AZUL/PRETO 8X10 AMARELO/PRETO
Gols:
Azul/Preto: Vilnei; Marcelo [16º]; João Paulo [6º]; Diogo [5º, 7º]; Fábio; Jairo; Danilson [12º, 13º, 14º]
Amarelo/Preto: Charles; Vander [4º - gol contra]; Veni [1º, 9º, 10º, 11º]; Fabrício [15º]; Evandro [2º, 17º, 18º]; Erlon [3º, 8º]
Reza a lenda que antes do Boca Juniors havia uma equipe, de cores preto e amarelo, que foi a origem, as verdadeiras raízes da Junção. Jogando também na La Bombonera, essa equipe aterrorizou muitos adversários que, inapelavelmente, tombavam perante sua potência técnica e aguerrida. Tal time, de DNA charrua, fez história enquanto existiu. Somente mais tarde, com seu desmantelamento, é que, de fato, o Boca Juniors surgiu. Dos seis atletas, sobraram quatro. Destes quatro, o prólogo.
Só para constar: o time, de camisa "negra e amarilla", chamava-se Peñarol.
Aquele Peñarol não existe mais. O que restou dele foi uma mística que migrou dos pampas, às margens do Rio da Prata, para o cais de uma cidade genuinamente portenha. O "negro" saiu, sendo que ao "amarillo" foi acrescentado o azul, formando, assim, o Boca Juniors.
Pois não é que hoje fomos presenteados com um fardamento novo! Para deleite dos nostálgicos, as cores deste novo uniforme eram exatamente as cores do velho Peñarol! Montevideo encontra Buenos Aires. O passado e o presente em quadra. Uma mística que parece não ter mais fim, ao menos enquanto a Junção existir... Vamos ao jogo, pois então, saudosos companheiros.
Algumas considerações antes da bola rolar. Na verdade duas, apenas. Além do novo uniforme, cordialmente patrocinado por Charles, contamos ou, melhor, não contamos com a presença de Alex. Esse aspecto foi solucionado sem maiores problemas. Charles, nosso goleiro-estepe [o terceiro, pois o quarto é o Fábio], foi "promovido" às pressas ao arco. E, como de costume, não comprometeu. Melhor, fez uma bela e segura atuação, sendo um, senão o principal, dos protagonistas do seu time, o velho-novo Peñarol.
Considerações feitas, passamos ao jogo.
Com atuações aquém de suas possibilidades, Jairo e Danilson foram as decepções da noite. Jairo nem de longe parecia aquele jogador aguerrido e envolvido com o embate. Danilson, apesar dos três gols marcados, parecia um veterano em quadra. Errou muitos passes, não, como de hábito - embora dessa vez mais atenuante -, marcou ninguém. Vilnei também esteve longe de suas melhores atuações. João Paulo, no que pese seu esforço, pouco contribui para com seu time. Apenas Marcelo, Diogo e Fábio, mais pela garra do que por outra coisa, foram os que tiveram uma iniciativa melhor por parte do Azul/Preto.
Já do lado Amarelo, tivemos boas atuações, a começar por Charles que, firme e seguro, praticou defesas importantes em momentos de maior pressão. Foi uma das principais figuras deste confronto. Veni e Evandro formaram uma dupla difícil de ser parada, tanto que marcaram juntos 70% dos gols de seu time. Fabrício segue em afirmação empolgante. Vander, apesar da lambança do gol contra, foi melhor em relação a si próprio do que nos últimos jogos. Para finalizar, Erlon foi notório ao marcar o gol mais bonito do clássico. Aspecto que o recolocou no jogo, uma vez que não vinha realizando, até então, uma boa apresentação.
Como podemos notar, tendo em vista essa análise pormenor de cada atleta, não fica difícil concluírmos o porquê da vitória do Amarelo/Preto. Vitória que começou a ser construída nos primeiros minutos de bola rolando. Em passe mal feito de Jairo, Veni [1º] ficou com a bola e, da intermediária, bateu forte para marcar 1x0.
Passados mais alguns minutos, o mesmo Jairo, contando com a "colaboração" de Marcelo ao dar uma bola apertada, perdeu a bola para Veni que, de primeira, serviu Evandro [2º] que de calcanhar "matou" Vilnei: 2x0.
Em outro passe de Veni, Erlon [3º] marcou 3x0. Parecia que uma goleada implacável começava a se configurar na partida. Ainda mais depois de algumas tentativas por parte dos Azuis que invariavelmente esbarravam nas mãos de Charles.
No entanto, nem tudo Charles conseguiu defender. Numa confusão em sua área, o arqueiro amarelo não pode fazer nada quando Vander, na tentativa de afastar, chutou a bola para dentro de seu próprio gol. Lambança que valeu o primeiro gol azul no confronto.
No embalo deste gol, os Blues chegaram à virada no placar. Num daqueles clássicos bate-rebate, Diogo [5º] saiu-se melhor da confusão: 3x2.
Não tardou muito para que João Paulo [6º], num tirambaço pela ala direita, deixasse o placar igualado em 3x3. Na sequência, Diogo [7º], aos trancos e barrancos, virou para seu time: 4x3.
Quando tudo se encaminhava para o final da primeira etapa, eis que o inusitado aconteceu. Erlon [8º], ao receber passe da ala oposta a sua, correu bastante para evitar a saída da bola pela linha lateral. Tamanho esforço foi recompensado. Num chute incrível, Erlon mandou um balaço no ângulo superior de Vilnei, que, mesmo se esticando todo, não conseguiu evitar o gol de empate dos Amarelos.
Nos últimos trinta minutos de jogo, Veni e Evandro tomaram conta das ações. Ditaram o ritmo do clássico, dando a vitória a sua equipe. Veni iniciou e Evandro encerrou a festa em tons de amarelo nostálgico.
Num giro fantástico pra cima de Danilson, Veni [9º] fez 5x4. Num contra-ataque letal, após tabela entre Erlon e Veni [10º], este apenas tocou para as redes de Vilnei: 6x4. Para encerrar seu bom momento, Veni [11º], em chute forte da meia-cancha, marcou outra vez, deixando o escore em 7x4.
Neste momento, Fábio e Diogo acompanhavam, no banco, a aflição de Marcelo e sua vã tentativa de, sozinho, parar o poderio ofensivo inimigo. Com a entrada destes dois novamente, o Azul/Preto se equilibrou defensivamente. E, assim, pode esboçar uma bela reação, chegando, inclusive, ao empate.
Danilson [12º, 13º e 14º], até então apático, resolveu seguir os passos de Veni. Numa tripla sequência, assinalou três gols, deixando o placar igualado em 7x7. Destes, o gol mais bonito por ele marcado foi o do empate [o 14º], com direito a chapeu pra cima de Charles. Os outros dois [12º e 13º] nasceram de falhas defensivas.
Mas a alegria pelo empate durou pouco. Precisamente uns três minutos apenas. Fabrício [15º], em potente investida pela direita, fuzilou Vilnei num chute cruzado: 8x7.
Não se dando por vencido, os Azuis tentavam de todas as formas dar o troco. Esbarrando em Charles, encontraram uma brecha em Vander. E foi por lá mesmo que Marcelo [16º] chegou ao gol de empate ao receber uma bola na medida, nas costas do defensor em questão, tendo o trabalho de apenas empurrá-la para as redes vazias do goleiro amarelo: 8x8.
Mas havia, além de Veni e de Charles, Evandro [17º e 18º]. E foi dele os dois derradeiros gols da partida. Tentos que chegaram no momento certo, visto que os Blues pressionavam muito, e, senão fosse por Charles, talvez o placar final do embate fosse outro.
No primeiro, os méritos foram todos dele: jogada individual pela ala direita. Já no segundo, os créditos principais são de Fabrício, pelo empenho em buscar uma bola quase perdida, seguido de um passe na medida para um chute certeiro e vitorioso: 10x8.
Em noite nostálgica, o "negro e amarillo" pintaram outra vez La Bombonera com as cores de um sonho, primórdios de um sonho, que, tudo indica, tende ao infinito.
NOTAS:
ResponderExcluirEVANDRO 7,35
VENI 7,35
CHARLES 6,95
FABRÍCIO 6,80
ERLON 6,40
VILNEI 6,40
FÁBIO 6,30
DIOGO 6,15
MARCELO 6,10
VANDER 5,75
DANÍLSON 5,70
JOÃO PAULO 5,60
JAIRO 5,55
BAH! ACHO QUE VOU VOLTAR PRO GOL, MINHA CHANCE DE SER O PODRIDÃO DO ANO VAI SER MENOR, DE REPENTE ATÉ GANHO UM TROFÉUZINHO NO FIM DO ANO. HEHEHEHEHE.
ResponderExcluirCHARLES
olha, é de se pensar em tal possibilidade.
ResponderExcluirfábio
GOSTARIA DE PRESTAR OS DEVIDOS AGRADECIMENTOS PARA AS FERRAMENTAS VONDER, PATROCINADORA DA "FARDÓRIO" NOVO QUE FEZ SUA ESTRÉIA NESTE JOGO. E LEMBREM-SE VONDER QUALIDADE A UM PREÇO JUSTO E FERRAGEM DO CHARLES "A TUMELERO DA RIO BRANCO".
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