AMARELO 6X7 AZUL/PRETO
Gols:
Amarelo: Charles; Evandro [3º, 7º, 11º, 13º]; Marcelo; Vander; Fabrício; Fábio [8º]; Veni
Azul/Preto: Alex; Danilson [2º, 4º, 6º, 9º, 10º, 12º]; Diogo [5º]; João Paulo; Preto [1º - gol contra]; Jairo; Erlon
Não é uma metáfora. Trata-se de uma máquina. Máquina de máquina, com seus acoplamentos, suas conexões. Uma máquina-órgão é ligada a uma máquina-fonte: uma emite um fluxo que a outra corta. Na verdade, é uma maquinaria quase irrefreável, destinada a um objetivo apenas: romper com as redes adversárias.
Um bicho solto: ágil e voraz; certeiro e letal. Corpo aguçado para o combate. Estratégias de sobrevivência preparadas para os maiores impactos e choques inimigos. Uma máquina orgânica. Uma fera silenciosa. Uma maquinosfera.
Assim, numa mistura de máquina e anilmal, Danilson crivou seu nome outra vez na Junção.
Longe de ter feito uma apresentação bombástica, Danilson foi eficaz, mortífero e potente. Desequilibrou com a defesa inimiga, descontrolando seu senso de marcação. Dos sete gols marcados por seu time, fez seis. Além disso, chamou a responsabilidade pra si, criando várias chances de gol. Se no primeiro tempo sofreu com a boa e forte marcação amarela, no segundo adotou uma nova postura tática que lhe rendeu um ótimo aproveitamento das oportunidades criadas.
Os Yellows bem que tentaram, principalmente com Evandro e Veni, mas no final sucumbiram perante a astúcia dos azuis e de sua maquinaria feroz.
Após um primeiro tempo truncado e de parcas oportunidades claras de gol, no segundo a configuração mudou, e se não fosse pela boa atuação dos goleiros [Charles jogou no gol, pois Vilnei não compareceu], o número de gols teria sido bem superior aos assinalados.
Preto [1º] num lance inusitado abriu o placar da partida. Fábio bateu forte e fechado no primeiro pau o escanteio; a bola desviou no pé de Preto e chocou-se contra o poste; na sequência, ao tentar afastá-la, este acabou por empurrá-la para dentro das redes. Isto é, pra dentro de suas próprias redes. Gol contra: 1x0.
No único vacilo da defesa amarela, Danilson [2º] mostrou a que veio. Evandro saiu da marcação de João Paulo, deixando Fábio sozinho na marcação de dois. Ao chegar junto a João Paulo, este tocou para Danilson bater na saída de Charles, empatando em 1x1 o primeiro tempo.
Na segunda parte do jogo, a maquinosfera entrou em ação. Eficiente, fez uso de sua técnica, aproveitando a afobação defensiva de seu rival, que por sinal iniciou bem o segundo tempo.
Em jogada puxada por Charles [saiu conduzindo a bola pela ala-direita], Veni deu prosseguimento servindo a Evandro [3º], livre de marcação, entrar área adentro e marcar 2x1.
De um primeiro tempo truncado a um segundo tempo aberto, eis a nova configuração do clássico. Enquanto que Charles e Alex realizavam defesas e intervenções de excelente qualidade, Danilson começava a fazer o acoplamento de suas "partes". A máquina passava a se autogerir, sendo que a fera emitia seus primeiros rugidos.
Marcelo sentiu na pele a ação da maquinosfera [4º] quando esta balançou em sua frente antes de desferir seu chute letal: 2x2.
Em seguida, Diogo [5º], aproveitando-se da indecisão de Vander e Fabrício, mandou ver um chute que Charles não pode evitar: 3x2.
Alex, autor de uma defesa sensacional na etapa inicial [um chute à queimaroupa de Fábio], seguia firme e forte no comando de sua defesa. Da mesma forma Charles, que só não evitou outro gol de Danilson [6º], devido a excelente jogada individual de Jairo, que colocou Danilson na cara do gol. Bem, não preciso afirmar que, nestas condições, a maquinosfera não perdoa: 4x2.
Aos poucos, o Amarelo foi se organizando outra vez. Danilson já não tinha mais tanta liberdade. Assim, conseguiram buscar o empate. Evandro [7º] e Fábio [8º] deixaram o escore em 4x4. No entanto, a fera tomou conta de vez do clássico...
Em duas escapadas certeiras, Danilson [9º, 10º] fez 6x4. Num acoplamentto perfeito entre jogo de pernas, velocidade e inteligência, venceu a truculência imposta por seus marcadores, encaminhando, dessa maneira, a vitória azul e preta.
Evandro [11º], peleador nato, descontou em 6x5; e quando o empate parecia ser uma questão de tempo, eis que Danilson [12º] foi mais rápido que Charles [este tentou antecipar-se ao primeiro] para, sutilmente, ampliar o placar: 7x5.
Na reposição de bola ao centro, Evandro [13º], aproveitando-se da empolgação azul pelo gol de Danilson, descontou em 7x6.
Apesar de toda pressão nos minutos finais, o Amarelo não conseguiu reverter a situação a seu favor, tendo que reconhecer a potencialidade maquínica de Danilson, uma fera em forma de máquina, uma máquina em forma de fera.
NOTAS :
ResponderExcluirDANÍLSON 7,70
ALEX 7,35
CHARLES 7,05
VENI 6,45
EVANDRO 6,25
PRETO 6,20
FÁBIO 6,20
MARCELO 6,15
JAIRO 6,15
ERLON 6,10
DIOGO 6,10
VANDER 6,05
FABRÍCIO 5,80
JOÃO PAULO 5,70