segunda-feira, 22 de agosto de 2011

A queda do último invicto e uma atuação para ficar na história [Jogo 25 – 16/08/2011]


AZUL/PRETO 3X2 AMARELO

GOLS:
AZUL/PRETO: Vilnei; Veni; Evandro (2º, 3º); Marcelo; Preto (1º); João Paulo
AMARELO: Everton; Jairo; Fábio; Márcio Guerreiro (5º); Cristhian; Diogo (4º); Vander

Ele voltou sem maiores alardes. Retornou para substituir um ídolo das traves da Junção. Sabia que não seria nada fácil conquistar seu espaço. No entanto, não se intimidou frente às adversidades. Enfrentou-as com persistência e coragem. Foi bravo. Foi determinado. Everton agarrou uma das camisas número 1 da Junção. E, desde que retornou, ainda não havia perdido nenhuma vez.

Foram, neste percurso, 12 jogos disputados, com seis vitórias e seis empates. Mas essa longa invencibilidade ruiu nesta partida. Confronto que marcou, além da queda da invencibilidade de Everton, uma atuação de luxo do outro nº 1. Performance estupenda, que só não foi perfeita por dois detalhes nos últimos 4 minutos de bola rolando. Detalhes que se resumem a dois gols sofridos por Vilnei, o grande destaque da noite, nos quais não teve culpa alguma.

Vilnei fez uma jornada sensacional. Defendeu de tudo quanto foi jeito: com as mãos, com os pés, de cabeça, de cara e com a ponta dos dedos. Somente nos derradeiros quatro minutos é que não conseguiu evitar duas bolas batidas com violência e maestria, méritos de seus autores, Diogo e Márcio, respectivamente. Se caso tivesse realizado essas duas defesas, Vilnei conseguiria um feito inédito na Junção: a nota 10.

Foi por pouco que o veterano arqueiro da Junção não alcança o conceito máximo em termos de atuação. A vitória de seu time passa necessariamente por ele. Aliás, ambos os goleiros tiveram em noite inspirada. Everton também defendeu muito. É claro que Vilnei foi mais decisivo, visto que foi mais exigido. E quando não interviu, foi auxiliado pela sorte (todo bom guarda-metas tem que ter sorte) das bolas no poste.

Vilnei é um juncianeiro bipolar, isto é, tem partidas que fracassa vertiginosamente; em outras, quando tira para defender, sua meta vira quase que intransponível, como ocorreu neste confronto. No mínimo em três ocasiões foi perfeito. A primeira num petardo de Diogo à queima-roupa e o qual espalmou para escanteio. Depois foi no chute de Fábio que desviou num defensor e mesmo com a visão encoberta se esticou todo, como um gato, para, com a ponta dos dedos, defender. Por último, em outro lance com Fábio, onde este tentou tocar por cima e ele, não tendo outro recurso, defendeu corajosamente com o rosto, desviando a bola para a linha de fundo. Fora estas, tiveram outras importantes intervenções ao longo do jogo, nas quais todas foram interceptadas com qualidade e ousadia.

Numa partida marcada por defesas, nada mais justo do que salientar os sistemas defensivos. Em grande parte pelos goleiros, tivemos somente cinco gols marcados neste embate – e olha que não faltaram oportunidades... Era para ter ocorrido apenas três gols – todos do Bicolor, que abriu uma vantagem de 3 a 0. No entanto, nos quatro minutos finais, o Amarelo finalmente conseguiu romper as redes de Vilnei, selando em 3 a 2 o placar final de jogo.

Clássico pegado, de muita marcação e disputa pela bola. Em lance polêmico (Everton segurou recuo de Jairo), que resultou em tiro livre indireto frontal, Veni rolou de lado para Preto (1º) bater alto e forte e abrir o marcador em 1 a 0.

Depois, em lançamento de Veni (atravessou a bola de uma ala a outra), Evandro (2º) bateu certeiro, tirando do alcance de Everton e fechando em 2 a 0 o placar do primeiro tempo.

Na etapa final, a pressão amarela foi contínua. Vilnei, que já havia sido decisivo na primeira parte do jogo, foi mais ainda nesta. Defendeu as três bolas da partida, aquelas relatadas anteriormente. Por sua vez, Everton, também praticou belas defesas, não permitindo que a vantagem azul e preta se dilatasse naquele momento.

De tanto buscar o empate, o Amarelo se expôs demais aos contra-ataques inimigos. E justamente num destes é que Marcelo deu passe açucarado para Evandro (3º) bater forte e ampliar em 3 a 0 a vantagem bicolor.

Sem desistir de marcar ao menos um gol, o Amarelo não se rendeu. E finalmente, a poucos minutos do final, venceu a grande muralha da noite. Márcio recebeu a bola por cima e de costas para a meta adversária, escorou-a na medida exata para violento chute de Diogo no ângulo de Vilnei. Um golaço: 3 a 1.

Em seguida, Márcio tabelou com Cris pela ala esquerda e, ao receber de volta, ingressou na área e tocou, com maestria, fora do alcance de Vilnei. Outro belo gol azul e preto: 3 a 2.

Ainda, já nos descontos, Diogo teve a chance mais clara da partida para empatar. Porém, desperdiçou-a. De frente para o gol, sem marcação, pegou mal na bola e a mandou para fora. Reza a lenda que, ao avistar saída de Vilnei, Diogo se deparou não com um goleiro mas com um monstro.

Ao soar o apito final, três constatações emergiram dos escombros desta batalha: (1) a bipolaridade de Vilnei; (2) é quase impossível encerrar uma temporada invicto na Junção; (3) Márcio Guerreiro renovou a Junção.

VILNEI – 9,5
MÁRCIO – 7,9
EVERTON – 7,8
DIOGO – 7,7
VENI – 7,7
EVANDRO – 7,6
CRISTHIAN – 7,5
MARCELO – 7,4
PRETO – 7,0
FÁBIO – 6,6
VANDER – 6,4
JOÃO PAULO – 6,2

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