançou e bateu no canto de Charles, abrindo o placar em 1x0.
O Bicolor ampliou com Veni (2º) que, após lançamento de Vilnei com a mão, dominou no meio, ajeitou para o pé direito e bateu no alto, tirando o arqueiro do lance: 2x0.
Num jogo aberto as oportunidades vão ocorrendo. De tanto tentar, o Amarelo chegou ao empate ainda na primeira etapa. Fábio, jogando uma boa partida, fez a marcação de seu time avançar. Dessa maneira, o ala-esquerdo amarelo cortou lançamento adversário na meia-cancha, acionando Danilson (3º) mais à frente. O resultado foi um belo chute do artilheiro da Junção no ângulo superior de Vilnei: 2x1.
Na cobranã de escanteio de Danilson, Evandro (4º) entrou como um raio pelo meio da defesa azul e, no segundo pau, chegou batendo forte, empatando o placar em 2x2.
No segundo tempo, a partida ainda estava muito equilibrada. Contudo, devido a, em grande parte, falhas individuais, o Amarelo levou a pior. Com quatro gols, o Bicolor chegou aos 6x2, encaminhando, dessa maneira, sua vitória.
Em contra-ataque fulminante, Veni lançou Diogo (5º) sozinho dentro da área para, de letra, tocar na saída de Charles: 3x2. Depois Preto (6º) desarmou Evandro na linha divisória da quadra, avançou e bateu forte: 4x2. Numa bela jogada amarela, Fábio peca no penúltimo passe. Na sequência, a bola sobra para um novo contragolpe bicolor, no qual, em chute despretencioso de Preto (7º), Charles, no alto, segura mas deixa a bola escapar no segundo tempo de sua defesa. Uma falha incrível: 5x2.
Para encerrar o momento, Charles tenta passe por cima, Veni intercepta e, sem perdão, fuzila o arqueiro amarelo: 6x2.
Logo depois acontece a lesão de Diogo. Para o Amarelo não ficar com um homem a mais, Vander sai do jogo. Assim, os espaços ficam maiores e os gols também. Os Amarillos crescem de produção. Passam a jogar mais com Charles. Fazem dois gols e encostam no placar. No primeiro, Charles avança com a bola dominada e, ao sofrer a marcação, toca para Danilson (9º) na ala direita de ataque dominar, levar e bater forte, rasteiro e cruzado: 6x3. Depois, num bate-rebate na área zul, a bola sobra generosamente para Evandro (10º) assinalar 6x4.
A reação amarela sofre um duro golpe quando, numa disputa de bola com Marcelo, Fábio, sem intenção alguma, "recua" a bola para seu arqueiro que, prontamente, pega com as mãos. Marcelo reclama muito e leva a falta cobrada em dois toques. Na cobrança, Evandro e Danilson batem cabeça e a bola fica livre para Preto (11º) marcar 7x4.
Apesar deste gol sofrido, os Amarillos se inflamam e partem para o tudo ou o nada. Em cobrança lateral forçada, Veni recua a bola na fogueira para Vilnei. Evandro (12º) se antecipa e, de biquinho, toca fora do alcance do arqueiro: 7x5.
Na pressão, o time dourado marca outra vez. Em jogada de Fábio, a bola chega até Danilson que, dentro da área, bate em cima de Vilnei. No rebote, Fábio enche o pé de fora da área mas Vilnei volta a praticar grande defesa. Até que, em novo rebote, Evandro (13º) completa para as redes: 7x6.
Não é preciso dizer que a partida ganhou ares de dramaticidade. Será que o Amarelo conseguiria heroicamente buscar o empate? Não seria dessa vez que Vilnei venceria? As respostas vieram num contra-ataque bicolor puxado por Marcelo no último lance do jogo. Conta-ataque que garantiu não só a vitória azul e preta mas também, depois de um bom tempo, um belo sorriso estampado na face de Vilnei. Marcelo toca para Preto (14º) completar e selar o escore do jogo em 8x6.
Mais do que uma vitória, o resultado positivo para Vilnei significou um recomeço e o fim de um longo inverno.
Gols:
Azul/Preto: Vilnei; Preto [6º, 7º, 11º, 14º]; Marcelo; Veni [2º, 8º]; Diogo [1º, 5º]
Amarelo: Charles; Vander; Danilson [3º, 9º, 13º]; Fábio; Evandro [4º, 10º, 12º]
Em outro jogo no qual a falta de um goleiro oficial foi sentida (Alex não compareceu), Charles defendeu com muito empenho a cor dourada de seu time. Por outro lado, Vilnei, que há muito não ganhava, viu seu momento de azar chegar ao fim. Seu time, o Az/Pr, saiu de quadra vitorioso.
Outro fator importante que ocorreu nesta partida foi a lesão de Diogo. Após uma dividida limpa com Fábio, Diogo levou a pior ao torcer o joelho direito. Sem suplentes, tanto de um lado quanto de outro, as equipes, de comum acordo, resolveram prosseguir a partida. Com isso, Vander saiu de quadra, deixando então a disputa com três jogadores de linha (mais o goleiro) para cada lado. O escore apontava 6x2 a favor do Bicolor quando Diogo se lesionou. Com um trio de cada lado, o clássico ficou aberto, desgastante e ainda mais corrido.
Por falar em corrido, a partida foi toda ofensiva. Desde o início as equipes partiram pra cima em busca do gol. Num passe mal de Fábio para Danilson, Diogo (1º) interviu no lance ficando de posse da bola na intermediária. Com o caminho livre, avançou e bateu no canto de Charles, abrindo o placar em 1x0.
O Bicolor ampliou com Veni (2º) que, após lançamento de Vilnei com a mão, dominou no meio, ajeitou para o pé direito e bateu no alto, tirando o arqueiro do lance: 2x0.
Num jogo aberto as oportunidades vão ocorrendo. De tanto tentar, o Amarelo chegou ao empate ainda na primeira etapa. Fábio, jogando uma boa partida, fez a marcação de seu time avançar. Dessa maneira, o ala-esquerdo amarelo cortou lançamento adversário na meia-cancha, acionando Danilson (3º) mais à frente. O resultado foi um belo chute do artilheiro da Junção no ângulo superior de Vilnei: 2x1.
Na cobranã de escanteio de Danilson, Evandro (4º) entrou como um raio pelo meio da defesa azul e, no segundo pau, chegou batendo forte, empatando o placar em 2x2.
No segundo tempo, a partida ainda estava muito equilibrada. Contudo, devido a, em grande parte, falhas individuais, o Amarelo levou a pior. Com quatro gols, o Bicolor chegou aos 6x2, encaminhando, dessa maneira, sua vitória.
Em contra-ataque fulminante, Veni lançou Diogo (5º) sozinho dentro da área para, de letra, tocar na saída de Charles: 3x2. Depois Preto (6º) desarmou Evandro na linha divisória da quadra, avançou e bateu forte: 4x2. Numa bela jogada amarela, Fábio peca no penúltimo passe. Na sequência, a bola sobra para um novo contragolpe bicolor, no qual, em chute despretencioso de Preto (7º), Charles, no alto, segura mas deixa a bola escapar no segundo tempo de sua defesa. Uma falha incrível: 5x2.
Para encerrar o momento, Charles tenta passe por cima, Veni intercepta e, sem perdão, fuzila o arqueiro amarelo: 6x2.
Logo depois acontece a lesão de Diogo. Para o Amarelo não ficar com um homem a mais, Vander sai do jogo. Assim, os espaços ficam maiores e os gols também. Os Amarillos crescem de produção. Passam a jogar mais com Charles. Fazem dois gols e encostam no placar. No primeiro, Charles avança com a bola dominada e, ao sofrer a marcação, toca para Danilson (9º) na ala direita de ataque dominar, levar e bater forte, rasteiro e cruzado: 6x3. Depois, num bate-rebate na área zul, a bola sobra generosamente para Evandro (10º) assinalar 6x4.
A reação amarela sofre um duro golpe quando, numa disputa de bola com Marcelo, Fábio, sem intenção alguma, "recua" a bola para seu arqueiro que, prontamente, pega com as mãos. Marcelo reclama muito e leva a falta cobrada em dois toques. Na cobrança, Evandro e Danilson batem cabeça e a bola fica livre para Preto (11º) marcar 7x4.
Apesar deste gol sofrido, os Amarillos se inflamam e partem para o tudo ou o nada. Em cobrança lateral forçada, Veni recua a bola na fogueira para Vilnei. Evandro (12º) se antecipa e, de biquinho, toca fora do alcance do arqueiro: 7x5.
Na pressão, o time dourado marca outra vez. Em jogada de Fábio, a bola chega até Danilson que, dentro da área, bate em cima de Vilnei. No rebote, Fábio enche o pé de fora da área mas Vilnei volta a praticar grande defesa. Até que, em novo rebote, Evandro (13º) completa para as redes: 7x6.
Não é preciso dizer que a partida ganhou ares de dramaticidade. Será que o Amarelo conseguiria heroicamente buscar o empate? Não seria dessa vez que Vilnei venceria? As respostas vieram num contra-ataque bicolor puxado por Marcelo no último lance do jogo. Conta-ataque que garantiu não só a vitória azul e preta mas também, depois de um bom tempo, um belo sorriso estampado na face de Vilnei. Marcelo toca para Preto (14º) completar e selar o escore do jogo em 8x6.
Mais do que uma vitória, o resultado positivo para Vilnei significou um recomeço e o fim de um longo inverno.
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