segunda-feira, 20 de abril de 2009

Um jogo bipolar [14/04/2009 - Jogo 11]

VERMELHO 4X8 AZUL/PRETO

Gols:
Vermelho: Alex; Charles; Evandro [8º]; Marcelo [4°]; Vander; Jairo [3º, 5º]
Azul/Preto: Vilnei; Fábio; Veni [2º, 6°, 10º, 12°]; Fabrício [9°]; Cristhian [7º]; Diogo [1º, 11º]


De um início maníaco a um término melancólico. Eis o diagnóstico do 11° confronto de 2009. Partida que começou marcada pelo equilíbrio entre as equipes, mas se encerrou com a supremacia eufórica vitoriosa dos Azuis sobre o embotamento afetivo dos Vermelhos.
Vilnei e Veni foram os destaques deste clássico oscilante. Já Diogo fez dessa partida sua reafirmação na Junção. Dessa maneira, esse trio, cada um do seu jeito, fez validar um futebol afirmativo, menos cambaleante e mais objetivo, se comparado a seu adversário. Em vista disso, o prognóstico não foi nenhum pouco difícil de ser previsto. A vitória azul foi merecida e salutar.
Apenas 1x0. Esse foi o escore dos primeiros 30 minutos de bola rolando. O equilíbrio foi o sintoma característico do primeiro tempo. Vilnei foi muito exigido e, como de costume, respondeu muito bem. Veni, ainda do lado azul, desencadeou o movimento do jogo, promovendo sua salubridade. Na esteira desse levante, Diogo, assintomático, voltou a jogar seu futebol competitivo e sério, mostrando evolução em relação a suas enfermidades futebolísticas.
Pelo lado Rubro, apenas Evandro e Jairo esboçaram alguma reação contra o tédio opressivo que tomou conta da equipe nos últimos quinze [e fatais] minutos de jogo. A saída precoce de Jairo [lesionou-se] foi sintomática. Enquanto esteve em quadra, seu time vencia. Após sua saída, o cansaço e a melancolia tomou conta da maioria de seus colegas.
Em termos de bola rolando, Diogo [1º] abriu a contagem. Em passe cirúrgico de Veni, o voluntarioso ala azul bateu cruzado e viu a bola desviar em Marcelo antes de se encontrar com as rede de Alex: 1x0.
O que temos ainda de primeiro tempo, resume-se a algumas tentativas de ambos os lados. No entanto, nenhuma delas convertidas em gols. Os sistemas imunológicos atuaram de forma competente, evitando a um dano maior a Vilnei e Alex.
Aos poucos, entretanto, já no segundo tempo, as defesas passaram a não suportar as investidas cada vez mais potentes dos agentes de contaminação. Assim, acabaram sendo alvo destes, em especial de Veni, vírus eufórico e mortal, dizimador dos glóbulos vermelhos. Veni instaurou a anemia nas células rubras. Daí para a depressão foi um pulo. Melhor, alguns gols sofridos.
Não obstante ao poder dizimatório imposto pelo bando azul e preto a seus rivais, cabe ressaltar a estrutura defensiva destes, que em Vilnei encontravam seu respaldo.
Enquanto isso, Veni prosseguia sua procura maníaca pelo rompimento das redes de sustentação do sistema imunológico vermelho. Charles num ato suicída errou o carrinho [jogou a bola pra trás]. Na sequência, Veni [2°] ficou com a bola, avançou pelo meio e bateu forte no canto de Alex: 2x0.
Jairo [3º], que havia se lesionado nos instantes finais do primeiro tempo, resolveu retornar no sacrifício. Mal entrou e já marcou. Ao receber passe lateral, avançou de trás para bater a meia altura e descontar em 2x1.
A entrada de Jairo foi a sobrevida que os Reds tanto aguardavam. Evandro, sozinho, não conseguia dar vida ao ataque. Como numa transfusão sanguinea, Jairo espantou a anemia de seu time, que, de sangue novo, virou a partida pra cima dos Blues.
Diogo perdeu a bola na lateral pra Evandro, este passou por Fabrício e bateu forte, mas Vilnei defendeu; na sobra a bola ficou livre para Marcelo [4°] apenas empurrá-la pra dentro das redes do arqueiro azul. O empate estava estabelecido. O sangue pulsava vermelho novamente nas artérias dos Reds.
Completando a reabilitação rubra, jairo [5º] marcou um belo gol ao receber um passe quase na linha de fundo e avançar área adentro de Vilnei. O chute, violento, não encontrou barreiras que o impedissem de se efetivar: 3x2.
Porém, Jairo cansou, mas Veni, não. Os batimentos cardíacos voltaram a oscilar pelo lado vermelho. A transfusão de sangue se mostrou paliativa, uma vez que seus agentes não seguiram nela investindo. Ao sair, Jairo deixou a incubência a Evandro que, sozinho, sucumbiu perante a voracidade dos azuis.
Veni [6º] e Cris [7º] voltaram a colocar seu time em vantagem no placar, cada qual marcando um gol: 4x3.
Em Evandro [8º] os Rubros viram seu derradeiro suspiro na partida, quando este assinalou o gol de empate [4x4], que, para um estado melancólico, não faz diferença alguma, ainda mais se o revés for imediato como neste caso. Fabrício [9º] nem deixou Evandro comemorar seu gol, porque em seguida já marcava o quinto gol azul no clássico, deixando o placar em 5x4.
Na ebulição do momento, o Azul/Preto tomou conta das ações. Decidido a liquidar com seu inimigo de uma vez por todas, partiu pra cima e, numa espécie de invasão em massa, aniquilou com qualquer prática de defesa vermelha. Veni [10º e 12º - este cobrando falta direta], duas vezes, e Diogo [11º], outra, despedaçaram com a integridade física e mental dos Reds. Não deixaram nada, nenhuma possibilidade de sobrevida à espreita. Anêmicos e embotados afetivamente, os Vermelhos foram tombando um a um. O sangue, agora, era definitivamente azul.
Assim, em 8x4, os robustos Azuis dizimaram seus oponentes. Souberam dosar com extrema cautela seus aspectos vitais. Maníacos mas prudentes não oiscilaram como seus inimigos, afirmando o azul da vida sobre o cinza da perda. Uma vitória de cor e sabor. Uma vitória, sobretudo, de alma e de corpo.

Um comentário:

  1. NOTAS:
    VILNEI 7,37
    VENI 7,23
    ALEX 6,90
    EVANDRO 6,80
    FÁBIO 6,53
    DIOGO 6,50
    JAIRO 6,43
    MARCELO 6,43
    CRISTIAN 6,37
    FABRÍCIO 6,33
    CHARLES 5,80
    VANDER 5,53

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