Não a procure em dicionários. Não a procure em livros de História. Tampouco perca seu tempo tentando encontrá-la em enciclopédias, almanaques e coisas do tipo. Não procure saber seu significado, muito menos o que ela representa. Tente apenas sentí-la o mais próximo possível de suas entranhas, lá onde suas vísceras habitam, onde a raça prolifera e a alma torna-se um mito.
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Os sentidos da Junção [Jogo 24 – 09/08/2011]
AMARELO 4X5 AZUL/PRETO
GOLS:
AMARELO: Charles; Evandro; Fabiano; Diogo; João Paulo; Veni (4º, 7º, 8º, 9º)
AZUL/PRETO: Everton; Fábio (3º); Márcio Guerreiro; Marcelo; Cristhian (2º, 6º); Preto (5º, 10º)
Já fazia algum tempo. Talvez nem tanto tempo assim. Para ser sincero, algumas semanas, não mais do que dois meses, quiçá. No entanto, mais do que o tempo cronológico, o que realmente vale é o tempo das intensidades. Pois a Junção voltou a ter intensidade... Não que vinha, nos últimos jogos, faltando “pegada”. Mas havia algo que não deixava os jogos engrenarem, tornando-os comuns, sem maiores emoções. Creio que a chegada de Márcio – ou seja, desde o jogo passado – trouxe novos ares para a Junção. Já na última partida ficou clara essa evolução anímica. Nesta, então, a comprovação se fez evidente.
A estréia de Márcio trouxe, coincidentemente ou não, a seriedade, a disputa, a competitividade de volta a Junção. Voltaram também os sentidos da Junção: o olfato, traduzido no cheiro do adversário se aproximando com periga da área; a visão, traduzida no olhar do atacante frente à tenuidade do arqueiro; o paladar, refletido no gosto doce da vitória ou amargo da derrota; no tato, sentido no choque de forças no momento do chute entre o pé e a bola, ou entre as mãos e a bola no instante da defesa do goleiro; a escuta, traduzida no grito de alívio quando, depois de muito tentar, a bola encontra finalmente as redes inimigas.
Enfim, a intensidade está de volta. E com ela todos os sentidos da Junção. Sentidos que fizeram deste confronto uma disputa acirrada e equilibrada, na qual o Bicolor levou a melhor, vencendo por 6 a 4.
Após um primeiro tempo quase que perfeito, onde todas os sistemas funcionaram adequadamente, em especial o defensivo, o AZ/PR fez 5 a 2, com destaques para Everton (boas intervenções e defesas), Márcio e Cristhian. Na etapa final, entretanto, o Amarelo ajustou seus sentidos, e Veni tomou para si a responsabilidade das ações, marcando os quatro gols de seu time.
Cris tabelou com Fábio, foi à linha de fundo e centrou na medida para Marcelo (1º) abrir o placar em 1 a 0. O próprio Cris, em cobrança de penalidade máxima feita por Charles, ampliou em 2 a 0 o marcador. Num corta-luz magistral de Márcio, que tirou Vilnei do lance, Fábio (3º) fez 3 a 0.
O Amarelo descontou em 3 a 1 após Evandro tocar para Charles e este rolar para Veni (4º) marcar. Mas, no entanto, Charles, em noite infeliz, força o passe para Diogo, e Preto (5º) intercepta e amplia em 4 a 1.
As tentativas amarelas esbarravam no sistema defensivo bem estruturado do AZ/PR. E, quando por este passavam, havia Everton a interromper as oportunidades criadas. Para piorar a situação do Amarelo, Cristhian (6º) bate falta forte frontal e, com a colaboração de Vilnei, assinala 5 a 1.
Antes que o primeiro tempo se encerrasse, Veni (7º) apara chute cruzado de Evandro e desconta em 5 a 2, abrindo uma outra perspectiva para seu time na segunda etapa.
Com a saída de Cris, o AZ/PR passou a somente se defender, chamando seu adversário pra cima. A equipe se perdeu no posicionamento, e o Amarelo reconheceu que era o momento de se aproveitar da situação.
Veni (8º), num lance de genialidade, aplicou um elástico pra cima de Preto no flanco esquerdo, completando com um arremate certeiro no canto oposto de Everton: um golaço, que deixou o placar em 5 a 3.
Quando o Bicolor quis retomar o domínio, voltando com Cris para o jogo, Veni (9º) já fazia outro, deixando em 5 a 4 o confronto.
Neste instante, Everton foi fundamental. Praticou defesas importantes e corajosas intervenções, não permitindo, no momento mais crítico do jogo, que seu time sofresse o empate.
Quando o empate amarelo parecia ser uma questão de tempo, Preto (10º) recebeu no meio e bateu forte, porém defensável. Vileni tentou, mas não evitou: 6 a 4.
O gol de Preto foi um alívio para o Bicolor. Foi o gol que sacramentou a vitória de um time copero, que soube jogar pelo resultado. Mas, para além da vitória azul e preta, o que contou mesmo neste confronto foi a atitude dos jogadores em aguçar todos os sentidos da Junção. Espero que os gostos, cheiros, olhares, toques e sons da Junção reverberem por muito tempo ainda em cada um de nós, juncianeiros.
Que assim seja!
VENI – 7,90
CRISTHIAN – 7,60
EVERTON – 7,50
MÁRCIO GUERREIRO – 7,20
MARCELO – 6,85
DIOGO – 6,75
PRETO – 6,65
FABIANO – 6,30
EVANDRO – 6,25
JOÃO PAULO – 6,25
FÁBIO – 6,25
VILNEI – 5,95
CHARLES – 5,60
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