segunda-feira, 6 de abril de 2009

Mais vivo do que nunca [31/03/2009 - Jogo 9]

AZUL/PRETO 4x5 VERMELHO


Gols:
Azul/Preto: Alex; Preto; Danilson [1º, 8°]; Veni [3º]; Cristhian [7º]; Fabrício; João Paulo
Vermelho: Vilnei; Evandro [2º]; Marcelo [6º]; Fábio [5º, 9º]; Jairo [4º]; Vander; Charles

Os boatos davam contam de que ele não voltaria mais. Anos dedicados a uma paixão que lhe consumia as entranhas. Mas havia decidido no jogo anterior que, devido a uma discussão diante de um lance duvidoso de gol, não jogaria mais na Junção. Era o fim de um mito?
Passado uma semana do episódio fatídico, ele retornou. Reconheceu que havia exagerado nas críticas e em sua ação [de certo ponto infantil] de abandonar a partida e as quadras. Dessa forma, resolveu voltar atrás e voltar. Não só retornou, como realizou uma apresentação quase perfeita tecnicamente. De cabeça arejada reconheceu, assim como somente os grandes ícones pop's o sabem fazer, seu erro, retomando seu lugar, seu território delimitado não por linhas riscadas no chão, mas sim por artérias que pulsionam sua grande paixão: a Junção.
Vilnei foi o personagem da partida. Atuando de forma firme e segura, parou o ataque adversário, eficiente e veloz. Soube passar segurança a seus companheiros. Foi tão "grande" sob as traves que até mesmo penalidade máxima fez Veni - não lembro de alguma vez tê-lo visto errar - desperdiçar [bateu pra fora].
Enfim, Vilnei está de volta e com ele toda a malícia da catimba portenha. O abandono foi apenas um susto. A base da Junção continua mantida.
E por falar em manutenção, o Az/Pr manteve seu sistema defensivo atuante durante toda a partida. Não abriu mão da qualidade de seus atletas de frente. O trio formado por Veni [conseguiu uma folga na aula e por isso pode jogar], Danilson e Cris gerou muito esforço por parte dos Vermelhos no quesito contenção. Em certos momentos do jogo, mais para seu final, parecia que estava instaurado um duelo entre ataque e defesa. Os Rubros souberam resisitir com eficiência. Vilnei foi o protagonista desta resistência. Entretanto, outros nomes podem ser citados, tais como Fábio e Marcelo.
Em vista disso, o Az/Pr tomou, desde os primeiros minutos, a iniciativa do jogo. Saiu fazendo uma blitz no campo defensivo vermelho. Tal proposta de ação culminou em algumas boas oportunidades criadas. Em uma dessas, Danilson [1º], em passe preciso de Cris, abriu o placar: 1x0.
Aos poucos, no entanto, os Reds passaram a equilibrar as ações. Marcelo e Vander se encontraram melhor, ajustando suas posições em quadra. Em movimentações constantes na frente, Jairo e Evandro foram abrindo espaços na defesa azul, que, por sinal, em relação ao seu ataque, deixava muito a desejar.
Em lançamento com as mãos de Vilnei, Evandro escorou de peito para Jairo que, já dentro da área, bateu e Fabrício com a mão evitou o que seria o gol de empate. Na cobrança da penalidade máxima, Evandro [2º] não titubeou: bateu forte, no alto, fora do alcance de Alex: 1x1.
Com o empate estabelecido e as ações equilibradas, qualquer descuido maior podia ser fatal. Marcelo cometeu um descuido dessa ordem ao bater mal um escanteio. Danilson, rápido como sempre, antecipou-se à defesa, que estava em linha, ficou com a bola e de primeira serviu a Veni [3º] bater no canto baixo de Vilnei: 2x1.
Mesmo perdendo e sofrendo pressão, os Reds estavam melhor organizados. Quando chegavam à frente geralmente construíam excelentes oportunidades.
Numa triangulação perfeita entre Marcelo, Charles e Jairo [6º], na qual foram necessários apenas três toques, o último finalizou com maestria a jogada, decretando o 2x2 como o escore final do primeiro tempo.
No segundo tempo, o Vermelho voltou melhor. Controlando as ações azuis, passou a ditar o ritmo do clássico, que emocionante seguiu até seu apito final.
Fábio [5º], cobrando falta na entrada da área, fez 3x2. Neste lance, Fábio contou com a "ajuda" da barreira, que no momento do chute se abriu.
Na esteira do bom momento, os Reds chegaram a seu quarto gol. Marcelo [6º] arriscou e venceu Alex num chute certeiro.
Ainda jogando melhor, o Vermelho explorava com muita qualidade as brechas deixadas pela defesa azul. João Paulo, inseguro, não realizava uma boa partida. Fabrício, ainda que de uma maneira precária, tentava fazer a função de fixo. Contudo, rendia melhor quando saía pela ala-direita. Preto, do ponto de vista defensivo, era quem melhor exercia o papel de último homem. Quanto ao ataque do Az/Pr, este sim fazia uma função satisfatória, mesmo que, na grande parte do jogo, tenha sido parado nas mãos de Vilnei.
Cansados e vencendo por dois gols de diferença, os Reds passaram a marcar com menor eficiência seus inimigos azuis. Com isso, não tardou muito para que o Az/Pr entrasse novamente no jogo, ainda mais depois do gol de Cris [7º], que deixou em 4x3 o escore.
Sem saída de bola, os Rubros passaram a fazer lançamentos pelo alto. Invariavelmente a bola sobrava para os Blues, que impuseram a seu rival um processo de sufocamento por pressão. De tanto sufocar, pênalti conseguiram criar [Vander colocou a mão na bola]. Ao bater a penalidade máxima, Veni, talvez, tenha sentido a dimensão de Vilnei. A bola saiu rente ao poste, pela linha de fundo. Neste momento se não fosse por Vilnei, o Vermelho não teria mantido seu escore favorável. Somente em raros conta-ataques é que os Rubros levavam perigo ao gol de Alex. Num destes, Jairo, livre, desperdiçou uma chance incrível. Mas o pior não foi ter pertido o gol, mas ter possibilitado aos Azuis a marcação de seu gol de empate, assinalado por Danilson [8], justamente num contra golpe.
Quando tudo indicava a igualdade como placar final do clássico, eis que Fábio [9º], num raro momento de inspiração, deixou dois marcadores pra tás - um deles, Fabrício, deitado -, tirou de Alex e, sutilmente, tocou a bola por cima do arqueiro azul. Golaço para encerrar a noite e selar uma vitória sofrida dos Reds. Como se não bastasse ter marcado o gol da vitória de seu time, Fábio, numa carrinhada precisa no último lance do embate, evitou aquele que poderia ser o gol de empate dos Blues.
Numa noite de retorno, só o que não volta é a saudade de um tempo outrora vivido. Mas isso é questão para outra análise...

Um comentário:

  1. NOTAS:
    VILNEI 7,75
    FÁBIO 7,05
    ALEX 7,05
    CRISTIAN 6,70
    DANÍLSON 6,60
    JAIRO 6,30
    MARCELO 6,30
    EVANDRO 6,10
    FABRÍCIO 6,05
    CHARLES 6,00
    VENI 6,00
    VANDER 5,75
    PRETO 5,60
    JOÃO PAULO 5,40

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