AMARELO 9X9 AZUL/PRETO
Gols:
Amarelo: Vilnei; João Paulo; Preto; Charles; Fábio; Danilson [1º, 8º, 11º, 14º, 16º, 17º]; Veni [7º, 9º, 15º]
Azul/Preto: Alex; Jairo [2º]; Evandro [3º, 10º, 13º]; Cristiano [4º, 5º, 6º, 12º]; Diogo, Marcelo [18º]
A Junção, que entre seus postulados conta com a raça e a entrega constantes, mais uma vez demonstrou seu amor aos pagos do Sul. Dopados pela tradição charrua da desmesura, Bicolores e Amarelos honraram as cores da bandeira do Rio Grande. Foram dignos de serem tratados como filhos desta Terra, forjada na bravura e no sangue de seus antepassados. No DNA de cada atleta da Junção, habita o legado farroupilha, chama que se acende toda terça-feira à noite, a cada novo confronto, quando, imbuídos deste espírito aguerrido, os jogadores honram até o último minuto de jogo o legado juncianeiro gaúcho.
Esta partida não fugiu à regra. Disputada do primeiro ao derradeiro segundo, concentrou um grau de emoção dilacerante. O Az/Pr chegou a estar vencendo por 5 a 1 (no primeiro tempo fez 4 a 1). Depois de quase ceder o empate, voltou a ficar com uma boa vantagem (8 a 5). O Amarelo reagiu: empatou e passou à frente (9 a 8) nos minutos finais. Mas nos descontos, quando tudo se encaminhava para uma vitória heróica da equipe dourada, Marcelo, na raça, deixou tudo igual (9 a 9).
Se o clássico terminou com um gol de Marcelo, iniciou também com um lance seu. Ao sair jogando pelo lado direito defensivo, sofreu pressão de Charles e, na sequência, a bola foi tocada para Danilson (1º), de frente para Alex, tocar em seu canto: 1 a 0.
Em jogada de Evandro, a bola sobrou para Cristiano que, sem hesitar, serviu a Jairo (2º): 1 a 1.
O Bicolor passou à frente logo após com Evandro (3º) que, ao receber lançamento de Alex, dominou, girou e tocou por cima de Vilnei: 2 a 1.
Não tardou muito para Diogo passar lateralmente para Cristiano (4º) afundar o arqueiro amarelo: 3 a 1.
Antes que o primeiro tempo encerrasse, Cristiano (5º), outra vez, mandou no ângulo de Vilnei, fechando em 4 a 1 esta etapa.
No segundo tempo o clássico cresceu ainda mais em emoção. Com outro gol de Cristiano (6º) – driblou Fábio -, o Az/Pr abriu uma larga e boa vantagem de 5 a 1 sobre seu adversário.
A chama farroupilha, então, se fez potente na camisa do time amarelo. Veni (7º e 9º), duas vezes, e Danilson (8º), uma, avivaram a brasa aguerrida deste levante gaúcho. O segundo gol de Veni foi arrebatador. Da esquerda, puxou para o meio e de pé direito acertou o ângulo superior de Alex. Um golaço! Seu outro gol começou com passe de Fábio para passagem e centro de Danilson da esquerda para o meio da área. Já o gol de Danilson – o primeiro de seus seis -, surgiu com outro passe de Fábio, onde o goleador da Junção dominou no peito e fuzilou Alex: 5 a 4.
A peleia ficou em aberto de novo. A disputa foi acirrada pela posse da bola. As oportunidades aconteciam para ambos os lados. Vilnei e Alex trabalharam muito. Num centro na medida de Marcelo, Evandro (10º) cabeceou e Vilnei falhou: 6 a 4.
Danilson (11º), da entrada da área, acertou arremate firme no ângulo de Alex: 6 a 5. A disputa também entre a dupla de goleadores ficou entusiasmante. Do lado Azul, Cristiano e Evandro; do lado Amarelo, Veni e Danilson. Dos 18 gols da partida, 16 foram marcados pelo quarteto acima referido.
Num momento crucial do embate, o Amarelo vacilou. Escanteio a favor do Bicolor. Pouco antes da cobrança, Preto sai cansado e cede lugar a João Paulo. O problema é que ao promover essa substituição, a equipe amarela se perdeu na marcação, ficando fácil para Cristiano (12º) aproveitar tal erro primário: 7 a 5. Inflamado pelo gol, o Az/Pr sentiu o bom momento. Num contra-ataque, Evandro (13º) voltou a deixar sua marca: 8 a 5.
Quando tudo parecia perdido do lado amarelo, a dupla dourada Veni e Danilson tomou as ações da partida. Em duas tabelas rápidas e eficientes, Danilson (14º) e Veni (15º) descontaram em 8 a 7 o escore. O empate amarelo veio numa falha de Alex. Danilson (16º) tentou tocar para Charles dentro da área, na confusão o arqueiro pegou a bola e a deixou escorregar por entre suas mãos. A bola entrou de mansinho para o fundo de suas redes: 8 a 8.
Danilson (17º) foi o autor da virada. Vilnei lançou-o pela direita, o artilheiro avançou e bateu forte, fazendo 9 a 8.
O desespero tomou conta do Bicolor. Tinha o jogo nas mãos, melhor, nos pés, e naquele momento estava entregando-o de bandeja ao seu tradicional rival. Inconformado com o rumo da história, o maragato Diogo levou a bola, já nos descontos, pela ala esquerda de ataque e num chute cruzado, que passou por todos os pés possíveis da defesa amarela, encontrou a garra charrua de Marcelo (18º) que, na carrinhada, entrando às costas de Veni, colocou a bola para dentro das redes de Vilnei: 9 a 9.
Um gol Libertador. Um gol Farroupilha. Um gol da Junção. No mês em que se celebra o grande feito dos gaúchos, a Junção homenageia esse povo aguerrido com uma partida digna de seus ideais e de sua bravura.
A Junção é genuinamente um legado farroupilha!
Vilnei 6,9
ResponderExcluirFábio 6,3
Charles 6,0
Veni 7,9
Danilson 7,9
Preto 6,4
João Paulo 6,2
Alex 7,1
Cristiano 6,4
Evandro 6,5
Diogo 6,2
Jairo 6,2
Marcelo 6,6