AMARELO 10 X 7 AZUL/PRETO
Gols:
Amarelo: Alex; Marcelo; Vander [4º, 8º]; Diogo [2º, 9º, 12º, 13º]; Fábio; Jairo [3º, 5º, 11º, 15º]
Azul/Preto: Vilnei; Veni [6º, 10º, 16º]; Evandro [1º, 7º, 14º, 17º]; Preto; João Paulo; Charles
Fazia tempo. Fazia muito tempo que Diogo não jogava uma partida tão exuberante quanto essa. Diogo foi perfeito na armação, na contenção, na marcação, na mobilização e na finalização. Há muito o ala da Junção não tinha uma posição de destaque num clássico como a teve nesta partida. Preocupado em apenas jogar, Diogo foi o fator de desequilibrio de um jogo muito disputado.
Apostando em seu forte esquema defensivo, o Amarelo soube explorar bastante os atributos de seus atletas. Um ferrolho compacto se formou no escrete amarelo. O Az/Pr, apesar da boa qualidade de seus atacantes, pouco conseguia produzir em termos efetivos. Somente através da individualidade é que basicamente o Bicolor conseguiu algum efeito prático. Dos seus sete gols marcados, quatro foram de Evandro e três de Veni, mostras da dificuldade em que teve a equipe em consolidar um futebol mais coletivo.
Em lançamento de João Paulo, Evandro (1º) amparou a bola com o peito, tocando-a na saída de Alex. O Az/Pr, com um gol inusitado, abria a vantagem no placar em 1x0.
Apesar da derrota parcial, os Amarillos não abdicaram de seu estilo de jogo. Mantiveram-se fortes na defesa, explorando os contra-ataques. É preciso dizer que, depois de Diogo, Jairo fez uma partida muito satisfatória. Sua movimentação constante pelas alas e, por vezes, mais à frente foi fundamental. Abriu espaços na defesa inimiga, possibilitando investidas de seus companheiros.
Foi a partir dessa postura defensiva que o Amarelo numa sequência mortal virou o placar em 4x1. Foram quatro gols rápidos, quase um após o outro. Talvez neste momento é que os Amarelos tenham construído a base para sua vitória.
Diogo (2º) em potente investida pela ala direita - típica jogada sua - deixou Veni para trás antes de fuzilar Vilnei: 1x1. Em seguida, Diogo avançou pela esquerda, tocou para Fábio, que num corte seco passou por Charles antes de desferir um petardo pra cima de Vilnei, que, ao defender, proporcionou um rebote aproveitado por Jairo (3º): 2x1. Quando o Bicolor pensou em empatar, levou o terceiro gol. Contra-ataque fulminante. Triangulação entre Diogo, Jairo e Vander (4º). Conclusão do último: 3x1. Bola ao centro. Tentativa azul interceptada por Alex. Reposição deste em lançamento perfeito com as mãos para Jairo (5º) que, de costas para a meta adversária, tocou de calcanhar na saída de Vilnei. Golaço dos 4x1.
Atordoado pela mortífera sequência de gols do rival, o Bicolor pressionou e muito. Mas só conseguiu marcar outro gol nesta primeira etapa. Veni (6º) balançou a frente de Vander e da intermediária bateu rasteiro e forte no canto de Alex (a bola desviou ainda no defensor): 4x2.
No segundo tempo o clássico pegou fogo. diogo, então, assumiu a responsabilidade de levar seu time à vitória. Foi um genuíno capitão. Corajoso e seguro, conduziu com maestria seus companheiros à derrocada inimiga. Não foi nada fácil o caminho até lá. Precisaram suar sangue, os Amarelos, para solidificar tal conquista.
No início da etapa final, Evandro (7º) pôs medo ems eu rival quando, ao pegar rebote de Alex após chute de Charles, descontou em 4x3 o placar.
Por sorte, Vander (8º) acertou, num momento crítico às pretensões amarelas na partida, um de seus petardos de longa distância. Vilnei bem que tentou, mas não deu: 5x3.
Daí foi a vez de capitão Diogo (9º) mostrar todo seu empenho e destemor. Na linha de frente da batalha, desarmou Veni em sua saída de bola, marcando 6x3. Um ato de extrema coragem que somente os grandes capitães conseguem fazer.
O gol de Diogo novamente esfriou a reação Bicolor. Tanto é que nem mesmo o gol de Veni (10º), após passe lateral de Charles, evitou a saga vitoriosa de capitão Diogo e seus fiéis escudeiros. Em lance cirúrgico, Marcelo desarma ataque adversário na linha inimiga, toca para Diogo, que, da esquerda para a direita, deixa Jairo (11º) na cara do gol ampliar em 7x4 o escore.
Depois o capitão (12º e 13º), em dois golpes letais, deixou o inimigo combalido, mortalmente ferido, pronto para o golpe final: 9x4.
A partir daí foi só administar. Preto fez jogada individual pela linha de fundo e cruzou para a área. Evandro (14º) completou e descontou: 9x5.
Como a questão era administrar, o Amarelo, em triangulação dentro da área adversária, marcou outra vez. Jairo (15º) só completou passe de Fábio, deixando o escore em 10x5.
Veni (16º) e Evandro (17º) anotaram os dois últimos gols do confronto. Porém, só fez mudar o placar final do jogo, 10x7. O que não mudou foi a atuação de um capitão, um certo capitão chamado Diogo.
NOTAS DO JOGO :
ResponderExcluirDIOGO 7,25
FÁBIO 6,8
ALEX 6,7
VENI 6,5
VANDER 6,5
MARCELO 6,4
EVANDRO 6,3
JAIRO 6,25
VILNEI 6,2
PRETO 6,2
JOÃO 6,1
CHARLES 6,05