segunda-feira, 26 de abril de 2010

Confrontos para a História [Jogo 11 - 13/04/2010]

AMARELO 4X4 AZUL/PRETO

Gols:
Amarelo: Alex; Evandro; João; Vander; Danilson; Diogo [1º, 4º, 5º]
Azul/Preto: Vilnei; Felipe; Jairo; Preto [6º - contra]; Charles; Erlon [8º]; Fábio [2, 3º, 7º]

Assim como vem ocorrendo nos últimos jogos, tivemos uma partida marcada pelo equilíbrio e emoção. Amarelos e Bicolores realizaram um confronto daqueles ditos "para ficar na História". Muitos foram os motivos para essa afirmação. Desde o escore de 4x4 até o fato (inusitado) de Danilson ter passado em branco pelo placar.
No entanto, o aspecto mais relevante diz respeito ao jogo em si, pois, como tem ocorrido nos últimos embates, neste a rivalidade se sobrepôs como um indicativo importante de qualidade técnica e de aguerrimento.
Decidido a recuperar sua boa forma de anos iniciais na Junção, Diogo tratou de comandar seu time como somente os grandes capitães são capazes de fazer. Destemido, peleou até o minuto final por uma vitória. Preocupado em apenas jogar, deixou de lado sua postura individual, sendo um dos nomes do clássico.
Do lado Bicolor, Fábio foi quem teve a incubência de auxiliar seu time na batalha contra seus tradicionais rivais. Sua presença foi fundamental, pois, além de atuar bem, marcou três dos quatro gols de sua equipe.
De início, os Amarillos propuseram o jogo. Com investidas rápidas pelos flancos da quadra, chegavam com qualidade e força ao gol defendido por Vilnei. João e Vander, postados mais atrás, produziam a segurança necessária para as constantes saídas de Diogo pelos lados. Além disso, proporcionavam a Danilson e Evandro uma boa sequência de deslocamentos do meio para frente. Por azar amarelo, Vilnei estava em noite inspirada. Conteve por meio de suas boas defesas os avanços mais contundentes do inimigo. Só não esperava pela falha de Fábio na entrada da área. Em bola alçada por Alex, Fábio, ao tentar escorá-la no peito para Felipe, deixou-a nos pés de Danilson que, ao ver a aproximação de Diogo (1º) pela direita, ajeitou na medida para o chute cruzado e inapelável do ala amarelo: 1x0.
Melhorando sua saída de bola, aos poucos, o Az/Pr equilibrou a partida. A entrada de Erlon foi um acréscimo importante para essa dinâmica funcionar. Jairo, com isso, passou a jogar na frente, fazendo o pivô. Dessa maneira, saindo da defesa com qualidade, o Bicolor chegou à virada no escore. Ao se delocar até o fundo da quadra, Jairo puxou a marcação e, de primeira, serviu a Fábio (2º) que, fechando pelo meio, antecipou-se a Diogo para empatar em 1x1 o confronto.
Ainda no primeiro tempo, Fábio (3º) avançou pela esquerda pra cima de Diogo e, ao deixar este para trás, chutou da linha de fundo, quase sem ângulo, para Alex aceitar: 2x1.
Na etapa final, a rivalidade ficou mais evidente. As disputas pela posse de bola foram mais incisivas. O Amarelo entrou decidido a reverter sua posição no placar. Assim como ocorreu na etapa anterior, foi mais eficiente nos minutos iniciais desta. Pressionou bastante, obrigando a Vilnei a boas defesas. Contudo, em dois lances semelhantes, passou à frente do placar. Em dois rebotes de Vilnei - após dois violentos chutes de Vander -, Diogo (4º e 5º) ficou com a sobra: 3x2.
Para piorar ainda mais a situação Bicolor, Preto (6º - contra), ao tentar cortar cruzamento de Evandro, tocou para as próprias redes: 4x2.
Pensando estar praticamente encerrada a fatura, os Amarillos passaram a cadenciar o jogo. Erro estratégico. Na pressão, o Az/Pr voltou a crescer no clássico. Com muito empenho e aguerrimento, conseguiu estabelecer o empate no escore final.
Em penalidade máxima sofrida por Preto, Fábio (7º), chamando a responsabilidade pra si, ajeitou e converteu: 4x3. Na raça, Erlon (8º) roubou a bola de Evandro na meia-cancha, avançou e tocou na saída de Alex, entre suas pernas, decretando mais um empate na temporada, dessa vez em 4x4.
Um confronto para ficar marcado nos Anais da Junção. Um jogo digno de ser lembrado e pra sempre enaltecido como um clássico histórico.

domingo, 18 de abril de 2010

Nem sempre se acerta...

Fabiano, o arqueiro novo, não joga mais na Junção. Efêmera foi sua estreia. Efêmera foi sua despedida. Foi outro que não suportou a pressão da Junção, achando melhor abandoná-la. Tinha tudo pra dar certo. Melhor, quase tudo. Faltou-lhe o principal: a raça de ser juncianeiro. Por sorte, Alex voltou (e como voltou). Agora, nossa Junção está em paz novamente com as balisas.
Vilnei e Alex, eternos juncianeiros!

Fácil, extremamente fácil [Jogo 10 - 06/04/2010]

AZUL/PRETO 11X5 AMARELO

Gols:
Azul/Preto: Alex [11º]; Danilson [9º, 14º]; Evandro [13º, 15º]; João Paulo [2º, 10º]; Preto [3º]; Diogo [4º, 6º, 16º]
Amarelo: Vilnei; Charles; Marcelo; Vander [1º]; Felipe [7º, 9º, 12º]; Fábio; Jairo [8º]

Como diz o velho ditado popular, "não deu nem para o cheiro". Dono de uma técnica mais apurada e uma organização tática melhor consolidada, o Az/Pr dominou do início ao fim o jogo. Fez um escore relativamente elástico, não tendo ocorrido sustos maiores que colocassem em perigo sua vitória. Ao Amarelo, coube, enquanto pôde, defender-se, explorando as possíveis falhas individuais de seu adversário. Não formou um ataque efetivo, que prendesse a bola na frente. Vencidos pelo cansaço tornaram-se presa fácil para seu oponente, que os derrotaram com uma certa facilidade, como na canção de Jota Quest.
Como prêmio de consolação aos vencidos, o gol de Vander (1º), o que abriu o placar, foi de uma plasticidade envolvente. E não foi fácil. Vander partiu de seu campo de defesa, driblou três adversários e, por último, deixou Alex deitado no chão antes de tocar para suas redes. Um golaço feito no início da partida, sendo, até então, o gol mais rápido da temporada.
A partir daí, o Az/Pr ditou o ritmo do clássico. Os Amarillos até que conseguiram segurar no que deu no primeiro tempo; porém, no segundo, a coisa desandou.
O empate Bicolor chegou através de João (2º) que, ao receber passe de Danilson da linha de fundo, apenas concluiu para o fundo do gol. A virada aconteceu num lance inusitado. Em passe de Danilson, Diogo arrisca o chute, a bola desvia em Vander e sobra livre para Preto (3º) marcar 2x1. Logo após, Diogo (4º) rouba a bola de Fábio perto da área e amplia em 3x1.
Atordoados, os Amarelos tentam, em vão, frear a impetuosidade inimiga. O Bicolor acelera o ritmo e marca mais duas vezes. Em outra falha defensiva, Danilson (5º) se aproveita do fato para tocar na saída de Vilnei: 4x1. Diogo (6º) parte com a bola dominada pelo meio, avança sem marcação e arremata frontalmente, não possibilitando reação alguma do arqueiro amarelo: 5x1.
Ao desacelerar seu ritmo, o Az/Pr passou a cadenciar o jogo. Tal cadenciamento esfriou o time que, por pouco, não viu seu empenho inicial ser prejudicado. Acalentados ficaram os Amarelos que, aproveitando o momento de descuido inimigo, encostaram no placar ainda no primeiro tempo. Em passe de Marcelo, Felipe (7º), dentro da área, apenas completou para dentro do gol vazio: 5x2. Depois, numa bobeada coletiva, Evandro recuou mal a bola para Alex que, ao tentar despachá-la, também errou, sobrando para Jairo (8º), na raça, bateu duas vezes para marcar - a primeira tentativa tocou no poste - e descontou em 5x3 o escore. Para encerrar os erros estratégicos cometidos pelo Bicolor neste primeiro tempo, Evandro, em outro passe mal feito, permitiu a Felipe (9º) ficar com a bola, avançar, bater e, no rebote de Alex, tocar de cabeça para as redes: 5x4.
Decidido a mudar ainda na primeira etapa a estratégia mal elaborada, o Az/Pr voltou a acelerar a partida. Nem deu tempo para Felipe comemorar, que, em seguida, Diogo, em contra-ataque fulminante, largou João (10º) na cara do gol: 6x4.
No segundo tempo, o Bicolor não baixou seu padrão de jogo. Entrou, de cara, já abafando a saída de bola inimiga. Fechado, o Amarelo seguia apostando nos contra-ataques e em posspiveis falhas do rival. Alex (11º), como homem-surpresa, marca seu primeiro gol na temporada, mandando um chute de longe, no qual Vilnei aceitou: 7x4.
Em tabela de Jairo e Felipe (12º), este descontou em 7x5. Porém, esse foi o único gol que o Amarelo fez nesta etapa. O que se viu adiante foi apenas a comprovação, a supremacia de um time sobre outro. Em lançamento de Preto, Evandro (13º), às costas de Charles, dominou no peito e fuzilou Vilnei: 8x5. Em seguida, Evandro vai até a linha de fundo e centra na medida para Danilson (14º) somente completar: 9x5. A tabelinha Danilson e Evandro voltou a funcionar, desta vez ao contrário, isto é, Danilson cruzou e Evandro (15º), de letra, desviou do arqueiro amarelo: 10x5. Para encerrar, Diogo (16º), no contra-ataque, aproveitou o vazio da zaga para selar o placar em 11x5, cantarolando fácil, extremamente fácil...

O corpo [Jogo 9 - 30/03/2010]

AZUL/PRETO 5X5 AMARELO

Gols:
Azul/Preto: Alex; João Paulo; Marcelo [3º]; Preto; Evandro [1º, 7º, 8º]; Charles; Jairo [5º]
Amarelo: Vilnei; Danilson [2º, 10º]; Vander [9º]; Diogo; Veni [4º]; Felipe; Erlon [6º]; Fábio

Foi uma batalha campal. Porém, ao invés de trincheiras, baionetas e granadas; corpos caídos, destroçados e despedaçados, a guerra se fez pela posse de bola, pelo chute desferido mortalmente, pela defesa dita impossível, pela dividida mais ríspida... Enfim, uma guerra travada dentro de quatro linhas entre o exército Amarelo e o Bicolor.
Corpos prontos para a batalha que se iniciou desde o primeiro trilho do apito. Corpos disciplinados, forjados numa estrutura romana, em colunas defensivas intransponíveis. Corpos indisciplinados, calcados numa desordem bárbara, ofensivamente agressivos, prontos para o ataque à meta inimiga. Disciplinados ou desvairados, os corpos tinham apenas um objetivo: a vitória.
Dentre tantos corpos, um corpo. Elástico, enaltecido por uma mescla de fibra castelhana e frieza europeia, esse corpo se sobressaiu sobre os demais. Foi corpo e alma juntos. Defendeu sua meta como quem guarda as portas da entrada de um reino. Foi espartano, no sentido da frieza e técnica, mas também farrapo, no sentido da bravura e do destemor em defender seu exército. Esse corpo tem uma identidade personificada em duas cores, azul e preto, que se chama Alex, o nome do jogo.
Alex teve uma inquestionável performance que beirou a perfeição. Se não fosse por ele, seu time, por certo, teria saído de quadra derrotado. O empate só foi possível devido a Alex, o corpo do jogo. Com defesas absurdas, o arqueiro Bicolor salvou seu time, literalmente, com as mãos. Vander em, no mínimo, três petardos viu seu gol se transformar em sonho nas mãos de Alex. Fábio também teve essa mesma sensação ao ver o arqueiro azul praticar uma defesa incrível num chute certeiro seu. Danilson foi outro que se deparou com sua fragilidade por pelo menos umas quatro vezes diante do pequeno-gigante Alex. O goleador da Junção literalmente parou nas mãos do arqueiro azul e preto, tendo feito apenas dois gols dos tantos outros possíveis de serem feitos, caso não fosse Alex o goleiro inimigo.
Mas não somente de Alex o time Bicolor foi constituído. Havia outros corpos também. Corpos estes moldados para o embate do confronto. Evandro foi um destes. Fundamental foi sua participação no clássico. Atuou com desenvoltura e aplicação táticas inerentes a um legítimo peleador. Assim como seu goleiro, dedicou-se, colocando seu corpo à prova, pelo amor a sua equipe. E não se arrependeu. Roubou a bola de Veni na defesa, avançou e mandou um petardo no ângulo de Vilnei, marcando 1x0.
Pressionando a saída de bola adversária, os Amarillos forçavam ao erro seu rival. Num destes, Marcelo teve a infelicidade de cometer um passe errado justamente à frente de Danilson (2º), na entrada da área. Essa foi a primeira das duas vezes em que o artilheiro venceu o guarda-metas: 1x1.
No impasse do empate, o Amarelo seguiu propondo as ações da partida. O Az/Pr, sempre perigoso nos contra-ataques, seguiu apostando na marcação e nas defesas de Alex como suas armas letais. Por investir tanto no sistema defensivo como sua proposta estratégica, o Bicolor se viu recompensado. Assim como o lendário zagueiro uruguaio e gremista Hugo De León se redimiu da falha, que acabou em gol Rubro-Negro, num clássico contra o Flamengo pela Taça libertadores da América (assim se chamava a outrora legítima, respeitada e destemida competição continental) de 1983, marcando o gol de empate Tricolor, Marcelo, inspirado por esse mesmo espírito charrua, anotou o gol de 2x1 de seu time. Evandro puxou o contragolpe ao desarmar Danilson na meia-cancha, avançou e bateu, na sobra de defesa parcial de Vilnei, Marcelo (3º) chegou fuzilando e colocando o Az/Pr em vatagem novamente.
Mas se Evandro, por duas vezes, foi mentor de dois gols azuis por roubar a bola de seus adversários, foi quem também falhou no gol de empate amarelo. Diogo se saiu melhor no embate com Evandro em seu campo de defesa e rapidamente lançou Veni (4º) que, num chute impecável, mandou fora do alcance de Alex: 2x2.
A segunda etapa começou quente. Jairo e Fábio se estranharam num lance que ocorreu ainda no primeiro tempo e teve repercussão nesta etapa final. Fábio não gostou do modo como jairo foi para uma disputa de bola com ele. Os ânimos se acirraram. Ambos se prometeram. O jogo prosseguiu. Porém, agora, ainda mais peleado. A vitória virou uma questão de honra. Fábio e Jairo foram o símbolo de corpos em guerra; de times num compasso eloquente e vivaz, enaltecidos pela atmosfera da Junção.
Nesta pequena batalha dentro da guerra principal, jairo (5º), em princípio, levou a melhor. Foi seu o terceiro gol de sua equipe. Evandro recebeu livre na área e tocou na medida para o "velhinho bom de bola da Junção" fazer 3x2.
Um detalhe interessante neste clássico diz respeito ao placar. As iniciativas partiam, em grande parte, do lado amarelo. Contudo, quem sempre abria a vantagem era o Bicolor (1xo, 2x1, 3x2, 5x3) - e assim seguiu até o final.
Os Amarillos permaneceram tentando. Alex, lembrando Hitchcock, seguia com seu corpo em queda, praticando defesas bárbaras. Por falar em bárbaros, Diogo, assumindo o papel de um, arrancou de trás, passou por seus marcadores e deixou Erlon (6º) à vontade para romper com os portais da cidadela de Alex, igualando em 3x3 o escore.
A guerra não cessou sequer um minuto. Alex e Evandro, cada qual em seu papel, foram notórios em quadra. Vestiram o manto azul e preto com tanta fúria que por pouco não consolidaram, ao invés de um empate, uma vitória dos Bicolores.
Evandro (7º e 8º), que teve participação direta nos cinco gols de seu time - marcou três e deu passe para os outros dois -, ampliaria, em duas oportunidades, o placar para 5x3. Na primeira chance, aproveitou-se de passe errado de Erlon. Já na segunda oportunidade anotou um golaço ao matar a bola no peito e, do meio da rua, acertar um potente chute no ângulo superior de Vilnei.
O corpo chamado Alex parecia destinado a não deixar mais nada entrar em suas redes. Até que Vander (9º), depois de tantas tentativas, emplacou um chute violentíssimo, mandando a bola fora do alcance do guarda-metas azul: 5x4.
A redenção amarela só veio nos minutos finais da partida. Após bate-rebate na área, Danilson (10º) venceu a disputa com a defesa rival, decretando o empate como resultado final do clássico.
Ainda houve tempo para Veni se lesionar (rompeu parcialmente os ligamentos do joelho direito) numa disputa de bola com Evandro. Neste lance, Veni, corajosamente, jogou-se, dentro da área, com Vilnei já batido, aos pés de Evandro, evitando, assim, o gol que provavelmente daria a vitória ao Bicolor. Um lance para finalizar de forma heróica esse épico confronto.
De tantos corpos caídos ao chão, lembrei-me do soldado russo narrado por Nietzsche em sua clássica obra Ecce Homo, na qual tal soldado, após ter muito lutado contra todas as intempéries possíveis, tomba sobre a neve não derrotado, mas vencido pelo cansaço de uma batalha monumental, que, no caso literário se resume à vida, mas no nosso, a Junção, a vida pela Junção.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Um empate justo (Jogo 8 – 23/03/2010)

AZUL/PRETO 5X5 AMARELO

Gols:
Azul/Preto: Alex; Danilson (2º, 4º, 6º, 9º); Felipe; Diogo; Vander; Evandro (8º); Charles
Amarelo: Vilnei; Preto (1º); Marcelo (3º); João Paulo (7º); Fábio; Jairo; Veni (5º, 10º)

Fábio tem a posse da bola. A partida caminha de forma veloz para seu final. Veni, deslocado pela ala esquerda, incessantemente grita pelo passe. Fábio exita. Para. A defesa se fecha. Ele ensaia o chute. Veni grita de novo, acena, pede a bola. Em milésimos de segundo, Fábio muda de opção e rola a bola para seu desesperado companheiro. Veni ingressa com a bola dominada área adversária adentro. Prende-a na linha de fundo. Os dois times praticamente estão concentrados neste pequeno espaço da quadra, com exceção de Vilnei e de Marcelo. O atacante amarelo é cercado por Vander e Danilson, mas resiste a pressão. É o último lance do jogo. Não existe tempo para mais nada. Alex, notando a aproximação de Veni, fecha o ângulo. O empurra-empurra dentro da área se intensifica. A partida se transmuta num jogo de rúgbi, tamanha a intensidade de disputa. Quando Veni resolveu girar o corpo para o arremate, Charles, afobado, entrou na jogada puxando-o pelos ombros. Penalidade máxima assinalada. O Az/Pr cerca o árbitro. Reclama muito. Ameaça abandonar a quadra. Enquanto isso, o Amarelo vibra bastante. Após esse princípio de confusão, Veni coloca a bola na marca letal. Pergunta se Fábio não quer bater. Fábio, por sua vez, ordena que Veni bata. Ao fundo, vozes de indignação ressoam sobre a atmosfera do clássico, procurando tirar a concentração do goleador amarelo. O batedor se concentra. Toma distância. Respira fundo. Do outro lado, Alex também exibe sua concentração. Bate as mãos como se dissesse “essa é minha”. Veni sabe de sua responsabilidade: faz e empata o clássico, ou dá a vitória ao inimigo. Sem exitar, Veni corre seguro para a cobrança. Num chute forte à meia-altura, põe a bola longe do alcance de Alex, decretando a igualdade de 5x5 no placar. Os Amarillos comemoram como se fosse uma vitória. Já os Azuis saíram incrédulos e indignados com o resultado.
Comecei o relato deste jogo pelo seu final por uma questão de justiça. Um empate adequado num clássico equilibrado e emocionante: 3x2 no primeiro tempo para os Amarelos e 3x2 no segundo para os Azuis. Amarelos e Bicolores jamais abdicaram da vitória. Buscaram-na incessantemente, sem poupar esforços para isso.
Quem saiu na frente foi o Amarelo. Em lançamento de Vilnei, Alex, em saída precipitada, teve que se resignar ao ver a bola entrando logo após cabeçada de Preto (1º).
Danilson (2º), com seu faro impecável por gols, construiu o empate Bicolor. Na tabela com Evandro, desmarcou-se de Preto (que não o acompanhou) e bateu na saída de Vilnei: 1x1.
Em resposta instantânea, os Amarillos tomaram a dianteira outra vez. Jairo bateu forte na diagonal, Alex defendeu e no rebote Jairo rolou atrás para Marcelo (3º) marcar. Antes de entrar, a bola resvalou no pé de Danilson, tirando o arqueiro azul do lance: 2x1.
Alex, que havia falhado no primeiro gol, fez seu rival provar do mesmo veneno (até neste quesito – falhas de goleiros – a partida terminou empatada). Ao lançar Danilson (4º), viu este tocar, de cabeça e de costas para o gol, na mal saída de Vilnei: 2x2.
A fim de se redimir, Vilnei praticou uma grande defesa em chute à queima-roupa de Vander. Na sequência, armou um fatal contra-ataque ao ver Veni (5º) livre pela ala direita. Ao receber lançamento primoroso de seu guarda-metas, o atacante amarelo avançou pelo lado e tocou por cima de Alex. Um golaço que selava o primeiro tempo em 3x2.
Na segunda etapa, a partida seguiu movimentada. Os Azuis foram pra cima logo de início. Tamanha iniciativa gerou resultados significativos. O empate em 3x3 veio logo após nova falha de Vilnei em saída de bola. Evandro chutou e a bola bateu no poste. Na continuidade, Danilson (6º), sempre pronto para marcar, chutou rasteiro e forte para empatar o clássico.
No entanto, Veni não deixou por menos. Fez boa jogada, cavou a falta e, como se não bastasse tudo isso, rolou na medida para João Paulo (7º) acionar seu time à frente no escore outra vez: 4x3.
Na raça, Evandro (8º) provoca o empate. Vander mandou um balaço pra cima de Vilnei. No rebote, depois de grande defesa, a bola caminha sobre a linha do gol, e antes que o arqueiro a recupere, Evandro chega rasgando, na carrinhada, e empurra-a para as redes: 4x4.
Pela primeira vez no confronto os Azuis ficam em vantagem. Sentindo o bom momento chegam à virada logo depois do empate. Danilson (9º) recebe passe de Vander e toca por baixo de Vilnei: 5x4.
O que veio depois está registrado no primeiro parágrafo deste relato. Mais do que o registro, vale a intensidade da vivência. Amarelos e Azuis realmente se debruçaram sobre esse jogo, reforçando o que foi dito no início de março: o espírito da Junção voltou definitivamente. 2010 começou.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Veni e Evandro: uma dupla em sintonia (Jogo 7 - 16/03/2010)

AZUL/PRETO 12X9 AMARELO

Gols:
Azul/Preto: Alex; João Paulo; Evandro (13º, 15º, 18º, 21º); Veni (9º, 10º, 16º, 19º); Jairo (2º); Fábio; Charles (1º, 3º, 17º)
Amarelo: Vilnei; Erlon (5º, 8º, 12º, 20º); Danilson (6º, 7º, 11º, 14º); Marcelo; Preto (4º); Vander

Numa partida dura e bastante disputada, Bicolores e Amarelos travaram outra batalha pela vitória. Apesar do excesso de gols (21 no total), o jogo se definiu praticamente nos últimos dez minutos. Tempo este em que o Az/Pr, sem abdicar da técnica, mostrou-se bastante competitivo por virar um placar desfavorável em uma vitória consistente. Assim como na semana passada, nesta a dupla Veni e Evandro foi eficiente. Cada qual marcou quatro vezes (Danilson também fez quatro gols), fato que contribuiu de maneira significativa no resultado final. Destaque também para Charles, que, além de assinalar três vezes, jogou bem, especialmente no primeiro tempo.
Rápidos e ofensivamente agressivos, os Amarelos tomaram as ações iniciais do jogo. Chegavam bem à frente, mas defensivamente vazavam. Outra situação que os prejudicou foi a falta de comunicação. Ou falha na comunicação. Tanto é que, no mínimo, uns dois gols sofridos na primeira etapa foram fruto desta comunicação ruidosa.
Bem, se os Amarillos não aproveitaram suas oportunidades, os Azuis souberam como aproveitar as suas. Em escanteio cobrado por Evandro, Charles (1º), sem marcação alguma, entrou pelo meio da defesa e com um leve toque tirou Vilnei do lance, marcando 1x0 para seu time.
Em outra lateral, dessa vez no campo de defesa Bicolor, Erlon afirmou, depois, ter escutado Danilson avisar que a lateral seria deles. Contudo, na verdade, a lateral era do Az/Pr, que rapidamente a cobrou. Charles, ao receber a bola livre na frente, tocou-a para Jairo (2º), que, pela esquerda, chegou batendo e ampliando em 2x0 o placar.
Após perder duas boas chances, os Amarillos sofreram outro revés. João Paulo bateu fraco, Vilnei soltou e Charles (3º), como um goleador nato, completou para as redes: 3x0.
Se Vilnei falhou, Alex não deixou por menos. Em sua velha deficiência em sair jogando com os pés, o arqueiro azul entregou a bola de bandeja para Preto (4º) descontar em 3x1, encerrando, assim, o placar da primeira etapa.
No egundo tempo, os Amarillos corrigiram alguns erros de posicionamento. Conseguiram, então, não somente empatar mas também passar à frente no placar. O jogo, nesta etapa, ficou mais acirrado, aumentando as disputas e também o número de gols. Agora, quem passou a falhar foi o Az/Pr. Veni perdeu a bola na frente, no contra-ataque puxado por Danilson, este serviu, de calcanhar, a Erlon (5º) que não perdoou: 3x2. Fábio, ao tentar sair jogando, perdeu a bola na intermediária, e Danilson (6º) não perdeu o foco para empatar em 3x3.
Avassalador, o Amarelo seguiu marcando. Primeiro com Danilson (7º) - em outra falha defensiva Bicolor. Depois com Erlon (8º), escorando cobrança de escanteio: 5x3.
Por sorte, o Bicolor ajustou-se novamente. Veni (9º e 10º), em dois lances magistrais, declarou a igualdade no placar de La Bomobonera. No primeiro, assim como uma águia em busca de sua presa, antecipou-se a Vander, roubando-lhe a bola e tocando na saída de Vilnei. No segundo gol fez uma jogada sensacional ao aplicar uma janelinha em Vander, driblar Vilnei e rolar para as redes.
Nem bem havia comemorado seu quarto gol, o Bicolor já vibrava com o empate em 5x5. No entanto, o Amarelo voltou a abrir vantagem de dois gols novamente no placar. Vander fez falta em Fábio bem no círculo central da quadra (o árbitro mandou seguir) e tocou para Danilson (11º) marcar 6x5. Em toque de Danilson, Erlon (12º) ficou cara a cara com Alex. Resultado: 7x5.
Foi aí, então, que a partida pegou fogo. Em tabela com Veni, Evandro entrou área adentro e, sob marcação de Marcelo, passou por este para, em seguida, trombar com Vilnei. Diogo (lesionado), de árbitro, marcou a penalidade máxima. Bate-boca, catimba, discussão, nervos à flor da pele, bola chutada pra longe... Pênalti batido e convertido por Evandro (13º): 7x6.
Mas quando o Az/Pr parecia que iria engrenar, Alex voltou a falhar. Em chute de longe, na saída de bola amarela após o gol sofrido, Danilson (14º) fez 8x6. Estava tudo se encaminhando para uma conquista amarela. Quando o Bicolor arrancou, na raça, a vitória. Num lançamento em profundidade de Fábio, Evandro (15º) descontou em 8x7. Logo depois, Veni (16º) tabelou com Evandro para marcar e empatar o clássico em 8x8.
Embalados por uma raça descomunal (João Paulo deu carrinhada de tudo quanto era tipo), os Azuis chegaram à virada. Charles (17º) roubou a bola de Prewto e tocou no canto de VIlnei, deixando o escore em 9x8. Atônitos, os Amarelos viram Evandro (18º) assinalar um golaço de voleio após a bola ter sido espirrada mal pela defesa rival: 10x8. Para completar o bom momento e, praticamente, consolidar seu resultado positivo, os Bicolores ampliaram para 11x8, através de Veni (19º). Bola ao centro e Erlon (20º), em chute cruzado, descontou em 11x9. No entanto, Evandro (21º) recebeu livre no meio e mandou ver no canto inferior de Vilnei: 12x9.
Na raça, com todas as dificuldades possíveis, o Bicolor selou com uma vitória convicente o placar do clássico. Evandro e Veni fizeram um dueto em grande sintonia, contribuindo de maneira direta para tal resultado.

terça-feira, 23 de março de 2010

Uma contratação e um retorno

Após tanta procura finalmente encontramos outro camisa 1. Chumbinho, alcunha não muito bem aceita na Junção, chama-se Fabiano – e por este nome será chamado. Diferente do que se esperava, Fabiano não vem para substituir Alex. Isso porque Alex, depois de refletir muito sobre sua decisão precipitada, voltou atrás e se reconciliou com a Junção.
Portanto, como já havia acontecido há algum tempo, a Junção passa a contar agora com três arqueiros, que farão um rodízio nas terças-feiras.

Fabiano, seja bem-vindo!
Alex, que bom poder voltar a contar contigo!