AMARELO 5X3 AZUL/PRETO
Gols:
Amarelo: Alex; Vander; Danilson [2º, 3º, 4º - contra]; Cristiano; Diogo [1º, 7º]; Erlon; Preto [5º]
Azul/Preto: Vilnei; João Paulo; Evandro [6º, 8º]; Fábio; Charles; Jairo; Marcelo
Foram, sem sombra de dúvida alguma, as duas melhores atuações do ano até este momento. Alex e, especialmente, Vilnei protagonizaram algo da ordem do excepcional. Foram gigantes na árdua tarefa d edefender. Vilnei, então, nem se fala. Mais exigido do que seu colega, o arqueiro bicolor beirou a perfeição sob as traves; foi quase imbatível, operando intervenções e defesas milagrosas. Lembrou-me Dassaiev, o grande goleiro russo da extinta URSS, um bloco acinzentado intransponível, a resistência socialista no arco azul e preto. Assim foi Vilnei, assim foi seu time, resistente e batido ao custo de muito esforço.
Alex não ficou para trás. Embora não tenha sido tão exigido quanto seu rival, o goleiro amarelo até penalidade (duvidosa) defendeu, garantindo, num momento tenso da partida, a vitória de seu time. Para ficar no bloco socialista, se Vilnei foi Dassaiev, Alex foi Lev Yashin, o Aranha Negra, outro grande arqueiro soviético da história do futebol mundial. Dassiev e Lev Yashin, Vilnei e Alex, uma atuação para a História e outra, para sempre ser evocada.
Em passe mal de Marcelo, Danilson ficou com a bola, tocou-a para Erlon que cruzou para Diogo (1º) abrir o placar para o Amarelo em 1 a 0. A pressão amarela seguiu, mas Vilnei evitava o pior praticando defesas memoráveis. Só não conseguiu evitar chute forte de Danilson (2º) do meio da quadra que, por azar do guarda-metas, desviou na defesa antes de entrar: 2 a 0.
Danilson (3º) parecia ser o único capaz de vencer o goleiro bicolor. Em jogada iniciada por Erlon (desarme a um adversário), Diogo e Danilson tabelaram para o último marcar 3 a 0.
Apesar de estar levando 3 a 0, o Az/Pr agredia com qualidade seu oponente. Alex seguia irredutível sob as traves, tal como Vilnei do outro lado. Entretanto, Danilson (4º - contra) voltou a aprontar, só que desta vez contra seu patrimônio. Ao ser pressionado por Jairo em saída de bola lateral, Danilson voltou com Alex que, fora do gol, não chegou a tempo na bola: 3 a 1.
Na etapa final o Amarelo manteve o ritmo ofensivo. De tanto pressionar, a equipe dourada chegou ao seu quarto gol. Erlon lançou e Preto (5º), às costas de Evandro, venceu Vilnei: 4 a 1.
Com muito empenho, o Bicolor descontou por meio de Evandro (6º) que, na carrinhada, aparou cruzamento de Fábio: 4 a 2.
O momento da partida passou a ser Bicolor. Equilibrando as ações, o time azul e preto se jogou ao ataque. Penalidade máxima duvidosa de Alex sobre Evandro. Depois de muita discussão, o goleador bicolor se posicionou para bater. Chute forte à meia-altura no lado direito de Alex que, espetacularmente, voou na bola, assim como o Aranha Negra já fizera muitas vezes ao longo de sua trajetória.
Do outro lado, Dassaiev Vilnei respondeu à altura: praticou mais duas incríveis defesas em chutes à queima-roupa. O duelo russo foi fantástico. A noite era dos arqueiros.
Se de cima estava difícil de converter as oportunidades, o jeito era arriscar de longe. Diogo (7º) resolveu apostar nesta fórmula numa cobrança de falta antes da meia-quadra. O chute forte do ala-direito tocou, antes de entrar, em Evandro, tirando Vilnei do lance: 5 a 2.
Quase no final do jogo, Evandro (8º), de bicicleta, aproveitou lançamento de seu goleiro para descontar, num belo gol, o escore em 5 a 3.
Contudo, nada foi mais belo do que as atuações incontestáveis dos dois guarda-metas da Junção. Das estepes russas à quadra da Bombonera, Alex e, especialmente, Vilnei honraram seus antepassados a mãos de ferro e coração de fogo.
Alex 8,5
ResponderExcluirVander 6,0
Danilson 6,4
Cristiano 6,6
Diogo 7,1
Erlon 6,8
Preto 6,4
Vilnei 9,0
João Paulo 5,3
Evandro 7,0
Fábio 6,4
Charles 6,3
Jairo 6,5
Marcelo 5,9