terça-feira, 16 de novembro de 2010

Legado Farroupilha [Jogo 35 - 28/09/2010]

AMARELO 9X9 AZUL/PRETO

Gols:
Amarelo: Vilnei; João Paulo; Preto; Charles; Fábio; Danilson [1º, 8º, 11º, 14º, 16º, 17º]; Veni [7º, 9º, 15º]
Azul/Preto: Alex; Jairo [2º]; Evandro [3º, 10º, 13º]; Cristiano [4º, 5º, 6º, 12º]; Diogo, Marcelo [18º]

A Junção, que entre seus postulados conta com a raça e a entrega constantes, mais uma vez demonstrou seu amor aos pagos do Sul. Dopados pela tradição charrua da desmesura, Bicolores e Amarelos honraram as cores da bandeira do Rio Grande. Foram dignos de serem tratados como filhos desta Terra, forjada na bravura e no sangue de seus antepassados. No DNA de cada atleta da Junção, habita o legado farroupilha, chama que se acende toda terça-feira à noite, a cada novo confronto, quando, imbuídos deste espírito aguerrido, os jogadores honram até o último minuto de jogo o legado juncianeiro gaúcho.
Esta partida não fugiu à regra. Disputada do primeiro ao derradeiro segundo, concentrou um grau de emoção dilacerante. O Az/Pr chegou a estar vencendo por 5 a 1 (no primeiro tempo fez 4 a 1). Depois de quase ceder o empate, voltou a ficar com uma boa vantagem (8 a 5). O Amarelo reagiu: empatou e passou à frente (9 a 8) nos minutos finais. Mas nos descontos, quando tudo se encaminhava para uma vitória heróica da equipe dourada, Marcelo, na raça, deixou tudo igual (9 a 9).
Se o clássico terminou com um gol de Marcelo, iniciou também com um lance seu. Ao sair jogando pelo lado direito defensivo, sofreu pressão de Charles e, na sequência, a bola foi tocada para Danilson (1º), de frente para Alex, tocar em seu canto: 1 a 0.
Em jogada de Evandro, a bola sobrou para Cristiano que, sem hesitar, serviu a Jairo (2º): 1 a 1.
O Bicolor passou à frente logo após com Evandro (3º) que, ao receber lançamento de Alex, dominou, girou e tocou por cima de Vilnei: 2 a 1.
Não tardou muito para Diogo passar lateralmente para Cristiano (4º) afundar o arqueiro amarelo: 3 a 1.
Antes que o primeiro tempo encerrasse, Cristiano (5º), outra vez, mandou no ângulo de Vilnei, fechando em 4 a 1 esta etapa.
No segundo tempo o clássico cresceu ainda mais em emoção. Com outro gol de Cristiano (6º) – driblou Fábio -, o Az/Pr abriu uma larga e boa vantagem de 5 a 1 sobre seu adversário.
A chama farroupilha, então, se fez potente na camisa do time amarelo. Veni (7º e 9º), duas vezes, e Danilson (8º), uma, avivaram a brasa aguerrida deste levante gaúcho. O segundo gol de Veni foi arrebatador. Da esquerda, puxou para o meio e de pé direito acertou o ângulo superior de Alex. Um golaço! Seu outro gol começou com passe de Fábio para passagem e centro de Danilson da esquerda para o meio da área. Já o gol de Danilson – o primeiro de seus seis -, surgiu com outro passe de Fábio, onde o goleador da Junção dominou no peito e fuzilou Alex: 5 a 4.
A peleia ficou em aberto de novo. A disputa foi acirrada pela posse da bola. As oportunidades aconteciam para ambos os lados. Vilnei e Alex trabalharam muito. Num centro na medida de Marcelo, Evandro (10º) cabeceou e Vilnei falhou: 6 a 4.
Danilson (11º), da entrada da área, acertou arremate firme no ângulo de Alex: 6 a 5. A disputa também entre a dupla de goleadores ficou entusiasmante. Do lado Azul, Cristiano e Evandro; do lado Amarelo, Veni e Danilson. Dos 18 gols da partida, 16 foram marcados pelo quarteto acima referido.
Num momento crucial do embate, o Amarelo vacilou. Escanteio a favor do Bicolor. Pouco antes da cobrança, Preto sai cansado e cede lugar a João Paulo. O problema é que ao promover essa substituição, a equipe amarela se perdeu na marcação, ficando fácil para Cristiano (12º) aproveitar tal erro primário: 7 a 5. Inflamado pelo gol, o Az/Pr sentiu o bom momento. Num contra-ataque, Evandro (13º) voltou a deixar sua marca: 8 a 5.
Quando tudo parecia perdido do lado amarelo, a dupla dourada Veni e Danilson tomou as ações da partida. Em duas tabelas rápidas e eficientes, Danilson (14º) e Veni (15º) descontaram em 8 a 7 o escore. O empate amarelo veio numa falha de Alex. Danilson (16º) tentou tocar para Charles dentro da área, na confusão o arqueiro pegou a bola e a deixou escorregar por entre suas mãos. A bola entrou de mansinho para o fundo de suas redes: 8 a 8.
Danilson (17º) foi o autor da virada. Vilnei lançou-o pela direita, o artilheiro avançou e bateu forte, fazendo 9 a 8.
O desespero tomou conta do Bicolor. Tinha o jogo nas mãos, melhor, nos pés, e naquele momento estava entregando-o de bandeja ao seu tradicional rival. Inconformado com o rumo da história, o maragato Diogo levou a bola, já nos descontos, pela ala esquerda de ataque e num chute cruzado, que passou por todos os pés possíveis da defesa amarela, encontrou a garra charrua de Marcelo (18º) que, na carrinhada, entrando às costas de Veni, colocou a bola para dentro das redes de Vilnei: 9 a 9.
Um gol Libertador. Um gol Farroupilha. Um gol da Junção. No mês em que se celebra o grande feito dos gaúchos, a Junção homenageia esse povo aguerrido com uma partida digna de seus ideais e de sua bravura.
A Junção é genuinamente um legado farroupilha!

Um comentário:

  1. Vilnei 6,9
    Fábio 6,3
    Charles 6,0
    Veni 7,9
    Danilson 7,9
    Preto 6,4
    João Paulo 6,2
    Alex 7,1
    Cristiano 6,4
    Evandro 6,5
    Diogo 6,2
    Jairo 6,2
    Marcelo 6,6

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