segunda-feira, 24 de maio de 2010

O Exército Amarelo [Jogo 15 - 11/05/2010]

AZUL/PRETO 5X12 AMARELO

Gols:
Azul/Preto: Vilnei; Marcelo; Felipe [14º]; João Paulo [9º, 13º]; Veni [5º, 7º]; Fábio; Jairo
Amarelo: Alex; Preto [10º, 15º]; Diogo [17º]; Danilson [6º, 11º]; Evandro [2º, 3º, 12º]; Charles [1º, 8º]; Erlon [4º, 16º]

Os mongóis foram nômades das estepes da Ásia Central. Foram guerreiros ferozes que uma vez lutavam entre si por terras de pastagem, e invadiram civilizações desenvolvidas de leste a oeste.
No começo do décimo-terceiro século, os clãs mongóis uniram-se e deram início a uma campanha de conquistas territoriais.
Seguindo os passos dos hunos (seus predecessores em mil anos), eles esculpiram um dos maiores impérios que o mundo já viu.
Os mongóis habitavam as planícies ao sul do lago Baikal, na Mongólia atual.
No seu auge, o império alcançava terras na Coréia, através da Ásia, seguindo adentro da Rússia européia até a costa do Mar Báltico.
Eles possuiam a maioria da Ásia Menor, o atual Iraque, atual Irã, Afeganistão, Paquistão, Tibete, partes da Índia, partes de Burma, toda a China e partes do Vietnã.
Os clãs mongóis uniram-se sob a liderança de Temujin (pronunciado "Temutchin"), chamado de Genghis Khan ("Poderoso Soberano"), no início do século XIII.
Sua ambição era a de dirigir todas as terras entre os oceanos (Pacífico e Atlântico) e ele quase conseguiu.
Os mongóis deixaram sucessores. Como um exército imbatível, os Amarelos foram tão sanguinários quanto seus antepassados. Sem permitir reação alguma por parte de seus inimigos, devastaram com seus princípios defensivos. Golpearam sem piedade alguma as possibilidades bicolores. Não sobrou nada, além de restos de tentativas desfeitas, lamúrios em azul e preto sendo calados golpe a golpe.
Na volta de Danilson, voltaram também os gols. Muitos gols. Lesionado, o artilheiro ficou afastado por duas semanas e quando retornou trouxe consigo a marca dos gols em excesso. Assim foi o jogo, ou seja, com muitos gols. Assim foi o Amarelo, intenso feito ouro e ofensivamente brilhante como o sol.
Em contrapartida, o clássico não foi tão intenso e brilhante assim. O Az/Pr foi amplamente dominado pelo seu adversário. Em momento algum impôs qualquer dificuldade de ordem maior. Formado basicamente por defensores, o Bicolor pouco produziu em termos ofensivos, ficando, sobretudo, aos cuidados de Veni a tarefa de atacar.
Concentrando um equilíbrio notável entre ataque e defesa, o Amarelo construiu sua vitória de maneira tranquila. Com exceção de Alex, todos os demais seis atletas anotaram gols. O primeiro foi marcado por Charles (1º) que, escorando chute na entrada da área após cobrança de escanteio, presenciou a bola desviar em Marcelo e tirar Vilnei da jogada: 1x0.
Evandro (2º e 3º), duas vezes, ampliou em 3x0 o escore. Para isso, aproveitou-se de duas saídas mal adversárias. A primeira de Fábio - passe curto. A segunda de Veni.
Não restava outra alternativa ao Az/Pr que não a do ataque. Contudo, suas investidas ao gol de Alex, além de escassas, eram, muitas vezes, sôfregas e poucas perigosas. Já os Amarelos, descendentes legítimos dos mongóis, chegavam invadindo e saqueando tudo pela frente. A eles não importava a fragilidade de seus inimigos. Não havia compaixão alguma, muito menos misericórdia. Seus arremates a gol eram certeiros como o fio de suas espadas. Chegavam de bando: passe de Evandro, corta-luz de Diogo e petardo de Erlon (4º): 4x0.
Veni (5º) resolveu encarar sozinho o exército amarelo. Avançando pelo meio, passou pela marcação inimiga antes de desferir um golpe certeiro no ângulo de Alex: 4x1.
O gol de Veni despertou a ira no goleador mongol adormecido. Danilson (6º), recebendo passe de Evandro, bateu na saída de Vilnei, ampliando em 5x1 o escore.
Porém, Veni (7º) não se deu por vencido. Outra vez desafiou o perigo e a força amarela ao, através de jogada individual, anotar o segundo gol bicolor na partida, descontando em 5x2 o placar.
Antes que o primeiro tempo acabasse, o exército amarelo marcou novamente. Ataque pelo flanco esquerdo, triangulação envolvente, Charles (8º) entra pelo meio da área e, de letra, completa cruzamento à meia-altura: 6x2.
Como se fosse o exército de um homem só, Veni voltou a desafiar o reinado Amarelo. Em toque seu, João Paulo (9º) mandou chute de longe, vencendo Alex e descontando em 6x3 o placar do clássico.
Piedade foi uma palavra que jamais esteve presente no vocabulário dos mongóis. Em três golpes brutais, renderam de vez seu inimigo, colocando-o a seus pés. Erlon lançou, Jairo não acompanhou subida de Preto (10º) pelo meio que, de primeira, mandou para as redes de Vilnei: 7x3. Depois Danilson (11º) investiu pela meia-cancha, deixou dois marcadores para trás e bateu forte no canto inferior do arqueiro azul e preto: 8x3. O último dos três golpes surgiu após erro de Vilnei, que, ao tentar driblar Evandro (12º), perdeu a bola, deixando a "árdua" tarefa de empurrar a bola para o gol vazio a cargo do artilheiro amarelo: 9x3.
Em duas investidas, o Bicolor adiou seu fim, contendo um pouco o inevitável avanço amarelo. Em escanteio cobrado por Felipe, João Paulo (13º) entrou livre para descontar: 9x4. Num ato de extrema coragem, Felipe (14º) desafiou sua própria vida para diminuir a vantagem adversária em quatro gols: 9x5.
No entanto, a resistência azul e preta caiu de vez perante a soberania amarela. Em três investidas fatais, Preto (15º), Erlon (16º) e Diogo (17º) deceparam com as esperanças bicolores no jogo, fechando em 12x5 seu placar.
Frios, sanguinários, velozes e destemidos, assim eram os mongóis; assim fizeram os Amarelos.

Um comentário:

  1. NOTAS DO JOGO :
    EVANDRO 7,3
    DANÍLSON 7,1
    DIOGO 6,9
    PRETO 6,8
    ALEX 6,8
    CHARLES 6,6
    ERLON 6,6
    VENI 6,5
    FÁBIO 6,4
    JOÃO 6,3
    VILNEI 6,2
    MARCELO 5,9
    JAIRO 5,8
    FELIPE 5,8

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